Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Saúde

Verão aumenta risco de gastroenterite; saiba como prevenir

Por Lucas
26/01/2026
Em Saúde
Verão aumenta risco de gastroenterite; saiba como prevenir

Créditos: depositphotos.com / Chai2523

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

A gastroenterite no verão costuma chamar atenção por causa do aumento de casos de diarreia, náuseas e mal-estar intestinal. Com as temperaturas mais altas e a rotina mais agitada, muitas pessoas passam a fazer refeições fora de casa, frequentar praias, clubes e piscinas, o que amplia o contato com ambientes e alimentos potencialmente contaminados. Esse cenário cria condições favoráveis para a disseminação de microrganismos que afetam o estômago e o intestino e, portanto, exige cuidados redobrados com higiene, armazenamento e preparo dos alimentos.

De forma geral, a gastroenterite é uma inflamação do trato gastrointestinal, que pode ser causada por vírus, bactérias ou parasitas. Os sintomas costumam incluir diarreia, dores abdominais, febre baixa ou moderada, enjoo e, em alguns casos, vômitos. Apesar de muitos episódios terem evolução limitada, o quadro exige atenção por causa do risco de desidratação, especialmente em crianças, idosos e pessoas com outras doenças. Em suma, quanto mais cedo a pessoa reconhece os sinais e começa a hidratação adequada, menores são as chances de complicações.

Leia Também

Sua pele fala: coceira e manchas podem indicar gordura no fígado

Sua pele fala: coceira e manchas podem indicar gordura no fígado

26/01/2026
Câncer de pulmão ativa defesa própria para manter mutação, diz estudo

Câncer de pulmão ativa defesa própria para manter mutação, diz estudo

26/01/2026
Calor intenso: 5 problemas de saúde para se atentar no verão

Calor intenso: 5 problemas de saúde para se atentar no verão

24/01/2026
Gripe ou leptospirose? Sintomas podem confundir e complicar o tratamento

Gripe ou leptospirose? Sintomas podem confundir e complicar o tratamento

23/01/2026

O que é gastroenterite no verão e por que ela aumenta?

A expressão gastroenterite no verão descreve quadros de inflamação gastrointestinal que se tornam mais frequentes nos meses quentes. O calor favorece a multiplicação de vírus, bactérias e parasitas em alimentos, superfícies e água. Portanto, alimentos que ficam muito tempo fora da refrigeração, carnes mal cozidas, gelo preparado com água não tratada e frutas mal higienizadas se transformam facilmente em fontes de contaminação.

Entre os agentes virais mais conhecidos estão o norovírus e o rotavírus, que se espalham com facilidade em locais fechados, colônias de férias, cruzeiros, hotéis e até mesmo em reuniões familiares. Entretanto, surtos também ocorrem em ambientes abertos, quando há compartilhamento de utensílios, bebidas e alimentos. Já entre as bactérias associadas a surtos alimentares destacam-se Salmonella, algumas cepas de Escherichia coli e Campylobacter, geralmente ligadas a ovos crus, carnes de frango mal passadas, maioneses caseiras e alimentos mal armazenados. A água contaminada, consumida diretamente ou usada no preparo de alimentos, também representa uma via importante de transmissão e, então, precisa de atenção constante.

Além disso, o hábito de comer em quiosques de praia, food trucks e barracas improvisadas, embora seja prático, aumenta o risco quando não há controle adequado de higiene, refrigeração e manipulação. Portanto, conhecer a origem do alimento, observar a limpeza do local e a forma de preparo faz diferença real na prevenção da gastroenterite de verão. Em suma, calor, umidade e manejo inadequado dos alimentos formam uma combinação que favorece a proliferação de microrganismos e eleva a incidência de quadros gastrointestinais nessa época do ano.

Quais cuidados ajudam a prevenir a gastroenterite no verão?

A prevenção da gastroenterite de verão passa por medidas de higiene simples, mas consistentes. A lavagem correta das mãos com água e sabão, por pelo menos 20 segundos, antes das refeições e após o uso do banheiro, continua sendo um dos pilares para reduzir o risco de infecção. Essa prática também se torna muito importante depois de trocar fraldas, pegar em dinheiro ou tocar em superfícies compartilhadas, porque essas superfícies frequentemente acumulam microrganismos. Portanto, criar o hábito de higienizar as mãos várias vezes ao dia reduz significativamente a chance de contaminação.

  • Dar preferência a água filtrada, fervida ou mineral, evitando beber em torneiras ou fontes de procedência duvidosa.
  • Verificar se o alimento está bem cozido, principalmente carnes, aves e frutos do mar, pois o cozimento adequado reduz a carga de microrganismos.
  • Evitar consumir alimentos de origem duvidosa, especialmente em barracas improvisadas e locais sem boa aparência de limpeza.
  • Manter a cadeia de refrigeração de alimentos sensíveis, como laticínios e preparações com maionese, transportando-os em caixas térmicas quando necessário.
  • Higienizar frutas, verduras e legumes com água corrente e solução apropriada, seguindo o tempo de contato recomendado no rótulo do produto.

Em viagens, um cuidado adicional é observar o local de preparo dos alimentos e a limpeza do ambiente. Bebidas com gelo preparado com água desconhecida ou alimentos expostos sem proteção em temperaturas elevadas aumentam o risco de gastroenterite aguda. Portanto, ao viajar, vale priorizar restaurantes com boa reputação, grande rotatividade de clientes e armazenamento visivelmente adequado dos alimentos. Crianças pequenas, gestantes e idosos se beneficiam de atenção redobrada na escolha do que consumir, pois desidratam com maior facilidade e, então, podem evoluir para quadros mais graves em menos tempo.

Além da higiene, outro ponto essencial envolve o cuidado com utensílios de cozinha e superfícies de preparo. Em suma, tábuas, facas e pratos usados para alimentos crus precisam de lavagem adequada antes de receber alimentos já prontos. Essa simples atitude reduz o risco de contaminação cruzada e, portanto, evita que microrganismos passem de um alimento para outro.

Como a alimentação pode ajudar no tratamento da gastroenterite?

Quando a infecção gastrointestinal já se manifestou, a alimentação tem papel central na recuperação. No início do quadro, a prioridade é preservar o intestino e favorecer a hidratação. Alimentos leves e de fácil digestão costumam ser mais bem tolerados e ajudam a reduzir o desconforto abdominal. Em muitos casos, as refeições são feitas em pequenas porções ao longo do dia, respeitando o apetite e evitando forçar a ingestão. Portanto, comer pouco e com mais frequência tende a ser mais eficaz do que tentar grandes refeições.

Entre as opções geralmente indicadas estão arroz branco, batata cozida, cenoura bem macia, banana e maçã sem casca. Esses alimentos tendem a ser menos irritantes para o intestino e contribuem para fornecer energia. Caldos claros, sopas leves e purês ajudam na reposição de líquidos e sais minerais. Já a hidratação pode ser feita com água, água de coco, chás claros sem cafeína e soluções de reidratação oral orientadas por profissionais de saúde. Em suma, o foco inicial recai sobre a reposição de líquidos e eletrólitos, enquanto o intestino se recupera.

  • Priorizar preparações cozidas, assadas ou grelhadas, evitando frituras que sobrecarregam o sistema digestivo.
  • Reduzir temporariamente o consumo de fibras muito duras, como cascas e grãos integrais, se estiverem piorando a diarreia.
  • Introduzir os alimentos aos poucos, observando se surgem náuseas, dor ou aumento da diarreia, ajustando a dieta de acordo com a tolerância individual.

Portanto, a alimentação durante a gastroenterite precisa ser adaptada ao momento: no início, mais leve e voltada à hidratação; depois, gradualmente mais variada, conforme o intestino melhora. Entretanto, qualquer sinal de piora, como vômitos constantes, incapacidade de manter líquidos ou aumento importante da diarreia, exige avaliação profissional, pois pode indicar necessidade de tratamento medicamentoso ou hidratação venosa.

Quais alimentos favorecem a saúde intestinal e o que deve ser evitado?

Após a fase mais intensa da gastroenterite no verão, alguns alimentos podem colaborar na recuperação da microbiota intestinal. Iogurtes naturais, leites fermentados e outros produtos com culturas probióticas, quando bem tolerados, ajudam a repor parte das bactérias benéficas que habitam o intestino. Em algumas situações, o uso de probióticos em cápsulas ou sachês é indicado por médicos ou nutricionistas para acelerar esse processo. Portanto, a combinação de alimentação adequada com probióticos selecionados contribui para restabelecer o equilíbrio intestinal.

Por outro lado, alguns itens tendem a dificultar a recuperação e prolongar os sintomas. Entre eles estão frituras, pratos muito gordurosos, embutidos, bebidas alcoólicas, refrigerantes e produtos ultraprocessados com excesso de açúcar, gorduras e aditivos. Esses alimentos podem aumentar a irritação da mucosa intestinal e favorecer a produção de gases e desconforto. Então, na fase de recuperação, vale planejar refeições mais simples, com ingredientes frescos e preparações menos pesadas.

  1. Evitar excesso de gordura e frituras, pois retardam o esvaziamento gástrico e intensificam a sensação de mal-estar.
  2. Adiar o consumo de álcool até total normalização do intestino, já que o álcool irrita a mucosa e favorece a desidratação.
  3. Reduzir doces, chocolates e produtos com muito açúcar, pois podem aumentar a diarreia por efeito osmótico.
  4. Observar a tolerância à lactose em leites e derivados, que podem piorar a diarreia em algumas pessoas, principalmente após infecções intestinais.

Mesmo quando os sintomas de gastroenterite no verão parecem leves, sinais como febre persistente, presença de sangue nas fezes, vômitos contínuos, boca seca, redução importante do volume de urina, tonturas e sonolência exigem avaliação médica. Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas podem desidratar com rapidez, motivo pelo qual a atenção aos sinais do corpo e à hidratação adequada se torna fundamental durante todo o período de recuperação. Em suma, ouvir o próprio organismo, respeitar os limites e buscar ajuda profissional diante de sinais de alerta representam atitudes essenciais para evitar complicações.

FAQ – Perguntas frequentes sobre gastroenterite no verão

1. Quanto tempo dura, em média, um quadro de gastroenterite no verão?
Na maioria dos casos leves, os sintomas melhoram entre 2 e 5 dias. Entretanto, em algumas infecções bacterianas ou parasitárias, a diarreia pode persistir por mais tempo, o que justifica consulta médica para avaliação e, então, definição de exames e tratamento específico.

2. Tomar soro de reidratação oral em casa realmente ajuda?
Sim, as soluções de reidratação oral repõem água e eletrólitos de forma equilibrada e, portanto, reduzem o risco de desidratação. Em suma, são especialmente úteis para crianças, idosos e pessoas com diarreia intensa ou vômitos.

3. Posso continuar praticando atividades físicas durante a gastroenterite?
Durante a fase aguda, o ideal envolve repouso e foco em hidratação. Atividade física intensa pode agravar a desidratação e o mal-estar. Portanto, retome exercícios de forma gradual apenas quando as fezes estiverem mais formadas, a hidratação se encontrar adequada e o corpo demonstrar disposição.

4. Antibiótico é sempre necessário no tratamento?
Não. A maior parte dos quadros de gastroenterite de verão tem origem viral e melhora com hidratação e cuidados alimentares. Antibióticos só se indicam em casos específicos, suspeita de certas bactérias ou quando o médico identifica sinais de infecção bacteriana mais grave. Portanto, evitar automedicação com antibióticos se torna fundamental.

5. Crianças pequenas podem consumir probióticos após a gastroenterite?
Em muitos casos, probióticos ajudam na recuperação da microbiota intestinal das crianças, entretanto a escolha do produto e a dose precisam de orientação pediátrica ou de nutricionista. Portanto, antes de oferecer probióticos à criança, vale conversar com um profissional para garantir segurança e eficácia.

Tags: como tratardor de barrigagastroenteritesintomasverãovomito
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Evitar café ao acordar faz bem? Entenda a regra dos 90 minutos

26/01/2026
Coloque aveia na dieta e veja como o cereal ajuda a reduzir o colesterol alto

Coloque aveia na dieta e veja como o cereal ajuda a reduzir o colesterol alto

26/01/2026
Sua pele fala: coceira e manchas podem indicar gordura no fígado

Sua pele fala: coceira e manchas podem indicar gordura no fígado

26/01/2026
Índia confirma surto do vírus Nipah; letalidade chega a 75% dos casos

Índia confirma surto do vírus Nipah; letalidade chega a 75% dos casos

26/01/2026
Câncer de pulmão ativa defesa própria para manter mutação, diz estudo

Câncer de pulmão ativa defesa própria para manter mutação, diz estudo

26/01/2026
Verão aumenta risco de gastroenterite; saiba como prevenir

Verão aumenta risco de gastroenterite; saiba como prevenir

26/01/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados