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Ressaca: a culpa é da mistura de bebidas ou da quantidade?

Por Lara
13/02/2026
Em Bem-estar
Créditos: depositphotos.com / Elnur_

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Em períodos de festas prolongadas, como o Carnaval, é comum que as pessoas consumam diferentes tipos de bebidas alcoólicas ao longo do dia. Entre um bloco de rua e outro, muita gente alterna entre cerveja, destilados e coquetéis coloridos. Nessa rotina de comemorações, surge sempre a mesma dúvida: misturar bebidas dá mais ressaca ou a verdadeira responsabilidade está em outros fatores ligados ao álcool?

A discussão sobre a famosa ressaca envolve não apenas o que é servido no copo, mas também a forma como o organismo lida com o etanol. Especialistas em metabolismo explicam que o corpo tem um limite para processar o álcool por hora, e quando esse limite é ultrapassado, começam a aparecer sintomas como dor de cabeça, enjoo, fadiga e mal-estar geral. Assim, entender o que realmente causa esses desconfortos pode ajudar a planejar melhor o consumo durante as festas.

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Misturar bebidas dá mais ressaca ou é mito?

A crença de que misturar cerveja, vinho, destilados e drinks é o principal motivo de uma ressaca intensa é bastante difundida. No entanto, a literatura científica aponta que a quantidade total de álcool ingerida tem impacto muito maior do que o simples ato de combinar rótulos diferentes. A molécula de etanol é essencialmente a mesma em qualquer bebida alcoólica, seja um chope leve ou um coquetel sofisticado.

O que costuma acontecer em festas longas é que a pessoa, ao variar entre diferentes bebidas, perde a noção da dose ingerida. Ao alternar entre caipirinhas fortes, cervejas long neck e shots, a soma de etanol consumido aumenta rapidamente. Além disso, bebidas com graduações alcoólicas muito distintas podem favorecer tragos maiores e mais rápidos, acelerando a chegada do álcool à corrente sanguínea. Nesses cenários, a sensação de ressaca intensa no dia seguinte está mais ligada ao excesso do que à mistura em si.

Quais bebidas tendem a causar ressaca mais intensa?

Embora misturar bebidas alcoólicas não seja, isoladamente, o fator decisivo, alguns tipos de álcool estão mais associados a ressacas fortes por causa dos congêneres. Esses compostos são subprodutos naturais da fermentação e da destilação e variam bastante entre diferentes bebidas. Em geral, bebidas escuras concentram mais congêneres do que bebidas claras.

Entre os exemplos com maior teor de congêneres estão uísque, conhaque, rum escuro e vinho tinto. Já vodca, gin e alguns runs claros costumam ter níveis significativamente menores. Estudos indicam que esses subprodutos podem intensificar dor de cabeça, enjoo e sensação de cansaço, mesmo quando a quantidade de etanol é semelhante. Ainda assim, o fator predominante permanece sendo o volume total de álcool consumido e a velocidade com que ele é ingerido.

A percepção de que bebidas mais baratas causam ressaca pior também aparece com frequência. Produtos com processos de purificação menos rigorosos tendem a apresentar mais impurezas e congêneres, o que pode agravar discretamente o mal-estar. No entanto, especialistas ressaltam que a diferença entre uma marca e outra não supera o efeito da dose. Em outras palavras, beber muito de uma bebida “premium” continua sendo um forte candidato a gerar sintomas intensos no dia seguinte.

Beber água evita sofrer no dia seguinte? O que realmente ajuda?

Outro ponto recorrente nas conversas de bar é a ideia de que beber água entre os drinks “anula” a ressaca. A hidratação adequada não impede todos os efeitos do álcool, mas pode amenizar alguns sintomas importantes. O etanol tem ação diurética, favorecendo a perda de líquidos e eletrólitos, o que contribui para boca seca, tontura e dor de cabeça. Ingerir água ao longo da festa ajuda a compensar essa perda.

Além disso, alternar um copo de bebida alcoólica com um copo de água reduz o ritmo de ingestão de álcool. Com isso, o organismo ganha mais tempo para metabolizar o etanol, o que tende a diminuir a intensidade da ressaca. No entanto, mesmo com boa hidratação, continuam presentes outros mecanismos envolvidos, como os efeitos do acetaldeído (metabólito tóxico do álcool) e alterações no metabolismo da glicose.

Como diminuir o risco de ressaca após o Carnaval?

Algumas estratégias simples podem colaborar para reduzir os sintomas no dia seguinte, especialmente em festas prolongadas:

  • Alimentar-se antes de começar a beber, dando preferência a refeições com carboidratos, proteínas e gorduras.
  • Evitar longos períodos em jejum durante a festa, fazendo pequenos lanches entre um bloco e outro.
  • Controlar o ritmo, espaçando os drinks e dando preferência a goles menores.
  • Alternar bebidas alcoólicas com água ou outras bebidas não alcoólicas.
  • Observar o teor alcoólico nas garrafas e latas, especialmente em destilados e coquetéis mais fortes.

Para quem deseja uma espécie de “roteiro” prático para minimizar a ressaca, algumas etapas podem ser seguidas:

  1. Fazer uma refeição completa antes da festa.
  2. Definir um limite aproximado de doses e evitar ultrapassá-lo.
  3. Intercalar água ou refrigerante sem álcool entre os drinks.
  4. Preferir bebidas de menor graduação alcoólica ao longo do dia.
  5. Encerrar o consumo de álcool algumas horas antes de dormir.

Assim, ao invés de focar apenas na mistura de cerveja, caipirinha e outros drinks, torna-se mais útil observar o total de álcool ingerido, o tempo de consumo e os cuidados com alimentação e hidratação. Esse conjunto de fatores tem peso decisivo na intensidade da ressaca, principalmente em épocas de festas prolongadas como o Carnaval de 2025.

FAQ sobre consumo de bebida alcoólica

1. Existe uma quantidade “segura” de álcool para todo mundo?

Em suma, não existe um limite único que seja totalmente seguro para todas as pessoas, pois fatores como peso, idade, sexo, genética, uso de medicamentos e estado de saúde interferem muito. Entretanto, diretrizes de saúde pública costumam sugerir faixas de “baixo risco” (como 1 a 2 doses padrão em dias de consumo, com dias de abstinência na semana). Portanto, essas recomendações servem mais como referência geral do que como garantia de segurança absoluta.

2. Por que algumas pessoas ficam bêbadas mais rápido do que outras?

Variações individuais no metabolismo do álcool, na proporção de água corporal, na massa magra e em enzimas como a álcool desidrogenase explicam boa parte dessa diferença. Mulheres e pessoas com menor peso, por exemplo, tendem a atingir concentrações sanguíneas mais altas com a mesma dose. Então, enquanto alguns metabolizam o etanol mais rapidamente, outros se intoxicam com menor quantidade, o que exige atenção redobrada ao próprio limite.

3. Tomar café ou banho frio ajuda a “curar” a embriaguez?

Café forte, banho frio ou exercícios não aceleram de forma significativa a eliminação do álcool pelo fígado. Eles podem até deixar a pessoa momentaneamente mais alerta, mas o nível de álcool no sangue continua praticamente o mesmo. Portanto, a única medida realmente eficaz para “passar o efeito” é o tempo necessário para o organismo metabolizar o etanol; entretanto, isso costuma levar várias horas.

4. Posso tomar remédios para dormir após beber álcool?

Misturar álcool com medicamentos que deprimem o sistema nervoso central (como certos remédios para dormir, ansiolíticos e alguns analgésicos) é arriscado. Essa combinação pode potencializar sonolência, reduzir a respiração e aumentar o risco de efeitos adversos graves. Portanto, é recomendável evitar essa associação; se o uso do medicamento for contínuo, então é fundamental conversar com um profissional de saúde sobre o consumo de álcool.

5. Beber todos os dias em pequenas quantidades faz mal à saúde?

O consumo diário, mesmo que aparentemente “moderado”, está associado a riscos cumulativos, como maior chance de hipertensão, doenças hepáticas e alguns tipos de câncer. Entretanto, esses riscos variam de acordo com a quantidade, o padrão de consumo e o perfil individual. Portanto, manter dias da semana totalmente sem álcool e evitar transformar a bebida em hábito diário são práticas mais seguras; então, quem já tem doenças crônicas deve discutir o tema com seu médico.

6. Álcool interfere em atividades físicas e ganho de massa muscular?

O álcool pode atrapalhar a recuperação muscular, prejudicar a qualidade do sono e alterar o equilíbrio hormonal, impactando desempenho e ganho de massa. Entretanto, o efeito é proporcional à dose e à frequência: grandes quantidades, especialmente logo após o treino, tendem a ser mais prejudiciais. Portanto, para quem treina com frequência e busca resultados, é prudente limitar o consumo e evitar episódios de exagero; então, priorizar hidratação e alimentação adequada faz bastante diferença.

7. É verdade que o álcool prejudica o sono, mesmo dando sono na hora?

O álcool pode até facilitar o início do sono, mas piora a sua qualidade, fragmentando as fases mais profundas e o sono REM. Isso faz com que a pessoa acorde mais cansada, mesmo tendo dormido muitas horas. Portanto, usar bebida alcoólica como “indutor” de sono não é uma boa estratégia a longo prazo; então, é melhor encerrar o consumo algumas horas antes de deitar.

8. Qual é o risco de dirigir após “poucos” drinks?

Mesmo pequenas quantidades de álcool já podem reduzir reflexos, atenção e capacidade de julgamento. Entretanto, muitas pessoas subestimam esse efeito e superestimam sua própria habilidade ao volante. Portanto, a recomendação mais segura é não dirigir após beber, independentemente da quantidade; então, planejar carona, transporte por aplicativo ou transporte público é sempre a alternativa mais responsável.

9. Misturar álcool com energéticos é perigoso?

Em suma, sim, essa combinação pode ser problemática porque o energético mascara a sensação de embriaguez, fazendo a pessoa se sentir mais desperta do que realmente está. Entretanto, o álcool continua afetando coordenação e julgamento. Portanto, quem consome essa mistura tende a beber mais do que o pretendido e a se expor a comportamentos de risco; então, é importante ter consciência de que a “animação extra” não significa menor nível de intoxicação.

10. Jovens e adolescentes são mais vulneráveis aos efeitos do álcool?

Em suma, sim, porque o cérebro ainda está em desenvolvimento, e a exposição precoce ao álcool pode afetar memória, tomada de decisão e aumentar a chance de dependência no futuro. Entretanto, essa vulnerabilidade muitas vezes é subestimada em contextos de festa e socialização. Portanto, atrasar o início do consumo e orientar claramente sobre os riscos é fundamental; então, famílias, escolas e a própria rede de amigos têm papel importante nessa conscientização.

Tags: bebidas alcoólicasbem-estarconsumo de bebidas alcoólicasmisturar bebidasressaca
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