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Celular para crianças: saiba os riscos e idade ideal para o primeiro

Por Larissa
18/02/2026
Em Bem-estar
Celular para crianças: saiba os riscos e idade ideal para iniciar uso

Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

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A chegada do primeiro telefone celular na vida de uma criança deixou de ser apenas um símbolo de independência. Hoje, o momento de entregar um smartphone ao filho tem sido discutido como um tema ligado à saúde mental, ao sono e ao comportamento alimentar. Estudos recentes indicam que não é só o tempo de tela que importa, mas também a idade em que o aparelho entra na rotina da criança ou do adolescente.

Idade certa para dar o primeiro celular influencia a saúde?

Pesquisas longitudinais com milhares de jovens mostram que quem recebe o celular por volta dos 12 anos tende a apresentar mais sintomas de alterações emocionais, comportamentais e na saúde mental e física. Além disso, esses estudos apontam maior dificuldade de concentração e aumento da sensação de comparação social, sobretudo em quem começa a usar redes sociais muito cedo. Entretanto, os especialistas ressaltam que a idade, por si só, não explica tudo: o contexto familiar, a supervisão e a qualidade do conteúdo também fazem grande diferença.

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Os dados sugerem que ter um smartphone aos 12 anos aumenta significativamente o risco de ganho de peso e problemas de sono, mesmo quando o uso diário não chega a ser considerado extremo. Portanto, adiar um pouco o primeiro aparelho, quando possível, tende a funcionar como um fator de proteção adicional. A mediana de entrega do primeiro aparelho costuma girar em torno dos 11 anos, e, na faixa dos 14, a grande maioria dos adolescentes já está conectada em tempo integral, o que reforça a importância de discutir limites e regras desde cedo.

Como o primeiro celular impacta o desenvolvimento infantil?

A idade em que o smartphone chega interfere em um período sensível para o cérebro, especialmente entre os 8 e 12 anos. Nessa fase, o córtex pré-frontal, região envolvida no controle de impulsos, planejamento e autorregulação, ainda está em plena maturação. Então, quando a criança recebe um fluxo contínuo de estímulos digitais, ela precisa lidar com desafios para os quais, às vezes, ainda não tem recursos emocionais suficientes. A introdução precoce do telefone celular coloca esse cérebro em formação diante de estímulos intensos e constantes, como notificações, vídeos curtos e jogos que reforçam respostas imediatas.

Especialistas descrevem o aparelho como um possível amplificador de vulnerabilidades. Crianças com tendência à ansiedade, dificuldade para dormir ou baixa autoestima podem ficar mais expostas a conteúdos que intensificam esses quadros. Portanto, o celular não cria todos os problemas, mas pode ampliá-los de maneira considerável. O mecanismo de busca rápida por recompensas – muitas vezes ligado à liberação de dopamina durante o uso de redes sociais e jogos – facilita a criação de padrões de dependência comportamental. Em suma, a criança passa a querer “só mais alguns minutos”, o que invade outros espaços da rotina. Mesmo sem ultrapassar limites extremos de tela, a simples presença do dispositivo ao alcance das mãos durante todo o dia pode competir com hábitos essenciais, como:

  • Brincadeiras físicas e esportes;
  • Interações presenciais com amigos e familiares;
  • Rotina de estudos sem interrupções constantes;
  • Horários regulares de sono.

Entre 8 e 12 anos também se consolidam costumes que tendem a se manter na adolescência: horário de dormir, preferência por atividades ao ar livre, organização do tempo livre. Portanto, essa faixa etária representa uma janela importante para formar hábitos saudáveis. Quando o smartphone entra muito cedo, ele pode reorganizar essa rotina em torno da tela, reduzindo espaço para práticas saudáveis. Entretanto, quando a família estabelece regras claras e acompanha de perto o uso, o aparelho pode ser introduzido de forma mais equilibrada, servindo também como ferramenta de aprendizagem e comunicação.

Quais limites de tempo de tela são recomendados?

  1. De 2 a 5 anos: até 1 hora por dia, sempre com supervisão próxima de um adulto.
  2. De 6 a 10 anos: entre 1 e 2 horas diárias, com definição clara de horários e tipos de conteúdo.
  3. De 11 a 18 anos: de 2 a 3 horas por dia, priorizando uso educativo e comunicação, e não apenas entretenimento.

Essas orientações não tratam o smartphone como um passo obrigatório em determinada idade, mas como uma ferramenta que demanda maturidade para ser usada com segurança. Mais importante do que seguir números rígidos é observar como a criança reage ao uso da tela: se dorme pior, se fica irritada quando precisa desligar, se abandona atividades que antes gostava. A atenção recai menos sobre a proibição total e mais sobre o contexto de uso: antes de dormir, durante as refeições, no quarto escuro ou em momentos que deveriam ser dedicados ao descanso e à interação social.

Estratégias práticas para entregar o primeiro celular com menos risco

Quando a família decide que chegou a hora do primeiro telefone celular, a forma como essa transição é feita pode reduzir parte dos riscos associados à idade precoce. Em vez de permitir uso livre desde o início, muitos especialistas defendem uma entrada gradual no ambiente digital, com regras definidas e combinadas com a criança ou o adolescente. Portanto, conversar abertamente sobre expectativas, segurança on-line e respeito às regras familiares torna-se fundamental desde o primeiro dia de uso.

Algumas medidas frequentemente sugeridas incluem:

  • Quarto livre de telas: manter o smartphone fora do quarto à noite ajuda a preservar o ritmo do sono e reduz a tentação de uso oculto.
  • Internet restrita: começar com aparelhos ou configurações que permitam forte controle parental, limitando acesso a aplicativos, sites e horários.
  • Prioridade ao presencial: estabelecer que atividades físicas, tarefas escolares e encontros presenciais venham sempre antes do entretenimento digital.
  • Definição de horários: criar faixas do dia sem celular, como durante as refeições ou em momentos de estudo concentrado.
  • Uso em locais comuns: incentivar o uso prioritário em espaços coletivos da casa, o que facilita supervisão discreta.

FAQ – Perguntas adicionais sobre o primeiro celular para crianças

1. O que observar para saber se meu filho está preparado para ter celular?
Observe se ele cumpre combinados simples, consegue desligar a TV ou o videogame sem grandes conflitos, organiza tarefas escolares com alguma autonomia e aceita bem limites de horário. Portanto, se a criança já demonstra responsabilidade em outras áreas, tende a lidar melhor com as regras do uso do smartphone.

2. Celular só para ligações e mensagens também traz riscos?
Traz menos riscos do que um smartphone totalmente liberado, entretanto ainda exige supervisão. Então, é importante acompanhar com quem a criança fala, explicar sobre privacidade, orientar sobre golpes e ensinar que não deve compartilhar fotos, dados pessoais ou senhas com desconhecidos.

3. Como diferenciar uso saudável de uso problemático?
Uso saudável não atrapalha sono, estudo, alimentação, convivência familiar nem atividade física. Portanto, sinais de alerta incluem irritação intensa ao desligar, queda nas notas, isolamento social, troca de hobbies por tempo de tela e uso escondido durante a madrugada. Nesses casos, vale rever regras e, se necessário, buscar orientação profissional.

4. O que fazer se “todos os amigos já têm celular”?
Explique, com calma, que cada família decide de acordo com seus valores e que a saúde e a segurança do seu filho vêm em primeiro lugar. Em suma, ofereça alternativas de contato, como usar o celular dos pais em situações específicas, e negocie gradualmente, mostrando que a confiança aumenta à medida que ele demonstra responsabilidade.

5. Como incluir a escola nas regras de uso do celular?
Converse com a instituição sobre políticas de uso de aparelhos em sala de aula e nos intervalos. Então, alinhe as regras de casa com as da escola, para evitar mensagens durante as aulas e reduzir distrações. Portanto, quando família e escola caminham na mesma direção, o adolescente entende que o celular tem lugar certo e hora certa para ser usado.

Tags: bem-estarCelularCriançassaúde
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