Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Saúde

Fungo provoca surto com mortes nos EUA e gera pânico; saiba qual é

Por Lucas
22/01/2026
Em Saúde
Fungo provoca surto com mortes nos EUA e gera pânico; saiba qual é

Créditos: depositphotos.com / Steven Oscherwitz

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

O recente surto de histoplasmose registrado no Tennessee, nos Estados Unidos, reacendeu o alerta para essa infecção fúngica que, embora não seja comum em forma de microepidemias, pode trazer complicações importantes. Uma pessoa morreu e dezenas ficaram doentes após contato com o Histoplasma capsulatum, fungo responsável pela doença. A situação chamou a atenção por ocorrer em um país que mantém vigilância sanitária rigorosa, mas onde o fungo é considerado endêmico em determinadas regiões. Em suma, esse cenário reforça a importância de conhecer melhor a doença, seus sintomas, formas de transmissão e, sobretudo, as estratégias de prevenção.

A histoplasmose é classificada como uma infecção sistêmica, o que significa que pode atingir vários órgãos do corpo. Em grande parte dos casos, a doença passa despercebida, sem sinais evidentes, mas em outros pode progredir para quadros graves, principalmente em pessoas com imunidade comprometida. Esse contraste entre infecção assintomática e formas severas torna o tema relevante para a saúde pública, tanto na América do Norte quanto na América do Sul. Portanto, quando se fala em saúde respiratória e doenças infecciosas emergentes, a histoplasmose entra cada vez mais no radar de especialistas, gestores e da população geral.

Leia Também

Gripe K já soma 15 milhões de casos e 7 mil mortes nos EUA

Gripe K já soma 15 milhões de casos e 7 mil mortes nos EUA

14/01/2026
Pais à beira do surto: como lidar e controlar a raiva quando você é mãe ou pai

Pais à beira do surto: como lidar e controlar a raiva quando você é mãe ou pai

09/12/2025

Saiba por que o dia 8/12 é a data ideal para montar a árvore de Natal

02/12/2025
Açaí e pão de queijo: conheça as comidas brasileiras que estão conquistando o mundo

Açaí e pão de queijo: conheça as comidas brasileiras que estão conquistando o mundo

08/11/2025

O que é histoplasmose e como o fungo age no organismo?

A histoplasmose é causada pela inalação de esporos do Histoplasma capsulatum, um fungo que vive no solo e em ambientes contaminados por fezes de aves e morcegos. Quando essas partículas microscópicas são inaladas, elas chegam aos pulmões e podem se multiplicar. Em indivíduos com sistema imunológico preservado, o organismo costuma conter o avanço do fungo, resultando em infecção leve ou sem sintomas. Entretanto, em ambientes com grande concentração de esporos, a carga inalável aumenta e o risco de adoecimento sintomático cresce de forma significativa.

Em outras situações, principalmente em pessoas com doenças crônicas, uso prolongado de medicamentos imunossupressores ou infecção pelo HIV, o fungo pode se espalhar pela corrente sanguínea. Nessas formas disseminadas, outros órgãos além do pulmão podem ser afetados, como fígado, baço e medula óssea. A gravidade do quadro varia conforme a quantidade de esporos inalados, a virulência da cepa e a condição de saúde do paciente. Portanto, a resposta imune individual, o contexto ambiental e o tipo de exposição se combinam e determinam se a infecção será branda ou potencialmente fatal.

Quais são os sintomas da histoplasmose?

Os sinais da histoplasmose costumam se assemelhar aos de uma infecção respiratória comum, o que dificulta a identificação inicial. Entre os sintomas mais relatados estão:

  • Febre e calafrios;
  • Tosse, geralmente seca no início;
  • Sensação de fraqueza e cansaço fácil;
  • Dor de cabeça e dores musculares;
  • Perda de peso não intencional;
  • Desconforto no peito e dificuldade para respirar;
  • Dor ou dificuldade ao engolir em alguns casos.

Esses sinais podem surgir alguns dias ou semanas após a exposição ao fungo. Em quadros leves, os sintomas podem desaparecer sem tratamento específico, sendo confundidos com um quadro gripal. Entretanto, quando o paciente pertence a um grupo de risco ou apresenta piora progressiva da falta de ar, a investigação médica se torna essencial. Já nas formas mais severas, podem surgir complicações respiratórias importantes, exigindo investigação imediata e acompanhamento em ambiente hospitalar. Em suma, a atenção aos sintomas persistentes e à história de exposição ajuda a diferenciar a histoplasmose de outras infecções respiratórias comuns.

Onde o Histoplasma capsulatum é encontrado com mais frequência?

O fungo Histoplasma capsulatum tem distribuição mundial, mas apresenta áreas de maior concentração. Nos Estados Unidos, é considerado endêmico principalmente nas regiões dos vales dos rios Mississippi e Ohio e em áreas próximas aos Grandes Lagos. Nessas zonas, o solo rico em matéria orgânica e dejetos de aves e morcegos favorece o desenvolvimento do microrganismo. Portanto, quem vive, trabalha ou viaja para essas áreas precisa ter atenção redobrada ao realizar atividades que levantem poeira.

Na América do Sul, já foram documentados casos no Brasil, Argentina, Venezuela, Equador, Paraguai, Uruguai e Colômbia. No território brasileiro, as chamadas microepidemias costumam estar associadas a ambientes específicos, como grutas frequentadas por morcegos, galinheiros, pombais e locais fechados com acúmulo de excrementos de aves. A doença também foi relatada em diferentes espécies animais, incluindo cães, gatos, cavalos, bovinos, suínos e roedores, o que reforça o caráter ambiental da infecção. Então, quando se observa a ocorrência em humanos e em animais, fica claro que o foco principal do controle deve recair sobre o ambiente e não sobre a transmissão direta entre indivíduos.

Como ocorre a infecção por histoplasmose?

A infecção pela histoplasmose geralmente acontece durante atividades que revolvem o solo ou produzem poeira contaminada. Ao mexer na terra, manipular frutas secas, cereais armazenados ou cortar árvores em áreas com presença do fungo, partículas microscópicas podem ser liberadas no ar. Quando inaladas, essas partículas alcançam os pulmões, dando início ao processo infeccioso. Portanto, trabalhos rurais, construções, reformas e práticas de turismo em cavernas se destacam como situações de maior risco.

Fezes de morcegos e de aves que vivem em bando, como galinhas e pombos, também são fontes importantes de contaminação ambiental. Apesar disso, não há evidências de transmissão direta de pessoa para pessoa, nem de animal para humano. Por essa razão, surtos de histoplasmose são considerados raros e geralmente ligados a exposições coletivas a um mesmo ambiente contaminado, como reformas em construções antigas, limpeza de silos ou entrada em cavernas. Em suma, quando várias pessoas adoecem ao mesmo tempo, o ponto em comum quase sempre envolve a inalação de grande quantidade de esporos em curto intervalo de tempo.

Quem corre mais risco e como é feito o diagnóstico?

Trabalhadores rurais, motoristas de trator, profissionais que lidam com demolições, limpeza de galpões, grutas ou depósitos de ração tendem a ter maior risco de contato com o fungo. Esses grupos, por estarem mais expostos à poeira densa e ao solo contaminado, são frequentemente citados em orientações de órgãos de saúde. Pessoas com sistema imunológico fragilizado também merecem atenção especial, pois podem desenvolver formas mais agressivas da doença. Portanto, indivíduos com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos em quimioterapia e usuários crônicos de corticoides precisam de uma abordagem ainda mais cuidadosa diante de sintomas respiratórios persistentes.

O diagnóstico da histoplasmose depende da combinação de avaliação clínica, histórico de exposição e exames complementares. Entre os recursos utilizados estão:

  • Exames de sangue específicos para identificar resposta imunológica;
  • Testes micológicos, com análise de amostras de secreções respiratórias ou tecidos;
  • Radiografias ou tomografias de tórax para avaliar o comprometimento pulmonar;
  • Biópsias em casos selecionados, quando há suspeita de doença disseminada.

A semelhança com outras infecções respiratórias, como gripe ou pneumonias de origem viral e bacteriana, torna importante a investigação detalhada em pacientes com sintomas persistentes e histórico de exposição a áreas de risco. Então, quando o médico considera a possibilidade de histoplasmose, ele pode solicitar exames mais específicos, como pesquisa de antígeno urinário ou sorologias, que ajudam a confirmar o diagnóstico. Entretanto, em áreas com poucos recursos, o diagnóstico muitas vezes se apoia na combinação de clínica, imagem e exclusão de outras doenças, como tuberculose.

Como prevenir a histoplasmose no dia a dia?

A prevenção da histoplasmose está diretamente ligada à redução da exposição ao fungo. Em ambientes sabidamente contaminados ou com maior probabilidade de presença do Histoplasma capsulatum, medidas de proteção individual são fundamentais. Entre as principais recomendações estão:

  1. Utilizar máscaras adequadas, especialmente modelos com filtro, em locais com poeira intensa;
  2. Umedecer o solo ou superfícies empoeiradas antes de varrer para diminuir a dispersão de esporos;
  3. Evitar entrar em grutas, pombais, galinheiros e construções muito antigas sem proteção respiratória;
  4. Manter galpões e depósitos ventilados e com limpeza periódica adequada;
  5. Seguir orientações de segurança ocupacional fornecidas por serviços de saúde e empresas.

Em áreas rurais e em profissões com maior contato com solo e aves, o uso regular de equipamentos de proteção individual (EPI), principalmente máscaras, é apontado como a principal barreira para diminuir o risco de inalação do fungo. Portanto, a adoção de boas práticas de trabalho, aliada à informação e ao treinamento adequado, reduz de forma consistente a chance de exposição intensa a esporos. Em suma, combinar vigilância ambiental, educação em saúde, EPIs e monitoramento dos casos permite prevenir novos surtos e proteger tanto trabalhadores quanto turistas que frequentam áreas de risco.

FAQ sobre histoplasmose

Histoplasmose tem cura?
Sim. Na maioria dos casos, especialmente nas formas leves e moderadas, o tratamento com antifúngicos apropriados leva à cura completa. Entretanto, em pessoas imunossuprimidas, o acompanhamento precisa ser prolongado para evitar recaídas.

Quanto tempo leva para os sintomas aparecerem após a exposição?
Os sintomas costumam surgir entre 7 e 21 dias após a inalação dos esporos, mas esse intervalo pode variar. Portanto, se você esteve em ambiente de risco recentemente e desenvolveu tosse persistente, febre ou cansaço intenso, vale buscar avaliação médica.

Crianças podem pegar histoplasmose?
Crianças também podem se infectar, sobretudo quando vivem ou viajam para áreas endêmicas e realizam atividades que levantam poeira contaminada. Em suma, as medidas de prevenção, como evitar entrar em grutas ou galinheiros sem proteção, devem valer para toda a família.

Histoplasmose é a mesma coisa que tuberculose?
Não. Embora algumas manifestações pulmonares possam ser parecidas, histoplasmose e tuberculose têm causas, tratamentos e formas de prevenção diferentes. Então, quando há dúvida, o médico solicita exames específicos para diferenciar as duas doenças.

Existe vacina contra histoplasmose?
Até o momento, não existe vacina disponível para uso em humanos contra o Histoplasma capsulatum. Portanto, as principais estratégias de proteção se baseiam em evitar a exposição intensa ao fungo e em adotar EPIs em contextos de risco.

Tags: Estados Unidoseuafungohistoplasmapânicosurto
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Café quente e copo descartável: entenda o risco dos microplásticos

22/01/2026

Consumo excessivo de açúcar pode antecipar a puberdade em crianças

22/01/2026
Fungo provoca surto com mortes nos EUA e gera pânico; saiba qual é

Fungo provoca surto com mortes nos EUA e gera pânico; saiba qual é

22/01/2026
Diabéticos podem comer uva normalmente? Entenda

Diabéticos podem comer uva normalmente? Entenda

22/01/2026
Veja sinais de glicose alta e como confirmar o problema

Veja sinais de glicose alta e como reverter o problema

22/01/2026
Falta de vitamina D aumenta risco de internação por infecção

Falta de vitamina D aumenta risco de internação por infecção

22/01/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados