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Seu cachorro rosna ou se afasta de outros cães? Saiba como lidar

Por Lara
30/01/2026
Em Animais
Créditos: depositphotos.com / Jarrycz

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Nem todo cachorro demonstra interesse em brincar ou interagir com outros animais, e isso não significa, necessariamente, que exista um problema grave de comportamento. Em muitos casos, trata-se apenas de um traço de personalidade ou de preferências individuais, que precisam ser observadas com atenção. Entender por que um cão evita o contato com outros e como agir diante dessa situação ajuda a tornar o dia a dia mais tranquilo para todos.

Esse tipo de comportamento pode aparecer em qualquer fase da vida e costuma gerar dúvidas entre tutores, que muitas vezes acreditam que todo cão deveria ser extrovertido. Ao analisar sinais corporais, histórico de vida e o ambiente em que o animal está inserido, fica mais fácil respeitar seus limites e tomar decisões adequadas.

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Por que seu cachorro não gosta de socializar com outros cães?

As razões para um cachorro evitar contato com outros animais são diversas. Alguns são naturalmente mais reservados, preferindo interações curtas ou apenas com indivíduos específicos. Outros podem ter passado por experiências negativas, como brigas, sustos em parques ou aproximações bruscas, que deixaram associações desconfortáveis com a presença de outros cães. Também é comum que cães pouco expostos a diferentes estímulos durante a fase de filhote tenham mais dificuldade para se relacionar.

Outro fator relevante é o ambiente em que a socialização acontece. Locais muito barulhentos, cheios e com muitos estímulos ao mesmo tempo podem deixar o cachorro inseguro ou sobrecarregado. Nesses casos, o animal pode reagir evitando o contato, ficando parado, tentando se esconder ou demonstrando sinais de tensão. Em algumas situações, problemas de dor crônica ou desconforto físico também podem interferir, já que o contato com outros animais pode ser percebido como algo cansativo ou invasivo.

Como identificar no corpo do cachorro que ele não quer socializar?

A linguagem corporal canina é uma das principais ferramentas para entender se um cachorro está à vontade ou não perto de outros cães. Quando não deseja interagir, o animal costuma enviar sinais claros, que podem ser sutis para quem ainda não está acostumado a observá-los. Entre esses sinais, aparecem mudanças na postura, na posição da cauda, nas orelhas e até no ritmo da respiração.

  • Corpo rígido, tenso ou encolhido.
  • Desvio de olhar, evitando encarar diretamente o outro cão.
  • Cauda baixa, entre as pernas ou imóvel demais.
  • Bocejos frequentes, lambidas rápidas no focinho ou virar a cabeça para o lado.
  • Tentativa de se afastar, se esconder atrás do tutor ou puxar a guia para ir em outra direção.

Esses sinais indicam desconforto e devem ser respeitados. Quando ignorados, a situação pode evoluir para rosnados, latidos intensos ou até mordidas, não necessariamente por agressividade “sem motivo”, mas como resposta a um incômodo prolongado. Por isso, reconhecer cedo esses sinais ajuda a interromper a aproximação antes que o cachorro sente necessidade de reagir de forma mais intensa.

O que fazer quando o cão não gosta de socializar com outros?

Quando se identifica que o cachorro não aprecia brincar ou interagir com outros cães, a primeira medida é não forçar a aproximação. Empurrar o animal para o meio de um grupo, arrastá-lo pela guia ou permitir que vários cães se joguem sobre ele costuma aumentar o estresse e reforçar associações negativas. O ideal é criar situações controladas, em que o cão possa observar à distância e escolher se deseja se aproximar ou não.

  1. Respeitar limites de distância: manter o cachorro em um ponto em que ele consiga ver outros cães, mas ainda se sinta seguro.
  2. Observar o comportamento o tempo todo: notar qualquer sinal de tensão e ajustar o espaço, aproximando ou afastando conforme a reação.
  3. Evitar puxões bruscos na guia: movimentos forçados podem ser interpretados como ameaça ou punição em um momento em que o cão já está desconfortável.
  4. Oferecer atividades alternativas: passeios tranquilos, brincadeiras com brinquedos, enriquecimento ambiental em casa e interações calmas com humanos.
  5. Buscar orientação profissional quando necessário: em casos de medo intenso ou reatividade, o acompanhamento de um educador ou médico-veterinário comportamentalista pode trazer estratégias específicas.

Outro ponto importante é ajustar as expectativas. Alguns cães irão tolerar aproximações rápidas, outros vão aceitar apenas conviver à distância em um mesmo ambiente, e há aqueles que se sentem mais confortáveis interagindo somente com pessoas. O foco passa a ser a qualidade das experiências, e não a quantidade de contatos com outros animais.

É possível ajudar o cachorro a se sentir mais à vontade com outros cães?

Em muitos casos, o cachorro que não gosta de socializar pode aprender a lidar melhor com a presença de outros animais, desde que o processo seja gradual e respeitoso. Técnicas de exposição controlada, sempre associadas a experiências positivas, costumam ser utilizadas em programas de modificação comportamental. O objetivo não é transformar um cão reservado em um animal extremamente sociável, mas permitir que ele conviva com menos estresse.

Esse tipo de trabalho costuma envolver encontros planejados com cães calmos e tolerantes, em ambientes tranquilos. As sessões são curtas e observadas de perto, com pausas sempre que surgem sinais de cansaço ou desconforto. A linguagem corporal continua sendo o principal guia para decidir quando avançar, manter o nível de dificuldade ou recuar. Com o tempo, muitos cães passam a aceitar melhor a proximidade e até a interagir em alguns momentos, desde que tenham a oportunidade de se afastar quando desejarem.

No fim, compreender por que o cachorro não gosta de socializar e qual é o limite de bem-estar para aquele indivíduo permite escolhas mais responsáveis. Ao invés de buscar encaixar todos os cães em um mesmo padrão de comportamento, passa a fazer mais sentido olhar para cada um como um ser único, com preferências e necessidades próprias.

FAQ sobre brincadeiras caninas

1. Como saber se dois cachorros estão brincando ou brigando?
Na brincadeira os movimentos tendem a ser soltos e alternados, com pausas frequentes, corridas de “vai e vem” e sinais como o famoso “reverência de brincadeira” (peito abaixado e traseiro levantado). Rosnados podem aparecer, entretanto, o tom costuma ser mais grave, porém intercalado com caudas soltas e corpos relaxados. Quando há rigidez extrema, perseguição sem troca de papéis, mordidas fortes e falta de pausas, portanto, é um indicativo de que a situação pode estar saindo da zona de brincadeira.

2. Com que frequência um cachorro precisa brincar por dia?
A necessidade varia conforme idade, raça e saúde, mas a maioria dos cães se beneficia de pelo menos alguns momentos de brincadeira ativa todos os dias, além de atividades mentais. Filhotes e cães muito enérgicos costumam precisar de várias sessões curtas ao longo do dia. Entretanto, mais importante que a quantidade é a qualidade das interações, respeitando cansaço e limites físicos. Portanto, observe o ritmo do seu cão e ajuste a rotina para que ele termine cansado, mas não exausto ou irritado.

3. Quais tipos de brincadeiras são mais indicados para cachorros que preferem pessoas a outros cães?
Em suma, cães que não gostam tanto de socializar com outros cães podem se beneficiar muito de brincadeiras individuais com o tutor, como buscar bolinha, cabo de guerra controlado, caça ao petisco pela casa e brinquedos interativos. Essas atividades estimulam corpo e mente sem exigir contato com outros animais. Entretanto, é importante testar diferentes formatos para descobrir o que aquele indivíduo aprecia mais. Portanto, variedade e observação atenta ajudam a montar um “cardápio” de brincadeiras adequado ao perfil do seu cachorro.

4. Como tornar as brincadeiras mais seguras em parques ou praças?
A segurança começa pela escolha de locais cercados, limpos e onde seja possível manter alguma distância de cães muito agitados. Antes de soltar o cachorro, avalie o comportamento dos demais animais e planeje rotas de saída. Entretanto, mesmo em ambientes abertos, prefira brinquedos simples, evite jogar objetos em áreas com trânsito de pessoas e nunca deixe o cão sem supervisão. Portanto, manter controle da guia quando necessário, chamar o cão com facilidade e interromper interações que estejam ficando tensas são pilares de uma brincadeira segura em espaços públicos.

5. Brincadeiras de cabo de guerra deixam o cachorro agressivo?
Em suma, o cabo de guerra não torna o cão agressivo por si só; o problema está na forma como o jogo é conduzido. Quando há regras claras, como soltar o brinquedo ao comando e não encostar a boca na pele humana, o exercício pode ser saudável e até aumentar o autocontrole. Entretanto, se o tutor estimula disputas exageradas, não ensina limites ou permite mordidas fora do brinquedo, o cão pode ficar mais excitado do que o desejável. Portanto, use esse tipo de brincadeira como uma oportunidade de treinar comandos e disciplina, e não apenas como descarga de energia.

6. Meu cachorro não gosta de brinquedos; como incentivá-lo a brincar?
Alguns cães precisam que o tutor “dê vida” ao brinquedo para se interessarem: movimentar a bolinha, puxar uma corda pelo chão ou esconder petiscos dentro de brinquedos recheáveis pode despertar curiosidade. Entretanto, é possível que o cão prefira brincadeiras de farejar, treinos de obediência com recompensas ou simples caminhadas exploratórias. Portanto, teste diferentes texturas, tamanhos e formatos, associe o brinquedo a algo positivo (como petiscos) e respeite se ele preferir outros tipos de atividade em vez de brinquedos tradicionais.

7. Quanto tempo de brincadeira é adequado para filhotes?
Filhotes têm picos de energia curtos e intensos, seguidos de períodos de descanso. Sessões de 5 a 15 minutos de brincadeira, várias vezes ao dia, costumam ser mais adequadas do que longas maratonas. Entretanto, excesso de estímulo pode deixar o filhote irritado, mordendo demais ou incapaz de relaxar. Portanto, insira pausas frequentes, ofereça locais tranquilos para sono e não se esqueça de incluir brincadeiras calmas, como mastigar brinquedos seguros, além das atividades mais agitadas.

8. É importante variar os tipos de brincadeiras ao longo da semana?
Em suma, a variedade ajuda a evitar tédio e a estimular diferentes capacidades do cachorro: física, mental, social e olfativa. Alternar entre jogos de caça ao petisco, passeios de exploração, brincadeiras de busca e exercícios de treino torna a rotina mais rica. Entretanto, alguns cães se apegam muito a um tipo específico de atividade e podem rejeitar novidades no início. Portanto, introduza mudanças de forma gradual, misturando o que ele já gosta com algo novo, sempre associando a experiências positivas.

Tags: animaiscachorrocachorro antissociallinguagem corporal canina
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