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Desidratação no calor: o que acontece ao ingerir pouca água

Por Lara
05/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / undrey

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A desidratação é um risco comum durante o verão, período em que o aumento das temperaturas altera o funcionamento do organismo e exige maior atenção à hidratação. A perda de líquidos pelo suor se intensifica, o metabolismo acelera e o corpo passa a precisar de mais água para manter funções básicas, como a regulação da temperatura corporal e o transporte de nutrientes. Nesse cenário, ingerir pouca água no calor deixa de ser apenas um detalhe da rotina e se torna um fator diretamente ligado à saúde.

Quando a ingestão de líquidos não acompanha essa perda acelerada, o corpo começa a emitir sinais de alerta. Boca seca, cansaço fora do habitual e dor de cabeça podem indicar que o organismo já está em sofrimento. Em muitos casos, a sede surge apenas quando o quadro de desidratação já está em evolução, o que torna a atenção preventiva ainda mais importante, especialmente nos dias mais quentes do verão.

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Quais são os principais riscos de ingerir pouca água no verão?

A ingestão insuficiente de água no verão está associada a uma série de consequências fisiológicas que afetam diferentes sistemas do corpo. A redução do volume de líquido circulante dificulta a manutenção da pressão arterial adequada e pode favorecer episódios de tontura, mal-estar e até desmaios. A circulação sanguínea torna-se menos eficiente, o que compromete a chegada de oxigênio e nutrientes aos tecidos.

Outro ponto sensível é o funcionamento dos rins. Quando o corpo recebe pouca água, o organismo tende a concentrar a urina para economizar líquido, o que aumenta o risco de formação de cálculos renais e favorece infecções urinárias. Em situações mais prolongadas, a desidratação repetida pode sobrecarregar a função renal, especialmente em pessoas com doenças pré-existentes. A pele e as mucosas também sofrem, ficando mais ressecadas e vulneráveis a irritações.

Desidratação no verão: como o corpo reage à falta de água?

A desidratação no verão costuma se instalar de maneira gradual. No início, o organismo tenta se adaptar, reduzindo a produção de saliva e aumentando a concentração da urina. Em seguida, podem surgir sintomas como:

  • Fraqueza e sensação de cansaço constante;
  • Dores de cabeça recorrentes;
  • Tonturas, principalmente ao levantar-se rapidamente;
  • Diminuição da frequência urinária ou urina muito escura;
  • Pele menos elástica e ressecada.

Em casos mais intensos, a falta de água no organismo pode levar à confusão mental, sonolência excessiva e queda acentuada da pressão arterial. Em ambientes muito quentes, essa situação se agrava, pois o corpo continua tentando dissipar calor por meio do suor, mesmo já estando com pouco líquido disponível. Sem reposição adequada, cresce o risco de exaustão pelo calor e até de insolação.

Quem corre mais risco de sofrer com desidratação no calor?

Alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos da baixa ingestão de água no calor. Entre eles, destacam-se:

  • Idosos: muitas vezes têm menor percepção da sede e podem apresentar doenças que exigem controle rigoroso de líquidos, como problemas cardíacos e renais;
  • Crianças: perdem água com facilidade e dependem de adultos para oferta regular de líquidos;
  • Pessoas que praticam atividades físicas ao ar livre: perdem grandes quantidades de líquido e sais minerais através do suor;
  • Trabalhadores expostos ao sol: permanecem longos períodos em ambientes quentes, com acesso limitado a água fresca;
  • Indivíduos com doenças crônicas: especialmente aqueles com hipertensão, insuficiência cardíaca ou problemas renais, que podem ter o quadro agravado com a desidratação.

Nesses grupos, sinais discretos de desidratação podem evoluir rapidamente. A confusão mental em pessoas idosas, por exemplo, pode estar ligada a um simples dia de calor associado à baixa ingestão hídrica. Em crianças, irritabilidade, choro sem lágrimas e diminuição das idas ao banheiro são indícios que exigem atenção imediata.

Como manter uma boa hidratação no verão de forma prática?

Para reduzir os riscos da pouca ingestão de água no verão, algumas atitudes simples podem ser incorporadas à rotina diária. O objetivo é garantir oferta constante de líquidos, mesmo quando a sensação de sede não é tão evidente. Entre as estratégias mais adotadas estão:

  1. Fracionar o consumo: beber pequenos goles de água ao longo do dia, em vez de grandes volumes de uma só vez;
  2. Associar água a atividades diárias: deixar uma garrafa próxima ao local de trabalho ou estudo e beber sempre que trocar de tarefa;
  3. Priorizar alimentos ricos em água: incluir frutas como melancia, melão, laranja e abacaxi, além de saladas cruas;
  4. Cuidar da hidratação durante exercícios: iniciar a atividade já hidratado, beber água em intervalos regulares e repor líquidos ao final;
  5. Evitar excesso de bebidas açucaradas ou alcoólicas: essas opções podem aumentar a perda de líquido ou dar falsa sensação de hidratação.

Em situações específicas, como ondas de calor intensas ou atividades físicas prolongadas, pode ser necessário complementar com bebidas que contenham eletrólitos, sempre seguindo orientação profissional. A observação da cor da urina costuma ser uma forma simples de monitorar a hidratação: tons muito escuros sugerem necessidade de maior ingestão de líquidos.

Manter uma rotina de hidratação adequada durante o verão contribui para o bom funcionamento do organismo como um todo. Ao compreender os riscos associados à ingestão reduzida de água e adotar medidas preventivas, torna-se possível atravessar os dias mais quentes com menor sobrecarga para o corpo e com maior segurança para os grupos mais suscetíveis.

FAQ sobre consumo de água

1. Quanto de água uma pessoa deve beber por dia?
Não existe um volume único que sirva para todas as pessoas; em suma, a necessidade varia conforme peso, idade, clima e nível de atividade física. Uma recomendação geral para adultos saudáveis é algo em torno de 30 a 35 ml por quilo de peso ao dia. Entretanto, em dias muito quentes ou ao praticar exercícios, essa quantidade tende a aumentar. Portanto, além de seguir referências gerais, é importante observar sinais do próprio corpo, como sede e cor da urina.

2. Beber água em excesso faz mal?
O consumo exagerado de água em pouco tempo pode causar desequilíbrios, como a chamada intoxicação hídrica, embora seja uma condição rara em pessoas saudáveis. Em suma, o problema surge quando se bebe muito mais do que os rins conseguem eliminar, diluindo demais os sais minerais no sangue. Entretanto, isso costuma ocorrer apenas em situações extremas, como competições esportivas com reposição inadequada. Portanto, o ideal é distribuir a ingestão ao longo do dia e, em caso de doenças renais ou cardíacas, seguir a orientação médica.

3. Chás, café e sucos substituem a água?
Chás sem açúcar e sem cafeína contribuem para a hidratação e podem complementar a ingestão de água. Sucos naturais também hidratam, mas trazem calorias e açúcares que precisam ser considerados. O café, entretanto, contém cafeína, que pode ter leve efeito diurético em algumas pessoas, sobretudo em grandes quantidades. Portanto, então, essas bebidas podem fazer parte da rotina, mas a água pura deve permanecer como a principal fonte de hidratação diária.

4. Água com gás hidrata da mesma forma que água sem gás?
Sim, do ponto de vista de hidratação, ambas oferecem água ao organismo. Em suma, a principal diferença está na presença de gás carbônico, que pode causar sensação de estufamento em algumas pessoas. Entretanto, é importante observar o rótulo: algumas águas com gás podem conter sódio em maior quantidade. Portanto, quem precisa controlar a ingestão de sal deve escolher versões com baixo teor de sódio e, então, alternar com água sem gás.

5. Como saber se estou bem hidratado ao longo do dia?
Além da sede, um dos sinais mais simples é observar a cor da urina: tons mais claros indicam hidratação adequada, enquanto cores muito escuras sugerem falta de líquidos. Entretanto, outros fatores, como uso de medicamentos e consumo de vitaminas, podem alterar a coloração. Portanto, vale também prestar atenção em sintomas como cansaço incomum, dor de cabeça frequente e boca seca. Então, se esses sinais aparecerem com frequência, é recomendável ajustar o consumo de água.

6. Crianças e adolescentes precisam da mesma quantidade de água que adultos?
As necessidades são proporcionais ao tamanho e à fase de crescimento. Crianças e adolescentes têm metabolismo acelerado e podem precisar de mais água por quilo de peso do que adultos. Entretanto, como nem sempre conseguem reconhecer ou comunicar a sede com clareza, dependem da oferta regular de líquidos pelos responsáveis. Portanto, é importante oferecer água ao longo do dia, especialmente em brincadeiras ao ar livre e após atividades físicas. Então, em caso de dúvidas, o pediatra pode indicar volumes mais específicos por faixa etária.

7. É melhor beber água em jejum ao acordar?
Beber água ao acordar ajuda a repor o que foi perdido durante a noite pela respiração e, em suma, pode contribuir para o bom funcionamento do intestino e do metabolismo. Entretanto, não há evidência científica de que exista um “horário mágico” que potencialize todos os benefícios da água. Portanto, o mais importante é manter a regularidade ao longo do dia, e não apenas focar no momento em jejum. Então, começar a manhã com um copo de água é um bom hábito, desde que integrado a uma rotina de hidratação constante.

8. Água gelada é melhor ou pior do que água em temperatura ambiente?
A diferença está mais relacionada ao conforto e à preferência pessoal do que à capacidade de hidratar. A água gelada pode ser mais agradável no calor e ajudar a sensação de refrescância. Entretanto, algumas pessoas com sensibilidade dentária ou problemas digestivos podem se sentir melhor com água em temperatura ambiente. Portanto, o ideal é escolher a forma que facilite beber a quantidade adequada ao longo do dia. Então, o foco deve ser a regularidade do consumo, e não tanto a temperatura.

9. Quem pratica atividade física deve beber água antes, durante ou depois do exercício?
O ideal é combinar os três momentos. Chegar à atividade já hidratado reduz o risco de queda de desempenho e mal-estar. Durante o exercício, sobretudo em dias quentes, pequenas quantidades em intervalos regulares ajudam a repor o líquido perdido pelo suor. Entretanto, após o término, é fundamental continuar bebendo água para completar a reposição. Portanto, o planejamento da hidratação deve acompanhar o tipo, a duração e a intensidade do treino. Então, em treinos longos, pode ser necessária também a reposição de eletrólitos.

10. Quem tem dificuldade de lembrar de beber água pode usar aplicativos ou alarmes?
Sim, recursos tecnológicos podem ser aliados importantes na criação do hábito. Aplicativos, alarmes no celular e garrafas com marcação de horário ajudam a dividir o consumo ao longo do dia. Entretanto, é preciso adaptar as metas à rotina e às orientações de saúde individuais, para não gerar excesso ou ansiedade. Portanto, vale utilizar essas ferramentas como lembretes flexíveis, e não como regras rígidas. Então, com o tempo, o próprio corpo tende a “aprender” uma nova rotina de hidratação.

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