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Uso do celular antes de dormir: por que esse hábito atrapalha o sono e o bem-estar

Por Lara
09/02/2026
Em Bem-estar
Créditos: depositphotos.com / jayzynism

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O uso do celular antes de dormir se tornou parte da rotina de boa parte da população, especialmente à noite, quando o dia finalmente desacelera. Muitas pessoas aproveitam esse momento para checar mensagens, assistir vídeos ou rolar redes sociais sem perceber que esse costume pode prejudicar o descanso. A relação entre telas, luz azul e sono vem sendo estudada com mais atenção nos últimos anos, justamente porque o uso de dispositivos eletrônicos cresce de forma constante.

Especialistas em sono apontam que não é apenas a quantidade de horas na cama que importa, mas também a qualidade do sono. Mesmo quem dorme por um período considerado adequado pode acordar cansado se o cérebro não tiver passado pelos ciclos corretos de descanso. Nesse cenário, o uso de celulares, tablets e computadores à noite aparece como um dos principais fatores que atrapalham a recuperação do corpo e da mente.

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Uso do celular antes de dormir: por que faz mal para o sono?

Estudos em higiene do sono indicam que a luz azul emitida pelas telas reduz a produção natural de melatonina, hormônio responsável por sinalizar ao organismo que é hora de descansar. Quando essa substância é produzida em menor quantidade ou em horários irregulares, o corpo tem dificuldade em entrar no chamado “modo noturno”.

Além da luz, o conteúdo acessado no celular também interfere na mente. Notícias, conversas intensas, jogos e vídeos aceleram o raciocínio e mantêm o cérebro em estado de alerta. Com isso, a pessoa leva mais tempo para adormecer, mesmo se sentir cansaço físico. Em muitos casos, o sono fica mais leve, com despertares durante a noite e sensação de descanso incompleto ao acordar.

Quais são as consequências de mexer no celular na cama?

O uso prolongado de dispositivos eletrônicos na cama pode estar ligado a diferentes consequências para a saúde. Entre as mais mencionadas por profissionais da área de medicina do sono estão alterações na concentração, queda de rendimento e maior irritabilidade ao longo do dia. Esses efeitos tendem a se intensificar quando o hábito se mantém por semanas ou meses.

  • Dificuldade para pegar no sono: o horário de adormecer se atrasa, encurtando o período total de descanso.
  • Sono fragmentado: despertares noturnos, inclusive para checar notificações ou mensagens.
  • Cansaço diurno: sensação constante de fadiga, bocejos frequentes e necessidade de cafeína em excesso.
  • Falta de foco: dificuldade em manter a atenção em tarefas de estudo, trabalho ou direção.
  • Alterações emocionais: aumento de irritabilidade e maior sensibilidade ao estresse cotidiano.

Quando esse padrão se torna crônico, especialistas associam o descanso inadequado à maior probabilidade de quadros de ansiedade, piora da qualidade de vida e menor desempenho físico em atividades esportivas e treinos. O organismo passa a funcionar em modo de compensação, acumulando cansaço ao longo dos dias.

Como reduzir o uso do celular antes de dormir na prática?

A higiene do sono propõe um conjunto de estratégias simples para diminuir o impacto das telas à noite. A ideia não é eliminar totalmente a tecnologia, mas estabelecer limites claros entre o período de atividade e o momento de relaxamento. Pequenos ajustes na rotina costumam trazer resultados perceptíveis em poucas semanas.

  1. Definir um “horário de desligar”: escolher um momento, entre 30 e 60 minutos antes de deitar, para parar de mexer no celular.
  2. Reduzir a luz ambiente: diminuir a intensidade das lâmpadas e evitar ambientes muito claros perto da hora de dormir.
  3. Ativar filtros de luz azul: usar o modo noturno ou filtro de luz quente nos aparelhos, especialmente após o anoitecer.
  4. Deixar o celular longe da cama: manter o aparelho em outra superfície, como uma mesa, reduz a chance de uso automático.
  5. Criar uma rotina relaxante: adotar atividades calmas, como leitura em papel, alongamentos suaves ou técnicas de respiração.

Essas medidas ajudam o cérebro a entender que o dia está terminando. A repetição diária da mesma sequência de ações cria um padrão previsível, favorecendo a regulação natural do sono. Em muitos casos, apenas a decisão de não levar o celular para a cama já diminui despertares noturnos e reduz o hábito de checar notificações de madrugada.

É possível dormir bem em um mundo conectado?

A vida conectada faz parte da realidade atual, e o desafio está em conciliar tecnologia e descanso saudável. Em vez de usar o celular como companhia principal no fim do dia, muitos profissionais de saúde sugerem transformá-lo em um aliado configurando alarmes para o “horário de desligar”, desativando notificações noturnas e priorizando conteúdos mais tranquilos no período da noite.

A adoção de limites claros para o uso do celular antes de dormir tende a favorecer noites mais restauradoras, maior disposição ao acordar e melhor capacidade de concentração ao longo do dia. A mudança costuma começar com pequenas decisões diárias: reduzir o tempo de tela à noite, respeitar o próprio horário de sono e criar um ambiente que realmente favoreça o descanso.

FAQ sobre hábitos noturnos e sono

1. Tomar café ou chá à noite interfere no sono?

Sim, bebidas com cafeína, como café, chá preto, chá verde e refrigerantes, podem deixar o cérebro em alerta por várias horas. Em suma, mesmo que você não perceba, a cafeína reduz a profundidade do sono e aumenta a chance de despertares. Portanto, o ideal é evitar essas bebidas entre 4 e 6 horas antes de deitar. Entretanto, chás sem cafeína, como camomila ou erva-cidreira, costumam ser mais adequados para o período noturno.

2. Exercícios físicos à noite atrapalham ou ajudam a dormir?

Depende da intensidade e do horário. Atividade física regular melhora a qualidade do sono a longo prazo. Entretanto, treinos muito intensos perto da hora de dormir podem aumentar a frequência cardíaca e dificultar o relaxamento. Portanto, o mais recomendado é praticar exercícios moderados até o fim da tarde ou início da noite e, então, deixar as horas finais do dia para atividades mais calmas.

3. É ruim comer muito tarde antes de dormir?

Refeições pesadas e muito volumosas à noite podem causar desconforto digestivo, azia e sensação de estômago “cheio”, dificultando o início do sono. Entretanto, dormir com fome também pode ser incômodo. Portanto, prefira um lanche leve, com alimentos de fácil digestão, cerca de 1 a 2 horas antes de se deitar. Então, o organismo consegue descansar sem precisar trabalhar demais na digestão.

4. A iluminação do quarto realmente faz diferença?

Faz bastante diferença. Em suma, ambientes escuros estimulam a produção natural de melatonina, enquanto luzes fortes, especialmente brancas e frias, mantêm o cérebro em modo de alerta. Portanto, vale a pena usar cortinas blackout, abajures com luz amarelada e reduzir reflexos de telas ou equipamentos eletrônicos. Entretanto, se você precisa de algum ponto de luz, opte por intensidade baixa para não interromper o processo de adormecer.

5. Ler no tablet ou no e-reader é tão ruim quanto usar o celular?

Depende do tipo de tela e das configurações. Aparelhos retroiluminados, como tablets comuns, emitem luz semelhante à do celular e podem interferir na melatonina. Entretanto, e-readers com tecnologia de tinta eletrônica (e-ink) emitem bem menos luz e se assemelham mais ao papel. Portanto, se a leitura faz parte do seu ritual noturno, então priorize livros físicos ou e-readers com iluminação suave e filtro de luz quente.

6. Cochilos durante o dia podem prejudicar o sono da noite?

Cochilos curtos podem ser benéficos, melhorando disposição e atenção. Entretanto, sonecas muito longas ou realizadas no fim da tarde podem diminuir a pressão de sono e atrasar o horário de adormecer à noite. Portanto, se você tiver dificuldade para dormir, limite cochilos a 20–30 minutos e evite dormir depois do meio da tarde. Então, seu corpo chegará ao horário noturno com mais sono acumulado.

7. Usar televisão no quarto interfere na rotina noturna?

A televisão combina luz, som e conteúdo estimulante, em suma, elementos que tendem a manter o cérebro ativo. Entretanto, muitas pessoas têm o hábito de “adormecer com a TV ligada”, o que fragmenta o sono com mudanças de volume e luminosidade. Portanto, se possível, assista TV em outro cômodo e desligue o aparelho pelo menos 30 a 60 minutos antes de ir para a cama. Então, o quarto passa a ser associado principalmente ao sono e ao relaxamento.

8. Álcool à noite ajuda a dormir melhor?

O álcool pode dar sensação de sonolência inicial e fazer a pessoa adormecer mais rápido. Entretanto, ele prejudica a estrutura do sono, reduzindo fases profundas e aumentando despertares durante a madrugada. Portanto, apesar da impressão de “relaxamento”, o descanso costuma ser menos restaurador. Então, é recomendado evitar bebidas alcoólicas perto da hora de dormir, especialmente se você já tem queixa de insônia ou sono leve.

9. Um ritual fixo antes de dormir faz mesmo diferença?

Sim. Em suma, repetir uma sequência de ações calmas (como higiene pessoal, leitura leve, alongamentos ou respiração profunda) envia um sinal claro ao cérebro de que o dia está terminando. Portanto, o corpo aprende a associar esse ritual ao início do sono, o que tende a facilitar o adormecer. Entretanto, é importante manter certa regularidade de horário para que essa associação fique mais forte. Então, tente seguir essa rotina todos os dias, inclusive nos fins de semana.

10. A temperatura do quarto pode atrapalhar o sono?

Pode, e muito. O corpo precisa reduzir levemente a temperatura interna para iniciar o sono, e ambientes muito quentes ou muito frios atrapalham esse processo. Portanto, busque uma temperatura amena, com roupas de cama adequadas à estação e ventilação adequada. Entretanto, cada pessoa tem um limite de conforto; ajuste gradualmente até encontrar a condição em que você adormece mais facilmente e, então, tente mantê-la de forma consistente.

Tags: bem-estarhábitos noturnoshigiene do sonouso do celularuso do celular à noite
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