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Pais têm filho preferido? Especialistas responderam

Por Larissa
23/01/2026
Em Curiosidades
Pais têm filho preferido? Especialistas responderam

Créditos: depositphotos.com / ArenaCreative

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O favoritismo entre irmãos costuma ser tratado com humor em reuniões de família, mas pesquisas recentes indicam que o tema é mais sério do que parece. Estudos de longo prazo em diferentes países apontam que uma parte expressiva dos pais tende a ter um filho preferido e tratá-lo com prioridade afetiva, ainda que não admita isso de forma aberta. Em suma, essa preferência não acontece apenas em momentos pontuais: em muitos casos, mantém-se estável ao longo dos anos e influencia a forma como cada filho enxerga a própria história, sua autoestima e até suas escolhas profissionais.

Afinal, pais têm filho preferido?

Sim, a ciência indica que, com frequência, têm.
Pesquisas em psicologia familiar mostram que muitos pais, mesmo sem intenção consciente, desenvolvem vínculos mais próximos com um dos filhos. Isso não significa amar menos os outros, mas agir de forma diferente — em paciência, elogios, atenção ou decisões — criando a percepção de preferência. O impacto emocional não depende do que os pais dizem, e sim do que os filhos sentem e observam repetidamente.

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Filho preferido: o que a ciência entende por favoritismo parental?

Na literatura científica, o termo favoritismo parental descreve situações em que pais ou responsáveis dedicam mais tempo, afeto, apoio ou recursos a um filho específico. Não se trata de diferenças pontuais — como cuidar mais de um filho doente —, mas de uma preferência recorrente e consistente ao longo do tempo. Estudos com centenas de famílias mostram que esse padrão aparece da infância à vida adulta e costuma ser claramente percebido pelos irmãos.

O favoritismo não se resume a gestos grandes. Então, ele se revela em detalhes, como elogios direcionados sempre à mesma pessoa, maior paciência com determinados comportamentos ou decisões familiares que levam mais em conta a opinião de um dos filhos. Quando essas escolhas se repetem ao longo dos anos, os demais irmãos tendem a concluir que são menos importantes, mesmo que os pais afirmem amar todos da mesma forma.

Quais são as principais consequências de ter (ou não ser) o filho preferido?

Estudos em psicologia familiar indicam que a percepção de ser o filho menos valorizado está associada a uma série de efeitos emocionais. Entre os impactos mais citados estão o aumento de ansiedade, a presença de sintomas depressivos e um sentimento persistente de inadequação. Em suma, muitos adultos relatam que começaram a duvidar do próprio valor ainda na infância, quando se comparavam sistematicamente ao irmão ou irmã vistos como “modelos”. Em alguns casos, essa experiência se conecta a comportamentos de risco, como maior consumo de álcool e tabaco, especialmente na adolescência e no início da vida adulta.

Pesquisas de acompanhamento de longo prazo sugerem ainda que o favoritismo interfere em áreas que vão além do bem-estar emocional. Filhos que se sentem menos apoiados relatam, com maior frequência, dificuldades na vida financeira e na construção de relacionamentos estáveis. Então, não se trata apenas de mágoas pontuais, mas de um padrão que atravessa diferentes fases da vida. Curiosamente, estudos apontam que a qualidade da relação com os pais pode ter peso maior no bem-estar psicológico do que fatores como escolaridade ou renda, indicando que a sensação de reconhecimento dentro da família exerce um papel central.

  • Maior probabilidade de conflitos entre irmãos.
  • Sensação de injustiça e comparação constante.
  • Autoconfiança fragilizada em quem se sente “menos querido”.
  • Pressão extra sobre o filho visto como “exemplo” ou “modelo”.

Quem costuma ser o filho preferido na família?

Identificar quem é o filho favorito nem sempre é simples, mas algumas tendências aparecem com frequência em estudos internacionais. Em muitas famílias, o filho mais novo recebe mais indulgência e liberdade, enquanto filhos mais velhos assumem responsabilidades adicionais. Em suma, essa diferença de papéis contribui para que o caçula pareça “mais protegido” e o primogênito pareça “mais cobrado”. Também é comum que pais se aproximem mais de filhos com temperamento calmo, considerados “fáceis de lidar”, em comparação com irmãos mais impulsivos ou questionadores.

  1. Filhos mais novos, vistos como “protegidos”.
  2. Irmãos com personalidade tranquila e organizada.
  3. Filhos que reproduzem hábitos e crenças dos pais.
  4. Aqueles que oferecem mais apoio emocional aos próprios pais.

Favoritismo entre irmãos pode ser administrado?

Apesar de o favoritismo parental aparecer de forma consistente em diferentes culturas, especialistas apontam caminhos para reduzir seus efeitos. Um deles é a conscientização: quando pais reconhecem que podem tratar os filhos de forma desigual, tornam-se mais atentos a elogiar, escutar e apoiar cada um de maneira mais equilibrada.

Do ponto de vista dos irmãos, algumas estratégias podem ajudar a amenizar tensões. Em vez de focar apenas nas diferenças em relação aos pais, estudos sugerem que buscar pontos de conexão — interesses compartilhados, rotinas em comum ou conversas regulares — pode fortalecer o vínculo.

Mesmo quando o rótulo de filho preferido já está consolidado, ajustes na forma de comunicação e na distribuição de responsabilidades podem melhorar o clima familiar. Então, pequenas mudanças, como dividir tarefas de forma mais justa, ouvir a opinião de todos em decisões importantes e reconhecer esforços individuais, tendem a diminuir comparações e ressentimentos. Entretanto, esse processo exige tempo, insistência e abertura para revisar hábitos antigos. Assim, a família passa a lidar com o favoritismo não como um segredo, mas como um aspecto da convivência que pode ser entendido e cuidado ao longo do tempo.


FAQ – Perguntas frequentes sobre filho preferido

1. Favoritismo parental é sempre consciente?

Na maioria das famílias, não. Muitos pais negam ter um “filho preferido”, mas, na prática, repetem padrões de atenção e cuidado que favorecem um dos filhos. Então, o favoritismo costuma ser mais inconsciente do que intencional.

2. É possível reparar os efeitos do favoritismo na vida adulta?

Sim. Entretanto, o processo exige reflexão, conversas honestas e, muitas vezes, apoio terapêutico. Portanto, adultos que reconhecem esse padrão podem trabalhar autoestima, limites e comunicação com pais e irmãos para ressignificar a história.

3. Filhos únicos também podem sofrer com expectativas parecidas?

Podem. Em suma, filhos únicos não lidam com comparação entre irmãos, mas enfrentam outro desafio: concentrar em si todas as expectativas e projeções dos pais, o que também impacta a saúde emocional.

4. Diferenças de tratamento entre filhos são sempre negativas?

Nem sempre. Em algumas fases, um filho pode precisar de atenção extra por motivo específico (doença, luto, dificuldades escolares). Portanto, o problema surge quando a diferença vira padrão sem motivo claro e se mantém por muitos anos.

5. Como conversar com os pais sobre favoritismo sem gerar confronto?

Uma estratégia é falar em termos de sentimentos e exemplos concretos, evitando acusações diretas. Então, em vez de dizer “vocês sempre preferiram meu irmão”, é mais produtivo dizer “quando isso aconteceu, me senti deixado de lado”. Se o tema ficar muito tenso, a mediação de um profissional pode ajudar.

Tags: Curiosidadesfilhospaispsicologia
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