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Sintomas que podem indicar glicose baixa, segundo endocrinologistas

Por Lucas
09/02/2026
Em Saúde
Sintomas que podem indicar glicose baixa, segundo endocrinologistas

Créditos: depositphotos.com / Seasonpost

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A hipoglicemia, popularmente chamada de glicose baixa, é uma alteração em que a quantidade de açúcar no sangue fica abaixo do necessário para o corpo funcionar de forma adequada. A queda pode acontecer de maneira súbita e gerar desconfortos que interferem no trabalho, nos estudos e nas atividades cotidianas. Em quadros mais intensos, há risco de desmaio e necessidade de atendimento rápido para evitar complicações. Portanto, entender como reconhecer e agir diante da hipoglicemia torna-se essencial para a segurança no dia a dia.

Essa diminuição da glicose afeta principalmente o cérebro, que depende do açúcar como principal fonte de energia. Por isso, muitos dos sinais aparecem de forma rápida e chamam atenção no dia a dia. Tremores, suor frio, sensação de fraqueza e fome repentina costumam ser alguns dos primeiros indícios, levando a pessoa a interromper o que está fazendo para tentar se recompor. Em suma, quando o cérebro recebe menos glicose do que precisa, ele “reclama” por meio desses sintomas incômodos.

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O que é hipoglicemia e quais são os principais sintomas?

A hipoglicemia é caracterizada por níveis de glicose no sangue abaixo do limite considerado seguro, normalmente em torno de 70 mg/dL, embora o valor exato possa variar conforme a orientação médica. Quando essa queda acontece, o organismo reage liberando hormônios que tentam corrigir o problema, o que explica muitos dos sintomas desagradáveis. Entre os mais mencionados estão tremores, suor excessivo, palpitações, tontura, palidez, visão embaçada e dificuldade de concentração. Então, sempre que esses sinais surgem de forma repentina, vale considerar a possibilidade de glicose baixa.

Em episódios mais acentuados de glicose baixa, podem surgir confusão mental, alterações de comportamento, fala arrastada e até perda de consciência. Um detalhe frequentemente observado é a melhora rápida após a ingestão de algum alimento açucarado, como suco, refrigerante comum ou balas. Esse alívio em poucos minutos costuma ser um forte indicativo de que o mal-estar estava ligado à hipoglicemia. Entretanto, se os sintomas não melhoram ou se agravam, é fundamental buscar atendimento médico com rapidez.

Além disso, algumas pessoas relatam dor de cabeça, irritabilidade, sensação de ansiedade intensa e batimentos cardíacos acelerados, o que pode confundir com crises de pânico ou estresse. Portanto, monitorar a glicemia quando possível e observar a repetição desses quadros ajuda a diferenciar as causas e a procurar o tratamento adequado.

Hipoglicemia baixa só acontece em pessoas com diabetes?

A glicose baixa é mais conhecida em quem tem diabetes, especialmente em pessoas que utilizam insulina ou medicamentos que estimulam sua produção. Nesses casos, um erro na dose, jejum prolongado, atividade física intensa sem ajuste de alimentação ou de remédio pode favorecer a hipoglicemia. Mesmo assim, o problema não é exclusivo de quem tem diagnóstico de diabetes, embora seja bem mais comum nesse grupo. Então, não ter diabetes não elimina o risco de apresentar um episódio de glicose baixa em situações específicas.

Em indivíduos sem diabetes, episódios de hipoglicemia costumam ser menos frequentes e, em geral, estão ligados a outras condições. Entre elas estão:

  • Desnutrição prolongada, em que o organismo não recebe nutrientes suficientes ao longo do tempo;
  • Consumo crônico de álcool, que interfere na produção de glicose pelo fígado;
  • Doenças hepáticas, que prejudicam o armazenamento e a liberação de açúcar;
  • Hipoglicemia reativa, que aparece algumas horas após refeições ricas em carboidratos;
  • Histórico de cirurgias no estômago, que podem acelerar a absorção dos alimentos e a liberação de insulina.

Na chamada hipoglicemia reativa, o organismo responde a uma refeição muito rica em açúcar com uma liberação exagerada de insulina. Como resultado, a glicose sobe rapidamente e depois despenca, gerando sintomas algumas horas após comer. Em suma, trata-se de uma oscilação brusca da glicemia, muito ligada ao tipo de carboidrato ingerido e ao ritmo de digestão.

Entretanto, outras causas menos comuns também existem, como algumas alterações hormonais (por exemplo, problemas nas glândulas suprarrenais ou na hipófise) e raros tumores produtores de insulina, chamados insulinomas. Portanto, quando as crises ocorrem de forma repetida e sem explicação aparente, o acompanhamento com endocrinologista torna-se importante para investigação detalhada.

O que fazer na hora em que a glicose baixa?

Diante de sinais compatíveis com hipoglicemia, a recomendação é agir de forma rápida e organizada. Sempre que possível, a primeira medida é confirmar o valor da glicemia com um glicosímetro. Quando o exame aponta níveis em torno de 50 a 60 mg/dL ou menos, fala-se em glicose baixa o suficiente para exigir correção imediata. Portanto, ter o aparelho por perto, no caso de pessoas com diabetes, facilita a tomada de decisão.

Nesse momento, profissionais de saúde orientam dar preferência a açúcares de rápida absorção, como:

  • 1 copo de suco comum (não diet);
  • 1 colher de sopa de açúcar dissolvida em água;
  • 1 colher de mel;
  • balas ou tabletes de glicose.

Alimentos ricos em gordura, como chocolate, sorvetes cremosos ou lanches mais pesados, tendem a atrasar a absorção do açúcar e, por isso, não são os mais indicados para corrigir uma hipoglicemia aguda. Em situações leves, antecipar a refeição pode ajudar, sempre com orientação do médico ou nutricionista para ajustar rotina e medicações. Em suma, o ideal é combinar a correção imediata com açúcar simples e, logo depois, um lanche com carboidrato complexo e proteína para manter a glicemia mais estável.

Quando há desmaio, convulsão ou rebaixamento importante da consciência, a conduta muda. Nesses casos, não se deve colocar nada na boca da pessoa, para evitar risco de engasgo. Em ambiente hospitalar, pode ser necessária a aplicação de glucagon ou glicose na veia. Por isso, acionar o serviço de emergência se torna uma etapa fundamental. Então, familiares, colegas de trabalho e pessoas próximas podem ser orientados previamente sobre como agir, especialmente quando se trata de alguém com histórico de hipoglicemias graves.

Entretanto, não é recomendável insistir em corrigir crises repetidas apenas com açúcar sem buscar orientação profissional. Se os episódios se tornam frequentes, isso indica que algo no tratamento, na alimentação ou no estilo de vida precisa de ajuste. Portanto, registrar horários, valores de glicemia e o que foi ingerido antes das crises ajuda muito o médico a identificar padrões e prevenir novas ocorrências.

Como prevenir episódios de hipoglicemia no dia a dia?

A prevenção da glicose baixa passa, principalmente, por hábitos alimentares regulares e acompanhamento médico. Pessoas com diabetes, em especial aquelas que utilizam insulina, precisam de uma rotina organizada, com horários para as refeições e uso correto dos medicamentos. Pular refeições, fazer dietas muito restritivas ou consumir bebida alcoólica em jejum são fatores que aumentam o risco de hipoglicemia. Portanto, planejar o dia com antecedência, levando lanches adequados na bolsa ou mochila, torna-se uma estratégia simples e eficaz.

Alguns cuidados simples contribuem para reduzir as quedas de glicose:

  1. Manter horários regulares para café da manhã, almoço, jantar e lanches intermediários, quando recomendados;
  2. Combinar carboidratos com proteínas e fibras, o que ajuda a manter a glicemia mais estável ao longo do dia;
  3. Ajustar a dose de medicamentos conforme orientação profissional, especialmente antes de mudanças na rotina, como viagens ou aumento de atividade física;
  4. Evitar álcool em excesso e nunca ingerir bebida alcoólica de estômago completamente vazio;
  5. Registrar episódios de hipoglicemia em uma anotação ou aplicativo, para auxiliar o médico a identificar padrões.

Em suma, prevenir hipoglicemia envolve equilíbrio entre alimentação, atividade física, medicações e sono. Pequenas atitudes, como não treinar em jejum quando se usa insulina ou certos comprimidos, podem fazer grande diferença. Então, conversar com a equipe de saúde sobre o tipo de exercício, horário e intensidade ajuda a programar melhor os ajustes de dose e de lanche pré-treino.

Quando as crises de glicose baixa se repetem com frequência, torna-se importante buscar avaliação especializada para investigar causas hormonais, hepáticas, nutricionais ou ajustes no tratamento do diabetes. Um acompanhamento próximo permite reduzir riscos a longo prazo e dar mais segurança às atividades diárias, inclusive trabalho, estudo e prática de exercícios. Entretanto, ninguém precisa enfrentar isso sozinho: informações claras, apoio da família e educação em diabetes fazem parte do cuidado.

Com informação adequada, rotina estruturada e monitorização quando indicada, o controle da hipoglicemia se torna mais previsível, reduzindo a chance de episódios inesperados e favorecendo uma relação mais equilibrada com a alimentação e com o próprio tratamento. Portanto, investir em conhecimento sobre o próprio corpo é uma das melhores formas de evitar sustos e preservar a qualidade de vida.

FAQ sobre hipoglicemia

1. Hipoglicemia causa engorda por eu ter que comer açúcar para melhorar?
Não necessariamente. O que pode favorecer ganho de peso são correções exageradas, com grandes quantidades de doces, seguidas de medo de nova crise e alimentação em excesso. Em suma, o ideal é usar a quantidade recomendada de carboidrato rápido (geralmente 15 g) e, depois, ajustar a dose de remédio com o médico para que as crises fiquem raras.

2. Quem faz exercício físico com frequência tem mais risco de hipoglicemia?
Depende. Pessoas que usam insulina ou alguns antidiabéticos orais realmente podem ter mais risco se treinarem sem ajustar dose e alimentação. Entretanto, quem não utiliza esses medicamentos geralmente apenas sente queda leve de energia, corrigida com um lanche adequado. Portanto, planejar o horário do treino, o que comer antes e depois e revisar as doses com o profissional de saúde ajuda a reduzir esse risco.

3. Hipoglicemia pode prejudicar o cérebro a longo prazo?
Episódios leves e esporádicos tendem a não causar dano permanente. Entretanto, crises graves, com perda de consciência prolongada e repetidas ao longo do tempo, podem ser mais perigosas e exigir atenção redobrada. Então, o objetivo do tratamento é justamente evitar essas quedas intensas e frequentes, mantendo a glicemia em faixa segura.

4. Existe diferença entre hipoglicemia em crianças e em adultos?
Sim. Crianças, principalmente as muito pequenas, têm reservas menores de glicose e podem desenvolver hipoglicemia mais rápido quando ficam muito tempo em jejum, adoecem ou vomitam. Em suma, os sinais podem ser mais discretos no início, como irritabilidade ou sonolência. Portanto, pais e cuidadores precisam ficar atentos e seguir as orientações do pediatra sobre horários de alimentação e conduta em caso de suspeita.

5. Posso dirigir se tenho histórico de hipoglicemia?
Pode, desde que o controle esteja bem ajustado. Entretanto, quem usa insulina ou medicamentos que causam hipoglicemia deve medir a glicemia antes de trajetos longos, evitar dirigir em jejum e sempre levar uma fonte de carboidrato rápido no carro. Portanto, se surgirem sintomas como tremores, visão embaçada ou confusão, o mais seguro é parar o veículo em local adequado, corrigir a glicose e só retomar a direção após melhora.

Tags: diabetesglicose baixasaúdesintomas
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