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Mutismo seletivo: o transtorno ligado à ansiedade infantil

Por Lara
15/02/2026
Em Bem-estar
Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

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O mutismo seletivo pode se tornar mais evidente no início do ano letivo, período geralmente associado a encontros, novidades e adaptação à rotina escolar. Para parte das crianças, porém, essa fase é marcada por um silêncio que chama a atenção e, muitas vezes, é mal compreendido. Em vez de choro, birras ou recusa explícita em entrar na sala, o que aparece é a dificuldade de falar em certos ambientes, especialmente na escola.

Trata-se de um transtorno de ansiedade ainda pouco conhecido. Em muitos casos, a criança fala normalmente em casa, mas permanece calada diante de professores e colegas. Essa diferença de comportamento gera dúvidas em familiares e educadores, que podem interpretar a atitude como timidez acentuada, desinteresse ou oposição, o que acaba afastando ainda mais a criança.

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O que é mutismo seletivo e por que é considerado um transtorno de ansiedade?

O mutismo seletivo é um transtorno de ansiedade caracterizado pela incapacidade persistente de falar em determinadas situações sociais, apesar de a criança ter pleno domínio da linguagem oral. Em geral, a criança conversa com fluidez em ambientes em que se sente segura, como em casa, com familiares próximos, mas bloqueia a fala em contextos que geram alta ansiedade, como escola, festas ou consultas médicas.

Esse quadro está ligado principalmente à ansiedade social. O problema não é falta de vontade de falar nem desobediência. O que ocorre é um bloqueio involuntário, em que o corpo reage à ansiedade com imobilidade, tensão muscular, alterações na respiração e silêncio. Assim, a criança até pensa no que quer dizer, mas a fala não se concretiza. Por isso, considerar o mutismo seletivo como simples timidez pode atrasar o diagnóstico e a busca por ajuda especializada.

Em muitos casos, o transtorno começa a se manifestar por volta dos 3 anos, mas torna-se mais visível quando a criança passa a frequentar a escola ou outros ambientes sociais estruturados. A falta de informação sobre mutismo seletivo contribui para que o problema seja subdiagnosticado, o que favorece a manutenção da ansiedade ao longo do tempo.

Mutismo seletivo na escola: quais sinais merecem atenção?

O ambiente escolar é um dos principais cenários em que o mutismo seletivo se revela. Professores costumam notar que a criança entende os comandos, realiza as atividades, mas evita responder oralmente. Enquanto em casa ela conversa, canta e brinca, na escola pode permanecer em silêncio por meses, mesmo quando questionada diretamente.

Entre os sinais mais comuns de mutismo seletivo na escola estão:

  • Ausência de fala em sala de aula, mesmo quando solicitada;
  • Respostas por gestos, como acenar com a cabeça ou apontar, em vez de falar;
  • Expressão facial tensa ou retraída em situações de exposição social;
  • Dificuldade para pedir para ir ao banheiro, pedir ajuda ou esclarecer dúvidas;
  • Participação restrita a atividades que não exigem fala;
  • Interação limitada com colegas, principalmente em grandes grupos.

Em casos mais intensos, a criança pode evitar comer na escola, brincar em espaços muito cheios ou se movimentar de forma espontânea, com medo de chamar atenção. Essa postura pode ser interpretada como indiferença, mas, na prática, está ligada a um nível elevado de ansiedade social. Quando o mutismo seletivo não é reconhecido, é comum surgirem cobranças verbais, punições por “não responder” e comentários comparando a criança com colegas mais comunicativos.

Como lidar com o mutismo seletivo: qual o papel da família e da escola?

O manejo adequado do mutismo seletivo passa por uma atuação conjunta entre família, escola e profissionais de saúde mental. O primeiro passo é entender que a criança não está em silêncio por escolha e que forçá-la a falar tende a aumentar ainda mais a ansiedade. Em vez disso, a orientação é criar condições para que ela se sinta segura, respeitando seu ritmo.

Algumas estratégias frequentemente utilizadas no apoio à criança com mutismo seletivo incluem:

  1. Avaliação profissional: Buscar acompanhamento psicológico, e quando necessário psiquiátrico, para confirmar o diagnóstico e definir um plano terapêutico individualizado.
  2. Ambiente acolhedor na escola: Professores podem conversar com a criança em momentos mais tranquilos, sem pressionar por respostas orais, usando perguntas fechadas, gestos e recursos visuais.
  3. Exposição gradual à fala: Com orientação profissional, é possível planejar situações em que a criança possa se comunicar primeiro com pessoas de confiança, depois com pequenos grupos e, mais adiante, em contextos mais amplos.
  4. Parceria com a família: Pais e responsáveis podem relatar comportamentos em casa, registrar avanços e reforçar, de forma calma, cada pequena conquista de comunicação.
  5. Evitar rótulos: Comentários como “não fala”, “é tímido demais” ou “não responde” podem cristalizar a imagem de incapacidade e fortalecer o bloqueio.

O acompanhamento tende a ser mais efetivo quando começa cedo. Quando o mutismo seletivo se prolonga por anos sem intervenção, o impacto pode se estender para o desempenho escolar, a construção de amizades e a autoimagem, inclusive na adolescência. Ainda assim, mudanças são possíveis com apoio sistemático, informação adequada e redução de pressões desnecessárias sobre a fala.

Por que reconhecer o mutismo seletivo é tão importante hoje?

Com o aumento da atenção à saúde mental infantil nos últimos anos, temas como ansiedade e dificuldades de socialização vêm ganhando mais espaço em escolas e serviços de saúde. O mutismo seletivo, porém, ainda aparece com menor visibilidade, em parte porque é confundido com timidez intensa ou comportamento “calado”.

Identificar esse transtorno de ansiedade permite que a criança tenha acesso a estratégias terapêuticas capazes de reduzir o sofrimento silencioso do dia a dia. Além disso, a informação adequada ajuda a evitar punições indevidas, interpretações equivocadas de “falta de esforço” e expectativas incompatíveis com o estado emocional da criança. Quando família, educadores e profissionais compreendem o que é o mutismo seletivo e como ele se manifesta, tornam-se mais preparados para criar ambientes em que falar deixe de ser um fator de medo e passe a ser uma possibilidade real de expressão e convivência.

FAQ – Perguntas e respostas sobre comportamento infantil

1. Como diferenciar uma birra comum de um sinal de sofrimento emocional na criança?

Em suma, a birra faz parte do desenvolvimento e costuma ter início, meio e fim relativamente previsíveis, geralmente ligada a frustração imediata (como não ganhar um brinquedo). Quando o comportamento é muito intenso, frequente e aparece em vários contextos (casa, escola, outros ambientes), pode indicar sofrimento emocional. Entretanto, é preciso observar se há mudanças no sono, no apetite, no interesse por brincar e na interação com outras pessoas. Portanto, se as crises forem desproporcionais e persistentes, vale buscar orientação profissional. Então, o conjunto de sinais, e não um episódio isolado, é o que merece maior atenção.

2. Meu filho é muito agitado. Isso significa que ele tem algum transtorno?

Muitas crianças são naturalmente mais ativas, curiosas e precisam de mais movimento, o que pode ser compatível com seu temperamento. Agitação só se torna preocupante quando interfere de forma significativa no aprendizado, na convivência com colegas e na rotina familiar. Entretanto, um transtorno não é definido apenas por ser “agitado”, mas por um padrão persistente de desatenção, impulsividade e dificuldade de autorregulação. Portanto, antes de rotular, é importante observar em que situações a agitação ocorre, há quanto tempo e com qual intensidade. Então, se houver prejuízo claro no dia a dia, uma avaliação com profissionais de saúde pode esclarecer melhor o quadro.

3. Até que ponto a timidez em crianças é considerada normal?

É comum que algumas crianças demorem mais para se aproximar de pessoas novas ou ambientes desconhecidos; isso pode fazer parte de um traço de personalidade. A timidez é considerada dentro da normalidade quando, após um certo tempo de adaptação, a criança consegue interagir, brincar e se expressar, ainda que de maneira mais reservada. Entretanto, quando a timidez impede sistematicamente a participação em atividades, a formação de amizades e gera intenso sofrimento, é sinal de que o comportamento merece maior atenção. Portanto, observar se a criança consegue, aos poucos, se soltar em contextos seguros é fundamental. Então, o mais importante é apoiar sem forçar, oferecendo oportunidades graduais de interação.

4. É normal a criança regredir em comportamentos (como voltar a fazer xixi na cama) em momentos de mudança?

Regressões podem acontecer diante de mudanças significativas, como chegada de um irmão, separação dos pais ou mudança de escola. Nesses casos, o comportamento pode ser uma forma de a criança expressar insegurança ou necessidade de atenção. Entretanto, se a regressão se prolonga por muito tempo, se torna mais intensa ou vem acompanhada de outros sintomas (medos excessivos, tristeza marcada, isolamento), convém avaliar mais de perto. Portanto, acolher a criança, manter rotinas previsíveis e conversar sobre o que está acontecendo são atitudes que ajudam. Então, se os episódios persistirem, uma escuta especializada pode ser muito benéfica.

5. Como saber se o uso de telas (celular, tablet, TV) está afetando o comportamento do meu filho?

O uso ocasional e equilibrado de telas, com conteúdos adequados à idade, pode fazer parte da rotina sem grandes prejuízos. O alerta surge quando a criança troca atividades importantes (brincar, dormir, conviver, estudar) por tempo excessivo em frente às telas. Entretanto, mudanças no humor, irritabilidade ao desligar o aparelho e dificuldade de concentração em outras tarefas são sinais de possível impacto negativo. Portanto, estabelecer limites de tempo, regras claras e supervisão do conteúdo é fundamental. Então, observar se, com ajustes de rotina, o comportamento melhora ajuda a entender o peso das telas no dia a dia da criança.

6. Quando a resistência para ir à escola deixa de ser “manha” e passa a ser motivo de preocupação?

É esperado que algumas crianças resistam a ir à escola em fases de adaptação ou após férias longas. A tendência, porém, é que essa resistência diminua conforme ela se familiariza com o ambiente e as pessoas. Entretanto, quando a recusa é intensa, recorrente e acompanhada de queixas físicas (dor de barriga, dor de cabeça) que surgem principalmente em dias letivos, vale investigar com mais cuidado. Portanto, conversar com a escola, entender como a criança se comporta lá e explorar se há situações específicas que a deixam desconfortável é importante. Então, se a recusa se mantiver por semanas e impactar a rotina, buscar ajuda profissional é uma medida prudente.

7. Como promover a autonomia da criança sem deixar de dar limites?

Em suma, autonomia e limites não são opostos; eles se complementam no desenvolvimento saudável. A criança precisa ter espaço para escolher pequenas coisas do dia a dia (como roupas, brincadeiras, sequência de tarefas), dentro de opções adequadas oferecidas pelo adulto. Entretanto, alguns limites são inegociáveis, especialmente os que envolvem segurança, respeito e saúde. Portanto, explicar as regras de forma simples, consistente e adequada à idade ajuda a criança a entender o porquê dos limites. Então, oferecer escolhas dentro de um “campo seguro” é uma boa forma de estimular responsabilidade sem perder a proteção necessária.

8. O que fazer quando a criança apresenta muitos medos (do escuro, de dormir sozinha, de se separar dos pais)?

Certos medos fazem parte do desenvolvimento infantil e tendem a aparecer e desaparecer em diferentes fases. Ter medo do escuro ou de monstros imaginários, por exemplo, é relativamente comum. Entretanto, se o medo é muito intenso, impede a rotina (como dormir, ir à escola, ficar em outro cômodo da casa) e gera sofrimento constante, a situação merece mais atenção. Portanto, não é indicado ridicularizar ou minimizar o medo; o ideal é validar o sentimento e, aos poucos, ajudar a criança a se aproximar do que teme, de forma segura e gradual. Então, quando os medos são muito persistentes, o acompanhamento profissional pode oferecer estratégias específicas para lidar com eles.

9. Como a rotina influencia o comportamento infantil?

Uma rotina previsível traz segurança à criança, que passa a saber o que esperar ao longo do dia, o que reduz a ansiedade e facilita a cooperação. Horários relativamente fixos para dormir, acordar, alimentar-se e brincar contribuem para a regulação emocional e comportamental. Entretanto, isso não significa ter uma agenda rígida e inflexível; imprevistos e momentos de espontaneidade também são importantes. Portanto, o equilíbrio está em manter uma base estável com espaço para adaptações pontuais. Então, quando o comportamento está muito desorganizado, revisar a rotina costuma ser um bom primeiro passo.

10. Em que momento é indicado buscar ajuda profissional para questões de comportamento infantil?

Todo comportamento passa por variações ao longo do desenvolvimento, e nem toda mudança é motivo de alarme. O ponto central é observar se há prejuízo na vida da criança: dificuldades intensas na escola, problemas persistentes de relacionamento, sofrimento emocional visível ou mudanças bruscas no padrão de sono, alimentação e brincadeiras. Entretanto, a dúvida dos pais já é, muitas vezes, um sinal de que vale ao menos uma conversa com um profissional de referência (pediatra, psicólogo, educador). Portanto, não é necessário esperar que a situação piore muito para procurar orientação. Então, quanto mais cedo uma dificuldade é compreendida, maior a chance de intervenção efetiva e de alívio para a criança e para a família.

Tags: ansiedade infantilansiedade socialbem-estarCriançasmutismo seletivo
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