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Alimentos ultraprocessados aumentam risco de doença cardíaca; veja

Por Larissa
10/02/2026
Em Saúde
Alimentos ultraprocessados aumentam risco de doença cardíaca e câncer

Créditos: depositphotos.com / vision.si

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Os alimentos ultraprocessados ganharam espaço nas prateleiras e no cotidiano, mas também vêm sendo apontados como um fator importante para o desenvolvimento de doenças crônicas. Entre os problemas mais estudados está a relação entre esse tipo de produto industrializado e o risco aumentado de problemas no coração e na circulação. Uma pesquisa publicada na revista The American Journal of Medicine apontou que dietas ricas nestes alimentos ultraprocessados podem aumentar em até 47% o risco de doenças cardiovasculares.

Esse grupo de alimentos inclui opções presentes em diferentes momentos do dia, como refrigerantes, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, salgadinhos, embutidos e refeições prontas congeladas. Além disso, esse consumo frequente costuma vir acompanhado de menor ingestão de frutas, legumes, verduras e grãos integrais, o que, então, agrava ainda mais o risco para o coração.

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O que são alimentos ultraprocessados e por que preocupam?

São formulações industriais que passam por diversas etapas de processamento e costumam reunir ingredientes pouco usados em preparações caseiras. Entre eles estão gorduras refinadas, grandes quantidades de açúcares, amidos modificados, sal e uma série de aditivos, como corantes, aromatizantes, conservantes e emulsificantes. Em geral, esses produtos são pobres em fibras, vitaminas e minerais, enquanto concentram calorias em excesso.

Além da composição desequilibrada, os alimentos ultraprocessados tendem a ser hiperpalatáveis, ou seja, formulados para estimular o consumo em grandes quantidades. Isso pode favorecer ingestão calórica acima do necessário, ganho de peso e alterações metabólicas. Entretanto, o problema não se limita apenas às calorias: o excesso de sódio, açúcares simples e gorduras de baixa qualidade afeta diretamente a pressão arterial, o controle glicêmico e o perfil de colesterol. Os estudos têm apontado que esse padrão alimentar está ligado não apenas à obesidade, mas também a inflamação crônica de baixo grau, alterações na microbiota intestinal e maior prevalência de doenças cardiovasculares.

Como os alimentos ultraprocessados afetam o coração?

A relação entre alimentos ultraprocessados e doenças cardiovasculares passa por um conjunto de mecanismos conhecidos pela ciência. O consumo frequente desse tipo de produto está associado a fatores como aumento da pressão arterial, acúmulo de gordura abdominal, elevação do colesterol LDL (conhecido como “ruim”) e redução do HDL, além de maior resistência à insulina. Esses elementos compõem o quadro conhecido como síndrome metabólica, considerado um dos principais caminhos para o desenvolvimento de infarto e acidente vascular cerebral. Portanto, não se trata apenas de “comer algo prático”, mas de expor o organismo a um ambiente metabólico desfavorável de forma contínua.

Além das mudanças metabólicas, pesquisadores têm observado relação entre o consumo de ultraprocessados e níveis mais altos de marcadores inflamatórios no sangue, como a proteína C-reativa de alta sensibilidade. A inflamação persistente está ligada à formação e instabilidade de placas de gordura nas artérias, favorecendo entupimentos e eventos cardiovasculares. Outro ponto em estudo é o possível impacto de aditivos químicos sobre o endotélio, camada que reveste os vasos sanguíneos e participa da regulação da circulação.

Diante desses achados, o conceito de “risco cardiovascular” passa a incluir não apenas a quantidade de gordura e sal na dieta, mas também o grau de processamento dos alimentos escolhidos diariamente. Assim, a expressão “alimentos ultraprocessados e coração” tornou-se um eixo central nas discussões sobre prevenção de infarto e AVC em diferentes faixas etárias. Em suma, reduzir esse tipo de produto representa uma estratégia-chave, tanto para quem deseja prevenir como para quem já convive com doenças cardíacas ou pressão alta.

Quais mudanças práticas podem reduzir o impacto no coração?

A redução de alimentos ultraprocessados não depende apenas da escolha individual, pois fatores como renda, oferta de comida fresca e tempo disponível para cozinhar influenciam diretamente esse comportamento. Mesmo assim, algumas estratégias simples podem contribuir para um padrão alimentar mais protetor para o coração, principalmente quando combinadas com políticas públicas que favoreçam o acesso a opções saudáveis. Portanto, a ideia é avançar passo a passo, com metas realistas, em vez de buscar mudanças perfeitas de uma só vez.

  • Dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos integrais, feijões e ovos. Então, sempre que possível, montar o prato com base nesses itens antes de pensar em qualquer produto pronto.
  • Reservar os ultraprocessados para situações pontuais, evitando que sejam base da alimentação diária. Em suma, transformá-los em exceções, e não em regra, já reduz bastante o impacto sobre a saúde do coração.
  • Ler rótulos com atenção, identificando listas longas de ingredientes difíceis de reconhecer, o que pode indicar grau elevado de processamento. Portanto, quanto mais simples o rótulo e menor a quantidade de aditivos, melhor tende a ser a escolha.
  • Planejar refeições simples em casa, com preparações básicas, para reduzir a dependência de produtos prontos. Então, organizar o cardápio da semana, cozinhar em maior quantidade e congelar porções pode facilitar muito o dia a dia.
  • Substituir bebidas açucaradas por água, chás sem açúcar ou sucos naturais em pequenas quantidades. Portanto, mudar o que se bebe ao longo do dia costuma ser um dos passos mais eficientes para diminuir ultraprocessados.

Para quem apresenta risco cardiovascular aumentado ou já teve infarto e AVC, o aconselhamento de profissionais de saúde costuma incluir, além de medicamentos específicos, orientações detalhadas sobre alimentação. A redução de ultraprocessados é vista como parte um conjunto de medidas terapêuticas que podem envolver controle de peso, prática regular de atividade física e abandono do tabagismo.

Como identificar e monitorar o consumo de ultraprocessados no dia a dia?

Uma forma prática de avaliar a presença de alimentos ultraprocessados na rotina é observar quantas refeições dependem de produtos prontos ou semiprontos. Quanto maior a participação desses itens no café da manhã, almoço, jantar e lanches, maior tende a ser o impacto na qualidade global da dieta e, por consequência, no risco de doenças cardiovasculares. Portanto, acompanhar o que se come com atenção se torna um passo essencial para quem deseja cuidar melhor do coração.

  1. Listar tudo o que é consumido em um dia típico, incluindo bebidas, lanches e “beliscos”. Então, ao colocar no papel ou em um aplicativo, fica mais fácil enxergar padrões que passam despercebidos.
  2. Marcar quais itens se enquadram como ultraprocessados, observando rótulos e modo de preparo. Portanto, vale checar se o alimento passou por muitas etapas industriais ou se contém vários aditivos.
  3. Estimar a proporção de calorias que vem desses produtos, ainda que de forma aproximada. Em suma, o objetivo é perceber se eles dominam o cardápio ou aparecem apenas ocasionalmente.
  4. Definir metas graduais, como reduzir aos poucos a frequência de refrigerantes, biscoitos recheados e embutidos. Então, trocar um item por vez, a cada semana ou a cada quinze dias, pode tornar o processo mais sustentável.
  5. Buscar alternativas mais simples e frescas para substituir parte desses itens ao longo da semana. Portanto, montar lanches com frutas, castanhas, iogurte natural ou sanduíches com pão integral e recheios caseiros ajuda a quebrar a dependência dos ultraprocessados.

À medida que a relação entre alimentos ultraprocessados e coração se torna mais clara, cresce a importância de estratégias coletivas e individuais para diminuir a dependência desses produtos. A combinação de informação acessível, orientação profissional e políticas públicas voltadas à oferta de alimentos saudáveis tende a ser um caminho central para reduzir o peso das doenças cardiovasculares nas próximas décadas. Em suma, escolher mais comida de verdade e menos produtos ultraprocessados representa um investimento direto na saúde do coração, na qualidade de vida e na longevidade.

FAQ – Perguntas frequentes sobre ultraprocessados e saúde do coração

1. Comer ultraprocessado de vez em quando faz muito mal ao coração?
Não. O maior problema surge quando esses produtos aparecem todos os dias e em várias refeições. Portanto, consumo eventual, dentro de uma alimentação predominantemente baseada em alimentos in natura, tende a ter impacto bem menor.

2. Todos os alimentos de pacote são ultraprocessados?
Nem sempre. Alguns itens embalados, como aveia em flocos, grão-de-bico seco, arroz integral ou castanhas sem adição de açúcar e gordura, são apenas minimamente processados. Portanto, o ponto-chave é avaliar a lista de ingredientes, e não apenas a embalagem.

3. Existe “ultraprocessado saudável” ou “versão fitness” segura para o coração?
Mesmo quando o rótulo usa termos como “fit” ou “zero açúcar”, muitos produtos seguem sendo ultraprocessados, com adoçantes, espessantes e aromatizantes. Em suma, podem até ter menos calorias ou menos açúcar, mas não substituem os benefícios de uma alimentação baseada em alimentos frescos.

4. Qual é o primeiro passo para proteger o coração se eu como muitos ultraprocessados?
O passo inicial costuma ser escolher uma categoria para reduzir, como refrigerantes ou embutidos, e substituí-la por alternativas mais simples. Então, depois de consolidar essa mudança, vale avançar para outros produtos, sempre com metas graduais.

5. Crianças e adolescentes sofrem os mesmos riscos cardíacos com ultraprocessados?
Sim, embora muitas vezes o impacto apareça primeiro como ganho de peso, alterações no colesterol e aumento da pressão. Portanto, quanto mais cedo a exposição intensa acontece, maior tende a ser o risco de doenças cardiovasculares na idade adulta.

Tags: alimentosbem-estardoenças cardiovascularessaúde
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