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Sinal de Frank: o que o vinco na orelha revela sobre riscos cardíacos

Por Lara
09/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / VGeorgiev

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O chamado Sinal de Frank voltou ao debate público recentemente após associações feitas ao infarto em pessoas com uma característica específica na orelha. A marca, descrita como um vinco diagonal no lóbulo da orelha, desperta curiosidade por estar ligada, em alguns estudos, a maior incidência de doenças cardiovasculares. No entanto, especialistas destacam que o risco não pode ser avaliado apenas pela presença desse sulco na orelha.

Na prática, o Sinal de Frank é observado como um possível marcador clínico, e não como um diagnóstico definitivo. Profissionais de saúde costumam considerar a idade, os hábitos de vida e o histórico familiar antes de atribuir qualquer relevância médica a essa alteração estética. A interpretação isolada do vinco, sem uma avaliação global do paciente, pode levar a conclusões equivocadas sobre o estado do coração.

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O que é o Sinal de Frank e por que chama tanta atenção?

O Sinal de Frank é um vinco diagonal no lóbulo da orelha, geralmente visível a olho nu, que corre do canal auditivo em direção à borda inferior do lóbulo. O nome é uma referência ao médico que descreveu a associação entre essa dobra e a doença arterial coronariana. Desde então, pesquisas têm investigado se haveria relação entre o vinco e o risco aumentado de infarto ou obstruções nas artérias do coração.

Apesar das publicações científicas, o mecanismo exato dessa possível associação ainda não é plenamente esclarecido. Há hipóteses que relacionam o sulco a alterações degenerativas em vasos sanguíneos e tecidos elásticos, fenômenos que também ocorrem na circulação coronariana. Mesmo assim, cardiologistas reforçam que o Sinal de Frank, por si só, não comprova a presença de cardiopatia, nem substitui exames específicos.

Sinal de Frank exige sempre avaliação cardiológica?

A necessidade de investigação médica após identificar o Sinal de Frank depende de um conjunto de fatores. Em pessoas com mais de 40 anos, o vinco tende a chamar mais atenção quando está associado a elementos já conhecidos de risco cardiovascular, como:

  • Hipertensão arterial previamente diagnosticada;
  • Diabetes mellitus ou pré-diabetes;
  • Colesterol e triglicerídeos elevados em exames de sangue;
  • Obesidade ou sobrepeso importante;
  • Tabagismo, atual ou recente;
  • Sedentarismo de longa data;
  • Histórico familiar de infarto ou morte súbita em idade precoce.

Além disso, a presença de sintomas merece atenção imediata. Dor no peito, falta de ar aos esforços, cansaço desproporcional às atividades do dia a dia, palpitações e inchaço nas pernas podem indicar necessidade de avaliação cardiológica, independentemente do Sinal de Frank. Nessa situação, o vinco funciona apenas como mais um elemento dentro do quadro clínico geral.

Quais exames podem ser indicados após identificar o vinco na orelha?

Quando o Sinal de Frank aparece em alguém com fatores de risco ou sintomas suspeitos, médicos costumam recomendar uma avaliação cardiovascular completa. Entre os exames frequentemente solicitados estão:

  1. Exames laboratoriais: análise de colesterol total e frações, triglicerídeos, glicemia e função renal para estimar o risco global.
  2. Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração e pode apontar alterações sugestivas de isquemia ou arritmias.
  3. Ecocardiograma: avalia o tamanho das cavidades cardíacas, a função de bombeamento e o funcionamento das válvulas.
  4. Teste ergométrico (teste de esforço): ajuda a observar o comportamento do coração durante atividade física controlada.
  5. Holter de 24 horas: monitora o ritmo cardíaco ao longo do dia para identificação de arritmias.
  6. Exames de imagem das artérias coronárias, como angiotomografia, em casos selecionados.

A escolha dos exames depende do perfil de cada pessoa, da idade e dos sintomas relatados. Especialistas ressaltam que a abordagem deve ser individualizada, considerando o Sinal de Frank apenas como um possível indicativo de que a investigação pode ser necessária, e não como critério único.

O vinco na orelha em pessoas jovens tem o mesmo significado?

Em indivíduos jovens, sem queixas e sem fatores de risco evidentes, o vinco no lóbulo da orelha costuma ter menor relevância clínica. Em muitos casos, a marca pode estar relacionada a características anatômicas, envelhecimento precoce da pele ou até ao uso frequente de brincos pesados, sem ligação direta com o coração.

Nessa faixa etária, o Sinal de Frank pode ser entendido mais como um lembrete para hábitos de vida saudáveis do que como um alerta de doença já instalada. Manter alimentação equilibrada, praticar atividade física regular, evitar o cigarro e realizar consultas preventivas ajuda a reduzir o risco cardiovascular ao longo dos anos, com ou sem a presença do vinco.

Como transformar o Sinal de Frank em um alerta positivo para a saúde?

Mesmo sem ser um diagnóstico, o Sinal de Frank pode servir como ponto de partida para refletir sobre a saúde do coração. Quando a pessoa percebe o vinco na orelha, algumas atitudes práticas podem ser consideradas em consulta com profissionais de saúde:

  • Atualizar exames de rotina, principalmente pressão arterial e perfil lipídico;
  • Rever o padrão alimentar, reduzindo excesso de sal, gorduras saturadas e ultraprocessados;
  • Organizar uma rotina de exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, conforme orientação;
  • Buscar apoio para parar de fumar, quando houver dependência de nicotina;
  • Acompanhar de perto casos de infarto ou derrame na família, informando esse histórico na consulta;
  • Comparecer a avaliações médicas periódicas, mesmo na ausência de sintomas.

Dessa forma, o Sinal de Frank deixa de ser apenas um motivo de preocupação nas redes sociais e passa a ser encarado como uma oportunidade de prevenção. Ao lado de outros marcadores clínicos e de um estilo de vida mais cuidadoso, essa pequena dobra no lóbulo da orelha pode ajudar a despertar atenção para o coração em um momento em que a doença cardiovascular segue entre as principais causas de morte no Brasil.

FAQ – Perguntas frequentes sobre problemas cardíacos

1. Quais são os sinais de alerta mais comuns de problemas cardíacos?

Os sinais de alerta incluem dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações, tonturas, desmaios, inchaço em pernas e tornozelos e cansaço fácil. Entretanto, esses sintomas podem variar de pessoa para pessoa, especialmente em mulheres, idosos e diabéticos, que às vezes têm sinais mais “silenciosos”, como mal-estar inespecífico ou dor no queixo e nas costas. Portanto, qualquer sintoma persistente ou muito intenso deve motivar avaliação médica imediata ou procura por pronto-atendimento.

2. Qual a diferença entre infarto e parada cardíaca?

O infarto é a morte de uma parte do músculo cardíaco por falta de sangue, geralmente devido à obstrução de uma artéria coronária; já a parada cardíaca é quando o coração deixa de bombear sangue de forma eficaz, muitas vezes por uma arritmia grave. Entretanto, um infarto pode desencadear uma parada cardíaca se não for tratado a tempo. Portanto, diante de suspeita de infarto (dor no peito intensa, súbita, com suor frio e mal-estar), é essencial acionar o serviço de emergência rapidamente, pois o tratamento precoce reduz o risco de evoluir para parada cardíaca e morte súbita.

3. Problemas cardíacos são sempre hereditários?

A herança genética pode aumentar o risco de diversas doenças do coração, como infarto precoce, arritmias e cardiomiopatias. Entretanto, a maior parte dos casos de doença cardiovascular está ligada a fatores modificáveis, como sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada, obesidade e controle ruim de pressão e diabetes. Portanto, mesmo quem tem forte histórico familiar pode reduzir significativamente o risco ao adotar hábitos saudáveis e manter acompanhamento regular com profissionais de saúde.

4. Exercício físico faz mal para quem tem problema no coração?

A atividade física é uma das principais ferramentas de prevenção e tratamento de doenças cardíacas. Entretanto, quando a pessoa já tem diagnóstico de cardiopatia ou sintomas suspeitos, é fundamental passar por avaliação médica antes de iniciar ou intensificar os exercícios. Portanto, o ideal é seguir um plano de treino orientado (por exemplo, em programas de reabilitação cardíaca), começando de forma gradual. Então, na maioria dos casos, o exercício é benéfico e seguro quando bem acompanhado.

5. Estresse pode causar doença no coração?

Em suma, o estresse crônico está associado a maior risco de hipertensão, arritmias, infarto e pior controle de fatores como diabetes e colesterol. Entretanto, o estresse por si só raramente é a única causa; ele atua em conjunto com outros hábitos de vida e predisposições individuais. Portanto, aprender estratégias de manejo do estresse (sono adequado, terapia, técnicas de relaxamento, atividade física) é uma parte importante da proteção cardiovascular. Então, cuidar da saúde mental também significa cuidar diretamente da saúde do coração.

6. Quais hábitos do dia a dia mais prejudicam o coração?

Os principais hábitos prejudiciais incluem tabagismo, sedentarismo, consumo excessivo de sal, álcool em grande quantidade, alimentação rica em gorduras saturadas e ultraprocessados, além de sono insuficiente e não tratar doenças como hipertensão e diabetes. Entretanto, pequenas mudanças progressivas — como caminhar regularmente, reduzir bebidas açucaradas e evitar cigarro — já trazem impacto positivo. Portanto, a soma de escolhas diárias tem efeito acumulado ao longo dos anos. Então, começar por um hábito saudável de cada vez é uma estratégia prática e sustentável.

7. Quando é indicado procurar um cardiologista mesmo sem sintomas?

Pessoas acima de 40 anos, ou mais jovens com fatores de risco importantes (como forte histórico familiar, colesterol alto, diabetes, hipertensão ou obesidade) se beneficiam de uma avaliação preventiva com cardiologista. Entretanto, a decisão também leva em conta o estilo de vida e os resultados de exames de rotina solicitados por outros profissionais. Portanto, não é preciso esperar ter dor no peito para cuidar do coração; a prevenção começa justamente antes dos sintomas. Então, discutir com o clínico ou médico de família o melhor momento para esse encaminhamento é uma boa estratégia.

Tags: diagnósticodoenças cardiovascularesorelhaproblema de coraçãosaúdeSaúde Cardiovascularsinal de franksinal na orelha
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