Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Saúde

Dor pós-treino: por que não tomar remédios com frequência

Por Lucas
23/01/2026
Em Saúde
Dor pós-treino: por que não tomar remédios com frequência

Créditos: depositphotos.com / Krakenimages.com

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

Treinar sentindo dor tem se tornado rotina para muitas pessoas que praticam atividade física com frequência. Em vez de reduzir a intensidade ou procurar ajuda especializada, parte desse público recorre a analgésicos e anti-inflamatórios para conseguir manter o ritmo de treinos. Esses medicamentos aparecem como solução rápida, especialmente para quem tem metas de desempenho, estética ou competição. Entretanto, essa “solução imediata” muitas vezes ignora a causa real do problema e pode trazer consequências importantes para a saúde a médio e longo prazo.

Quando a dor surge após uma sessão intensa, é comum interpretá-la como algo esperado do esforço muscular. Em suma, um certo desconforto faz parte da adaptação ao treinamento. Porém, a repetição do uso de remédios para “aguentar” incômodos pode esconder problemas maiores. Em muitos casos, a dor é o principal aviso de que existe uma lesão em desenvolvimento, uma sobrecarga articular ou até uma falha na recuperação entre os treinos. Portanto, usar medicamentos apenas para silenciar o corpo impede que a pessoa perceba esses sinais de alerta e ajuste sua rotina de forma segura.

Leia Também

Mito ou verdade: masturbação prejudica o desempenho no treino?

20/01/2026
Cannabis não mostra eficácia contra dor neuropática crônica, diz estudo

Cannabis não mostra eficácia contra dor neuropática crônica, diz estudo

19/01/2026
É possível secar até o Carnaval? Dicas que ajudam no seu treino

É possível secar até o Carnaval? Dicas que ajudam na dieta

15/01/2026
Como ganhar massa muscular aos 30+: guia completo

Como ganhar massa muscular aos 30+: guia completo

13/01/2026

Uso frequente de analgésicos e anti-inflamatórios em quem treina

A palavra-chave neste tema é uso frequente de analgésicos e anti-inflamatórios. Em ambiente de academias, corridas de rua e esportes amadores, esses medicamentos são usados para aliviar dores musculares, incômodos nas articulações e inflamações decorrentes de treinos intensos ou repetitivos. A prática inclui desde comprimidos de venda livre até remédios mais fortes prescritos em momentos de crise. Então, o que parece algo “inofensivo” no início pode, com o tempo, transformar-se em um hábito perigoso.

Em geral, os analgésicos atuam reduzindo a sensação de dor, enquanto os anti-inflamatórios diminuem processos inflamatórios que podem acompanhar lesões. Entretanto, apesar de úteis em situações pontuais, o consumo constante altera a percepção do próprio corpo. Quando a dor fica abafada, a pessoa continua forçando estruturas já comprometidas, o que favorece o agravamento de lesões musculares, tendinites, problemas de coluna e impactos sobre joelhos e ombros. Portanto, ao mascarar o sintoma, o praticante não resolve a causa e mantém um ciclo de sobrecarga e remédio.

Além disso, o organismo passa a se adaptar a essa intervenção medicamentosa frequente. Em suma, isso pode levar ao aumento gradual da dose, à combinação de diferentes remédios e à dificuldade em identificar quando uma dor deixa de ser algo passageiro e passa a indicar um quadro mais sério. Então, a pessoa perde a noção do que é uma dor “normal” de treino e do que exige uma investigação mais aprofundada.

Outro ponto relevante envolve o impacto psicológico. Portanto, quem treina pode criar uma dependência emocional desses fármacos, acreditando que só conseguirá render se tomar algum comprimido antes ou depois do exercício. Essa relação com a dor e com o próprio desempenho se torna distorcida e, entretanto, afasta o praticante de uma prática esportiva realmente saudável e sustentável.

Quais os riscos de treinar com dor mascarada por remédios?

Treinar com dor sob efeito de analgésicos e anti-inflamatórios está associado a riscos que vão além do desconforto momentâneo. Em suma, a principal consequência é o atraso no diagnóstico de lesões. Sem o incômodo como alerta, a pessoa mantém a rotina de treinos, sobrecarrega a área afetada e pode transformar uma microlesão em um problema crônico. Então, aquilo que poderia se resolver com alguns dias de ajuste de carga evolui para meses de tratamento.

Entre os riscos mais discutidos estão:

  • Agravamento de lesões: tendões, ligamentos e músculos podem sofrer danos progressivos quando expostos a esforço intenso sem tempo de recuperação adequado. Portanto, um simples incômodo pode se transformar em ruptura parcial ou total, exigindo afastamento prolongado dos treinos.
  • Prejuízo na recuperação: a inflamação controlada faz parte natural do processo de reparo tecidual. O uso desnecessário de anti-inflamatórios pode interferir nessa resposta fisiológica e, então, atrasar a consolidação de músculos e tendões, especialmente em fases iniciais de um programa de treinamento.
  • Efeitos colaterais sistêmicos: alguns medicamentos podem afetar estômago, rins, fígado e sistema cardiovascular, principalmente em uso prolongado ou em doses elevadas. Em suma, problemas como gastrite, úlceras, alteração da função renal e aumento de pressão arterial podem surgir silenciosamente, enquanto o foco permanece apenas no alívio rápido da dor.
  • Queda na qualidade do treino: mesmo com a dor reduzida, o corpo continua lesionado, o que limita amplitude de movimento, força e controle motor, impactando desempenho. Portanto, o praticante acredita que está “treinando forte”, mas, na prática, executa movimentos compensatórios, com técnica empobrecida e maior risco de novas lesões.

Outro ponto relevante é o risco de mistura de remédios sem orientação profissional. A associação entre diferentes analgésicos ou entre anti-inflamatórios e outras substâncias pode aumentar a probabilidade de reações adversas e interações medicamentosas. Então, o que começa com um comprimido ocasional pode evoluir para um “coquetel” de fármacos tomado antes de provas, treinos longos ou campeonatos amadores, sem qualquer monitorização clínica.

Em suma, treinar com dor mascarada por remédios cria uma falsa sensação de segurança. Entretanto, o sistema musculoesquelético continua sofrendo. Portanto, usar o medicamento como apoio pontual, sob orientação, difere completamente de utilizá-lo como estratégia fixa para manter a rotina a qualquer custo.

Como treinar com segurança sem depender de remédios?

Para reduzir a necessidade de uso rotineiro de analgésicos e anti-inflamatórios, a organização do treino e da recuperação torna-se fundamental. Ajustes simples ajudam a prevenir dores persistentes e a identificar problemas logo no início, antes que evoluam para quadros mais complexos. Então, em vez de pensar apenas em “treinar mais”, vale pensar em “treinar melhor e recuperar melhor”.

Algumas estratégias consideradas importantes incluem:

  1. Respeitar sinais do corpo: dores agudas, que pioram com o movimento ou não melhoram com o descanso, merecem avaliação profissional. Portanto, se a dor se repete sempre no mesmo local, aparece até em atividades do dia a dia ou acorda a pessoa à noite, não vale insistir nos treinos apenas com apoio medicamentoso.
  2. Planejar o volume de treino: alternar dias de maior intensidade com sessões mais leves contribui para a recuperação muscular e articular. Em suma, a periodização do treino, feita por um profissional, organiza cargas, evita picos repentinos e, então, reduz a chance de lesões por sobrecarga.
  3. Cuidar do aquecimento e do alongamento: preparar a musculatura e as articulações antes do esforço reduz o risco de lesões por sobrecarga. Portanto, incluir aquecimento dinâmico, exercícios de mobilidade e, posteriormente, alongamentos específicos ajuda o corpo a responder melhor aos estímulos do treino.
  4. Valorizar sono e alimentação: descanso adequado e ingestão equilibrada de nutrientes participam diretamente da reparação dos tecidos. Em suma, sono de qualidade, hidratação constante, consumo adequado de proteínas, carboidratos e gorduras boas, além de vitaminas e minerais, tornam o organismo mais resistente ao estresse físico. Então, muitas dores recorrentes diminuem quando a pessoa passa a cuidar melhor do estilo de vida fora da academia.
  5. Buscar orientação especializada: profissionais de educação física, fisioterapeutas e médicos do esporte podem ajustar exercícios e identificar causas das dores. Portanto, ao invés de apenas trocar o remédio, vale ajustar a técnica, revisar a biomecânica, fortalecer musculaturas de suporte e, entretanto, tratar desequilíbrios posturais que favorecem o aparecimento da dor.

Além dessas estratégias, métodos não farmacológicos, como aplicação de gelo em fases agudas, calor em fases de rigidez muscular, uso de técnicas de liberação miofascial, alongamentos específicos e fisioterapia, podem oferecer alívio significativo sem recorrer de imediato a comprimidos. Então, a combinação entre prevenção, recuperação ativa e acompanhamento profissional, em suma, forma o caminho mais seguro para quem deseja longevidade esportiva.

Quando os medicamentos são realmente necessários, a recomendação é que o uso seja pontual, com acompanhamento de um profissional de saúde e com atenção às doses indicadas. Portanto, o remédio entra como apoio temporário dentro de um plano maior de tratamento e ajuste de treinos, e não como muleta permanente. A partir disso, a pessoa ativa consegue manter a rotina esportiva com mais segurança, usando a dor como informação útil e não como algo a ser simplesmente silenciado por remédios de forma contínua.

FAQ – Perguntas frequentes sobre treino, dor e uso de remédios

1. Toda dor após o treino é sinal de lesão?
Não. Em suma, um desconforto leve e difuso, conhecido como dor muscular tardia, costuma surgir 24–48 horas após um esforço diferente ou mais intenso e tende a melhorar progressivamente. Entretanto, dor muito localizada, que piora com movimentos específicos, aparece logo durante o exercício ou não melhora com alguns dias de descanso merece avaliação profissional.

2. Posso tomar analgésico antes do treino “para garantir” que não vou sentir dor?
Não é recomendável usar remédio de forma preventiva apenas para suportar cargas mais altas. Portanto, ao fazer isso, você reduz a sensibilidade à dor e corre o risco de ultrapassar limites seguros de esforço, aumentando a chance de lesão sem perceber. O ideal envolve ajustar o treino, e não anestesiar o corpo.

3. Existe alguma alternativa natural para aliviar dores de treino?
Sim. Em suma, medidas como compressa fria ou quente (dependendo da fase da dor), técnicas de mobilidade, alongamentos leves, liberação miofascial, massagem, estratégias de recuperação ativa (como caminhadas leves e pedaladas leves) e uma nutrição adequada ajudam na redução do desconforto. Entretanto, se a dor for intensa ou persistente, mesmo com essas medidas, um profissional de saúde deve avaliar a situação.

4. Quem já tem problema articular pode treinar sem remédios?
Na maior parte dos casos, sim, desde que exista acompanhamento adequado. Portanto, ajustar o tipo de exercício, a carga, a frequência semanal e a técnica de execução faz muita diferença. Fisioterapia, fortalecimento específico e atividades de baixo impacto, como ciclismo ou natação, podem permitir treino regular com menos dor e menor necessidade de medicamentos.

5. Em que momento devo, obrigatoriamente, procurar um médico?
Você deve buscar avaliação médica quando a dor impede movimentos simples, surge após um trauma direto (como queda ou torção), vem acompanhada de inchaço importante, deformidade, perda de força súbita ou formigamento intenso. Então, nesses casos, não vale insistir em treino ou automedicação. Em suma, um diagnóstico correto no início evita complicações e favorece um retorno mais rápido e seguro às atividades físicas.

Tags: academiaanalgesicodordor lombarpós-treinoremediotreino
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Doenças neurológicas: 11 sinais de alerta que o cérebro envia

23/01/2026
Tempero famoso e barato ajuda a controlar o colesterol, aponta especialista

Tempero famoso e barato ajuda a controlar o colesterol, aponta especialista

23/01/2026
Água em garrafa plástica pode prejudicar sua saúde; saiba tudo

Água em garrafa plástica pode prejudicar sua saúde; saiba tudo

23/01/2026
Estudo identifica bactéria da sífilis em esqueleto de 5,5 mil anos

Estudo identifica bactéria da sífilis em esqueleto de 5,5 mil anos

23/01/2026
Gripe ou leptospirose? Sintomas podem confundir e complicar o tratamento

Gripe ou leptospirose? Sintomas podem confundir e complicar o tratamento

23/01/2026
Dor pós-treino: por que não tomar remédios com frequência

Dor pós-treino: por que não tomar remédios com frequência

23/01/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados