Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Ciência

Açúcar e cérebro: por que o desejo por doce é tão intenso

Por Lara
16/02/2026
Em Ciência
Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

O desejo intenso por doce faz parte do cotidiano de muitas pessoas, mas, na prática, está muito mais ligado ao funcionamento do organismo do que a simples falta de força de vontade. Estudos em nutrição e neurociência indicam que essa busca constante por alimentos açucarados envolve hormônios, qualidade do sono, rotina alimentar e até fatores emocionais. Entender essas engrenagens internas ajuda a identificar o que está por trás da famosa vontade de comer um docinho depois das refeições ou no fim da tarde.

O corpo humano foi programado para buscar fontes rápidas de energia, e o açúcar cumpre esse papel com eficiência. Por isso, quando ocorrem oscilações na glicemia ou períodos prolongados sem alimentação adequada, o cérebro tende a direcionar a atenção para alimentos doces. Em 2025, com a oferta abundante de produtos ultraprocessados e bebidas açucaradas, esse mecanismo natural acaba sendo constantemente ativado, o que contribui para um consumo maior de açúcar do que o necessário.

Leia Também

Do cérebro ao estômago: saiba como a ressaca afeta o organismo Créditos:

Do cérebro ao estômago: saiba como a ressaca afeta o organismo

12/02/2026

Pesquisa identifica efeito inesperado da meditação sobre o cérebro

10/02/2026
Este ingrediente diminui a vontade de comer doces na hora; saiba qual

Este ingrediente diminui a vontade de comer doces na hora; saiba qual

05/02/2026
Saiba como a inteligência artificial facilita o diagnóstico de doenças raras

Saiba como a inteligência artificial facilita o diagnóstico de doenças raras

03/02/2026

O que faz o corpo pedir tanto açúcar?

Quando há ingestão frequente de carboidratos simples, como refrigerantes, doces, pães brancos e biscoitos, o nível de açúcar no sangue sobe rápido e cai na mesma velocidade. Essa queda gera uma sensação de cansaço, irritação e fome repentina, levando o organismo a solicitar mais fontes energéticas de absorção rápida. Forma-se, assim, um ciclo de fome e satisfação curta, seguido por nova vontade de comer açúcar.

Hormônios como insulina, leptina e grelina também participam desse processo. A insulina atua retirando a glicose da corrente sanguínea, enquanto a leptina e a grelina regulam saciedade e fome. Quando há desequilíbrio nesses hormônios, o sinal de saciedade pode não ser percebido de forma adequada, favorecendo o consumo repetido de alimentos açucarados. Em alguns casos, o desejo exagerado por doces pode ainda indicar alimentação pobre em proteínas, fibras e gorduras boas, nutrientes que prolongam a sensação de saciedade.

Como a rotina de sono e estresse influencia o desejo por doce?

O estilo de vida tem papel importante na forma como o corpo pede açúcar. Noites curtas ou de má qualidade alteram áreas cerebrais ligadas à recompensa, aumentando a procura por alimentos altamente palatáveis, especialmente doces. Pesquisas recentes mostram que, após noites mal dormidas, há maior atividade em regiões do cérebro associadas à busca por prazer rápido e menor controle das escolhas alimentares. Assim, a pessoa tende a recorrer a chocolates, biscoitos e sobremesas como forma rápida de obter energia e sensação de bem-estar.

O estresse crônico é outro ponto relevante. Situações prolongadas de tensão aumentam a liberação de cortisol, hormônio que pode estimular o apetite, em especial por alimentos ricos em açúcar e gordura. Nesses casos, o doce cumpre um papel de compensação emocional, funcionando como um “atalho” para gerar alívio momentâneo. Essa combinação de cansaço, tensão e busca de recompensa cria um ambiente favorável para que o organismo peça açúcar com mais frequência.

  • Noites curtas aumentam a vontade de comer doces.
  • Estresse prolongado pode intensificar o apetite por açúcar.
  • Rotina desorganizada de refeições favorece beliscos açucarados.

Desejo por doce: como reduzir de forma prática no dia a dia?

Para diminuir a vontade constante de doces, especialistas em nutrição recomendam ajustar a composição das refeições. Em vez de consumir carboidratos isolados, a orientação é combiná-los com proteínas, fibras e gorduras boas. Um lanche que misture fruta com oleaginosas ou iogurte natural com aveia, por exemplo, tende a manter a glicemia mais estável, evitando picos e quedas bruscas que alimentam o desejo por açúcar. Assim, o organismo passa a receber energia de forma mais constante, reduzindo impulsos por guloseimas.

Outra estratégia envolve organizar horários de alimentação para evitar longos períodos em jejum, que podem levar ao exagero em doces na próxima refeição. Manter o corpo hidratado também é relevante, já que a sensação de sede, em alguns casos, é confundida com fome. Além disso, recomenda-se atenção ao uso frequente de adoçantes artificiais: embora reduzam o consumo de açúcar, podem manter o paladar acostumado ao sabor muito doce, dificultando a adaptação a sabores mais naturais.

  1. Incluir proteínas magras (ovos, queijos magros, leguminosas) nas principais refeições.
  2. Aumentar o consumo de fibras, como frutas com casca, verduras, legumes e grãos integrais.
  3. Fracionar a alimentação ao longo do dia para evitar grandes intervalos em jejum.
  4. Reduzir gradualmente o açúcar adicionado a bebidas e preparações.
  5. Rever o uso contínuo de adoçantes, buscando diminuir a dependência do sabor doce.

Quando a vontade de doce pode ser um sinal de alerta?

Embora o desejo por açúcar seja comum em diversas situações do cotidiano, em alguns casos ele pode indicar que algo não está bem no organismo ou na saúde emocional. Fome constante, sede excessiva, perda de peso sem explicação, cansaço intenso e necessidade frequente de ingerir doces podem estar relacionados a alterações metabólicas, como o diabetes, e exigem avaliação profissional. Da mesma forma, episódios recorrentes de comer grandes quantidades de açúcar de forma compulsiva podem apontar para questões emocionais ou transtornos alimentares.

A observação do próprio comportamento alimentar, associada à busca de orientação com profissionais de saúde, ajuda a entender se a vontade de doce é apenas resultado de hábitos diários ou se revela um quadro que merece investigação mais detalhada. Ao organizar a rotina de sono, alimentação e manejo de estresse, muitas pessoas relatam redução gradual do desejo constante por açúcar, sinal de que o corpo responde a uma rotina mais equilibrada.

FAQ sobre o consumo de açúcar

1. Açúcares de frutas e de doces são a mesma coisa para o organismo?
Quimicamente o corpo reconhece moléculas de glicose e frutose da mesma forma, vindo tanto de uma fruta quanto de um doce. Entretanto, o açúcar presente nas frutas vem acompanhado de fibras, água, vitaminas e minerais, o que desacelera a absorção e melhora a resposta glicêmica. Portanto, comer uma fruta inteira tende a impactar menos a glicemia e a saciedade do que ingerir o mesmo açúcar em forma de refrigerante ou sobremesa. Então, a fonte do açúcar faz diferença prática para a saúde.

2. Existe um “limite seguro” de açúcar por dia para adultos?
Organizações de saúde sugerem que o açúcar adicionado represente menos de 10% das calorias diárias, com benefício extra se ficar abaixo de 5%. Entretanto, esse valor varia conforme idade, nível de atividade física e presença de doenças como diabetes. Portanto, é útil ler rótulos e somar o açúcar de bebidas, doces, molhos e produtos industrializados. Então, ajustar esse consumo com um profissional pode ajudar a definir um limite mais individualizado.

3. Beber refrigerante “apenas nos fins de semana” faz muita diferença?
Em suma, reduzir a frequência de refrigerantes já é um passo positivo. Entretanto, mesmo o consumo restrito a fins de semana pode acumular grande quantidade de açúcar, especialmente se forem várias latas ou acompanhadas de outras guloseimas. Portanto, vale considerar alternativas como água com gás e frutas, chás gelados sem açúcar ou versões caseiras menos doces. Então, quanto menor a frequência e o volume, menor o impacto metabólico a longo prazo.

4. O açúcar mascavo, demerara ou orgânico é realmente mais saudável?
Esses tipos de açúcar passam por menos refino e mantêm traços de minerais, mas em quantidades muito pequenas. Entretanto, do ponto de vista calórico e de efeito na glicemia, eles se comportam de modo bastante semelhante ao açúcar branco. Portanto, não devem ser encarados como “liberados” ou totalmente saudáveis. Então, o foco continua sendo na moderação da quantidade total, não apenas na troca de tipo.

5. Atividade física ajuda a controlar o consumo de açúcar?
Praticar exercícios melhora a sensibilidade à insulina e o equilíbrio energético, o que pode reduzir oscilações bruscas de glicose. Entretanto, treinos muito intensos sem alimentação adequada podem aumentar a vontade de comer doces logo depois. Portanto, combinar atividade física regular com refeições bem planejadas é a melhor estratégia. Então, o exercício funciona como aliado no controle do apetite e da vontade de açúcar, desde que acompanhado de uma nutrição equilibrada.

6. Crianças podem consumir açúcar ou o ideal é zerar completamente?
Em suma, quanto menor a exposição precoce ao açúcar, melhor para o desenvolvimento do paladar e para a prevenção de problemas futuros. Entretanto, na prática social, é difícil eliminar totalmente o açúcar da rotina infantil. Portanto, recomenda-se evitar açúcar adicionado nos primeiros anos e, depois, ofertar doces em pequenas quantidades, de forma não diária e sem usar o doce como recompensa. Então, educação alimentar e exemplo da família são fundamentais para que a criança não dependa do sabor excessivamente doce.

7. Ficar alguns dias sem açúcar pode causar sintomas de abstinência?
Algumas pessoas relatam dor de cabeça, irritabilidade e mais vontade de comer doce ao reduzir bruscamente o açúcar. Entretanto, esses sintomas costumam ser transitórios e diminuem à medida que o corpo se adapta a níveis menores de açúcar e a uma alimentação mais equilibrada. Portanto, para muitos, reduzir gradualmente é mais confortável do que cortar de uma vez. Então, planejar substituições inteligentes e manter boa hidratação pode facilitar essa fase de adaptação.

8. Como os rótulos podem “esconder” o açúcar nos alimentos?
O açúcar pode aparecer na lista de ingredientes com vários nomes: sacarose, xarope de milho, glucose, frutose, maltodextrina, entre outros. Entretanto, ele nem sempre vem destacado como “açúcar” de forma clara, o que confunde o consumidor. Portanto, ler a lista de ingredientes e observar a tabela de carboidratos e açúcares é essencial. Então, quanto mais alto o açúcar (ou sinônimos) aparece na lista, maior tende a ser a quantidade presente naquele alimento.

Tags: açúcarCérebroCiênciacomer docedesejo por docedoce
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Vício em açúcar: estratégias práticas para reduzir o consumo sem sofrimento

16/02/2026

Açúcar e cérebro: por que o desejo por doce é tão intenso

16/02/2026

Chuveiro elétrico precisa de limpeza? Veja como fazer e evitar problemas

16/02/2026
Terça de Carnaval: saiba em que estados do Brasil será ponto facultativo

Terça de Carnaval é feriado? Saiba se trabalhadores têm direto a descanso

16/02/2026
Tempo sem telas: dicas para reduzir o uso do celular e melhorar a saúde mental

Tempo sem telas: dicas para reduzir o uso do celular e melhorar a saúde mental

16/02/2026
Aprenda a escolher o edredom perfeito e melhore seu sono

Aprenda a escolher o edredom perfeito e melhore seu sono

16/02/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados