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Doenças neurológicas: 11 sinais de alerta que o cérebro envia

Por Lara
23/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / vampy1

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As doenças neurológicas formam um conjunto amplo de condições que afetam o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Em muitos casos, os primeiros sinais surgem de forma discreta, confundidos com cansaço, estresse ou simples efeito do envelhecimento. Esse cenário contribui para atrasos importantes no diagnóstico, justamente em situações em que o tempo pode fazer diferença no tratamento e na recuperação.

Entre os quadros acompanhados por especialistas estão acidente vascular cerebral (AVC), epilepsias, doenças neurodegenerativas, distúrbios de movimento, alterações musculares, dores de cabeça crônicas e problemas de sono. Apesar de distintos, todos têm em comum a possibilidade de se manifestarem por sintomas neurológicos aparentemente simples, como dormência, fraqueza ou dificuldades de fala, que muitas vezes não recebem a devida atenção.

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Doenças neurológicas: quais sinais merecem alerta imediato?

Alterações súbitas na forma de enxergar, falar, caminhar ou se comportar podem indicar que alguma estrutura do sistema nervoso está comprometida. Em geral, quadros agudos, como AVC ou certas infecções cerebrais, evoluem em minutos ou horas, enquanto doenças degenerativas tendem a progredir de maneira lenta, ao longo de meses ou anos.

Alguns sinais descritos por neurologistas chamam atenção pela gravidade potencial e pela frequência com que são ignorados. Entre eles, destacam-se: visão dupla repentina, fraqueza em um lado do corpo, lapsos breves de consciência, mudanças abruptas na fala, dores de cabeça súbitas e intensas, perda de sensibilidade persistente, sensação recorrente de déjà vu, dificuldade para levantar-se de cadeiras, alterações da voz, espasmos musculares contínuos e transformações marcantes da personalidade.

Quais são os principais sintomas das doenças neurológicas?

Os sinais de alerta neurológico podem surgir em diferentes partes do corpo, mas costumam seguir alguns padrões. Conhecer esses padrões ajuda a identificar quando a procura por atendimento deve ser mais rápida, especialmente em serviços de urgência.

  • Sintomas visuais: visão dupla em um olho, perda súbita de parte do campo visual ou dificuldade para focar podem indicar lesões no nervo óptico, no tronco cerebral ou em áreas corticais ligadas à visão.
  • Fraqueza focal: dificuldade para levantar um braço, segurar objetos, caminhar sem arrastar a perna ou manter o equilíbrio pode estar associada a AVC, tumores, inflamações ou doenças musculares.
  • Alterações de fala e linguagem: fala arrastada, lenta, “embaraçada”, ou incapacidade de encontrar palavras simples são sinais típicos de comprometimento cerebral agudo ou de doenças como Parkinson.
  • Dor de cabeça diferente do habitual: cefaleia intensa, repentina, muitas vezes descrita como “a pior da vida”, sobretudo durante esforço físico, é um marcador clássico de emergência neurológica.
  • Mudanças comportamentais e cognitivas: paranoia recente, desconfiança sem motivo aparente, hipersexualidade, desinibição social ou isolamento brusco podem apontar para encefalites, demências frontotemporais ou outros transtornos cognitivos.

Além disso, sintomas como lapsos breves de consciência ou períodos em que a pessoa parece “desligar” e retomar a atividade sem lembrar do que ocorreu levantam a suspeita de crises epilépticas, especialmente quando descritos por familiares ou colegas de trabalho.

Sintomas neurológicos sempre indicam doença grave?

Nem todo sintoma neurológico representa um quadro grave, mas alguns padrões exigem investigação imediata. A mesma queixa pode ter causas benignas ou situações de alto risco, o que torna indispensável a avaliação clínica detalhada por um profissional habilitado.

  1. Visão dupla isolada: em alguns casos, pode ser consequência de fadiga ocular ou uso de certos medicamentos; em outros, sinaliza esclerose múltipla, aneurisma ou AVC. O contexto e a rapidez de instalação ajudam a diferenciar.
  2. Dormência e formigamento: podem decorrer de postura inadequada ou compressão temporária de nervos, mas também estar ligados a neuropatias diabéticas, doenças autoimunes ou alterações hereditárias.
  3. Espasmos musculares persistentes: contrações localizadas e repetitivas podem ser benignas, contudo, quando associadas a fraqueza, perda de massa muscular ou dificuldade para engolir, passam a levantar suspeita de ELA ou estenose da coluna.

O fator tempo costuma ser determinante. Sinais que surgem de repente, se intensificam rapidamente ou se repetem de forma frequente merecem prioridade no pronto-atendimento. Já sintomas discretos e progressivos, embora menos urgentes, não devem ser ignorados em consultas de rotina.

Como os neurologistas investigam esses sinais?

O ponto de partida é a anamnese, em que o especialista procura entender quando o sintoma começou, como evoluiu, o que piora ou melhora e se há outras queixas associadas. Em seguida, é realizado um exame neurológico completo, que avalia força muscular, coordenação, reflexos, sensibilidade, marcha, fala e funções cognitivas.

Dependendo do achado clínico, podem ser solicitados exames complementares, como:

  • Tomografia computadorizada e ressonância magnética: úteis para investigar AVC, tumores, esclerose múltipla, inflamações e malformações vasculares.
  • Eletroencefalograma: indicado em casos de suspeita de epilepsia, alterações de consciência ou déjà vu recorrente.
  • Eletroneuromiografia: avalia o funcionamento de nervos e músculos, importante em quadros de fraqueza, espasmos e perda de sensibilidade.
  • Exames de sangue e estudos de líquor: ajudam a identificar infecções, doenças autoimunes, distúrbios metabólicos e causas inflamatórias.

Com essas informações, o neurologista define se o quadro exige internação, tratamento de urgência ou acompanhamento ambulatorial, além de orientar mudanças no estilo de vida e em fatores de risco, como controle de pressão, glicemia e colesterol.

Quando procurar ajuda diante de sintomas neurológicos?

Na prática, qualquer alteração súbita de visão, fala, força, equilíbrio ou comportamento justifica busca rápida por atendimento médico. Em particular, visão dupla repentina, fraqueza em um lado do corpo, dor de cabeça explosiva e dificuldade abrupta para falar ou compreender frases simples são considerados sinais clássicos de emergência.

Já sintomas mais discretos, como dormência persistente em pés e mãos, dificuldade frequente para se levantar de cadeiras, episódios de déjà vu repetidos ou mudanças graduais de personalidade, devem ser discutidos em consulta com neurologista. A identificação precoce de doenças neurológicas, mesmo quando ainda em fase inicial, permite acesso a terapias atuais, reabilitação e orientações que podem reduzir sequelas e melhorar o prognóstico a longo prazo.

Perguntas frequentes sobre o cérebro (FAQ)

1. O que exatamente é o cérebro e qual é a sua função principal?

O cérebro é o órgão central do sistema nervoso, responsável por coordenar praticamente todas as funções do corpo, desde movimentos voluntários até emoções e memória. Em suma, ele recebe informações do ambiente e do próprio organismo, processa esses dados e envia comandos para que o corpo reaja de forma adequada. Entretanto, seu papel não se limita a “controlar” o corpo: ele também é a base da consciência, da personalidade e da nossa capacidade de aprender. Portanto, cuidar da saúde cerebral é fundamental para manter a qualidade de vida em todas as fases.

2. O que o cérebro precisa para funcionar bem no dia a dia?

O cérebro depende de oxigênio, glicose (açúcar) e boa circulação sanguínea para desempenhar suas funções. Além disso, sono adequado, alimentação equilibrada, hidratação e estímulos intelectuais ajudam a manter as conexões neurais saudáveis. Hábitos como atividade física regular, controle da pressão arterial e evitar tabagismo têm impacto direto no desempenho cerebral. Entretanto, mesmo com bons hábitos, algumas doenças podem surgir por fatores genéticos ou autoimunes. Portanto, é essencial associar um estilo de vida saudável a consultas médicas de rotina. Então, qualquer mudança persistente em cognição ou comportamento deve ser avaliada.

3. O cérebro pode se “regenerar” ou criar novos neurônios?

Por muito tempo se acreditou que o cérebro não produzia novos neurônios na vida adulta. Hoje se sabe que algumas regiões, como o hipocampo, mantêm capacidade de neurogênese (formação de novos neurônios) ao longo da vida. Isso significa que o cérebro é mais plástico e adaptável do que se imaginava. Entretanto, essa regeneração é limitada e não substitui completamente grandes perdas neuronais causadas por AVCs extensos ou traumas graves. Portanto, a prevenção de lesões cerebrais continua sendo a melhor estratégia. Então, estímulos cognitivos, exercícios e boa nutrição podem favorecer essa plasticidade.

4. Como o estresse crônico afeta o cérebro?

O estresse prolongado aumenta a liberação de hormônios como o cortisol, que, em excesso, pode prejudicar áreas ligadas à memória e às emoções, como o hipocampo e a amígdala. Isso se traduz em dificuldade de concentração, lapsos de memória e irritabilidade. Entretanto, respostas agudas de estresse, por períodos curtos, podem ser úteis para enfrentar desafios e perigos reais. Portanto, o problema maior é o estresse contínuo, sem pausas adequadas de descanso e recuperação. Então, técnicas de manejo do estresse, como atividade física, terapia, meditação e sono regular, são aliadas importantes para proteger o cérebro.

5. O que é a chamada “névoa mental” e ela significa dano no cérebro?

“Névoa mental” é uma expressão usada para descrever sensação de confusão, lentidão para pensar, dificuldade de foco e esquecimento leve. Em suma, não é um diagnóstico em si, mas um conjunto de sintomas que podem surgir com privação de sono, ansiedade, depressão, efeitos de medicamentos, infecções (como pós-viral), desidratação, entre outros. Entretanto, na maioria dos casos, não representa um dano estrutural permanente no cérebro, e sim uma disfunção temporária. Portanto, ajustar sono, hidratação, alimentação e revisar medicações costuma aliviar o quadro. Então, se a névoa mental for persistente ou estiver progredindo, é recomendável avaliação médica para excluir causas neurológicas ou psiquiátricas mais graves.

6. Atividades como leitura e jogos de raciocínio realmente “fortalecem” o cérebro?

Estímulos intelectuais, como leitura, estudos, jogos de estratégia, palavras cruzadas e novos aprendizados, ajudam a criar e reforçar conexões entre neurônios. Isso contribui para a reserva cognitiva, um tipo de “estoque” de circuitos cerebrais que pode retardar o impacto de doenças neurodegenerativas. Entretanto, essas atividades não tornam a pessoa “imune” a demências ou outras doenças cerebrais. Portanto, elas devem ser vistas como parte de um conjunto de cuidados, que inclui estilo de vida saudável e controle de fatores de risco vasculares. Então, variar os tipos de desafio mental (linguístico, lógico, motor, social) é uma boa estratégia para estimular diferentes áreas do cérebro.

7. Como o sono influencia a saúde do cérebro?

Durante o sono, especialmente nas fases mais profundas, o cérebro consolida memórias, processa informações do dia e realiza uma espécie de “limpeza” de substâncias tóxicas acumuladas entre os neurônios. Noites mal dormidas prejudicam atenção, memória, tomada de decisão e controle emocional. Entretanto, muitas pessoas subestimam esse impacto e tentam “compensar” o sono perdido apenas com café ou estimulantes. Portanto, manter horário regular para dormir, criar um ambiente adequado e evitar telas antes de deitar são medidas que protegem a função cerebral. Então, se houver ronco intenso, pausas respiratórias ou insônia persistente, é importante buscar avaliação especializada, pois distúrbios do sono também repercutem no cérebro a longo prazo.

Tags: Cérebrodoenças neurológicassaúdesinais
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