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Uso incorreto da mochila escolar pode causar problemas na coluna

Por Lara
08/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / EdZbarzhyvetsky

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A volta às aulas costuma trazer expectativa com novos materiais, reencontros e rotina renovada. Nesse cenário, a mochila escolar ocupa papel central no dia a dia de crianças e adolescentes, muitas vezes sendo carregada por horas seguidas. O modo como esse acessório é usado, porém, pode influenciar diretamente a saúde da coluna, especialmente em uma fase em que o corpo ainda está em desenvolvimento.

Entre cadernos, livros, garrafas e dispositivos eletrônicos, é comum que o peso diário ultrapasse o necessário. Quando isso acontece de forma repetida, a coluna passa a sofrer adaptações para compensar a carga. Pequenos incômodos, como dor nas costas ao final do dia, podem indicar que o uso da mochila não está adequado e que ajustes simples podem evitar problemas mais sérios no futuro.

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Por que a mochila escolar influencia tanto a saúde da coluna?

A coluna de crianças e adolescentes ainda está em processo de formação, com ossos e cartilagens mais sensíveis às sobrecargas. A musculatura responsável por sustentar o tronco também segue em fase de fortalecimento, o que torna o sistema musculoesquelético mais suscetível a desequilíbrios. Quando a mochila escolar é pesada demais ou mal ajustada, o corpo busca formas de se equilibrar, alterando o alinhamento natural da postura.

Essas compensações podem aparecer em gestos simples, como inclinar o tronco para frente, curvar os ombros ou projetar a cabeça. Com o passar dos meses, esses hábitos tendem a se repetir e podem levar a quadros de dor na região lombar, cervical e nos ombros. Em alguns casos, surgem alterações visíveis, como ombros irregulares, aumento da curvatura das costas ou passos mais lentos por causa do desconforto.

Uso da mochila escolar: qual é o limite de peso recomendado?

Especialistas em ortopedia e fisioterapia indicam que o peso da mochila escolar fique em torno de 10% do peso corporal do estudante. Assim, um aluno de 30 kg deveria carregar aproximadamente até 3 kg, enquanto alguém com 50 kg não deveria ultrapassar 5 kg com o material nas costas. Esse parâmetro busca reduzir a compressão sobre a coluna e as articulações dos membros inferiores.

Quando a carga excede esse limite com frequência, o esforço necessário para caminhar aumenta, o que pode levar a fadiga precoce e dificuldade de manter a postura ereta. Em trajetos longos, como caminhadas até a escola ou deslocamentos com transporte público, o impacto tende a ser ainda maior. Por isso, o controle do que realmente precisa ser levado no dia é um ponto central na prevenção de dores.

  • Verificar o conteúdo diariamente ajuda a retirar materiais desnecessários.
  • Priorizar livros e cadernos usados no dia diminui a carga total.
  • Optar por garrafas menores ou reabastecer na escola reduz o peso inicial.

Quais são os erros mais comuns no uso da mochila escolar?

Nem sempre o problema está apenas no excesso de peso. A maneira como a mochila é posicionada no corpo também interfere diretamente na postura. Alguns erros se repetem em diferentes faixas etárias e podem ser identificados com observação simples do jeito de caminhar do estudante.

  1. Carregar em um ombro só: esse hábito faz com que a coluna incline para o lado oposto, criando um desequilíbrio lateral. Com o tempo, pode surgir dor em apenas um lado das costas ou assimetria entre os ombros.
  2. Alças muito longas: quando a mochila fica abaixo da linha da cintura, o peso se afasta do centro do corpo, exigindo maior esforço da região lombar. A tendência é que o tronco se incline para frente para compensar.
  3. Desaproveitar faixas de ajuste: muitos modelos têm fita peitoral ou na cintura, que ajudam a distribuir a carga. Quando não são utilizadas, todo o peso fica concentrado nos ombros.
  4. Levar objetos supérfluos: brinquedos, livros extras, materiais duplicados e itens pouco usados podem representar alguns quilos a mais sem necessidade pedagógica.

Esses fatores, combinados, aumentam a chance de dor nas costas, desconforto ao caminhar e dificuldade para manter a postura alinhada em sala de aula. Em alguns casos, o estudante passa a evitar atividades físicas por causa da dor, o que também interfere na qualidade de vida.

Como escolher e ajustar a mochila escolar de forma correta?

A escolha do modelo e o ajuste adequado são etapas essenciais para proteger a coluna. Mochilas com alças largas e acolchoadas costumam distribuir melhor o peso sobre os ombros, reduzindo pontos de pressão. O painel que fica em contato com as costas deve ser firme e macio ao mesmo tempo, para que os cantos dos livros não pressionem diretamente a coluna.

Ao colocar a mochila, é recomendável que a base fique próxima à região lombar, sem ultrapassar a linha do quadril. As alças precisam ser reguladas até que o acessório fique bem encostado nas costas, sem balançar demais ao andar. Em modelos com tira peitoral ou abdominal, o fecho contribui para estabilizar a carga, especialmente em trajetos mais longos.

  • Livros e cadernos mais pesados devem ficar encostados nas costas, na parte interna.
  • Objetos leves, como estojos e folhas soltas, podem ser colocados na parte frontal.
  • Itens pequenos devem ser organizados em compartimentos para evitar concentração de peso em um único ponto.

Outro ponto importante é incentivar o uso simultâneo das duas alças. Embora alguns adolescentes considerem mais prático usar apenas um ombro, essa prática aumenta o risco de desalinhamento postural. Ao distribuir o peso igualmente, a musculatura de ambos os lados do tronco trabalha de maneira mais equilibrada.

Mochila de rodinhas é sempre a melhor opção?

As mochilas com rodinhas podem ser úteis em situações específicas, como para estudantes que precisam transportar muitos livros ou que apresentam queixas frequentes de dor nas costas. No entanto, também exigem atenção. A altura da alça deve permitir que a criança ou adolescente caminhe com o braço estendido, sem precisar girar o tronco para o lado ou inclinar-se exageradamente.

Alternar a mão utilizada para puxar o carrinho ajuda a evitar sobrecarga em apenas um ombro ou braço. Além disso, é importante considerar o tipo de piso percorrido diariamente. Em calçadas irregulares ou escadas frequentes, a mochila de rodinhas pode exigir que o estudante a carregue parte do trajeto, o que devolve a necessidade de observar o peso total.

Qual é o papel da família e da escola na prevenção?

A responsabilidade pelo uso adequado da mochila escolar envolve tanto a família quanto a instituição de ensino. Em casa, a revisão periódica do conteúdo permite retirar materiais desnecessários e organizar melhor os itens obrigatórios. Também é possível observar sinais de alerta, como marcas de alça nos ombros, queixas de formigamento nos braços, dor ao final do dia ou dificuldade para caminhar com naturalidade.

Na escola, algumas estratégias contribuem para reduzir a carga diária, como disponibilização de armários, divisão de livros por volumes, cronogramas que evitem concentrar muitas disciplinas teóricas no mesmo dia e incentivo ao uso de materiais digitais quando possível. Programas educativos sobre postura e ergonomia também ajudam estudantes a entender a importância desses cuidados.

Com pequenos ajustes no peso, no tipo de mochila e na forma de carregá-la, é possível transformar a rotina escolar em algo mais confortável e seguro para a coluna. A atenção a esses detalhes tende a refletir não apenas na prevenção de dores atuais, mas também na construção de hábitos posturais mais saudáveis para as próximas fases da vida.

FAQ sobre volta às aulas e uso de mochila escolar

1. Como organizar a rotina diária na volta às aulas para evitar correria e excesso de peso na mochila?

O ideal é criar um checklist diário com o horário das aulas e os materiais necessários para cada dia da semana. Isso permite que o estudante prepare a mochila na noite anterior, separando apenas o que será utilizado. Portanto, a família pode ajudar montando um quadro visível (no quarto ou na cozinha) com o cronograma de aulas. Entretanto, é importante revisar esse planejamento semanalmente, já que atividades extras e provas podem exigir materiais diferentes. Assim, a rotina se torna mais leve, organizada e reduz a chance de levar peso desnecessário.

2. Que tipo de material escolar costuma aumentar o peso sem que os pais percebam?

Além de livros e cadernos, itens como estojos muito cheios, brinquedos, eletrônicos com carregadores e garrafas grandes de água costumam pesar mais do que se imagina. Portanto, vale pesar a mochila periodicamente e investigar quais objetos podem ser substituídos por versões mais leves ou simplesmente retirados. Entretanto, não se trata de privar a criança de tudo, mas de escolher melhor: um estojo mais compacto, uma garrafa que possa ser reabastecida na escola e evitar levar vários cadernos quando um caderno por matéria do dia já é suficiente.

3. Há exercícios simples que as crianças podem fazer em casa para fortalecer a coluna na época de volta às aulas?

Exercícios de alongamento e fortalecimento do tronco e dos membros inferiores ajudam muito na adaptação ao uso da mochila. Portanto, movimentos como alongar a parte de trás das pernas, girar os ombros, fazer pranchas simples e agachamentos com o peso do próprio corpo podem ser orientados por um profissional de educação física ou fisioterapeuta. Entretanto, é importante respeitar a idade, o desenvolvimento e possíveis limitações da criança ou adolescente, então qualquer dor intensa ou persistente durante os exercícios deve ser avaliada por um especialista.

4. Como os pais podem perceber que a criança está com dificuldade de se adaptar à rotina da mochila na volta às aulas?

Sinais como irritação ao se arrumar para a escola, demora excessiva para colocar a mochila, queixas de cansaço logo nas primeiras semanas e marcas visíveis nos ombros indicam que algo não vai bem. Portanto, observar o jeito de caminhar, se a criança arrasta os pés, inclina muito o tronco ou troca a mochila de lado com frequência é fundamental. Entretanto, nem sempre a criança verbaliza a dor com clareza, então conversas abertas e perguntas diretas sobre desconforto nas costas, pescoço ou ombros ajudam a detectar o problema mais cedo.

5. Qual é o melhor momento para orientar crianças menores sobre o uso correto da mochila na volta às aulas?

Em suma, a orientação deve começar antes mesmo do primeiro dia de aula, quando a família está marcando o material e organizando a mochila. Nesse momento, é possível mostrar como guardar os livros, como ajustar as alças e explicar, em linguagem simples, por que é importante usar as duas alças. Portanto, repetir essas orientações nos primeiros dias ajuda a criar hábito. Entretanto, crianças menores aprendem muito por repetição e exemplo, então ver irmãos mais velhos ou adultos carregando mochilas de forma correta reforça o aprendizado.

6. A tecnologia (como livros digitais e tablets) realmente ajuda a reduzir o peso da mochila na volta às aulas?

O uso de recursos digitais pode reduzir de forma significativa a quantidade de livros e cadernos físicos, especialmente em séries mais avançadas. Portanto, quando a escola oferece materiais em formato digital, o peso diário tende a diminuir, desde que o dispositivo seja leve e bem protegido. Entretanto, é importante equilibrar: o uso prolongado de telas também exige atenção à postura, à iluminação e ao tempo de exposição. Então, mesmo com menos peso na mochila, continuam valendo os cuidados com ergonomia ao estudar em casa ou na escola.

7. Como lidar com a resistência de adolescentes que preferem usar a mochila em apenas um ombro por questão de estilo?

Em suma, dialogar é mais eficaz do que apenas proibir. Mostrar, com exemplos simples, que a dor de costas pode atrapalhar esportes, lazer e até o desempenho escolar costuma ser um argumento convincente. Portanto, uma estratégia é propor “acordos”: o adolescente pode usar em um ombro em trajetos muito curtos dentro da escola, mas deve usar as duas alças em percursos longos ou mais pesados. Entretanto, se as dores aparecerem mesmo assim, então é hora de reforçar a orientação, ajustar a mochila e, se necessário, buscar avaliação profissional.

8. Que cuidados extras são importantes em períodos de adaptação, como mudança de escola ou aumento da carga horária?

Transições como mudar de escola, passar para o ensino fundamental II ou médio e ter mais disciplinas costumam aumentar tanto o volume de material quanto o tempo de permanência com a mochila. Portanto, é essencial revisar a lista de materiais, combinar com a escola estratégias para deixar itens em sala ou armários e acompanhar de perto as primeiras semanas. Entretanto, se a criança ou adolescente relatar dor frequente, queda no rendimento ou cansaço excessivo, então vale antecipar uma consulta com pediatra, ortopedista ou fisioterapeuta para prevenir complicações maiores.

Tags: dor nas costasmochila escolarproblemas de colunasaúdevolta às aulas
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