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Antes dos 40? Veja os sinais da perimenopausa que merecem atenção

Por Lara
30/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / imagepointfr

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A compreensão da perimenopausa ainda é limitada para boa parte das mulheres, que costumam associar alterações hormonais apenas à fase da menopausa, em torno dos 50 anos. No entanto, essa transição pode começar bem antes, trazendo sinais discretos que muitas vezes passam despercebidos ou são atribuídos apenas ao cansaço da rotina. Reconhecer esse período de forma antecipada permite buscar orientações médicas e adotar estratégias que preservem a saúde física e emocional.

De maneira geral, a perimenopausa é a fase de transição que antecede a menopausa e pode durar alguns anos. Ela não ocorre da mesma forma para todas as mulheres, mas costuma estar ligada a oscilações hormonais importantes. Esses desequilíbrios podem impactar o sono, o humor, a concentração e até a vida sexual, interferindo diretamente na rotina profissional, familiar e social, mesmo em mulheres ainda na casa dos 30 ou 40 anos.

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O que é perimenopausa e quando ela costuma começar?

Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, não se trata de um evento repentino, mas de um processo gradual, marcado por oscilações de hormônios como estrogênio e progesterona. Essa fase pode iniciar no final dos 30 anos ou ao longo dos 40, mesmo antes de alterações claras no ciclo menstrual.

Do ponto de vista clínico, a perimenopausa é caracterizada mais pela irregularidade hormonal do que por uma queda constante desses hormônios. Em alguns ciclos, há excesso relativo de estrogênio; em outros, predominam níveis mais baixos. Essa instabilidade pode provocar sintomas intensos em determinados meses e períodos mais tranquilos em outros. A menopausa, por sua vez, é definida apenas quando ocorre a ausência de menstruação por 12 meses consecutivos.

Principais sintomas desta fase: o que merece atenção?

Os sinais da perimenopausa podem ser sutis no início, o que dificulta a identificação. Além das ondas de calor e irregularidade menstrual, que são mais conhecidas, muitos sintomas aparecem de forma difusa. Entre as queixas relatadas com frequência, estão as alterações cognitivas, popularmente chamadas de “nevoeiro mental” ou brain fog, com lapsos de memória e dificuldade de concentração. Em uma rotina de trabalho intensa, esses sinais podem ser interpretados apenas como cansaço.

  • Oscilações de humor, com maior irritabilidade ou sensibilidade emocional;
  • Distúrbios do sono, incluindo insônia ou sono pouco reparador;
  • Sensação de cansaço constante, mesmo após descanso adequado;
  • Diminuição da libido e desconforto nas relações sexuais em alguns casos;
  • Alterações no padrão menstrual, como ciclos mais curtos, longos ou com fluxo variável.

Esse conjunto de manifestações pode impactar a qualidade de vida, sobretudo em mulheres que acumulam funções profissionais e familiares. Por isso, especialistas recomendam atenção a mudanças persistentes no corpo e no comportamento, principalmente quando surgem entre o final dos 30 e ao longo dos 40 anos.

Perimenopausa tem tratamento? Quais são as opções atuais?

O tratamento da perimenopausa costuma ser individualizado e depende da intensidade dos sintomas, da idade da paciente e de suas condições de saúde gerais. Uma das abordagens mais utilizadas é a terapia hormonal, semelhante à indicada para a menopausa estabelecida. O objetivo é estabilizar os níveis hormonais e reduzir sintomas como ondas de calor, distúrbios do sono e alterações de humor, sempre sob acompanhamento médico.

  1. Avaliação médica completa: inclui histórico clínico, exames físicos e, quando necessário, exames laboratoriais para afastar outras causas de fadiga, alterações de humor ou irregularidade menstrual.
  2. Terapia hormonal: pode envolver estrogênio e progesterona em diferentes formas (comprimidos, adesivos, géis ou anéis vaginais), conforme indicação e avaliação de riscos e benefícios.
  3. Ajustes no estilo de vida: atividade física regular, alimentação equilibrada, redução do álcool e do tabaco e atenção à higiene do sono ajudam a potencializar os efeitos do tratamento.
  4. Acompanhamento contínuo: consultas periódicas permitem revisar doses, monitorar resultados e adaptar a estratégia conforme a evolução dos sintomas.

Em mulheres com diagnóstico de menopausa precoce, que ocorre antes dos 40 anos, o acompanhamento costuma ser ainda mais cuidadoso, pois há impactos adicionais sobre a saúde óssea, cardiovascular e reprodutiva. Nesses casos, a reposição hormonal orientada por especialista é vista como medida importante para proteção a longo prazo.

Como diferenciá-la de estresse e cansaço do dia a dia?

Uma dúvida frequente é se sintomas como irritabilidade, esquecimento e sono ruim são apenas consequência de uma rotina atribulada ou se já fazem parte da transição para a menopausa. A distinção nem sempre é simples, pois a sobrecarga de trabalho, os cuidados com filhos e outras responsabilidades podem mascarar as mudanças hormonais. Em muitos casos, a mulher só descobre a perimenopausa ao investigar outros problemas de saúde.

Alguns sinais ajudam a levantar suspeita: alterações persistentes do ciclo menstrual, ondas de calor que surgem de forma recorrente, mudanças na libido e sensação de que o cansaço não melhora mesmo com descanso adequado. Quando esses fatores aparecem associados, principalmente entre os 35 e 45 anos, especialistas recomendam procurar um ginecologista para avaliação. A informação adequada e o diagnóstico precoce permitem que cada mulher atravesse a perimenopausa com maior segurança, entendendo o que acontece com o próprio corpo e tendo suporte profissional para lidar com essa fase de transição.

FAQ sobre menopausa

1. A menopausa pode afetar minha saúde óssea?
Sim. A queda do estrogênio após a menopausa acelera a perda de massa óssea, aumentando o risco de osteopenia e osteoporose. Em suma, os ossos ficam mais frágeis e suscetíveis a fraturas. Entretanto, é possível reduzir esse risco com alimentação rica em cálcio e vitamina D, exercício com impacto (como caminhada e musculação) e, em alguns casos, medicações específicas. Portanto, conversar com o médico sobre avaliação da densidade óssea é fundamental, especialmente após os 50 anos.

2. Menopausa aumenta o risco de problemas cardiovasculares?
Após a menopausa, há uma mudança no perfil de gordura corporal e nos níveis de colesterol, o que pode elevar o risco de doenças cardiovasculares. O estrogênio tem um papel protetor que diminui com o tempo. Entretanto, fatores como tabagismo, sedentarismo, hipertensão e diabetes pesam muito nessa conta. Portanto, manter hábitos saudáveis, controlar a pressão e fazer exames periódicos ajuda a prevenir infarto e AVC nessa fase.

3. A menopausa interfere na saúde mental?
As oscilações hormonais podem favorecer ansiedade, tristeza e até sintomas depressivos em algumas mulheres. Não se trata apenas de “questão emocional”, mas de alterações biológicas combinadas com fatores de vida. Entretanto, nem toda mulher terá quadros intensos, e muitas passam por essa fase com sintomas mínimos. Portanto, se o impacto no humor for grande, vale buscar acompanhamento psicológico e psiquiátrico, além do ginecológico, para um cuidado integrado.

4. É possível ter uma vida sexual satisfatória após a menopausa?
Sim, muitas mulheres mantêm ou até redescobrem a vida sexual após a menopausa. A queda hormonal pode levar a secura vaginal e desconforto, mas isso não significa o fim da sexualidade. Entretanto, há recursos como lubrificantes, hidratantes vaginais e, quando indicado, estrogênio local que melhoram bastante os sintomas. Portanto, dialogar com o parceiro e com o médico é essencial para ajustar expectativas e encontrar estratégias que preservem o prazer.

5. A alimentação pode influenciar nos sintomas da perimenopausa e da menopausa?
A alimentação tem impacto direto na energia, no peso, nas ondas de calor e até no humor. Em suma, uma dieta rica em frutas, verduras, grãos integrais e proteínas magras tende a reduzir inflamação e melhorar o bem-estar. Entretanto, excesso de açúcar, ultraprocessados, álcool e cafeína pode piorar sintomas como insônia e irritabilidade em algumas mulheres. Portanto, ajustes simples, como fracionar as refeições, beber mais água e priorizar alimentos frescos, podem fazer diferença no dia a dia.

6. Ganho de peso é inevitável na menopausa?
Não é inevitável, mas é mais comum ganhar peso ou mudar a distribuição de gordura (principalmente na região abdominal). A combinação de alteração hormonal, redução natural da massa muscular e, por vezes, menor nível de atividade física favorece esse cenário. Entretanto, não é uma “condenação”: exercício regular (sobretudo musculação e atividades aeróbicas) e alimentação equilibrada ajudam a controlar o peso. Portanto, ajustar o estilo de vida antes e durante a perimenopausa é uma estratégia importante.

7. Ainda preciso fazer exames ginecológicos após a menopausa?
Sim. Em suma, o fim da menstruação não elimina a necessidade de cuidados preventivos. Entretanto, a frequência de alguns exames pode ser ajustada, conforme orientação do médico e histórico de saúde. Papanicolau, mamografia e avaliação de saúde pélvica continuam relevantes. Portanto, manter consultas regulares com o ginecologista é essencial para rastrear precocemente alterações que podem surgir nessa etapa.

8. Fitoterápicos e suplementos “naturais” ajudam na menopausa?
Alguns produtos, como isoflavonas de soja e certos fitoterápicos, podem aliviar sintomas leves em parte das mulheres. São opções consideradas por quem deseja alternativas à terapia hormonal clássica. Entretanto, “natural” não é sinônimo de isento de risco ou de eficácia garantida. Portanto, antes de usar qualquer suplemento, é importante conversar com um profissional de saúde, para evitar interações medicamentosas e frustrações com promessas irreais.

9. É possível planejar a menopausa para que a transição seja mais tranquila?
É possível, sim, adotar uma postura preventiva. Quanto mais cedo a mulher conhece seu corpo, faz exames regulares e cuida de sono, alimentação, atividade física e saúde mental, mais preparada estará para essa fase. Entretanto, nem todos os sintomas podem ser totalmente evitados, pois há grande variabilidade individual. Portanto, informação de qualidade e acompanhamento profissional são aliados centrais para que a menopausa seja vista como uma etapa natural, e não apenas como um problema.

Tags: menopausamenopausa precoceorganismo femininoperimenopausasaúdeterapia hormonal
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