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Anemia ferropriva: conheça os melhores alimentos para combater

Por Larissa
12/02/2026
Em Saúde
Anemia ferropriva: conheça os melhores alimentos para combater

Créditos: depositphotos.com / imagepointfr

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A anemia por falta de ferro é uma das alterações sanguíneas mais comuns em consultórios e ambulatórios. Ela aparece quando o organismo não consegue produzir hemoglobina em quantidade suficiente por escassez de ferro, mineral essencial para o transporte de oxigênio pelo sangue. Sem esse nutriente em níveis adequados, o corpo passa a receber menos oxigênio e algumas atividades corriqueiras podem se tornar mais cansativas do que o habitual.

O que é anemia por falta de ferro e como ela se desenvolve?

A anemia por falta de ferro, também conhecida como anemia ferropriva, ocorre quando os estoques de ferro do organismo diminuem a ponto de prejudicar a fabricação de glóbulos vermelhos saudáveis. A medula óssea depende desse mineral para montar a hemoglobina, proteína que se liga ao oxigênio. Sem ferro suficiente, as hemácias passam a ser produzidas em menor quantidade e com menor eficiência.

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Essa deficiência pode ter diferentes origens. Entre as mais relatadas estão dietas com baixo consumo de alimentos ricos em ferro, perdas de sangue contínuas (como menstruações intensas ou sangramentos ocultos no trato digestivo), aumento da demanda do mineral em fases de crescimento, gestação e amamentação, além de doenças que dificultam a absorção intestinal, como algumas enfermidades inflamatórias ou cirurgias que reduzem o estômago ou o intestino.

Também é possível que o organismo tenha estoques de ferro aparentemente normais, mas dificuldade de utilizá-lo adequadamente em situações de inflamação crônica ou doenças renais, o que pode coexistir com a anemia ferropriva ou confundir o diagnóstico. Por isso, a avaliação global do paciente, do histórico alimentar e de possíveis doenças associadas é fundamental para direcionar o tratamento correto.

Quais alimentos ajudam no combate à anemia ferropriva?

Alimentos ricos em ferro

A alimentação tem papel central tanto no tratamento quanto na prevenção da anemia por falta de ferro. O ideal é que o cardápio diário inclua fontes variadas de ferro, combinadas de forma a facilitar a absorção desse mineral pelo intestino.

  • Fontes de origem animal: carnes vermelhas em geral, com destaque para o fígado e outras vísceras; carnes de frango e peixe; frutos do mar, como ostras e mexilhões.
  • Fontes vegetais: feijões (preto, carioca e outras variedades), lentilha, grão-de-bico, soja, tofu, espinafre, rúcula, agrião, couve, beterraba, flocos de aveia e castanha-do-pará.
  • Frutas e outros alimentos que contribuem: açaí, uva-passa, ameixa seca, figo em calda, abacate e cacau em pó.

Como combinar alimentos para melhorar a absorção do ferro

Para que o ferro de origem vegetal seja melhor aproveitado, a presença de vitamina C na mesma refeição faz diferença. Frutas como laranja, limão, tangerina, maracujá, caju e abacaxi podem ser consumidas em forma de sucos naturais, saladas de frutas ou utilizadas como tempero de saladas e pratos salgados. Assim, um prato com feijão, verduras verde-escuras e um copo de suco de laranja ou limonada, por exemplo, se torna uma combinação favorável para quem precisa reforçar o ferro.

Alguns alimentos industrializados também são enriquecidos com ferro (como certos cereais matinais, farinhas e fórmulas infantis). Eles podem ser úteis em situações específicas, sempre com orientação profissional, para complementar a dieta quando não é possível atingir a oferta adequada apenas com alimentos in natura.

Que hábitos podem prejudicar a absorção de ferro?

Ao mesmo tempo em que alguns alimentos ajudam, outros podem reduzir o aproveitamento do ferro ingerido. Essa interferência acontece principalmente quando determinados itens são consumidos junto às refeições mais ricas em ferro.

  • Laticínios em grandes quantidades: leite, queijos e iogurtes, se ingeridos no almoço e no jantar, podem competir com o ferro na absorção. Muitas vezes, é mais adequado concentrar esses alimentos em lanches intermediários.
  • Café e chás escuros: café, chá-preto e chá-mate contêm substâncias que dificultam o aproveitamento do ferro, especialmente quando consumidos logo após as refeições principais.
  • Bebidas alcoólicas e chocolate em excesso: além de outros efeitos no organismo, também podem atrapalhar a absorção do ferro quando consumidos com frequência e em grande quantidade nos horários das refeições.

Uma forma simples de organizar o dia a dia é priorizar alimentos ricos em ferro associados a frutas cítricas no almoço e no jantar, deixando o café, os chás e o leite para horários mais afastados. Quando há uso de suplemento de ferro, a orientação profissional sobre melhor horário de tomada também é importante, para que o medicamento não concorra com outros nutrientes.

Quais grupos têm maior risco de anemia por falta de ferro?

Alguns períodos da vida exigem atenção reforçada à ingestão de ferro. Na infância, o crescimento rápido aumenta a demanda por esse mineral. O leite materno, quando disponível, é recomendado como única fonte de alimento nos primeiros meses, desde que a saúde da mãe e da criança esteja adequada. A partir da introdução alimentar, é importante que o cardápio inclua grãos, carnes e hortaliças orientados pelo pediatra.

Na adolescência, principalmente em meninas com fluxo menstrual intenso, a perda de sangue mensal pode facilitar a instalação de anemia ferropriva se a dieta não suprir a necessidade de ferro. Já durante a gravidez, o organismo precisa de mais ferro para a formação da placenta, do feto e para o aumento do volume de sangue da gestante. Por isso, o acompanhamento pré-natal costuma incluir exames de sangue regulares e, em muitos casos, prescrição de suplementação de ferro e ácido fólico.

Entre pessoas idosas, a presença de anemia merece investigação detalhada. Além de alimentação nem sempre adequada, podem existir doenças crônicas, inflamações, problemas renais ou alterações intestinais que causam queda de hemoglobina com ou sem deficiência de ferro. Sinais como cansaço desproporcional, palidez, perda de apetite e menor interesse por atividades habituais costumam ser motivo para avaliação médica, com o objetivo de esclarecer o tipo de anemia e propor o tratamento mais adequado.

Pessoas que seguem dietas muito restritivas, cirurgias bariátricas prévias, vegetarianos e veganos sem planejamento nutricional adequado, bem como atletas de alta performance, também podem ter risco aumentado de deficiência de ferro, exigindo acompanhamento periódico de exames e ajustes específicos na alimentação e, se necessário, na suplementação.

Como organizar a rotina para prevenir anemia por falta de ferro?

Algumas medidas práticas ajudam a reduzir o risco de déficit de ferro ao longo da vida e podem complementar o acompanhamento profissional:

  1. Incluir fontes de ferro em pelo menos duas refeições diárias, alternando carnes, leguminosas e verduras verde-escuras.
  2. Associar essas refeições a frutas ricas em vitamina C ou sucos naturais cítricos.
  3. Evitar café, chá-preto, mate, bebidas alcoólicas e grandes quantidades de leite ou queijo imediatamente após o almoço e o jantar.
  4. Observar sintomas como cansaço prolongado, tontura frequente, falta de ar aos esforços, palpitações e palidez, buscando orientação profissional quando eles persistirem.
  5. Em fases de maior demanda de ferro — como crescimento rápido, gestação, amamentação e envelhecimento — seguir as recomendações de exames e, quando necessário, de suplementação orientada.

Com essa combinação de alimentação adequada, monitoramento de sintomas e avaliação periódica, a anemia por falta de ferro tende a ser detectada mais cedo e manejada de forma eficaz, favorecendo o bom funcionamento do organismo nas diferentes fases da vida.

FAQ – Perguntas frequentes sobre anemia por falta de ferro

1. Quanto tempo leva para a anemia por falta de ferro melhorar após iniciar o tratamento?
Na maioria dos casos, a pessoa começa a perceber melhora do cansaço e da disposição entre 2 e 4 semanas após o início da reposição de ferro. No entanto, a normalização completa da hemoglobina costuma levar de 2 a 3 meses, e a reposição dos estoques de ferro pode exigir tratamento por 3 a 6 meses, conforme orientação médica.

2. É perigoso tomar suplemento de ferro por conta própria?
Sim. O excesso de ferro pode causar efeitos adversos importantes, como dor abdominal intensa, vômitos, constipação, escurecimento das fezes e, em casos extremos, intoxicação. Além disso, tomar ferro sem necessidade pode mascarar doenças que precisam ser investigadas, como sangramentos internos. Por isso, a suplementação deve ser feita apenas com indicação profissional.

3. Anemia por falta de ferro causa queda de cabelo e unhas fracas?
Pode causar, sim. A deficiência de ferro está associada a queda de cabelo difusa, cabelos mais finos e unhas frágeis ou quebradiças. Esses sinais não aparecem em todas as pessoas, mas, quando associados a cansaço e palidez, podem reforçar a suspeita de anemia ferropriva e motivar a investigação laboratorial.

4. Quem é vegetariano ou vegano consegue prevenir anemia apenas com alimentação?
É possível, desde que a dieta seja bem planejada, com inclusão regular de leguminosas (feijões, lentilha, grão-de-bico, soja), verduras verde-escuras, sementes, castanhas e alimentos enriquecidos com ferro, além da combinação com fontes de vitamina C. Em alguns casos, o profissional de saúde pode indicar exames periódicos e, se necessário, suplementação direcionada.

5. Anemia por falta de ferro sempre exige transfusão de sangue?
Não. A maioria dos casos é tratada apenas com suplementos de ferro e ajuste alimentar. Transfusão de sangue é reservada para situações específicas, como anemia muito grave, sintomas intensos (falta de ar importante, dor no peito, risco cardiovascular) ou quando há necessidade de correção rápida, sempre sob decisão médica individualizada.

Tags: anemiabem-estarsaúde
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