Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Saúde

Saiba o que fazer para reduzir as crises de fibromialgia

Por Lara
17/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / F01photo

Créditos: depositphotos.com / F01photo

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

A convivência com a fibromialgia costuma envolver ajustes constantes na rotina, principalmente por causa da dor difusa pelo corpo e do cansaço que não melhora totalmente com o descanso. A síndrome afeta atividades simples, como subir alguns lances de escada, manter o foco em tarefas prolongadas ou participar de compromissos sociais no fim do dia. Em muitos casos, o impacto mais evidente não está apenas na intensidade da dor, mas na frequência com que ela aparece e na forma como se associa a outros sintomas.

No Brasil, o tema passou a ganhar espaço não só nos consultórios, mas também em políticas públicas e debates sobre direitos das pessoas com condições crônicas. A partir da Lei nº 14.705, em vigor desde 2023, a fibromialgia passou a ser considerada, em determinadas situações, para o enquadramento de indivíduos como pessoas com deficiência. Essa possibilidade não depende apenas do diagnóstico no prontuário: envolve análise detalhada de funcionalidade, limitações e participação social, realizada por equipe especializada.

Leia Também

Brilho garantido: truques caseiros para limpar fogão e forno

17/02/2026

Ressaca não atinge só a cabeça: os efeitos do álcool no corpo

17/02/2026
Discalculia: transtorno dificulta aprendizagem da matemática em crianças

Discalculia: transtorno dificulta aprendizagem da matemática em crianças

17/02/2026

Chupeta além do tempo pode afetar a saúde bucal do seu bebê; entenda

16/02/2026

O que caracteriza a fibromialgia no dia a dia?

Essa condição é uma síndrome de dor crônica generalizada, que normalmente atinge músculos e regiões como pescoço, ombros, costas e membros. A dor pode ser descrita como queimação, aperto ou sensibilidade exagerada ao toque, variando em intensidade ao longo do dia. Em vez de surgir em um ponto isolado, costuma aparecer em vários locais ao mesmo tempo e por longos períodos, o que contribui para o desgaste físico e mental.

Além da dor, são comuns outros sinais associados, entre eles:

  • sensação de cansaço ao acordar, mesmo após muitas horas na cama;
  • dificuldade em manter a atenção ou lembrar de informações recentes;
  • sono agitado, com despertares frequentes ou sensação de sono leve;
  • rigidez muscular matinal, que melhora ao longo do dia;
  • maior sensibilidade a estímulos como barulho, luz intensa ou mudanças de temperatura.

Esses sintomas combinados podem influenciar a forma como a pessoa trabalha, estuda e se relaciona, contribuindo para faltas frequentes, redução do ritmo produtivo e necessidade de pausas adicionais. Em muitos casos, a maior dificuldade está em manter uma rotina estável, principalmente quando as crises são imprevisíveis.

Essa doença crônica dá direito a ser considerada deficiência?

A legislação brasileira não trata a fibromialgia, por si só, como sinônimo automático de deficiência. A Lei nº 14.705 abre a possibilidade de que pessoas com a síndrome sejam reconhecidas como pessoas com deficiência quando os sintomas provocam impedimentos de longo prazo em funções físicas, mentais ou sensoriais, gerando limitações relevantes nas atividades diárias e na participação social. Nesses casos, o diagnóstico é apenas o ponto de partida.

O reconhecimento depende de uma avaliação biopsicossocial, na qual uma equipe multiprofissional analisa diferentes aspectos, como:

  • grau de dificuldade para realizar tarefas básicas (cuidar da própria higiene, se vestir, preparar refeições simples);
  • capacidade de manter jornada de trabalho ou estudo, mesmo com adaptações;
  • necessidade de auxílio de terceiros ou uso de recursos para se locomover ou cumprir atividades habituais;
  • frequência das crises de dor e fadiga e o quanto elas restringem a participação em eventos sociais ou familiares.

Somente após esse processo, que reúne informações clínicas, funcionais e sociais, é possível definir se a pessoa se enquadra nos critérios legais de deficiência. Caso haja enquadramento, podem ser acessados benefícios como cotas em concursos, adaptações no trabalho e prioridade em determinados serviços, de acordo com cada programa ou política pública.

Como é feita a avaliação biopsicossocial na fibromialgia?

A avaliação biopsicossocial busca entender de forma integrada como a fibromialgia interfere na vida prática. O objetivo não é medir apenas o nível de dor, mas o impacto dessa dor na autonomia e nas oportunidades de participação social. Para isso, a equipe — geralmente formada por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais — utiliza entrevistas, questionários padronizados e observação de atividades.

  1. Dimensão biológica: considera o histórico da doença, intensidade e tempo de duração dos sintomas, presença de outras condições associadas e resposta aos tratamentos já tentados.
  2. Dimensão funcional: avalia o que a pessoa consegue fazer sozinha, com ajuda ou não consegue realizar, levando em conta tarefas domésticas, deslocamentos, autocuidado e desempenho profissional.
  3. Dimensão social: observa barreiras presentes no ambiente, como condições de transporte, exigências do posto de trabalho, acesso a serviços de saúde e suporte familiar.

Ao final, o relatório da equipe indica se os impedimentos funcionais são suficientes para caracterizar deficiência, nos termos da legislação. Em alguns casos, o laudo pode recomendar adaptações específicas, como alterações de jornada, pausas programadas, mobiliário mais adequado ou mudanças de função para reduzir sobrecarga física.

Quais cuidados ajudam a controlar os sintomas da fibromialgia?

Mesmo sem cura conhecida até 2025, a fibromialgia pode ter seus sintomas atenuados com combinação de tratamento médico, apoio multiprofissional e mudanças consistentes de hábitos. O objetivo não é eliminar totalmente a dor, mas reduzir a intensidade das crises, melhorar a qualidade do sono e preservar a funcionalidade.

Entre as estratégias frequentemente utilizadas estão:

  • exercícios de baixo impacto: caminhadas leves, alongamentos regulares, hidroginástica e práticas orientadas podem contribuir para mobilidade e condicionamento, desde que respeitados os limites individuais;
  • organização do sono: horário relativamente fixo para dormir e acordar, ambiente silencioso e escuro e redução de estimulantes à noite favorecem um descanso mais reparador;
  • cuidado emocional: acompanhamento psicológico, grupos de apoio e técnicas de manejo de estresse auxiliam a lidar com a sobrecarga provocada pela dor crônica;
  • alimentação balanceada: maior consumo de alimentos frescos e redução de produtos ultraprocessados, excesso de açúcar e gorduras costuma ser associado a melhor sensação de bem-estar;
  • acompanhamento regular: consultas periódicas permitem ajustar medicações, introduzir fisioterapia, terapia ocupacional ou atividades complementares, de acordo com a resposta de cada pessoa.

A combinação entre informação clara sobre a fibromialgia, acesso às formas de tratamento disponíveis e aplicação adequada da Lei nº 14.705 tende a influenciar diretamente a qualidade de vida de quem convive com a síndrome. Quando dor persistente, cansaço extremo, alterações importantes de sono ou mudanças marcantes de humor passam a interferir na rotina, a orientação é buscar avaliação profissional para definir o diagnóstico correto, discutir possibilidades de manejo e, quando indicado, analisar o enquadramento como pessoa com deficiência pelos critérios vigentes.

FAQ sobre doenças crônicas

1. Doenças crônicas sempre significam dor constante?
Nem toda doença crônica está ligada à dor constante. Algumas geram principalmente falta de ar, fadiga, alterações hormonais ou limitações de movimento. Entretanto, condições como fibromialgia, artrite reumatoide e algumas neuropatias costumam ter a dor como sintoma central. Portanto, a presença ou não de dor contínua depende do tipo de doença, da fase em que ela se encontra e da resposta individual ao tratamento.

2. É possível trabalhar normalmente tendo uma doença crônica?
Muitas pessoas com doenças crônicas conseguem trabalhar, desde que contem com ajustes de jornada, pausas programadas e atividades compatíveis com seus limites. Entretanto, em fases de piora dos sintomas ou em quadros mais graves, pode ser necessário afastamento temporário ou mudança de função. Então, o ideal é alinhar com a equipe de saúde e com o empregador quais adaptações são viáveis para manter segurança, produtividade e bem-estar.

3. Ter uma doença crônica significa que ela nunca vai melhorar?
Doença crônica não é sinônimo de piora contínua. Muitas vezes o quadro se mantém estável ou até melhora com tratamento adequado e mudanças de hábitos. Entretanto, por definição, trata-se de condições de longa duração, que exigem acompanhamento permanente, mesmo quando os sintomas parecem controlados. Portanto, o foco costuma ser controle e qualidade de vida, e não apenas a ideia de “cura” completa.

4. O estresse pode piorar sintomas de doenças crônicas como a fibromialgia?
O estresse físico ou emocional é um fator frequentemente associado à piora de sintomas em diversas doenças crônicas. No caso da fibromialgia, episódios de tensão intensa, noites mal dormidas ou sobrecarga emocional podem desencadear crises de dor e fadiga. Entretanto, isso não significa que a pessoa seja “culpada” pelo que sente; trata-se de uma interação complexa entre cérebro, sistema nervoso e corpo. Portanto, estratégias de manejo do estresse – como psicoterapia, técnicas de relaxamento e organização da rotina – tendem a ser parte importante do tratamento.

5. Pessoas com doenças crônicas podem praticar atividade física?
A prática de exercícios costuma ser recomendada na maioria das doenças crônicas, incluindo a fibromialgia, desde que adaptada e supervisionada. Atividades de baixo impacto, como caminhadas leves, hidroginástica e alongamentos, podem melhorar condicionamento, sono e humor. Entretanto, exageros, cargas muito altas ou exercícios inadequados à condição da pessoa podem agravar sintomas. Portanto, é essencial ter orientação profissional para definir tipo, intensidade e frequência das atividades.

6. Como familiares e amigos podem apoiar alguém com doença crônica?
Apoio envolve escutar sem julgamentos, acreditar no relato de dor e cansaço e oferecer ajuda prática quando possível, como em tarefas domésticas ou acompanhamentos a consultas. Entretanto, é importante evitar falas que minimizem o problema, como “é só força de vontade” ou “você parece bem”. Portanto, perguntar o que realmente ajuda, respeitar limites e incentivar o tratamento indicado pelos profissionais de saúde é uma forma concreta de cuidado.

7. Doenças crônicas sempre levam à incapacidade permanente?
Em suma, não. Muitas pessoas com doenças crônicas mantêm autonomia para trabalhar, estudar, cuidar da casa e participar da vida social, ainda que com adaptações. Entretanto, em alguns casos, a combinação de sintomas, comorbidades e barreiras do ambiente pode gerar limitações importantes. Portanto, a avaliação da capacidade funcional deve ser individualizada, considerando o quadro clínico, os recursos disponíveis e as possibilidades de adaptação.

8. Qual a diferença entre dor crônica e dor aguda em doenças crônicas?
A dor aguda surge de forma recente, geralmente ligada a um evento específico, como uma lesão ou cirurgia, e tende a melhorar em curto prazo. Já a dor crônica, comum em doenças como fibromialgia, persiste por meses ou anos, mesmo após a cicatrização de tecidos, e envolve alterações na forma como o sistema nervoso processa os estímulos. Entretanto, pessoas com dor crônica também podem ter episódios agudos sobrepostos. Portanto, entender esse padrão ajuda a definir estratégias de tratamento mais realistas e de longo prazo.

Tags: como aliviarDicasdoresfibromialgiasaúdesintomas
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brilho garantido: truques caseiros para limpar fogão e forno

17/02/2026

Saiba o que fazer para reduzir as crises de fibromialgia

17/02/2026

O que evitar comer para não ter intoxicação alimentar na praia

17/02/2026

Ressaca não atinge só a cabeça: os efeitos do álcool no corpo

17/02/2026
Discalculia: transtorno dificulta aprendizagem da matemática em crianças

Discalculia: transtorno dificulta aprendizagem da matemática em crianças

17/02/2026

Chupeta além do tempo pode afetar a saúde bucal do seu bebê; entenda

16/02/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados