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Ressaca não atinge só a cabeça: os efeitos do álcool no corpo

Por Lara
17/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / focuspocusltd

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A ressaca é conhecida principalmente pela dor de cabeça latejante, mas esse é apenas o sinal mais perceptível de que o corpo está sobrecarregado. Depois de um período de consumo excessivo de álcool, diferentes órgãos entram em ação ao mesmo tempo para lidar com as toxinas. Essa resposta envolve inflamação, perda de líquidos e alteração do funcionamento normal do organismo, o que explica por que muitas pessoas acordam com mal-estar generalizado no dia seguinte.

Especialistas em saúde apontam que a ressaca é um quadro transitório, mas que indica um desequilíbrio importante no corpo. Durante algumas horas, o organismo precisa reorganizar prioridades, concentrando-se na eliminação do álcool e de seus subprodutos. Nesse período, é comum surgirem sinais como dor de cabeça, tontura, enjoo, cansaço intenso e dificuldade de concentração, que podem afetar atividades diárias simples.

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O que é ressaca e por que a dor de cabeça é tão forte?

O álcool é metabolizado em substâncias que provocam irritação, inflamação e alterações químicas no corpo. Além disso, há perda acelerada de água e sais minerais, o que contribui diretamente para a sensação de cabeça pesada e corpo cansado.

A dor de cabeça associada à ressaca está ligada, em grande parte, à desidratação. O álcool reduz a ação de um hormônio responsável por controlar a quantidade de urina, o que leva à eliminação de mais líquido do que o necessário. Com menos água circulando, o volume de sangue e o equilíbrio dos eletrólitos se alteram, afetando o cérebro e os vasos sanguíneos. Isso favorece o surgimento de dor pulsátil, sensibilidade à luz e sensação de pressão.

Como a ressaca afeta fígado, cérebro e estômago?

O fígado é o órgão que assume a maior parte do trabalho na metabolização do álcool. Quando há consumo exagerado, ele precisa dedicar energia quase exclusiva a essa função. Outras tarefas importantes, como participação no controle da glicose e apoio à produção de energia, ficam temporariamente em segundo plano. Por isso, durante a ressaca, muitas pessoas relatam fraqueza, tremores leves e sensação de corpo sem disposição.

No cérebro, a combinação entre desidratação, alterações químicas e qualidade de sono prejudicada ajuda a explicar sintomas como irritabilidade, dificuldade de foco e sensação de “mente lenta”. Já no sistema digestivo, o álcool atua como irritante direto da mucosa do estômago, estimulando a produção de ácido. Essa agressão pode provocar náuseas, azia, queimação e vontade de vomitar, além de mal-estar abdominal em diferentes intensidades.

  • Fígado: concentra esforços na eliminação do álcool.
  • Cérebro: sofre com perda de líquidos e desequilíbrio químico.
  • Estômago: fica mais exposto à acidez e à irritação.
  • Rins: aumentam a produção de urina, favorecendo a desidratação.

Ressaca é só dor de cabeça ou um sinal de inflamação?

Do ponto de vista biológico, a ressaca é um estado de inflamação sistêmica combinado com desidratação. Durante a metabolização, o álcool é transformado em compostos mais agressivos ao organismo antes de ser totalmente eliminado. Enquanto essas substâncias circulam, o corpo passa a liberar mediadores inflamatórios, o que contribui para dor no corpo, mal-estar e sensação de cansaço profundo.

Esse processo inflamatório não atinge apenas a cabeça. Músculos, articulações, trato digestivo e até o humor podem ser afetados. Em pessoas mais sensíveis, esse quadro pode vir acompanhado de taquicardia, sudorese e sensação de ansiedade. Por isso, a ressaca é entendida por profissionais de saúde como um sinal de que houve um excesso e de que o organismo está tentando restabelecer o equilíbrio interno.

O que realmente ajuda a aliviá-la?

A recuperação após um episódio de ressaca passa por medidas simples, mas consistentes, focadas em hidratação, alimentação leve e descanso. Em vez de buscar soluções rápidas ou receitas milagrosas, a orientação mais frequente é adotar cuidados que facilitem o trabalho do fígado, dos rins e do sistema digestivo, sem adicionar mais sobrecarga ao corpo já inflamado e desidratado.

  1. Hidratar de forma gradual: ingerir água em pequenos goles ao longo do dia é uma forma de repor líquidos sem provocar desconforto gástrico. Bebidas com eletrólitos ou água de coco podem auxiliar na reposição de sais minerais perdidos.
  2. Preferir alimentos leves: frutas frescas, legumes cozidos e sopas claras tendem a ser melhor tolerados. Esses alimentos oferecem vitaminas, minerais e energia sem exigir digestão muito complexa.
  3. Evitar sobrecarga: café em excesso, novas doses de álcool ou refeições muito gordurosas podem ampliar a irritação do estômago e aumentar a desidratação.
  4. Respeitar o descanso: sono de qualidade ajuda o organismo a completar a fase de metabolização e recuperação, reduzindo gradualmente os sintomas.

Alguns cuidados simples também podem tornar o período mais tolerável, como manter o ambiente silencioso e pouco iluminado em caso de dor de cabeça intensa e evitar esforço físico pesado até que a sensação de fraqueza diminua.

Como prevenir ressaca e proteger o organismo?

Embora a ressaca costume ser vista como um problema pontual, ela também funciona como alerta para os efeitos do uso exagerado de álcool a médio e longo prazo. Estratégias de prevenção envolvem desde reduzir a quantidade ingerida até planejar melhor a forma de consumo em eventos sociais, priorizando o cuidado com o corpo.

  • Intercalar bebidas alcoólicas com água ao longo da ocasião.
  • Evitar longos períodos de estômago vazio antes de consumir álcool.
  • Observar a própria tolerância e limites individuais.
  • Buscar orientação profissional em caso de episódios frequentes de ressaca.

Ressaca, portanto, não se resume à dor de cabeça. Trata-se de um sinal de inflamação, desidratação e sobrecarga de órgãos essenciais, como fígado, rins, cérebro e estômago. Entender esse processo ajuda a reconhecer os limites do organismo e a adotar hábitos que reduzam o impacto do álcool na rotina e na saúde ao longo do tempo.

FAQ sobre consumo de bebida alcoólica

1. Beber socialmente faz mal à saúde?
Qualquer quantidade de álcool tem algum potencial de dano, mas o risco aumenta conforme a frequência e o volume consumidos. Beber socialmente em pequena quantidade pode parecer inofensivo, entretanto, em pessoas com histórico familiar de dependência, doenças do fígado, estômago ou coração, até o “social” pode ser prejudicial. Portanto, o ideal é conhecer suas condições de saúde, limitar bem as doses e ter dias da semana livres de álcool.

2. Existe uma quantidade de álcool considerada segura?
Não há um nível totalmente isento de risco, mas diretrizes de saúde pública falam em consumo “de baixo risco”. Entretanto, esses limites variam entre países, idade, sexo e presença de doenças pré-existentes. Portanto, mais importante do que contar doses é observar sinais do corpo (como ressacas frequentes, alterações de sono e humor) e, então, discutir com um profissional de saúde o que é adequado para você.

3. Misturar tipos diferentes de bebidas piora os efeitos?
O que determina o efeito no organismo é a quantidade total de álcool puro ingerido, não necessariamente o tipo de bebida. Entretanto, misturar cerveja, vinho e destilados muitas vezes leva a perder a noção da quantidade consumida, o que, então, aumenta o risco de exagero, ressaca intensa e comportamento de risco. Portanto, controlar o volume ingerido é mais importante que focar apenas na mistura em si.

4. É verdade que beber ajuda a dormir melhor?
O álcool pode dar sono e fazer a pessoa adormecer mais rápido. Entretanto, ele fragmenta o sono, reduz a qualidade das fases profundas e pode causar despertares noturnos, ronco e apneia. Portanto, o sono pode até parecer mais rápido no início, mas é menos reparador; então, muitos acordam cansados, irritados e com dificuldade de concentração no dia seguinte, mesmo sem ressaca intensa.

5. Beber só nos fins de semana pode causar problemas?
Concentrar grande quantidade de álcool em poucos dias é chamado de “uso episódico pesado” e está associado a vários riscos. Mesmo que a pessoa não beba durante a semana, entretanto, altas doses em uma única ocasião aumentam a chance de acidentes, intoxicação aguda, agressões e sobrecarga do fígado. Portanto, o padrão de consumo (beber muito de uma vez) é tão importante quanto a frequência; então, é recomendável distribuir menos e beber menos.

6. Qual a relação entre álcool e ganho de peso?
Em suma, bebidas alcoólicas são calóricas e não trazem saciedade significativa. Coquetéis, vinhos doces e cervejas, entretanto, podem ter ainda mais açúcar, elevando a ingestão calórica diária sem que a pessoa perceba. Portanto, o uso frequente de álcool está ligado ao ganho de peso e aumento de gordura abdominal; então, quem busca controlar o peso precisa incluir o álcool na conta das calorias.

7. Quem está fazendo uso de medicamentos pode beber?
A combinação álcool–medicamento pode ser perigosa, pois altera a ação de diversas drogas. Alguns remédios têm seu efeito potencializado, outros reduzido, e certos medicamentos, entretanto, podem causar reações graves quando misturados com álcool (como alguns antibióticos, antidepressivos e ansiolíticos). Portanto, a orientação é sempre verificar a bula e, então, conversar com o médico ou farmacêutico antes de beber.

8. Beber em jejum aumenta os riscos?
Em suma, sim. Sem alimento no estômago, o álcool é absorvido mais rapidamente, elevando a concentração no sangue em menor tempo. Isso leva a tontura, perda de coordenação e embriaguez mais intensa. Entretanto, comer não “anula” os efeitos do álcool; apenas desacelera a absorção. Portanto, é importante alimentar-se antes e durante o consumo, e então manter a quantidade de bebida sob controle.

9. O álcool pode afetar a saúde mental?
O álcool atua diretamente no cérebro, alterando neurotransmissores ligados ao humor, à ansiedade e ao sono. No curto prazo, pode dar sensação de relaxamento, entretanto, a médio e longo prazo está associado ao aumento de sintomas depressivos, crises de ansiedade e até risco de dependência. Portanto, quem já tem transtornos mentais deve ter atenção redobrada; então, é fundamental discutir o uso de álcool com o profissional que o acompanha.

10. Quando o consumo de álcool passa a ser considerado problemático?
O consumo se torna problemático quando começa a interferir na vida pessoal, profissional, financeira ou na saúde física e mental. Sinais de alerta incluem necessidade de beber cada vez mais, dificuldade de parar, uso para “fugir” de emoções, ressacas frequentes e conflitos com familiares ou no trabalho. Entretanto, mesmo antes desses sinais, se o álcool já causa incômodo ou preocupação, vale buscar ajuda profissional. Portanto, reconhecer o problema cedo aumenta as chances de reverter danos; então, não é preciso “chegar ao fundo do poço” para procurar orientação.

Tags: consumo de álcooldesidratação agudaDor de cabeçaefeitosressacasaúde
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