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Vodca com energético faz mal? Saiba tudo sobre a mistura comum do Carnaval

Por Lucas
05/02/2026
Em Saúde
Vodca com energético faz mal? Saiba tudo sobre a mistura comum do Carnaval

Créditos: depositphotos.com / chris77ho

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A associação entre álcool e energético se tornou comum em festas, bares e eventos ao ar livre, especialmente entre adultos jovens. A aparência de maior disposição e resistência costuma chamar atenção, entretanto, especialistas em saúde cardiovascular alertam para efeitos relevantes dessa combinação no organismo. O ponto central está no modo como essas duas substâncias atuam sobre o sistema nervoso e sobre o coração, criando um cenário que pode favorecer desde desconfortos passageiros até complicações mais sérias em determinadas pessoas.

Enquanto o álcool é tradicionalmente consumido em ambientes de lazer, os energéticos ganharam espaço como opção para prolongar o tempo acordado e reduzir a sensação de cansaço. Na prática, a junção das duas bebidas altera a percepção corporal, interferindo na noção de limite e na forma como o corpo reage ao esforço, ao calor e à desidratação. Portanto, o tema passou a ser debatido com maior frequência em serviços de emergência, consultórios de cardiologia e estudos acadêmicos, já que muitos profissionais percebem um aumento de queixas cardiovasculares após festas prolongadas.

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O que acontece no corpo ao misturar álcool com energético?

O álcool atua como uma substância depressora do sistema nervoso central, reduzindo o nível de alerta, deixando os reflexos mais lentos e favorecendo sonolência. Já os energéticos concentram estimulantes, como cafeína, taurina e extratos de guaraná, que aumentam o estado de vigília, aceleram o ritmo cardíaco e podem elevar a pressão arterial. Quando as duas bebidas são ingeridas juntas, o organismo recebe sinais opostos ao mesmo tempo, o que pode gerar um quadro de sobrecarga.

Do ponto de vista cardiovascular, essa combinação pode favorecer taquicardia, palpitações, picos de pressão e episódios de arritmia em indivíduos suscetíveis. O coração precisa se ajustar a uma sequência de estímulos contraditórios: de um lado, o efeito sedativo do álcool; de outro, a ação estimulante dos energéticos. Em contextos de festa, como blocos de carnaval, baladas e shows prolongados, ainda entram em cena fatores como calor intenso, desidratação, alimentação inadequada e noites maldormidas, ampliando o esforço imposto ao sistema circulatório.

Além disso, então o fígado e os rins trabalham mais para metabolizar tanto o álcool quanto as substâncias estimulantes. O fígado precisa processar o álcool, enquanto os rins lidam com o aumento da diurese provocado pela cafeína. Em suma, o corpo inteiro entra em um estado de esforço extra, que nem sempre aparece de imediato, mas pode causar sintomas intensos algumas horas depois da festa.

Por que a mistura de álcool com energético é considerada arriscada?

Um dos pontos mais destacados por cardiologistas é que o energético pode mascarar os sinais clássicos de embriaguez. O álcool costuma provocar cansaço, moleza, sonolência e perda de coordenação, que funcionam, de certa forma, como um freio natural para continuar bebendo. Com a presença de cafeína e outros estimulantes, esses sinais ficam menos evidentes, o que facilita o aumento da ingestão de bebida alcoólica sem que a pessoa perceba a própria limitação.

Essa alteração de percepção abre caminho para episódios de consumo excessivo, conhecidos como binge drinking, caracterizados por grandes quantidades de álcool em um curto intervalo de tempo. Estudos internacionais associam a mistura de álcool com energético a maior probabilidade de exagero na dose, além de padrões mais graves de transtorno por uso de álcool. A motivação costuma ser simples: sensação de maior controle, menor sonolência e possibilidade de prolongar a festa, mas o organismo continua recebendo o mesmo volume de álcool, com impacto direto em fígado, cérebro e coração.

Portanto, mesmo que a pessoa “se sinta bem” naquele momento, o risco de acidentes, comportamentos impulsivos, brigas, direção sob efeito de álcool e lesões aumenta. Em suma, a combinação não apenas interfere na saúde física, como também ampliam-se os riscos de decisões perigosas no contexto social e de trânsito.

Quais são os principais sinais de alerta após consumir álcool com energético?

Na maior parte das situações, a pessoa sente apenas mal-estar temporário, como enjoo, dor de cabeça e cansaço intenso no dia seguinte. No entanto, alguns sintomas exigem maior atenção, pois podem indicar sobrecarga cardiovascular ou intoxicação importante. Entre os sinais frequentemente relatados em serviços de pronto atendimento, destacam-se:

  • Dor no peito ou aperto na região torácica;
  • Falta de ar desproporcional ao esforço realizado;
  • Palpitações intensas ou sensação de coração disparado;
  • Escurecimento da visão ou tontura intensa;
  • Sensação de desmaio iminente;
  • Confusão mental ou dificuldade para manter a atenção.

Esses sintomas podem ocorrer mesmo em pessoas jovens e sem diagnóstico prévio de doença cardíaca. Em indivíduos com histórico de hipertensão, arritmias, ansiedade ou uso de medicamentos estimulantes, o risco tende a ser maior, razão pela qual muitos especialistas desaconselham fortemente a combinação de álcool com energético nesse grupo.

Entretanto, qualquer pessoa que apresente sinais de alerta deve procurar ajuda imediatamente, principalmente se os sintomas surgirem logo após esforço físico intenso, exposição prolongada ao sol ou consumo elevado de doses de bebida alcoólica. Então, em suma, o ideal é não esperar “passar sozinho” quando o corpo emite sinais tão claros de que algo não vai bem.

Quem corre mais risco ao misturar álcool com energético?

Embora a mistura seja popular entre adultos jovens, os efeitos não se limitam a uma faixa etária específica. Relatos médicos mostram que o organismo reage de maneiras diferentes, dependendo de fatores como hidratação, temperatura ambiente, quantidade ingerida e horas de sono acumuladas. Ainda assim, alguns grupos são considerados mais vulneráveis aos efeitos cardiovasculares dessa associação:

  • Pessoas com hipertensão ou histórico de pressão alta;
  • Indivíduos com arritmias ou outras doenças cardíacas conhecidas;
  • Pessoas com transtornos de ansiedade ou crises de pânico;
  • Usuários de medicamentos que contenham estimulantes;
  • Indivíduos com consumo frequente e intenso de álcool.

Nesses casos, o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial provocado pelos energéticos pode somar-se ao efeito vasodilatador do álcool, criando oscilações que o corpo nem sempre consegue compensar de forma adequada. Por isso, profissionais de saúde costumam recomendar evitar essa combinação, principalmente em festas prolongadas, sob calor intenso ou após períodos de sono reduzido.

Portanto, em suma, quem já vive com alguma condição cardiovascular, quem tem histórico de crises de ansiedade ou quem usa medicamentos estimulantes deve redobrar a atenção. Entretanto, mesmo pessoas consideradas saudáveis podem sofrer eventos agudos, especialmente quando exageram na quantidade ou repetem a mistura com frequência.

Quais cuidados podem reduzir os impactos dessa combinação?

Especialistas em medicina preventiva costumam reforçar que festas fazem parte da rotina social de muitas pessoas, mas alguns cuidados básicos podem reduzir riscos associados à mistura de álcool com energético. Entre as medidas mais citadas estão:

  1. Intercalar copos de água entre as bebidas, para diminuir a desidratação.
  2. Evitar longos períodos em jejum, priorizando refeições leves antes e durante o evento.
  3. Respeitar sinais de cansaço, como tontura, fraqueza ou falta de ar.
  4. Limitar a quantidade de álcool e de energéticos na mesma ocasião.
  5. Não transformar a combinação em hábito, reservando-a, se for usada, para situações pontuais.

Outro ponto frequentemente destacado é a importância de buscar avaliação médica se surgirem sintomas intensos ou persistentes após o consumo, especialmente em quem já tem algum problema cardiovascular diagnosticado. Em suma, a informação sobre os riscos potenciais da mistura de álcool com energético permite que cada pessoa avalie melhor seus limites e adote estratégias mais seguras em períodos de festas, feriados prolongados e eventos noturnos. Portanto, o conhecimento atua como aliado para reduzir exageros e para proteger o coração a longo prazo.

FAQ – Perguntas adicionais sobre a mistura de álcool com energético

1. Posso dirigir após consumir álcool com energético se eu “não estiver com sono”?
Não. O energético pode dar a sensação de maior disposição, entretanto, o álcool continua afetando reflexos, coordenação e julgamento. Então, mesmo que você se sinta acordado, o risco de acidentes de trânsito permanece alto.

2. Beber energético sem álcool antes da festa diminui os riscos?
Não necessariamente. Se você já inicia a noite com doses elevadas de cafeína, o organismo entra em estado de alerta. Portanto, quando o álcool entra em cena depois, a sobrecarga cardiovascular pode ficar ainda maior, principalmente se houver calor, dança intensa e pouca hidratação.

3. Existem energéticos “naturais” mais seguros para misturar com álcool?
Chás estimulantes, bebidas com guaraná em pó ou combinações com café também contêm cafeína e outros compostos ativos. Em suma, mesmo que o rótulo pareça mais “natural”, o efeito estimulante ainda pode mascarar a embriaguez e sobrecarregar o coração, então o cuidado deve ser o mesmo.

4. Qual a frequência considerada preocupante para essa combinação?
Não existe um número exato de vezes por mês, porém, quando a mistura vira rotina em toda saída noturna ou em todo final de semana, o risco acumulado aumenta. Portanto, quanto mais rara e moderada for a combinação, menores tendem a ser os impactos cardiovasculares e metabólicos.

5. Jovens atletas podem ter problemas ao misturar álcool e energético?
Sim. Mesmo com bom condicionamento físico, o coração do atleta já trabalha em intensidade alta durante treinos e jogos. Então, quando se adiciona álcool, energético, desidratação e noites maldormidas, o risco de arritmias, queda de desempenho e lesões cresce significativamente.

6. Existe alguma forma totalmente segura de usar álcool e energético juntos?
Não há combinação totalmente livre de risco. Entretanto, limitar ao máximo a quantidade, beber devagar, hidratar-se bem, evitar o jejum e respeitar sinais do corpo reduzem danos. Em suma, a estratégia mais segura permanece evitar misturar, principalmente se você já possui qualquer problema de saúde ou não conhece bem seus limites.

Tags: carnavalenergeticofaz malmaleficiosperigosaúdesintomasvodca
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