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Carnaval exige atenção redobrada à saúde do coração, dizem especialistas

Por Lara
09/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / AntonMatyukha

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O carnaval movimenta milhões de pessoas em todo o país e transforma as ruas em um grande corredor de música, dança e fantasia. Em meio ao clima de descontração, o corpo é submetido a condições que fogem completamente da rotina, com longas caminhadas, horas seguidas de dança, exposição ao sol e ingestão frequente de bebidas alcoólicas. Para quem tem atenção à saúde do coração, esse cenário merece cuidados específicos, principalmente em dias de calor intenso.

Especialistas em cardiologia chamam a atenção para o impacto que essa combinação pode ter sobre o sistema cardiovascular. O coração passa a trabalhar em ritmo acelerado, a pressão arterial tende a oscilar com mais facilidade e o risco de desidratação aumenta. Em pessoas com hipertensão, arritmias, histórico de infarto ou outras doenças cardíacas, a sobrecarga pode representar um fator de risco relevante.

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Saúde do coração no carnaval: por que merece tanta atenção?

A elevação da frequência cardíaca, associada à temperatura ambiente elevada e ao consumo de álcool, favorece episódios de mal-estar, palpitações e até arritmias. Em blocos de rua, é comum que foliões caminhem por quilômetros, muitas vezes sem alimentação adequada ou hidratação suficiente, o que intensifica o esforço cardiovascular.

Além disso, a alteração do sono também influencia o funcionamento cardíaco. Noites mal dormidas prejudicam a recuperação do organismo, contribuem para o aumento do estresse físico e hormonal e podem descompensar quem já faz tratamento para problemas cardíacos. Assim, a proteção do coração durante o carnaval envolve não apenas a festa em si, mas também a forma como o corpo é preparado e recuperado entre um dia e outro.

Como cuidar da saúde do coração no carnaval na prática?

Manter a saúde cardiovascular durante o carnaval passa por atitudes simples, mas consistentes. A hidratação é um dos pontos centrais. Intercalar bebidas alcoólicas com água ou bebidas isotônicas ajuda a reduzir a desidratação e a queda de pressão, muito comuns em ambientes quentes e lotados. Para quem já usa medicamentos para pressão alta, arritmias ou outras condições, seguir os horários e doses prescritos é essencial, mesmo em meio à folia.

  • Hidratar-se antes, durante e depois: iniciar o dia já bem hidratado facilita o trabalho do coração.
  • Manter alimentação leve: refeições com frutas, verduras, fontes magras de proteína e carboidratos simples ajudam a manter a energia sem sobrecarregar o organismo.
  • Evitar grandes intervalos sem comer: longos períodos em jejum podem causar fraqueza, tonturas e queda de pressão.
  • Respeitar pausas: momentos de descanso à sombra ou em locais mais tranquilos reduzem a exigência sobre o sistema cardiovascular.

Para muitos foliões, o carnaval marca o único período do ano em que ocorre uma prática de atividade física mais intensa. Em quem leva uma rotina sedentária, esse “pico” de esforço súbito pode provocar taquicardia, falta de ar e cansaço exagerado. A orientação de profissionais de saúde costuma incluir a recomendação de reduzir o ritmo ao primeiro sinal de desconforto e, sempre que possível, preparar o corpo com caminhadas e exercícios leves nas semanas anteriores ao evento.

Quais sinais indicam risco para a saúde do coração no carnaval?

Alguns sintomas funcionam como alertas importantes de que a saúde do coração no carnaval pode estar comprometida. Ignorar esses sinais aumenta a probabilidade de eventos mais graves. Entre os principais indicativos de que o organismo precisa de atenção imediata estão manifestações que fogem ao cansaço esperado após esforço físico comum.

  1. Dor ou aperto no peito, que pode irradiar para braço, costas, pescoço ou mandíbula.
  2. Falta de ar intensa ou dificuldade para respirar em repouso.
  3. Tontura forte, visão turva ou sensação de desmaio iminente.
  4. Palpitações persistentes, com percepção de batimentos muito acelerados ou irregulares.
  5. Desmaio ou perda de consciência, mesmo que por poucos segundos.

Diante de qualquer um desses sinais, a recomendação é interromper imediatamente a atividade, procurar um local arejado e buscar atendimento médico o mais rápido possível. Em pessoas com histórico de doença cardíaca, levar sempre documentos, cartão do plano de saúde (quando houver) e, se possível, um resumo das medicações em uso facilita a atuação das equipes de emergência.

Cuidados extras para quem já tem problemas cardíacos

Quem já convive com condições como hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou já passou por cirurgia cardíaca precisa de atenção redobrada ao planejar a participação no carnaval. A avaliação prévia com cardiologista ajuda a definir limites seguros de esforço, horários mais adequados para sair e possíveis ajustes temporários de medicação, quando indicados pelo profissional.

Algumas medidas simples podem fazer diferença:

  • Levar os remédios na bolsa ou pochete, mantendo horários regulares.
  • Evitar os horários de sol mais forte, preferindo períodos de menor calor.
  • Dar prioridade a blocos e eventos com estrutura de apoio, como banheiros, água disponível e equipe de saúde.
  • Combinar com familiares ou amigos um ponto de encontro e formas de contato em caso de mal-estar.

Com planejamento, atenção aos sinais do corpo e respeito às orientações médicas, a saúde do coração no carnaval tende a ser preservada mesmo em meio à agitação. A festa se torna mais segura quando o folião considera que o bem-estar físico faz parte da programação, tanto quanto a música, a fantasia e a presença de amigos.

FAQ: cuidados cardíacos no dia a dia

1. Com que frequência devo consultar um cardiologista para prevenção?
Para adultos sem sintomas e sem fatores de risco importantes, uma avaliação cardiológica a cada 1 a 2 anos costuma ser suficiente. Entretanto, quem tem hipertensão, diabetes, colesterol alto, histórico familiar de infarto precoce ou já teve alguma doença cardíaca deve fazer acompanhamento mais próximo, conforme orientação do médico. Portanto, o ideal é individualizar a frequência das consultas de acordo com o seu perfil de risco. Então, se houver qualquer sintoma novo (dor no peito, falta de ar, palpitações), procure avaliação mesmo fora da rotina.

2. Qual é o tipo de exercício mais indicado para proteger o coração?
Atividades aeróbicas de intensidade leve a moderada, como caminhadas, ciclismo e natação, são as mais recomendadas para a saúde cardiovascular. Entretanto, exercícios de fortalecimento muscular também são importantes, desde que orientados e adaptados à sua condição clínica. Portanto, combinar treinos aeróbicos com musculação leve ou funcional, em torno de 150 minutos semanais de atividade, tende a trazer benefícios significativos. Então, antes de iniciar um programa mais intenso, faça uma avaliação com profissional de saúde e comece de forma progressiva.

3. Como o estresse do dia a dia afeta o coração?
O estresse crônico aumenta a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, que podem elevar a pressão arterial, a frequência cardíaca e favorecer processos inflamatórios. Entretanto, nem todo estresse pode ser eliminado, e o foco deve estar em aprender a gerenciá-lo. Portanto, técnicas de relaxamento, sono adequado, pausas durante o trabalho e prática regular de exercícios ajudam a reduzir o impacto do estresse no sistema cardiovascular. Então, se você perceber sintomas como palpitações, aperto no peito ou insônia relacionados à tensão, converse com um profissional de saúde.

4. O que é uma alimentação realmente cardioprotetora?
Em suma, uma alimentação aliada à saúde do coração prioriza frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico), castanhas e fontes magras de proteína. Entretanto, isso não significa nunca mais consumir alimentos industrializados ou ricos em gordura saturada; a chave está na frequência e na quantidade. Portanto, reduzir sal, açúcar, frituras, embutidos e bebidas açucaradas e aumentar o consumo de alimentos frescos é um passo essencial. Então, sempre que possível, planeje as refeições e leia rótulos para fazer escolhas mais conscientes.

5. O sono influencia mesmo a saúde do coração?
Noites de sono insuficiente ou de má qualidade estão associadas a maior risco de hipertensão, arritmias, ganho de peso e diabetes, todos fatores que sobrecarregam o coração. Entretanto, muitas pessoas subestimam o impacto de dormir pouco ou de forma irregular. Portanto, estabelecer horários regulares para dormir e acordar, evitar telas antes de deitar e criar um ambiente escuro e silencioso favorece um sono reparador. Então, se você ronca alto, tem pausas na respiração ou acorda muito cansado, procure avaliação, pois pode haver distúrbios do sono que exigem tratamento.

6. Quem tem colesterol alto precisa sempre de remédio?
Nem todo aumento de colesterol exige tratamento medicamentoso imediato; muitas vezes, mudanças no estilo de vida já trazem boa melhora. Entretanto, quando o colesterol está muito elevado, há presença de outros fatores de risco ou histórico de eventos cardiovasculares, a medicação se torna fundamental. Portanto, a decisão é tomada caso a caso, com base em exames e no risco global de cada pessoa. Então, não suspenda nem inicie medicamentos por conta própria; siga sempre a orientação do profissional que o acompanha.

7. Beber água ao longo do dia ajuda mesmo o coração?
Manter-se bem hidratado auxilia na manutenção do volume sanguíneo adequado e favorece o bom funcionamento da circulação. Entretanto, pessoas com insuficiência cardíaca ou problemas renais podem ter restrições de líquidos, devendo seguir orientações específicas. Portanto, para a maioria dos adultos saudáveis, distribuir a ingestão de água ao longo do dia é uma estratégia simples que contribui para o equilíbrio da pressão arterial e o transporte de nutrientes. Então, observe a cor da urina (tendendo ao amarelo-claro) como um indicativo prático de boa hidratação.

8. Como saber se estou exagerando no exercício para o meu coração?
Em suma, um certo cansaço é esperado durante o esforço, mas ele deve ser proporcional à intensidade e melhorar com o descanso. Entretanto, se surgirem dor ou desconforto no peito, falta de ar intensa, tonturas, palpitações fortes ou sensação de desmaio, isso pode indicar sobrecarga. Portanto, respeitar seus limites, progredir gradualmente e, se possível, monitorar a frequência cardíaca são medidas importantes. Então, ao notar qualquer sintoma anormal, interrompa a atividade e procure avaliação médica antes de retomar treinos intensos.

9. O que posso fazer no trabalho para proteger meu coração?
Pequenas mudanças na rotina laboral têm impacto relevante na saúde cardiovascular. Entretanto, muitas pessoas passam horas sentadas, em ambientes tensos e sem pausas, o que favorece sedentarismo, estresse e má alimentação. Portanto, levantar-se a cada 1 ou 2 horas, alongar-se, preferir escadas em vez de elevador quando possível e levar lanches saudáveis são estratégias simples e eficazes. Então, vale também negociar momentos de pausa e buscar maneiras de organizar o dia para reduzir a sobrecarga mental.

10. Quais hábitos do dia a dia mais prejudicam o coração, sem que as pessoas percebam?
Sedentarismo, tabagismo, consumo frequente de ultraprocessados, sono irregular e estresse mal controlado são alguns dos vilões silenciosos do coração. Entretanto, por serem comuns, muitas vezes são encarados como “normais” e acabam sendo ignorados. Portanto, observar a rotina com atenção e identificar onde estão os excessos e as faltas é um passo importante para a prevenção. Então, fazer ajustes graduais, como caminhar mais, cozinhar em casa com maior frequência e estabelecer horários de descanso, pode trazer benefícios significativos a médio e longo prazo.

Tags: carnavalproblemas cardíacossaúdeSaúde Cardiovascularsaúde do coração
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