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Afinal, o ar-condicionado é realmente o vilão da saúde respiratória?

Por Lucas
09/02/2026
Em Saúde
Afinal, o ar-condicionado é realmente o vilão da saúde respiratória?

Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina

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Presente em boa parte das residências, empresas e estabelecimentos comerciais, o ar-condicionado se consolidou como uma solução prática para enfrentar as altas temperaturas que marcam os últimos verões no Brasil. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com os possíveis efeitos desse equipamento sobre a saúde respiratória, especialmente entre pessoas com alergias, rinite, sinusite e asma. A discussão gira menos em torno da tecnologia em si e mais sobre a forma como os aparelhos são instalados, regulados e mantidos no dia a dia. Portanto, ao falar de ar-condicionado e saúde, você precisa considerar o conjunto completo: ambiente, uso, manutenção e hábitos das pessoas.

O tema ganha relevância em um cenário de ondas de calor mais frequentes e prolongadas, em que o uso contínuo do ar-condicionado se torna quase inevitável em muitas regiões. Profissionais de saúde destacam que, quando o sistema é utilizado de maneira inadequada, pode favorecer irritações nas vias aéreas e agravar quadros já existentes. Entretanto, práticas simples de manutenção, limpeza e controle de temperatura tendem a reduzir de forma significativa os impactos sobre o sistema respiratório. Em suma, o problema costuma estar muito mais na forma de uso do que no fato de ter um aparelho de climatização no ambiente.

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Ar-condicionado faz mal à saúde respiratória?

A pergunta sobre se o ar-condicionado faz mal à saúde respiratória costuma aparecer em consultórios médicos e conversas cotidianas. Especialistas apontam que o equipamento, por si só, não é considerado um agente diretamente nocivo. O que costuma trazer problemas é o conjunto de fatores associados ao uso: ar seco, filtros sujos, ambientes fechados por longos períodos e temperaturas muito baixas. Esses elementos, combinados, podem favorecer irritação de mucosas, crises alérgicas e desconforto respiratório. Portanto, você não precisa abrir mão do ar-condicionado, mas sim ajustá-lo para que funcione a favor da sua saúde.

Quando o ar climatizado é insuficientemente renovado, partículas como poeira, ácaros, fungos e outros alérgenos permanecem em circulação, principalmente em espaços com grande fluxo de pessoas. Em locais com manutenção inadequada, o risco de transmissão de vírus e bactérias também aumenta. Ainda assim, especialistas reforçam que a saúde respiratória depende mais da qualidade do ar que circula pelo sistema do que do simples fato de existir um aparelho de climatização instalado. Em suma, se o ambiente recebe ventilação periódica, limpeza adequada e filtros bem cuidados, o ar-condicionado tende a ser um aliado, e não um vilão.

Como o ar-condicionado interfere na saúde respiratória?

O impacto do ar-condicionado na saúde respiratória está ligado a três pontos principais: redução da umidade do ar, acúmulo de sujeira nos filtros e choques térmicos gerados por temperaturas muito baixas. Ambientes climatizados tendem a ficar mais secos, o que favorece o ressecamento das mucosas nasais e da garganta. Esse ressecamento pode desencadear sintomas como ardor, congestão, coriza e sensação de irritação constante nas vias aéreas. Portanto, ao perceber o ar muito seco, você deve ajustar a temperatura, aumentar a umidade e, se possível, fazer pausas em ambientes naturalmente ventilados.

Outro fator relevante é a falta de limpeza e troca de filtros. Quando esse cuidado é negligenciado, o sistema passa a recircular partículas microscópicas que se depositam no interior do equipamento. Pessoas com histórico de rinite, sinusite, bronquite ou asma podem perceber piora dos sintomas, com aumento de espirros, tosse e sensação de aperto no peito. Em ambientes corporativos, onde o ar-condicionado permanece ligado por muitas horas, respiradores sensíveis tendem a ser mais afetados. Em suma, um cronograma de limpeza e revisão técnica, seguido à risca, reduz significativamente o risco de irritações respiratórias e crises alérgicas.

As mudanças bruscas de temperatura também chamam atenção. Entrar repetidamente em locais muito frios após exposição ao calor intenso pode provocar constrição dos vasos sanguíneos das mucosas nasais, favorecendo processos inflamatórios. Por isso, recomenda-se evitar regulagens extremas, mantendo o conforto sem criar um contraste exagerado entre o ambiente interno e o externo. Portanto, em vez de programar o ar-condicionado para a menor temperatura possível, vale encontrar um ponto de equilíbrio que traga alívio do calor, mas preserve a adaptação natural do seu corpo.

Qual a melhor temperatura do ar-condicionado para a saúde?

Profissionais de saúde e especialistas em climatização sugerem que a faixa entre 22 ºC e 24 ºC seja mais adequada para preservar a saúde respiratória, principalmente em uso prolongado. Temperaturas abaixo de 20 ºC tendem a aumentar o choque térmico, intensificar o ressecamento e prolongar a sensação de frio nas vias aéreas, o que pode favorecer irritações, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas. Então, se você passa muitas horas em um escritório, quarto ou sala com ar-condicionado, manter esse intervalo de temperatura costuma trazer mais conforto e menos risco de sintomas.

Além da temperatura, a umidade relativa do ar é um aspecto importante. Valores entre 40% e 60% são geralmente considerados mais confortáveis para o sistema respiratório. Em regiões muito secas ou em períodos de estiagem, muitas pessoas associam o uso de ar-condicionado a umidificadores, bacias com água ou toalhas úmidas para amenizar o ressecamento. Essa combinação ajuda a reduzir sintomas como ardência nos olhos, garganta seca e nariz entupido. Portanto, quando o clima estiver muito seco, você pode ajustar a climatização, usar umidificadores de ar, se hidratar bem e, em suma, adotar um conjunto de medidas para proteger as mucosas respiratórias.

Quais sinais indicam que o ar-condicionado está afetando a respiração?

Alguns sinais podem indicar que o uso do ar-condicionado está relacionado a desconfortos respiratórios. Entre os sintomas mais relatados estão:

  • Ardor ou coceira no nariz logo após o aparelho ser ligado;
  • Espirros frequentes durante a permanência no ambiente climatizado;
  • Congestão nasal persistente ao longo do dia;
  • Olhos vermelhos ou lacrimejando em ambientes fechados;
  • Sensação de garganta seca ou irritada;
  • Aperto no peito ou dificuldade para respirar em pessoas com asma ou alergias.

Caso esses sinais apareçam com frequência, recomenda-se verificar a situação dos filtros, a regulagem de temperatura e a umidade do ar. Em alguns casos, a simples abertura periódica de janelas para renovação do ar já reduz o desconforto. Quando os sintomas persistem, a orientação é buscar avaliação médica para investigar se há alguma condição respiratória associada. Portanto, não ignore sinais recorrentes: em suma, eles funcionam como um alerta de que o ambiente climatizado precisa de ajustes ou que o seu sistema respiratório requer acompanhamento especializado.

Como usar o ar-condicionado de forma mais segura para a saúde respiratória?

O uso consciente do ar-condicionado pode diminuir bastante o impacto sobre a saúde respiratória. Algumas medidas são frequentemente destacadas por especialistas:

  1. Manter a temperatura moderada: evitar ajustes muito baixos e priorizar a faixa de 22 ºC a 24 ºC.
  2. Fazer limpeza periódica dos filtros: seguir a orientação do fabricante e, em geral, higienizar entre um e três meses, dependendo da intensidade de uso.
  3. Garantir renovação de ar: sempre que possível, abrir portas e janelas em alguns períodos do dia para reduzir o acúmulo de partículas.
  4. Cuidar da umidade do ambiente: usar umidificadores, plantas adequadas ou recipientes com água em locais muito secos.
  5. Evitar exposição direta ao jato de ar: posicionar o fluxo de ar para que não incida diretamente sobre rosto e corpo.

Quando essas práticas são incorporadas à rotina, o ar-condicionado tende a cumprir seu papel principal de proporcionar conforto térmico, com menor impacto para quem já convive com rinite, sinusite ou outras condições respiratórias. A atenção à manutenção e à qualidade do ar circulante se mostra essencial para que o equipamento deixe de ser visto como um potencial vilão e passe a ser entendido como um aliado quando bem cuidado. Em suma, você pode aproveitar o conforto térmico sem abrir mão da saúde respiratória, desde que use o aparelho com planejamento, responsabilidade e observação constante dos sinais do seu corpo.

Perguntas frequentes (FAQ) sobre ar-condicionado e saúde respiratória

1. Dormir com ar-condicionado ligado faz mal para a respiração?
Não necessariamente. Se a temperatura ficar entre 22 ºC e 24 ºC, o filtro estiver limpo e o quarto tiver alguma renovação de ar ao longo do dia, você pode dormir com o ar-condicionado ligado sem grandes problemas. Entretanto, vale evitar que o jato de ar atinja diretamente o rosto e o peito, e manter um copo de água por perto para se hidratar ao acordar.

2. Ar-condicionado split é melhor para a saúde do que o de janela?
Em termos de saúde respiratória, o ponto central não é o tipo de aparelho, mas sim a manutenção e o dimensionamento correto para o ambiente. Então, tanto o modelo split quanto o de janela podem oferecer boa qualidade de ar se você limpar os filtros no prazo recomendado, fazer revisões técnicas periódicas e ajustar a temperatura de forma moderada.

3. Quem tem asma pode usar ar-condicionado todos os dias?
Em suma, quem tem asma pode usar ar-condicionado diariamente, desde que o aparelho permaneça bem higienizado, a temperatura não fique muito baixa e o ambiente receba ventilação natural em algum momento do dia. Portanto, a orientação é manter o tratamento em dia com o pneumologista ou alergista e observar se alguma mudança no uso do equipamento desencadeia crises.

4. Ar-condicionado pode causar infecções respiratórias?
O equipamento, por si só, não causa infecções, mas um sistema sujo e sem renovação de ar pode facilitar a circulação de vírus e bactérias no ambiente. Portanto, empresas, escritórios e condomínios devem seguir normas de manutenção, troca de filtros e limpeza de dutos. Em casa, revisões anuais e higienizações regulares reduzem muito esse risco.

5. Tomar água ajuda a reduzir o desconforto respiratório com ar-condicionado?
Sim. A hidratação adequada ajuda a manter as mucosas nasais e da garganta mais íntegras, o que reduz a sensação de secura e irritação em ambientes climatizados. Então, além de regular a temperatura e a umidade, você deve beber água ao longo do dia e, se necessário, usar solução salina nasal (soro fisiológico) para umidificar as vias aéreas.

Tags: arar condicionadosaúdevia respiratóriavilão
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