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Quando a criança se recusa a voltar para a escola: sinais de alerta e como os pais devem agir

Por Lara
27/01/2026
Em Curiosidades
Créditos: depositphotos.com / ababaka

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Voltar para a escola após as férias costuma mexer com o ritmo de toda a família. Para muitas crianças, voltar para a escola significa deixar para trás semanas de descanso, horários mais soltos e maior convivência com responsáveis e irmãos. Nesse período de transição, é comum surgir a frase repetida em diferentes casas: “não quero ir para a escola”. Em vez de encarar esse tipo de fala como simples birra, especialistas apontam que ela pode sinalizar cansaço, estranhamento e dificuldades para se reorganizar.

Em 2025, com rotinas cada vez mais cheias e jornadas escolares ampliadas, a adaptação ao ambiente escolar assume um peso ainda maior. A resistência em voltar para a sala de aula pode aparecer de forma súbita ou silenciosa, com pequenas queixas diárias. Entender o que está por trás desse comportamento ajuda responsáveis e educadores a criarem um caminho mais tranquilo, respeitando o tempo da criança sem transformar a frequência à escola em algo opcional.

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Por que a criança não quer voltar para a escola?

Quando uma criança que não quer voltar para a escola, isso costuma reunir várias causas ao mesmo tempo. Entre as mais frequentes estão o medo do desconhecido (como mudança de sala, de professores ou de colegas), a separação da família, a retomada de horários rígidos e a pressão para acompanhar conteúdos e atividades. Depois de um período de férias, em que a rotina é mais flexível, reorganizar sono, alimentação e compromissos exige esforço emocional e cognitivo.

A recusa em voltar para a escola nem sempre indica rejeição à escola em si. Em muitos casos, trata-se de um jeito de expressar ansiedade, insegurança ou dificuldade com transições. Crianças mais sensíveis, com histórico de dificuldades de aprendizagem ou com baixa tolerância à frustração tendem a sentir essas mudanças com maior intensidade. A escola também é um espaço de convivência, o que inclui desafios de relacionamento, timidez, medo de julgamentos e receio de não corresponder às expectativas dos adultos.

Quais sinais indicam que a resistência à escola merece atenção?

Algumas reações no retorno às aulas são esperadas e costumam diminuir ao longo das primeiras semanas. No entanto, quando a criança não quer voltar para a escola de forma persistente, é importante observar o impacto desse comportamento no dia a dia. Sinais físicos recorrentes, por exemplo, podem ser um alerta de ansiedade ligada ao ambiente escolar.

  • Queixas frequentes de dor de cabeça ou dor de barriga antes do horário da escola;
  • Náuseas, vômitos ou mal-estar sem causa médica aparente;
  • Choro intenso na hora de sair de casa ou na chegada à escola;
  • Irritabilidade, isolamento, tristeza prolongada ou mudanças bruscas de humor;
  • Queda no rendimento escolar ou perda de interesse por atividades antes apreciadas;
  • Regressões comportamentais, como voltar a fazer xixi na roupa ou pedir para dormir com os responsáveis.

Quando esses sinais aparecem por várias semanas, com intensidade crescente, podem indicar algo além de uma simples dificuldade de adaptação. Mudanças como troca de turno, mudança de prédio ou alteração na composição da turma, que para os adultos parecem detalhes, podem ser percebidas pela criança como uma ruptura importante na rotina e na sensação de segurança.

Como ajudar quando a criança não quer voltar para a escola?

O apoio da família é um dos fatores mais importantes para a adaptação escolar. Especialistas recomendam uma combinação de acolhimento e firmeza. Isso significa escutar o que a criança sente, levar as falas a sério e, ao mesmo tempo, manter a mensagem de que a escola é parte estável da rotina. A forma como os adultos reagem transmite diretamente a ideia de que o ambiente escolar é seguro ou ameaçador.

  1. Reorganizar a rotina antes do retorno
    • Ajustar gradualmente os horários de sono alguns dias antes do início das aulas;
    • Retomar horários de alimentação parecidos com os do período letivo;
    • Limitar mudanças bruscas na véspera, como passeios muito cansativos.
  2. Construir uma imagem positiva da escola
    • Relembrar momentos agradáveis vividos no ambiente escolar, como festas, apresentações ou atividades preferidas;
    • Falar sobre amigos, professores conhecidos e conquistas passadas;
    • Marcar encontros ou brincadeiras com colegas da escola durante as férias, sempre que possível.
  3. Cuidar da despedida na porta da escola
    • Evitar despedidas longas, com promessa de “resgatar” a criança se ela chorar;
    • Manter um tom de voz calmo e uma postura segura, sem transmitir culpa ou insegurança;
    • Criar um pequeno ritual de despedida, como um abraço, uma frase combinada ou um gesto especial.

Algumas atitudes, embora bem-intencionadas, costumam aumentar a ansiedade, como minimizar o sofrimento da criança dizendo que é “bobagem”, permitir faltas frequentes sem critério ou demonstrar nervosismo exagerado no momento da saída. A regularidade na frequência ajuda o cérebro da criança a criar previsibilidade, elemento essencial para o sentimento de segurança.

Quando é hora de buscar ajuda profissional?

Quando a recusa em ir para a escola se prolonga, interfere nas relações sociais ou prejudica o desenvolvimento acadêmico, a orientação de profissionais pode ser necessária. Psicólogos educacionais, psicólogos clínicos, pediatras e, em alguns casos, neurologistas infantis são capacitados para investigar fatores emocionais, pedagógicos ou familiares envolvidos nesse processo.

O contato próximo com a equipe da escola também é fundamental. Professores e coordenadores podem relatar como a criança se comporta após a despedida, se participa das atividades, se busca interação com os colegas ou se permanece retraída. A articulação entre família, escola e profissionais de saúde favorece intervenções precoces, reduzindo o risco de que a dificuldade de adaptação se transforme em um quadro mais complexo, como ansiedade intensa diante de separações ou rejeição prolongada ao ambiente escolar.

Por trás da frase “não quero ir para a escola” costuma existir um conjunto de medos, dúvidas e tensões que ainda não encontram palavras claras. Com escuta atenta, rotina previsível e apoio consistente dos adultos, a tendência é que a criança construa, ao longo do tempo, uma relação mais segura com a escola e com as mudanças que fazem parte do crescimento.

FAQ sobre a volta às aulas

1. Como conversar com a criança sobre a volta às aulas sem aumentar a ansiedade?
O ideal é falar de forma simples, honesta e antecipada. Explique o que vai acontecer na primeira semana, quem estará com ela e como será a rotina, evitando exagerar nos detalhes assustadores ou nas promessas. Entretanto, não é recomendável dizer que “nada vai mudar” se há mudanças concretas previstas; é melhor descrever as mudanças com calma e segurança. Portanto, use exemplos positivos do passado, valide os medos da criança (“eu entendo que você fique nervoso”) e, então, reforce que vocês vão enfrentar esse momento juntos, dia após dia.

2. O que fazer quando irmãos têm reações diferentes ao retorno às aulas?
É importante reconhecer que cada criança tem seu próprio ritmo e modo de lidar com mudanças. Um irmão pode voltar empolgado e outro mais resistente, e isso não significa que um esteja “certo” e o outro “errado”. Entretanto, comparar constantemente as reações (“seu irmão não chora, por que você chora?”) tende a aumentar a insegurança e a vergonha. Portanto, ofereça apoio individualizado, acolhendo as necessidades específicas de cada um e, então, valorize pequenas conquistas de ambos, como entrar na escola com menos choro ou conseguir se despedir mais rapidamente.

3. Como equilibrar atividades extracurriculares na volta às aulas?
Em suma, o retorno já é um período de grande adaptação física e emocional, por isso convém evitar sobrecarregar a agenda logo nas primeiras semanas. Observe se a criança demonstra cansaço excessivo, irritabilidade ou queda de interesse pelas tarefas diárias. Entretanto, atividades extracurriculares podem ser positivas quando trazem prazer, permitem socialização e não tomam todo o tempo livre. Portanto, escolha poucas atividades, priorize qualidade em vez de quantidade e, então, reavalie com a criança, ao longo do tempo, se aquele ritmo está saudável para ela e para a família.

4. Como lidar com pedidos para faltar justamente nas segundas-feiras?
A segunda-feira costuma concentrar mais resistência porque marca o fim do fim de semana e a retomada da rotina mais estruturada. A criança pode associar esse dia a uma “quebra” do convívio familiar. Entretanto, ceder com frequência e permitir faltas sem um critério claro pode reforçar a ideia de que a escola é opcional ou extremamente penosa. Portanto, mantenha a regularidade, organize o domingo com momentos de descanso e preparo para a semana e, então, crie pequenos rituais de segunda-feira (uma refeição especial, um caminho preferido até a escola) para tornar essa transição mais suave.

5. Como saber se a criança está apenas imitando o discurso de colegas que não gostam de ir para a escola?
É comum que crianças repitam frases que ouvem dos amigos, sem necessariamente sentir a mesma coisa com a mesma intensidade. Observe se, além da fala, surgem mudanças de comportamento, como queixas físicas, choro ou recusa persistente. Entretanto, mesmo que haja influência dos colegas, isso não invalida o desconforto; para a criança, a sensação é real. Portanto, pergunte o que ela pensa de verdade sobre a própria escola, convide-a a contar situações específicas que a incomodam e, então, ajude-a a diferenciar o que é dela e o que é apenas repetição do grupo.

6. O que fazer quando a criança volta muito cansada ou “esgotada” nos primeiros dias de aula?
Em suma, o cansaço inicial é esperado, pois o corpo e a mente estão se ajustando a novos horários, demandas e estímulos. A escola exige concentração, interação social e regras, o que pode ser especialmente exaustivo após as férias. Entretanto, se o cansaço estiver extremo e persistir por muitas semanas, vale conversar com a escola e, se necessário, com um profissional de saúde para descartar outras causas. Portanto, garanta tempo de descanso em casa, reduza compromissos extras no início do ano letivo e, então, priorize sono de qualidade e uma rotina previsível para facilitar essa adaptação.

7. Como os responsáveis podem se preparar emocionalmente para o retorno às aulas?
O estado emocional dos adultos influencia diretamente a forma como a criança vivencia a volta às aulas. Se o responsável demonstra muita ansiedade, culpa ou medo, a criança tende a perceber a escola como algo mais ameaçador. Entretanto, isso não significa esconder completamente as próprias emoções, mas sim buscar apoio, organizar melhor os horários e, se preciso, conversar com outros adultos ou profissionais sobre as próprias inseguranças. Portanto, planeje antecipadamente logística, materiais e combinações com a escola e, então, procure transmitir confiança e coerência nas mensagens sobre o ambiente escolar.

Tags: criançaCuriosidadesrecusa escolarvolta às aulas
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