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Hábitos do dia a dia que colocam em risco a saúde de cães e gatos

Por Lara
11/02/2026
Em Animais
Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina

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Em muitos lares, cães e gatos são considerados membros da família, mas o cuidado diário nem sempre acompanha esse vínculo afetivo. A expectativa de vida desses animais aumentou nas últimas décadas, porém, em diversos casos, a saúde não evoluiu no mesmo ritmo. Pequenos hábitos mantidos ao longo dos anos podem favorecer o surgimento de doenças crônicas e reduzir a qualidade de vida dos bichos de estimação.

Entre os fatores que mais interferem no bem-estar dos animais estão o excesso de peso, a falta de exercícios, a ausência de acompanhamento veterinário regular e a pouca atenção a mudanças sutis de comportamento. Esses elementos, quando somados, formam um cenário em que o animal vive mais tempo, mas com limitações físicas e desconfortos evitáveis.

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Obesidade em cães e gatos: por que é um risco silencioso?

A obesidade em cães e gatos tornou-se uma das principais preocupações na medicina veterinária atual. O acúmulo de gordura não representa apenas um aumento na balança; ele está ligado a sobrecarga nas articulações, dificuldades respiratórias, alterações hormonais e maior predisposição a doenças como diabetes e problemas cardíacos. Em muitos casos, o tutor associa o animal “gordinho” a um comportamento saudável, o que atrasa a procura por orientação profissional.

O ganho de peso costuma estar relacionado ao desequilíbrio entre quantidade de alimento e gasto energético. Porções acima do necessário, alimentação rica em restos de comida humana e oferta constante de petiscos favorecem o sobrepeso. Além disso, castração, idade avançada e baixa atividade física reduzem o metabolismo, exigindo ajustes específicos na dieta. A prevenção passa pelo controle rigoroso da quantidade e da qualidade da ração, bem como pela avaliação periódica do escore corporal pelo veterinário.

Como evitar o sedentarismo em cães e gatos?

O sedentarismo em animais domésticos está diretamente ligado ao estilo de vida dentro de casa. Cães que realizam apenas passeios muito rápidos para necessidades fisiológicas e gatos que vivem exclusivamente em ambientes internos, sem estímulos, tendem a se movimentar pouco. Essa rotina contribui para perda de massa muscular, maior rigidez articular e alterações de comportamento, como apatia ou irritabilidade.

Para reduzir o impacto do sedentarismo, alguns cuidados podem ser adotados no dia a dia:

  • Passeios estruturados para cães, com tempo suficiente para caminhar, cheirar o ambiente e explorar;
  • Brincadeiras diárias de busca, cabo de guerra ou circuitos simples dentro de casa;
  • Enriquecimento ambiental para gatos, com prateleiras, arranhadores, túneis e brinquedos interativos;
  • Rotina de atividades, priorizando horários fixos, o que facilita a adaptação do animal;
  • Brinquedos que estimulem o movimento, como bolinhas, varinhas e comedouros inteligentes.

Essas estratégias favorecem não apenas o condicionamento físico, mas também o equilíbrio emocional, diminuindo comportamentos destrutivos e sinais de estresse.

Check-ups veterinários são realmente necessários?

Os check-ups veterinários regulares desempenham papel central na saúde de cães e gatos que vivem mais tempo. Muitas enfermidades, como doenças renais, cardíacas, hormonais e alguns tipos de tumor, evoluem de forma discreta. Em fases iniciais, podem não provocar dor aparente, perda de apetite ou alterações visíveis no comportamento, o que reforça a importância dos exames preventivos.

De forma geral, recomenda-se pelo menos uma consulta por ano para animais adultos saudáveis e intervalos menores para idosos ou animais com doenças crônicas. Nessas visitas, é comum o uso de:

  1. Exame clínico completo, com avaliação de peso, mucosas, pele, dentes e ausculta cardíaca;
  2. Exames de sangue para análise de função hepática, renal e perfil metabólico;
  3. Exames de imagem, como ultrassonografia ou radiografias, conforme indicação;
  4. Atualização de vacinas e controle de parasitas, internos e externos.

Essas medidas permitem detectar alterações em estágios iniciais, quando o tratamento tende a ser menos invasivo e com melhores perspectivas de controle.

Quais sinais indicam que algo pode estar errado?

Além do peso, da alimentação e dos exames de rotina, a observação diária do comportamento do animal é um dos recursos mais importantes para preservar a saúde. Mudanças sutis, muitas vezes atribuídas apenas à idade, podem sinalizar o início de um problema. Entre os pontos que merecem atenção estão:

  • Alteração de apetite, seja aumento repentino ou recusa alimentar;
  • Variações no consumo de água e na quantidade de urina;
  • Dificuldade para subir escadas, pular ou levantar após períodos de descanso;
  • Isolamento, irritabilidade ou agressividade inesperada;
  • Vômitos, diarreia recorrente ou perda progressiva de peso.

Quando esses sinais são reconhecidos e relatados precocemente ao profissional, aumenta-se a chance de diagnóstico rápido e de um plano de cuidado mais eficiente. Dessa forma, a maior longevidade de cães e gatos deixa de ser apenas um número e passa a representar anos adicionais com mais conforto, autonomia e bem-estar.

FAQ sobre comportamento animal

1. Como saber se meu animal está entediado dentro de casa?
Animais entediados costumam apresentar comportamentos como destruição de objetos, latidos ou miados excessivos, perseguição da própria cauda, lambedura constante das patas e busca insistente por atenção. Em suma, quando o animal não tem onde direcionar sua energia mental e física, ele cria “atividades” por conta própria, que muitas vezes são vistas como problema de comportamento. Portanto, aumentar o enriquecimento ambiental, oferecer brinquedos que desafiem o raciocínio e estabelecer momentos diários de interação tende a reduzir esses sinais.

2. Meu cão ou gato fica muito ansioso quando fico fora. Isso é normal?
Uma certa saudade é esperada, entretanto sinais como vocalização intensa na sua ausência, destruição de portas ou janelas, automutilação, falta de apetite quando está sozinho e micção ou defecação fora do lugar podem indicar ansiedade de separação. O animal não consegue lidar bem com a solidão. Então, é importante treinar saídas gradativas, evitar grandes despedidas, deixar brinquedos recheáveis ou comedouros inteligentes e, em casos mais graves, buscar um veterinário ou profissional de comportamento para um plano específico.

3. Como introduzir um novo animal em casa sem causar conflitos?
A adaptação deve ser feita de forma lenta e controlada. Cada animal precisa de tempo para conhecer o cheiro e a presença do outro sem se sentir invadido. Portanto, recomenda-se apresentar os cheiros antes do contato direto (trocando mantas ou brinquedos), usar barreiras físicas (portões, caixinhas de transporte) nas primeiras interações e recompensar comportamentos calmos com petiscos e carinho. Então, se houver sinais de medo intenso ou agressividade, é melhor recuar um passo e avançar novamente de forma mais gradual, contando com orientação profissional quando necessário.

4. Por que alguns gatos e cães não gostam de carinho em determinadas partes do corpo?
Cada animal tem preferências individuais e também associações aprendidas ao longo da vida. Regiões como patas, rabo e barriga podem ser mais sensíveis, ou ter histórico de dor e experiências negativas. Portanto, é comum que alguns não tolerem toques ali e respondam fugindo, rosnando ou até mordendo. Então, respeitar os limites, observar sinais sutis de desconforto (orelhas baixas, corpo enrijecido, olhar desviado) e associar o toque a recompensas positivas ajuda a melhorar a aceitação sem forçar o animal.

5. Como posso ajudar meu animal a lidar melhor com barulhos altos, como fogos e trovoadas?
Medo de ruídos é muito comum. O primeiro passo é oferecer um local seguro e silencioso, com cama, brinquedos e, se o animal aceitar, companhia humana. Entretanto, em casos mais intensos, pode ser necessário realizar um trabalho de dessensibilização gradual, apresentando sons em volume baixo e aumentando lentamente, sempre associando a algo positivo (petiscos, brincadeiras). Portanto, consultar o veterinário é essencial, pois em algumas situações podem ser indicadas estratégias adicionais, como feromônios sintéticos ou medicação. Então, jamais se deve punir o animal por sentir medo; o objetivo é que ele se sinta protegido.

6. É possível ensinar novos comportamentos a cães e gatos adultos ou idosos?
Sim, animais aprendem ao longo de toda a vida. A idade pode tornar o processo um pouco mais lento, mas não impede a aprendizagem. Portanto, o uso de reforço positivo (recompensar comportamentos desejáveis com petiscos, elogios ou brincadeiras) é a forma mais eficaz e respeitosa de ensinar. Então, é importante considerar eventuais limitações físicas ou sensoriais, adaptando os exercícios, mantendo sessões curtas e sempre associadas a experiências agradáveis para evitar frustrações.

7. Como diferenciar “manha” de um problema comportamental real?
O termo “manha” geralmente é usado quando o tutor acredita que o animal está “exagerando” para conseguir atenção ou algo que deseja. Em suma, entretanto, quase sempre há um motivo por trás do comportamento: dor, insegurança, medo, tédio ou reforço involuntário por parte da família. Portanto, quando um comportamento é repetitivo, causa sofrimento ao animal ou prejudica a rotina da casa, vale encarar como um sinal a ser investigado, e não apenas como “drama”. Então, observar o contexto, registrar quando acontece e levar essas informações ao veterinário ou comportamentalista é o melhor caminho.

8. Mudanças na rotina da casa podem afetar o comportamento do meu pet?
Sim. Cães e gatos são muito sensíveis a alterações de ambiente e rotina, como mudança de casa, chegada de um bebê, novo animal, mudança de horários de trabalho ou ausência prolongada de um membro da família. Portanto, podem surgir sinais como alterações de sono, eliminação em locais inadequados, menor interesse em brincar ou maior apego. Então, manter alguns pontos fixos (horários de alimentação, passeios, momentos de atenção exclusiva) e introduzir mudanças de forma gradual ajuda a reduzir o estresse e a facilitar a adaptação.

Tags: animaiscãesDicaserrosGatoslongevidade dos petsobesidadepets
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