Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Saúde

Estudo chinês identifica planta com potencial contra a calvície

Por Lucas
10/02/2026
Em Saúde
Estudo chinês identifica planta com potencial contra a calvície

Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

A queda de cabelo, em especial a calvície hereditária, tem levado parte da população a procurar caminhos fora dos tratamentos convencionais. Entre essas alternativas, a medicina tradicional chinesa tem chamado atenção por combinar práticas milenares com estudos modernos, em busca de opções que possam atuar em diferentes pontos do problema e, ao mesmo tempo, serem melhor toleradas por alguns pacientes. Portanto, muitas pessoas têm olhado para essas abordagens como complemento aos medicamentos tradicionais, e não somente como substituição.

Nesse cenário surgiu um interesse particular pela raiz Polygonum multiflorum, conhecida na China como He Shou Wu. Utilizada há séculos em fórmulas tradicionais, essa planta passou a ser investigada em laboratórios e centros de pesquisa, que buscam entender se seus compostos podem, de fato, contribuir para a saúde do cabelo e para o manejo da alopecia androgenética, termo médico para a calvície de padrão masculino e feminino. Em suma, a pesquisa moderna tenta traduzir, em linguagem científica, aquilo que a tradição chinesa observou ao longo de gerações.

Leia Também

Por que o câncer de ovário possui um tratamento tão desafiador?

Por que o câncer de ovário possui um tratamento tão desafiador?

10/02/2026

O que causa a queda dos fios das sobrancelhas e quando se preocupar

06/02/2026
Crenças sobre o câncer que atrapalham o tratamento, segundo oncologista

Crenças sobre o câncer que atrapalham o tratamento, segundo oncologista

04/02/2026
Rica em ferro e cálcio, planta ganha destaque por benefícios à saúde

Rica em ferro e cálcio, planta ganha destaque por benefícios à saúde

04/02/2026

O que é alopecia androgenética e por que preocupa tanto?

A alopecia androgenética é um tipo de queda de cabelo associada a fatores genéticos e à ação de hormônios androgênios, como a di-hidrotestosterona (DHT). Ela se caracteriza pelo afinamento progressivo dos fios, que vão perdendo espessura e densidade ao longo do tempo. Esse processo pode começar de forma discreta, com entradas mais aparentes ou rarefação no topo da cabeça, e evoluir gradualmente. Portanto, quando o problema se torna visível, muitas vezes o processo já vem ocorrendo há anos.

Embora seja mais frequente em homens, mulheres também podem ser afetadas, geralmente com um padrão de rarefação mais difuso. Em países asiáticos, estudos recentes estimam que uma parcela relevante de adultos convive com esse tipo de calvície, e o início em idades mais jovens tem sido motivo de atenção. Além do impacto estético, a condição pode influenciar relações sociais e bem-estar emocional, o que colabora para a busca por terapias variadas. Entretanto, é importante lembrar que a alopecia androgenética é uma condição crônica, e então costuma exigir acompanhamento de longo prazo e expectativas realistas de resultado.

Medicina tradicional chinesa para queda de cabelo: qual é a lógica?

A medicina tradicional chinesa (MTC) trabalha com o conceito de equilíbrio geral do organismo. Em vez de focar apenas na área onde o sintoma aparece, como o couro cabeludo, essa abordagem procura entender o conjunto de fatores que poderiam estar influenciando a saúde dos fios, incluindo circulação, nutrição, sono e estados emocionais. Dentro desse sistema, plantas medicinais, acupuntura e mudanças de estilo de vida costumam ser combinadas. Portanto, o cuidado com o cabelo, na MTC, começa muitas vezes pelo fortalecimento global do corpo.

No contexto da queda de cabelo, a MTC utiliza fórmulas com várias ervas, cada uma com funções específicas. A raiz Polygonum multiflorum (He Shou Wu) é uma das mais citadas quando o objetivo é fortalecer cabelos e pelos, segundo descrições tradicionais. Estudos modernos passaram a analisar essa planta para verificar, em termos biológicos, quais mecanismos poderiam justificar esse uso ancestral e se existe potencial para desenvolvimento de novos produtos ou medicamentos. Então, além da tradição, entra em cena a validação científica, comparando resultados com terapias já consagradas, como minoxidil e finasterida.

Como o Polygonum multiflorum pode agir na saúde capilar?

Pesquisas recentes apontam que o Polygonum multiflorum contém compostos bioativos, como a TSG (2,3,5,4’-tetraidroxiestilbeno-2-O-β-D-glicósido) e a emodina. Em experimentos de laboratório, essas substâncias mostraram ação sobre diferentes etapas do ciclo de crescimento do cabelo. A calvície androgenética está ligada, entre outros fatores, ao encurtamento da fase de crescimento (anágena) e ao prolongamento da fase de repouso (telógena), o que leva à miniaturização dos fios. Em suma, os fios novos nascem mais finos e mais fracos, até que muitas unidades foliculares praticamente deixam de produzir cabelo visível.

De maneira geral, os estudos indicam alguns efeitos possíveis dessa raiz:

  • Modulação da DHT: redução da influência desse hormônio sobre o folículo piloso, associada ao afinamento dos fios. Portanto, teoricamente, isso poderia atuar em um dos mesmos alvos da finasterida, ainda que por vias diferentes e com menor comprovação clínica até o momento.
  • Proteção do folículo capilar: ajuda na defesa das células contra danos, contribuindo para que o fio permaneça mais tempo na fase de crescimento. Então, o objetivo é preservar a estrutura do folículo e retardar sua miniaturização.
  • Estímulo a vias de formação de novos fios: ativação de rotas biológicas como Wnt e Shh, relacionadas ao desenvolvimento e à regeneração de folículos. Em suma, essas vias sinalizadoras participam da ativação de células-tronco do folículo e, portanto, podem favorecer o crescimento de novos fios em condições específicas.
  • Melhora da circulação local: favorecimento do fluxo sanguíneo no couro cabeludo, facilitando a chegada de oxigênio e nutrientes essenciais. Então, assim como ocorre com alguns tônicos capilares e massagens, a intenção é oferecer um ambiente mais nutritivo para o folículo.

Essa atuação em múltiplos alvos difere de medicamentos tradicionais para calvície, que costumam focar em um mecanismo principal, como a inibição da DHT ou o estímulo direto do crescimento do fio. Entretanto, justamente por interferir em várias rotas biológicas, o Polygonum multiflorum também exige estudos cuidadosos de segurança, dose e duração de uso.

He Shou Wu é alternativa aos tratamentos tradicionais contra calvície?

Atualmente, os tratamentos mais usados para alopecia androgenética incluem substâncias como minoxidil e finasterida, entre outras opções prescritas por médicos especialistas. Esses recursos contam com ensaios clínicos robustos, mas podem provocar efeitos colaterais em parte dos pacientes, o que leva alguns a procurar caminhos complementares, como produtos à base de plantas ou terapias integrativas. Portanto, muitas pessoas cogitam combinar terapias, sempre que o médico considera essa associação segura.

No caso do He Shou Wu, a maior parte das evidências ainda vem de estudos em laboratório, com células e modelos animais, além de pesquisas experimentais em pequena escala. Isso significa que, até o momento, não há consenso científico sobre dose ideal, forma de uso mais segura ou eficácia comprovada em grandes grupos de pessoas com calvície. Estudos clínicos controlados, com acompanhamento rigoroso, ainda são necessários para responder a essas questões. Em suma, ele pode ser visto hoje como um recurso em investigação, e não como substituto consolidado de minoxidil, finasterida ou outras terapias consagradas.

Outro ponto destacado na literatura é a necessidade de atenção aos possíveis efeitos adversos. Alguns relatos associam preparações de Polygonum multiflorum a alterações hepáticas e interações com outros medicamentos. Por isso, o uso de extratos, cápsulas ou tônicos contendo essa raiz costuma ser recomendado somente com acompanhamento profissional, levando em conta histórico de saúde, exames e outras terapias em andamento. Então, quem apresenta doenças pré-existentes, faz uso crônico de remédios ou já teve problemas de fígado deve redobrar o cuidado e conversar com o médico antes de iniciar qualquer produto à base de He Shou Wu.

Cuidados ao considerar fitoterápicos para queda de cabelo

Antes de incluir qualquer produto de origem vegetal na rotina para queda de cabelo, alguns cuidados básicos são frequentemente ressaltados por especialistas em saúde:

  1. Avaliar a causa da queda: nem toda rarefação capilar é alopecia androgenética; podem existir fatores nutricionais, hormonais ou doenças de base. Portanto, uma investigação adequada, com exames direcionados, evita que problemas importantes fiquem sem diagnóstico.
  2. Consultar profissional habilitado: médicos e farmacêuticos podem orientar sobre riscos, interações e formas de uso, inclusive no caso de plantas da medicina tradicional chinesa. Em suma, a orientação individualizada ajuda a ajustar dose, tempo de tratamento e combinações com outras terapias, reduzindo a chance de efeitos indesejados.
  3. Observar sinais do organismo: surgimento de mal-estar, alterações digestivas, cansaço intenso ou sinais de alergia deve ser levado em conta. Então, qualquer sintoma novo após iniciar um fitoterápico merece atenção e, se necessário, suspensão do uso e avaliação profissional.
  4. Evitar automedicação prolongada: o uso contínuo de fitoterápicos sem supervisão pode mascarar problemas ou gerar efeitos cumulativos. Portanto, mesmo produtos “naturais” precisam de planejamento, pausas, acompanhamento e revisão periódica da real necessidade de uso.

Dessa forma, o Polygonum multiflorum permanece como uma planta de interesse para a pesquisa em tratamentos para calvície, especialmente por atuar em diferentes mecanismos ligados ao ciclo capilar. Ao mesmo tempo, o cenário atual indica que ainda se trata de um recurso em fase de investigação, que demanda análise criteriosa, acompanhamento profissional e informação clara para quem busca opções além dos medicamentos já estabelecidos. Em suma, ele entra mais como possibilidade complementar e promissora, entretanto ainda não como solução definitiva para alopecia androgenética.

FAQ – Perguntas frequentes sobre He Shou Wu e queda de cabelo

He Shou Wu funciona para todos os tipos de queda de cabelo?
Não. O interesse maior está na alopecia androgenética e em alguns quadros de enfraquecimento geral dos fios. Entretanto, quedas relacionadas a doenças autoimunes, quimioterapia ou problemas de tireoide, por exemplo, seguem outras lógicas e então exigem tratamentos específicos.

Em quanto tempo posso ver resultados no cabelo ao usar Polygonum multiflorum?
Quando há resposta, geralmente ela é lenta, porque o ciclo do cabelo é longo. Portanto, melhoras iniciais costumam ser observadas após alguns meses de uso contínuo, e não em poucas semanas. Entretanto, como não existem protocolos padronizados, o tempo de resposta varia e nem todas as pessoas percebem benefício.

É seguro usar He Shou Wu junto com minoxidil ou finasterida?
Em muitos casos, médicos avaliam a combinação como possível, principalmente quando o He Shou Wu é utilizado de forma tópica. Entretanto, a versão oral pode interagir com outros medicamentos e sobrecarregar o fígado. Portanto, qualquer associação deve ser discutida com o dermatologista ou outro profissional que acompanha seu caso.

Existem exames que devo fazer antes de iniciar He Shou Wu?
Em geral, recomenda-se avaliar função hepática (exames de fígado) e revisar medicamentos em uso, sobretudo se a forma escolhida for oral. Então, exames de sangue básicos, histórico clínico detalhado e, se necessário, avaliação hormonal ajudam a definir se o uso é adequado para você.

Produtos cosméticos com He Shou Wu têm o mesmo risco que cápsulas?
Shampoos, loções e tônicos de uso externo tendem a ter menor risco sistêmico, porque a absorção pelo organismo é mais limitada. Entretanto, reações locais, como irritação ou alergia, ainda podem ocorrer. Portanto, mesmo na forma tópica, é prudente testar em pequena área, observar a pele e, então, manter o uso apenas se houver boa tolerância.

Tags: calvíciecuraplantaplanta chinesatratamento
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Limpeza da casa com pets: o que fazer para reduzir pelos e odores

10/02/2026

Conheça os 10 apps que mais consomem bateria sem estar em uso

10/02/2026
É verdade que canetas emagrecedoras podem causar cegueira? Descubra

É verdade que canetas emagrecedoras podem causar cegueira? Descubra

10/02/2026
Estudo chinês identifica planta com potencial contra a calvície

Estudo chinês identifica planta com potencial contra a calvície

10/02/2026
Tomar café reduz o risco de desenvolver demência? Saiba a verdade

Tomar café reduz o risco de desenvolver demência? Saiba a verdade

10/02/2026
Obesidade aumenta em 70% o risco de morte por infecção; saiba tudo!

Obesidade aumenta em 70% o risco de morte por infecção; saiba tudo!

10/02/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados