Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Saúde

Hábitos diários que podem ajudar a diminuir o risco de Parkinson

Por Lucas
22/01/2026
Em Saúde
Hábitos diários que podem ajudar a diminuir o risco de Parkinson

Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

A doença de Parkinson tem ganhado destaque em debates de saúde pública por causa do envelhecimento da população e da projeção de aumento expressivo de casos nas próximas décadas. Trata-se de uma condição neurológica de evolução lenta, que interfere principalmente na capacidade de controlar os movimentos de forma automática e coordenada. Apesar de não haver um método garantido para impedir o surgimento da enfermidade, estudos recentes indicam comportamentos que parecem estar associados a um menor risco de desenvolver o quadro. Em suma, entender essa combinação de fatores biológicos, ambientais e de estilo de vida ajuda a orientar escolhas mais saudáveis ao longo da vida.

Esse transtorno neurodegenerativo é caracterizado pela perda progressiva de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, substância fundamental para o ajuste fino dos movimentos. A falta desse neurotransmissor ajuda a explicar o tremor típico, a rigidez muscular e a lentidão para executar tarefas simples do dia a dia. Paralelamente, pesquisas também descrevem alterações não motoras, como mudanças no sono, no olfato e no funcionamento intestinal, que podem aparecer anos antes dos sintomas mais conhecidos. Portanto, reconhecer esses sinais precoces pode favorecer a busca por avaliação especializada mais cedo.

Leia Também

Vontade de doce à noite? Saiba o que pode ser!

“Açúcar: o ‘inocente’ do seu dia a dia que está sabotando sua saúde (e ninguém te contou direito)”

20/01/2026
Conheça a dieta que pode reduzir o risco de ter miopia

Conheça a dieta que pode reduzir o risco de ter miopia

20/01/2026
Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela

Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela

19/01/2026
Cannabis não mostra eficácia contra dor neuropática crônica, diz estudo

Cannabis não mostra eficácia contra dor neuropática crônica, diz estudo

19/01/2026

O que é doença de Parkinson e como ela se manifesta?

A doença de Parkinson é classificada como uma enfermidade crônica e progressiva, ou seja, acompanha a pessoa por longos períodos e tende a se intensificar com o tempo. A idade avançada é o principal fator de risco, com maior frequência de casos a partir dos 60 anos. Entretanto, existem situações em que o quadro surge antes dessa faixa etária, principalmente em indivíduos com predisposição genética. Entre as manifestações motoras mais relatadas estão tremor em repouso, rigidez, dificuldade para iniciar movimentos e alterações de equilíbrio, que aumentam a probabilidade de quedas.

Além dos sinais que afetam braços, pernas e postura, a doença de Parkinson também pode provocar alterações cognitivas e comportamentais. Distúrbios do sono, ansiedade, apatia, depressão, redução do olfato e constipação intestinal são descritos com frequência. Em muitos pacientes, esses sintomas não motores surgem de forma discreta e antecedem em vários anos os problemas de movimento, o que faz com que passem despercebidos no início. Então, familiares e cuidadores têm papel central na observação de mudanças sutis de humor, de sono e de comportamento, pois isso pode antecipar o diagnóstico e o início do tratamento.

Doença de Parkinson: quais fatores podem influenciar o risco?

Pesquisas indicam que a doença de Parkinson resulta de uma combinação de fatores biológicos e ambientais, e não de uma única causa isolada. A herança genética tem peso maior em uma pequena parcela dos casos, especialmente quando há início mais precoce ou histórico familiar importante. Na maioria das situações, porém, o quadro parece ocorrer pela interação entre predisposição individual e exposição a elementos externos, como toxinas ambientais, estilo de vida e condições de saúde associadas. Em suma, o risco aumenta quando vários elementos se somam ao longo do tempo.

Alguns estudos epidemiológicos sugerem possíveis fatores de risco, ainda em investigação. Entre eles, estão:

  • Contato prolongado com pesticidas e solventes, principalmente em ambientes rurais ou industriais;
  • Traumas repetitivos na cabeça, relacionados a determinadas atividades profissionais ou esportivas;
  • Tabagismo passivo e poluição atmosférica, que podem aumentar processos inflamatórios sistêmicos;
  • Doenças vasculares e metabólicas, como hipertensão e diabetes mal controladas, que afetam a saúde do cérebro.

Ao mesmo tempo, a literatura científica aponta comportamentos associados a menor risco de doença de Parkinson, o que não significa garantia de proteção, mas sugere possível efeito de preservação neurológica. Portanto, investir em hábitos saudáveis ao longo da vida não elimina totalmente a chance de adoecer, mas tende a contribuir para um cérebro mais resistente às agressões internas e externas.

Quais hábitos ajudam a reduzir o risco de doença de Parkinson?

A expressão “prevenção da doença de Parkinson” costuma ser usada com cautela pela comunidade científica, já que não há medidas capazes de impedir o surgimento da enfermidade em todos os casos. O que se observa, porém, é que certos hábitos parecem estar relacionados a menor incidência ou a evolução mais lenta dos sintomas em grupos acompanhados por longos períodos. Então, adotar rotinas que favoreçam a saúde global do cérebro e do corpo pode fazer diferença ao longo dos anos, mesmo quando existe predisposição genética.

Entre os comportamentos mais citados em pesquisas estão:

  1. Atividade física regular
    Praticar exercícios aeróbicos, musculação leve ou atividades como caminhada, dança e ciclismo está relacionado à melhora da circulação cerebral e à preservação de circuitos motores. Estudos sugerem que o movimento frequente estimula a neuroplasticidade, favorece a função dopaminérgica e reduz processos inflamatórios e oxidativos no sistema nervoso central. Além disso, a prática regular de atividade física melhora o humor, o sono e o condicionamento cardiorrespiratório, o que, por sua vez, contribui para maior autonomia e qualidade de vida. Em suma, manter o corpo ativo protege não apenas os músculos e o coração, mas também o cérebro.
  2. Sono adequado e rotina regular
    Manter horários relativamente estáveis para dormir e acordar, assim como priorizar um ambiente escuro e silencioso, contribui para a organização dos ritmos biológicos. O sono de boa qualidade auxilia na limpeza de resíduos metabólicos no cérebro e na consolidação de memórias, o que pode ter impacto na manutenção da saúde neurológica ao longo dos anos. Portanto, criar uma “higiene do sono” — reduzindo telas antes de dormir, evitando grandes refeições noturnas e estimulantes em excesso — tende a favorecer um repouso mais profundo e reparador, fundamental para o cérebro.
  3. Alimentação equilibrada
    Planos alimentares ricos em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes e azeite, como o padrão mediterrâneo, são frequentemente associados a menor inflamação sistêmica e menor estresse oxidativo. A presença de fibras, gorduras insaturadas e antioxidantes naturais pode favorecer a proteção de neurônios e o funcionamento global do organismo. Entretanto, não existe uma dieta única específica para impedir a doença de Parkinson; o mais importante envolve reduzir o consumo de ultraprocessados, excesso de açúcar, gorduras saturadas e bebidas alcoólicas em grande quantidade. Então, escolhas consistentes ao longo dos anos provavelmente exercem impacto mais relevante do que mudanças pontuais.
  4. Menor exposição a toxinas ambientais
    Quando possível, recomenda-se reduzir o contato direto com pesticidas, solventes e outros agentes químicos, especialmente em áreas rurais ou profissionais que lidam com esses produtos. O uso de equipamentos de proteção individual e a adoção de práticas mais seguras no manuseio de substâncias potencialmente tóxicas são medidas frequentemente recomendadas em saúde ocupacional. Portanto, seguir normas de segurança, solicitar orientação técnica e buscar alternativas menos tóxicas em atividades cotidianas e profissionais se torna uma estratégia importante para proteger o sistema nervoso a longo prazo.
  5. Consumo de água tratada ou filtrada
    Garantir o acesso a água potável de qualidade contribui para diminuir a ingestão de possíveis contaminantes químicos presentes em determinados ambientes. Algumas pesquisas associaram o uso de água contaminada com agrotóxicos a maior incidência de doença de Parkinson em populações específicas, o que reforça a importância do tratamento adequado. Em suma, investir em fontes seguras de água, cuidar da limpeza de caixas d’água e, quando necessário, usar filtros certificados pode reduzir a exposição a substâncias nocivas que se acumulam silenciosamente ao longo do tempo.

Acompanhamento médico pode fazer diferença no Parkinson?

A identificação precoce de sinais sugestivos de doença de Parkinson permite avaliação neurológica mais detalhada e planejamento de cuidados individualizados. Quando o diagnóstico se estabelece, o tratamento costuma envolver medicamentos que repõem ou modulam a dopamina, terapias de reabilitação e, em casos selecionados, intervenções cirúrgicas especializadas. O objetivo é preservar a autonomia e adaptar o cotidiano às necessidades de cada pessoa. Portanto, o acompanhamento contínuo, com ajustes periódicos na medicação e nas estratégias de reabilitação, ajuda a lidar melhor com as diferentes fases da enfermidade.

Além da prescrição de remédios, o acompanhamento com equipe multiprofissional — que pode incluir fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e nutrição — ajuda a lidar com sintomas motores e não motores. A orientação sobre atividade física segura, ajustes na alimentação, organização do ambiente doméstico e estratégias para melhorar o sono tende a complementar o cuidado proposto por neurologistas e neurocirurgiões. Então, a combinação de tratamento médico, reabilitação e apoio emocional favorece não apenas o controle dos sintomas, mas também a manutenção de vínculos sociais, participação em atividades significativas e maior sensação de bem-estar.

Em um cenário de envelhecimento populacional acelerado, a discussão sobre doença de Parkinson ganha relevância na agenda de saúde. Informações claras sobre fatores de risco, hábitos associados à proteção neurológica e importância do diagnóstico oportuno contribuem para que famílias e profissionais de saúde reconheçam sinais precoces e planejem melhor o cuidado a longo prazo. Em suma, conhecer a doença e agir de forma proativa — com prevenção, detecção precoce e tratamento adequado — representa um caminho essencial para reduzir o impacto do Parkinson na vida das pessoas e da sociedade.

FAQ sobre doença de Parkinson

1. Doença de Parkinson tem cura?
Atualmente, não existe cura para a doença de Parkinson. Entretanto, medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia e outras terapias permitem controlar muitos sintomas e melhorar a qualidade de vida por longos períodos.

2. Parkinson é sempre hereditário?
Na maior parte dos casos, não. Então, a maioria das pessoas com Parkinson não apresenta histórico familiar direto. Formas claramente hereditárias costumam aparecer em idade mais precoce e envolvem mutações específicas, ainda em estudo.

3. Tremor nas mãos significa, necessariamente, Parkinson?
Nem sempre. Tremores podem ocorrer por ansiedade, uso de certos medicamentos, consumo excessivo de cafeína ou outros tipos de distúrbios de movimento. Portanto, apenas avaliação médica detalhada pode diferenciar o tremor do Parkinson de outras causas.

4. Quem tem Parkinson pode dirigir?
Em estágios iniciais, muitos pacientes continuam dirigindo com segurança, desde que mantenham acompanhamento médico regular. Entretanto, com a progressão dos sintomas motores e cognitivos, o médico pode orientar a suspensão da direção por questões de segurança.

5. Estresse pode piorar os sintomas?
Sim. O estresse intenso e prolongado tende a agravar tremores, rigidez e alterações do sono. Então, técnicas de relaxamento, psicoterapia, atividade física regular e organização da rotina ajudam a reduzir esse impacto no dia a dia.

Tags: como prevenirhabitosparkinsonsaude
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Café quente e copo descartável: entenda o risco dos microplásticos

22/01/2026

Consumo excessivo de açúcar pode antecipar a puberdade em crianças

22/01/2026
Fungo provoca surto com mortes nos EUA e gera pânico; saiba qual é

Fungo provoca surto com mortes nos EUA e gera pânico; saiba qual é

22/01/2026
Diabéticos podem comer uva normalmente? Entenda

Diabéticos podem comer uva normalmente? Entenda

22/01/2026
Veja sinais de glicose alta e como confirmar o problema

Veja sinais de glicose alta e como reverter o problema

22/01/2026
Falta de vitamina D aumenta risco de internação por infecção

Falta de vitamina D aumenta risco de internação por infecção

22/01/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados