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Alerta: por que calor intenso pode afetar o coração

Por Larissa
23/01/2026
Em Saúde
Alerta: por que calor intenso pode afetar o coração

Créditos: depositphotos.com / nakon17213@gmail.com

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As ondas de calor que atingem grandes centros urbanos e regiões do interior vêm gerando crescente preocupação entre profissionais da saúde. As temperaturas elevadas não causam apenas desconforto e noites mal dormidas: elas exigem mais do organismo inteiro, sobretudo do sistema cardiovascular, que precisa trabalhar em ritmo acelerado para manter o corpo em equilíbrio térmico e funcional.

Em hospitais públicos e privados, a rotina mostra aumento de atendimentos relacionados a mal-estar, desidratação e agravamento de doenças crônicas durante os dias mais quentes. Pessoas com histórico de problemas cardíacos, hipertensão, diabetes ou doenças renais aparecem com maior frequência nesses registros, o que reforça a importância de compreender, de forma objetiva, de que maneira o calor intenso influencia o coração e a circulação sanguínea, além de como se proteger melhor nessas situações.

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Por que o calor extremo sobrecarrega o coração?

Quando a temperatura ambiente sobe, o corpo tenta se defender para evitar o superaquecimento. Um dos principais mecanismos é o aumento da produção de suor, que ajuda a resfriar a pele. Outro processo é a vasodilatação, em que os vasos sanguíneos se expandem para levar o sangue mais próximo da superfície corporal, facilitando a liberação de calor para o meio externo. Em suma, o organismo coloca em ação uma espécie de “modo de emergência” para dissipar calor e preservar os órgãos vitais.

Essas adaptações, porém, não são neutras. Com os vasos mais dilatados, a pressão arterial tende a cair. Portanto, para manter o fluxo adequado de sangue para o cérebro, coração e demais órgãos, o organismo aumenta a frequência cardíaca e a força das contrações. Esse esforço extra pode ser bem tolerado por pessoas saudáveis; entretanto, torna-se um desafio significativo para indivíduos com doenças cardiovasculares, insuficiência cardíaca ou arritmias pré-existentes.

Além disso, o suor intenso leva à perda de água e sais minerais, o que favorece a desidratação e altera o equilíbrio eletrolítico do sangue. Então, em cenários de calor extremo e reposição de líquidos insuficiente, essa combinação pode desencadear tonturas, queda brusca de pressão, sensação de desmaio e, em casos mais graves, eventos como infarto ou acidente vascular cerebral.

Calor e saúde do coração: quais são os principais sinais de alerta?

A relação entre calor e saúde do coração costuma se tornar evidente por meio de sintomas que muitas vezes as pessoas subestimam. Em dias muito quentes, é comum o aparecimento de cansaço fora do habitual, dor de cabeça, náusea, sensação de fraqueza e dificuldade de concentração. Em suma, esses sinais podem indicar que o organismo está sob estresse térmico e que o sistema cardiovascular trabalha além do ideal para compensar a perda de líquidos e a vasodilatação.

Alguns sintomas merecem atenção especial, sobretudo em pessoas com histórico de doenças crônicas:

  • Tontura frequente ou sensação de desmaio iminente;
  • Palpitações ou percepção de batimentos cardíacos acelerados;
  • Falta de ar aos pequenos esforços ou mesmo em repouso;
  • Dor ou aperto no peito, que pode irradiar para braço, costas ou mandíbula;
  • Confusão mental, fala arrastada ou dificuldade súbita para enxergar ou se movimentar.

Quadros como esses podem sinalizar desde uma desidratação importante até o desencadeamento de um infarto ou de um AVC. Portanto, a orientação de especialistas é clara: qualquer sintoma intenso, súbito ou persistente relacionado à circulação, respiração ou consciência deve motivar busca rápida de atendimento em unidade de saúde. Entretanto, não se deve esperar o quadro ficar grave para procurar ajuda; então, quanto mais cedo a avaliação médica ocorrer, maiores as chances de evitar complicações.

Quem corre mais risco com o calor intenso?

As altas temperaturas afetam toda a população, mas alguns grupos apresentam menor capacidade de adaptação ao calor e, por isso, têm risco aumentado de complicações cardiovasculares. Entre eles, destacam-se:

  • Idosos: costumam sentir menos sede e podem demorar a perceber a desidratação, portanto tendem a descompensar mais rápido;
  • Crianças: possuem sistema de regulação térmica ainda em desenvolvimento e perdem líquidos com rapidez, então exigem vigilância constante;
  • Gestantes: já vivem uma sobrecarga natural do sistema circulatório, e o calor intenso amplia ainda mais essa demanda sobre o coração;
  • Pessoas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, enfermidades cardíacas, renais ou respiratórias, que já apresentam reserva funcional reduzida;
  • População em situação de vulnerabilidade, especialmente quem não dispõe de ambientes ventilados ou acesso fácil à água potável, o que dificulta a adoção de medidas simples de proteção.

Em muitas dessas situações, o organismo tem menos margem para lidar com alterações súbitas de pressão arterial, batimentos cardíacos acelerados ou perda rápida de líquidos. Portanto, médicos reforçam a necessidade de monitorar sinais de cansaço extremo, inchaço, falta de ar e alterações de pressão, principalmente em períodos de onda de calor prolongada.

Quais cuidados ajudam a proteger o coração no calor?

Apesar dos riscos, algumas medidas simples podem reduzir de forma importante o impacto do calor na saúde cardiovascular. Profissionais da área ressaltam que a prevenção começa pela hidratação adequada e pelo planejamento das atividades diárias em função da temperatura. Portanto, incorporar pequenas mudanças de hábito no dia a dia se torna uma estratégia essencial para preservar o coração.

  1. Beber água ao longo do dia: não esperar a sede aparecer; intercalar água com outras bebidas não alcoólicas e pouco açucaradas ajuda na manutenção do volume sanguíneo. Em suma, pequenos goles frequentes valem mais do que grandes volumes de uma só vez.
  2. Preferir alimentos leves: refeições gordurosas e muito pesadas tornam a digestão mais lenta e aumentam a produção interna de calor. Frutas, legumes, verduras e preparações mais simples favorecem o equilíbrio térmico e contribuem para a reposição de vitaminas e minerais.
  3. Evitar exposição ao sol em horários críticos: entre o final da manhã e o meio da tarde, a temperatura e a radiação se mantêm mais intensas. Nesses períodos, especialistas recomendam reduzir atividades físicas ao ar livre. Portanto, quem precisa se exercitar deve priorizar o início da manhã ou o fim da tarde, e, entretanto, sempre com hidratação e proteção solar adequadas.
  4. Usar roupas adequadas: peças leves, de tecidos respiráveis e cores claras contribuem para a ventilação da pele e diminuem a absorção de calor. Então, vale preferir algodão e tecidos que facilitem a evaporação do suor, em vez de materiais sintéticos muito justos.
  5. Manter ambientes ventilados: janelas abertas em horários mais frescos, uso de ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado, quando disponíveis, ajudam a preservar temperaturas internas mais amenas. Em suma, criar correntes de ar e reduzir o acúmulo de calor em casa ou no trabalho protege o sistema cardiovascular do estresse térmico contínuo.
  6. Acompanhar sintomas: qualquer piora de falta de ar, dor no peito, palpitações ou sinais neurológicos deve ser observada com seriedade e encaminhada rapidamente a um serviço de saúde. Portanto, não se deve ignorar sinais “diferentes do seu normal”, principalmente em ondas de calor sucessivas.

Em períodos de calor intenso, a combinação de hidratação constante, alimentação adequada, proteção contra o sol e atenção aos sinais do corpo tende a diminuir a pressão sobre o coração. Esse cuidado contínuo é especialmente relevante para quem já convive com doenças cardiovasculares; entretanto, também beneficia quem, aparentemente saudável, está exposto às temperaturas elevadas cada vez mais frequentes no país.

FAQ – Perguntas frequentes sobre calor e coração

1. Exercício físico em dias muito quentes faz mal para o coração?
Em dias de calor intenso, o exercício exige ainda mais do sistema cardiovascular. Portanto, você deve reduzir a intensidade, escolher horários mais frescos (início da manhã ou fim da tarde), hidratar-se antes, durante e após a atividade e interromper o treino se surgirem tontura, náusea, falta de ar desproporcional ou dor no peito. Entretanto, manter uma rotina de exercícios moderados, planejados e bem orientados continua sendo benéfico para o coração.

2. Bebidas alcoólicas atrapalham a adaptação ao calor?
Sim. O álcool aumenta a perda de líquidos pela urina, piora a desidratação e pode alterar a pressão arterial e o ritmo cardíaco. Portanto, em ondas de calor, a recomendação é limitar ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dando preferência à água, água de coco e sucos naturais pouco açucarados. Em suma, o álcool torna o trabalho do coração mais difícil justamente quando o organismo já enfrenta estresse térmico.

3. Quem toma remédios para pressão ou diuréticos precisa de cuidados extras?
Pessoas que usam anti-hipertensivos, diuréticos ou medicamentos para o coração devem redobrar a atenção. O calor e a desidratação podem potencializar o efeito desses remédios, provocando quedas de pressão e mal-estar. Portanto, é importante monitorar a pressão, observar sintomas como tontura ou fraqueza e, se necessário, conversar com o médico para possíveis ajustes de dose. Entretanto, nunca se deve suspender a medicação por conta própria.

4. Uso ventilador ou ar-condicionado: o que é melhor para o coração?
Ambos ajudam a reduzir o estresse térmico, o que já protege o coração. O ventilador melhora a circulação de ar e auxilia na evaporação do suor; o ar-condicionado reduz mais intensamente a temperatura ambiente. Então, o ideal é usar o que estiver disponível, mantendo a hidratação em dia. Em suma, mais importante do que o tipo de equipamento é evitar ambientes abafados e quentes por longos períodos.

5. Como posso saber se estou apenas com calor ou se meu coração está em risco?
Desconforto, suor excessivo e cansaço leve costumam melhorar com repouso em local fresco e hidratação. Entretanto, sinais como dor no peito, falta de ar intensa, palpitações fortes, tontura persistente, desmaio, confusão mental ou dificuldade para falar e mexer partes do corpo indicam risco maior. Portanto, diante desses sintomas, não espere: procure atendimento médico imediatamente. Em suma, quando houver dúvida, é mais seguro avaliar o quadro com um profissional de saúde.

Tags: bem-estarcalor extremosaúdeverão
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