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Saiba como usar e quais os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte

Por Lucas
18/02/2026
Em Saúde
Saiba como usar e quais os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte

Créditos: depositphotos.com / tonodiaz

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A pílula do dia seguinte é um método de contracepção de emergência usado para reduzir o risco de gravidez após uma relação sexual desprotegida ou em situações de falha de outro método anticoncepcional. Trata-se de um recurso pontual, que atua principalmente atrasando ou inibindo a ovulação, e não de um comprimido destinado ao uso diário. Justamente por isso, especialistas alertam para a necessidade de informação correta, já que o uso inadequado pode diminuir a eficácia do medicamento e aumentar a ansiedade em torno da saúde reprodutiva. Em suma, entender como esse método funciona, quando utilizar e quais são seus limites faz toda a diferença para tomar decisões mais seguras.

No Brasil, a pílula do dia seguinte é amplamente conhecida, mas ainda cercada por dúvidas, mitos e medos. Muitas pessoas recorrem ao comprimido sem orientação profissional, confundem suas funções com as de um método abortivo ou fazem uso repetido em intervalos curtos de tempo. Esses equívocos acabam gerando frustração com o resultado, alterações no ciclo menstrual e insegurança em relação à própria saúde reprodutiva. Entretanto, com informação de qualidade e acompanhamento adequado, o uso desse recurso pode se tornar mais consciente, reduzindo riscos e evitando expectativas irreais.

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O que é a pílula do dia seguinte e como ela funciona?

A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência composto, em geral, por uma dose elevada de progestágeno, hormônio semelhante à progesterona produzida pelo organismo. Seu principal mecanismo de ação é impedir ou atrasar a ovulação, dificultando que o encontro entre óvulo e espermatozoide aconteça. Em alguns casos, também pode interferir no movimento dos espermatozoides e na espessura do muco cervical, reduzindo a chance de fecundação. Portanto, seu efeito se concentra antes da ocorrência de uma possível gravidez, e não depois.

A chamada “pílula anticoncepcional de emergência” não tem como função interromper uma gestação já estabelecida. Quando a fecundação ocorreu e o embrião já se implantou no útero, o comprimido deixa de ter efeito. Por isso, seu uso é indicado apenas em situações específicas, como falha de preservativo, esquecimento da pílula regular ou relação sexual sem proteção, e sempre dentro de um intervalo de tempo bem delimitado. Então, quanto mais cedo a pessoa entende esse mecanismo e o respeita, maior a chance de usar a pílula de forma eficaz e responsável.

Além disso, existem diferentes formulações de pílula do dia seguinte, geralmente contendo levonorgestrel ou ulipristal acetato. Em suma, ambas atuam para evitar ou atrasar a ovulação, porém podem ter ligeiras diferenças em relação ao prazo máximo de uso e à eficácia em determinados perfis de peso corporal. Entretanto, a escolha do tipo ideal deve ser feita com orientação profissional, levando em conta histórico de saúde, medicamentos em uso e frequência de emergências contraceptivas.

Quando a pílula do dia seguinte é indicada e qual o prazo para tomar?

A principal indicação da pílula do dia seguinte aparece em episódios de relação sexual desprotegida ou em casos de falha de método contraceptivo rotineiro. Entre as situações mais comuns, estão:

  • Rompimento ou deslizamento do preservativo;
  • Esquecimento de pílulas anticoncepcionais de uso diário em quantidade relevante;
  • Ausência de qualquer método contraceptivo durante a relação;
  • Casos de violência sexual, quando há risco de gravidez indesejada.

O tempo é um fator determinante para a eficácia da pílula de emergência. A recomendação geral é que o comprimido seja ingerido em até 72 horas após a relação sexual desprotegida, preferencialmente nas primeiras 12 a 24 horas. Quanto menor o intervalo entre o contato sexual e o uso do medicamento, maior tende a ser a proteção contra a gravidez. Portanto, não se deve “esperar para ver” se algo acontece: o ideal é agir rapidamente. Ainda assim, mesmo dentro do prazo, existe uma pequena chance de falha, o que reforça o caráter emergencial e não absoluto do método.

Em suma, alguns tipos de contracepção de emergência, como comprimidos com ulipristal, podem ser usados em até 120 horas (5 dias) após a relação, embora isso ainda não esteja amplamente disponível em todos os serviços de saúde no Brasil. Entretanto, independentemente da formulação, o princípio se mantém: agir cedo aumenta a eficácia. Então, sempre que houver dúvida sobre o risco de gravidez após a relação, vale buscar orientação em serviços de saúde para avaliar se a pílula de emergência é indicada ou se outro método, como o DIU de cobre, seria mais adequado.

A pílula do dia seguinte é abortiva?

Uma das dúvidas mais frequentes sobre a contracepção de emergência é se a pílula do dia seguinte é abortiva. De acordo com protocolos de saúde e diretrizes de sociedades médicas, a resposta é negativa. O medicamento atua antes da fecundação ou da implantação do embrião, não havendo evidência de que seja capaz de interromper uma gravidez já iniciada. Em suma, ela impede que a gestação comece, mas não finaliza uma gestação que já se instalou.

Em termos práticos, quando a ovulação já ocorreu e houve implantação do embrião no endométrio, a pílula não tem mais ação relevante. É por isso que a literatura classifica a pílula do dia seguinte como anticoncepcional de emergência, e não como método abortivo. Essa distinção é fundamental para reduzir o estigma em torno do uso do comprimido e facilitar o acesso à informação segura. Portanto, combater o mito de que a pílula “provoca aborto” ajuda a diminuir sentimentos de culpa, medo exagerado e julgamentos morais sobre quem recorre ao método em situações de risco.

Então, quando alguém já se encontra com gravidez confirmada por teste laboratorial ou de farmácia, a pílula do dia seguinte não exerce benefício e não deve ser utilizada com essa finalidade. Entretanto, diante de um atraso menstrual após o uso, é importante realizar um teste de gravidez e, se positivo, procurar acompanhamento pré-natal o quanto antes para garantir cuidado integral à gestante e ao bebê.

Quais são os efeitos colaterais e os riscos do uso repetido?

Como se trata de uma dose hormonal elevada, a pílula do dia seguinte pode causar alguns efeitos colaterais. Entre os sintomas mais relatados estão:

  • Alterações no ciclo menstrual (atrasos ou adiantamentos na menstruação);
  • Náuseas e, em alguns casos, vômitos;
  • Dor de cabeça e tontura;
  • Desconforto ou dor abdominal;
  • Sensibilidade mamária e sensação de inchaço;
  • Cansaço ou mal-estar geral;
  • Episódios de diarreia.

Quando ocorre vômito em até cerca de duas horas após a ingestão, pode ser necessária uma nova dose, sempre com orientação profissional. Outro ponto discutido por especialistas é o uso repetido em um curto período. Recorrer várias vezes à pílula de emergência no mesmo mês ou de forma frequente ao longo do ano tende a aumentar a probabilidade de falha contraceptiva e provocar maior desregulação do ciclo menstrual. Isso mostra que a pílula do dia seguinte não substitui um método contraceptivo regular, seja ele oral, injetável, implante ou dispositivo intrauterino (DIU).

Em suma, o uso repetido nem sempre causa danos permanentes, mas costuma vir acompanhado de ciclos irregulares, sangramentos inesperados e maior desconforto físico e emocional. Portanto, quando a pessoa percebe que está recorrendo à pílula de emergência várias vezes ao ano, esse padrão indica a necessidade de rever o planejamento contraceptivo com um profissional de saúde. Então, em vez de lidar com “emergências” frequentes, torna-se mais saudável e econômico investir em um método de rotina que se adapte melhor ao estilo de vida e ao perfil clínico.

Entretanto, é importante ressaltar que, em um momento de risco imediato de gravidez indesejada, usar a pílula do dia seguinte costuma ser mais seguro do que não usar nada, principalmente para quem não dispõe de outro método no curto prazo. Portanto, o objetivo não é proibir o uso, mas orientar para que ele ocorra de forma consciente, esporádica e integrada a uma estratégia mais ampla de cuidado com a saúde sexual e reprodutiva.

Quem não deve usar a pílula do dia seguinte?

A pílula de emergência não é indicada para todas as pessoas. Há situações em que o uso precisa ser avaliado com cuidado ou até evitado. Entre as principais contraindicações relatadas em guias clínicos, destacam-se:

  • Histórico de tromboembolismo ou doenças graves relacionadas à coagulação;
  • Insuficiência hepática importante;
  • Lactantes nas primeiras semanas após o parto, dependendo do tipo de hormônio empregado;
  • Pessoas em uso de determinados medicamentos, como alguns anticonvulsivantes, antirretrovirais e antibióticos específicos, que podem reduzir a eficácia hormonal;
  • Quadros de obesidade, em que alguns estudos indicam possível redução de eficácia.

Fatores comportamentais também interferem, como consumo elevado de álcool no período, que pode levar ao esquecimento da dose, atraso na ingestão ou episódios de vômito. Além disso, recomenda-se atenção a sintomas como tontura após o uso, especialmente em atividades que exigem concentração, como dirigir ou operar máquinas.

Em suma, cada organismo reage de forma única, e fatores como idade, histórico de enxaqueca com aura, doenças cardiovasculares e tabagismo em altas quantidades podem exigir avaliação mais cuidadosa. Portanto, mesmo sendo um medicamento vendido sem prescrição em muitas regiões, o ideal é que o profissional de saúde participe da escolha e oriente sobre riscos e benefícios. Então, ao frequentar consultas de rotina, vale aproveitar para esclarecer dúvidas sobre a pílula de emergência, mesmo que não exista um episódio imediato de uso.

Entretanto, em situações de emergência, especialmente em contextos de violência sexual, o acesso rápido ao contraceptivo de emergência integra o cuidado integral à vítima. Nesses casos, equipes de saúde costumam avaliar contraindicações e, se indicado, prescrever ou oferecer a pílula em conjunto com outras medidas, como profilaxia para ISTs e apoio psicológico.

A pílula do dia seguinte substitui outros métodos anticoncepcionais?

Especialistas em saúde reprodutiva reforçam que a pílula do dia seguinte não deve ser usada como método de rotina. O objetivo é oferecer uma alternativa em situações inesperadas, e não um recurso para uso frequente. Métodos contínuos, como pílulas diárias, injeções, adesivos, implantes e DIU, apresentam taxas de eficácia superiores quando utilizados corretamente.

Outro ponto essencial é que a pílula de emergência não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Nessa área, o preservativo – masculino ou feminino – continua sendo a principal estratégia de prevenção. Assim, a combinação entre um método contraceptivo regular e o uso de camisinha se mantém como uma das formas mais seguras de cuidado com a saúde sexual e reprodutiva.

Em suma, a pílula do dia seguinte atua como um “plano B”, e não como protagonista do planejamento contraceptivo. Portanto, quem mantém vida sexual ativa se beneficia ao escolher um método de rotina compatível com seus objetivos de curto e longo prazo, seja evitar completamente a gravidez, seja apenas espaçar gestações. Então, após o episódio que motivou o uso da pílula de emergência, é um bom momento para agendar uma consulta e discutir opções, como DIU, implantes ou pílulas combinadas.

Entretanto, a realidade mostra que muitas pessoas começam a se preocupar com métodos de rotina justamente depois de uma situação de susto ou de uso da pílula do dia seguinte. Embora essa experiência possa vir carregada de medo, ela também pode servir como ponto de virada para um cuidado mais planejado, autônomo e informado sobre a própria saúde sexual.

Como usar a pílula do dia seguinte de forma responsável?

O uso responsável da pílula do dia seguinte passa por informação, planejamento e acesso a serviços de saúde. De modo geral, as orientações envolvem:

  1. Reservar o uso do comprimido para situações de emergência, evitando uso mensal recorrente;
  2. Ingerir o medicamento o mais rápido possível após a relação sexual desprotegida, respeitando o limite recomendado;
  3. Observar possíveis interações com outros remédios em uso contínuo;
  4. Buscar apoio de profissionais de saúde para esclarecer dúvidas e escolher um método regular adequado ao perfil e ao histórico clínico;
  5. Manter o uso de preservativos para reduzir o risco de ISTs, mesmo quando há outro método contraceptivo em curso.

Com acesso à informação clara e acompanhamento profissional, o uso da pílula do dia seguinte tende a se alinhar melhor ao seu propósito: ser um recurso de emergência para evitar uma gravidez indesejada, sem substituir o papel dos contraceptivos de rotina e das estratégias de prevenção combinada.

Em suma, responsabilidade não significa perfeição, mas sim decisão consciente. Portanto, se uma relação sem proteção aconteceu, o passo seguinte envolve avaliar o risco, considerar a pílula de emergência dentro do prazo e, depois, refletir sobre como evitar repetir o episódio. Então, anotar dúvidas, mudanças no ciclo menstrual e reações do corpo pode ajudar muito na hora da consulta com o médico ou com o enfermeiro.

Entretanto, é fundamental lembrar que o cuidado com a saúde sexual também inclui aspectos emocionais e de relacionamento, como negociação do uso de preservativo, consentimento e respeito às escolhas reprodutivas. Portanto, conversar com parceiros, buscar atendimento psicológico quando necessário e se informar em fontes confiáveis forma, junto com a pílula do dia seguinte e outros métodos, um conjunto mais amplo de proteção e autonomia.

FAQ – Perguntas adicionais sobre a pílula do dia seguinte

1. Pílula do dia seguinte engorda?
Então, de modo geral, a pílula do dia seguinte não causa ganho de peso definitivo. Algumas pessoas relatam sensação de inchaço ou retenção de líquidos por alguns dias, mas esse efeito tende a ser temporário. Em suma, o que pode acontecer é uma oscilação momentânea, e não alteração permanente no peso corporal.

2. Posso beber álcool depois de tomar a pílula do dia seguinte?
O álcool não costuma anular diretamente o efeito do medicamento. Entretanto, o consumo excessivo pode aumentar o risco de vômitos ou de esquecer o horário de tomar o comprimido, reduzindo a eficácia. Portanto, se possível, vale moderar a ingestão de bebidas alcoólicas nas horas seguintes ao uso da pílula.

3. A pílula do dia seguinte atrasa sempre a menstruação?
Não necessariamente. Em suma, algumas pessoas percebem atraso, outras antecipação e outras nenhuma mudança significativa. O mais comum envolve variações de alguns dias para mais ou para menos. Então, se o atraso ultrapassar três semanas, recomenda-se fazer um teste de gravidez e procurar orientação profissional.

4. Posso ter relações sexuais novamente após tomar a pílula do dia seguinte?
Sim, você pode ter relações novamente, porém sem considerar que a pílula continuará protegendo novas exposições ao risco. A proteção se refere apenas ao ato sexual que motivou o uso do comprimido. Portanto, se ocorrer nova relação desprotegida, a pessoa volta a correr risco de gravidez.

5. Meninas adolescentes podem usar a pílula do dia seguinte?
Podem, sobretudo em situações de emergência. Entretanto, a adolescência é uma fase em que a educação sexual e o acompanhamento profissional se tornam ainda mais importantes. Em suma, a ideia é evitar o uso repetido e ajudar a adolescente a escolher um método de rotina seguro, aliado ao uso de preservativos.

6. A pílula do dia seguinte tem efeito imediato?
O medicamento começa a agir logo após a ingestão, principalmente sobre a ovulação. Entretanto, isso não significa proteção absoluta. Portanto, o que aumenta a eficácia é tomar o comprimido o mais cedo possível dentro do prazo recomendado, e não apenas confiar que “funcionará na hora” em qualquer momento do ciclo.

7. É normal ter um pequeno sangramento depois de usar a pílula?
Sim, pode acontecer um sangramento de escape ou um fluxo menstrual um pouco diferente do habitual. Em suma, essa alteração temporária decorre da dose hormonal elevada. Entretanto, se o sangramento vier em grande quantidade, acompanhado de dor intensa ou durar muitos dias, é importante buscar avaliação médica.

8. Preciso fazer exame antes de usar a pílula do dia seguinte?
Na maioria das vezes, não. Em situações de emergência, o uso acontece sem exames prévios. Entretanto, para quem tem doenças crônicas, usa vários medicamentos ou já teve problemas de coagulação, vale discutir o tema em consulta de rotina. Portanto, conversar antes com um profissional ajuda a esclarecer se há alguma contraindicação específica.

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