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Vigia o ex nas redes? Saiba o que a psicologia diz sobre você

Por Larissa
18/02/2026
Em Bem-estar
Vigia o ex nas redes? Saiba o que a psicologia diz sobre você

Créditos: depositphotos.com / terovesalainen

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A rotina digital faz parte do cotidiano de grande parte da população, e isso inclui o uso das redes sociais após o término de um relacionamento amoroso. Em muitos casos, a pessoa recém-separada passa a acompanhar com frequência o perfil do ex-companheiro, acreditando que esse monitoramento trará alívio ou sensação de controle. Entretanto, esse hábito costuma estar ligado à dificuldade de aceitar o rompimento e pode prolongar o sofrimento emocional, impedindo que a vida siga seu curso natural.

Vigiar o ex nas redes sociais: o que é esse comportamento?

A chamada vigilância do ex-parceiro nas redes sociais ocorre quando a pessoa observa com frequência o perfil, as publicações e as interações do ex, em diferentes plataformas. Isso pode incluir olhar fotos antigas, acompanhar quem curte ou comenta, verificar se houve nova relação amorosa e até interpretar legendas e mensagens indiretas. Esse comportamento nem sempre é planejado; muitas vezes acontece de forma automática, quase como um hábito que se repete ao longo do dia, especialmente em momentos de ansiedade, tédio ou solidão.

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Impactos emocionais da vigilância digital

Estudos ligados à ciberpsicologia indicam que essa prática se associa a níveis mais altos de angústia, saudade intensa e dificuldade de seguir em frente. Em vez de ajudar na adaptação ao fim do relacionamento, a vigilância digital tende a fortalecer o vínculo emocional com a pessoa que saiu da vida cotidiana. A mente recebe estímulos constantes que reativam memórias, expectativas e fantasias, dificultando o distanciamento necessário para a recuperação. Portanto, quando a pessoa vigia o ex, ela alimenta o apego, reforça a sensação de perda e, em muitos casos, compromete até o autocuidado, como sono, alimentação e motivação para o trabalho ou estudos. Em suma, vigiar o ex cria um ciclo de reforço emocional negativo.

Por que vigiar o ex nas redes sociais prolonga o sofrimento?

O ato de stalkear costuma acionar mecanismos de apego e de recompensa no cérebro. Após o término, o sistema de apego fica mais sensível, buscando segurança e familiaridade. Nesse cenário, ver uma foto, uma localização marcada ou uma nova postagem do ex pode oferecer um alívio momentâneo, como se a pessoa ainda fizesse parte daquele mundo. Entretanto, esse alívio é temporário e vem acompanhado de mais dúvidas, comparações e pensamentos repetitivos sobre o que poderia ter sido diferente na relação.

Interpretações distorcidas e comparação social

Outro ponto relevante é a interpretação das postagens. Em momentos de fragilidade, é comum que mensagens neutras ou fotos comuns sejam vistas de forma distorcida, alimentando pensamentos autocríticos, ciúme ou esperança de reconciliação. Cada visita ao perfil do ex-parceiro pode reforçar a sensação de rejeição ou de dependência emocional, em vez de contribuir para o crescimento pessoal e para a reorganização da vida após o rompimento. Assim, a pessoa acaba se comparando com novas amizades, possíveis novos parceiros, viagens e conquistas exibidas ali, o que mina a autoestima. Em suma, vigiar o ex nas redes sociais costuma prolongar o sofrimento porque mantém vivo um vínculo que, emocionalmente, já precisa de espaço para se transformar.

Como romper o ciclo de vigilância digital do ex?

Especialistas em comportamento digital sugerem estratégias simples e práticas para reduzir a vigilância do ex-parceiro nas redes sociais. Uma das mais citadas é criar um período de afastamento das plataformas ou, pelo menos, do perfil da pessoa que saiu do relacionamento. Esse intervalo funciona como uma espécie de “desintoxicação” emocional, oferecendo tempo para que o cérebro se acostume à ausência de estímulos ligados ao ex.

  1. Estabelecer limites claros: silenciar, deixar de seguir ou até bloquear o perfil do ex pode ser uma medida temporária para diminuir o impulso automático de checar atualizações. Ao reduzir a exposição, a pessoa se protege de gatilhos desnecessários e, aos poucos, sente menos vontade de monitorar a vida do ex.
  2. Reduzir o uso geral das redes: definir horários específicos para acessar aplicativos ajuda a diminuir a exposição a gatilhos emocionais. Criar pequenas regras, como não entrar nas redes logo ao acordar ou antes de dormir, contribui para que o foco volte gradualmente à própria rotina, ao autocuidado e aos projetos pessoais.
  3. Preencher o tempo com outras atividades: caminhadas, prática de exercícios, leitura ou contato com amigos e familiares favorecem o redirecionamento da atenção. Quanto mais diversificada a agenda emocional e social, menor a tendência de voltar às redes sociais em busca do ex como fonte de conforto ou distração.
  4. Evitar “investigações” indiretas: pedir informações sobre o ex a conhecidos ou acompanhar perfis de amigos em comum tende a manter o vínculo emocional ativo. Por isso, além de se afastar diretamente do perfil do ex, é importante interromper rotas alternativas de vigilância, que parecem inocentes, mas alimentam as mesmas fantasias e expectativas.

Em paralelo, muitos profissionais recomendam “reestruturar” a visão sobre o término. Em vez de enxergar o fim apenas como perda, a pessoa pode tentar compreender o rompimento como parte de um processo de mudança, que abre espaço para relações mais saudáveis no futuro. Essa mudança de perspectiva não elimina a dor, mas ajuda a impedir que as redes sociais se tornem o principal canal de manutenção do sofrimento. Nesse sentido, trabalhar a autocompaixão, reconhecer limites, aprender com a história vivida e planejar novos objetivos de vida são passos fundamentais para virar a página com mais segurança emocional.

Quais sinais indicam necessidade de ajuda profissional?

Dificuldade para se concentrar no trabalho ou nos estudos, alterações importantes no sono, perda de interesse em outras áreas da vida e checagens constantes ao longo do dia são sinais de alerta. Quando o rompimento causa sofrimento intenso e prolongado, a busca por apoio psicológico pode ser uma alternativa importante, pois oferece orientação estruturada para interromper padrões nocivos e fortalecer a autoestima.

  • Monitoramento diário ou várias vezes ao dia dos perfis do ex-parceiro;
  • Uso das redes como principal fonte de informação sobre a própria vida emocional;
  • Sensação de que só será possível melhorar se houver reconciliação;
  • Dificuldade persistente em iniciar novas atividades, amizades ou projetos.

FAQ – Perguntas frequentes sobre vigiar o ex nas redes sociais

1. Vigiar o ex em “modo anônimo” faz menos mal?
Não necessariamente. Mesmo quando ninguém percebe que você acompanha o perfil, o impacto emocional continua. Em última análise, o que causa sofrimento é o contato constante com informações sobre o ex, e não o fato de ele saber ou não que você está olhando.

2. É possível manter amizade com o ex sem cair na vigilância?
Em alguns casos, sim, mas isso exige tempo, maturidade emocional e limites muito claros. Antes de tentar amizade, vale avaliar se você realmente aceita o término ou se ainda alimenta expectativas de reconciliação.

3. Bloquear o ex sempre é a melhor solução?
Bloquear pode ser uma boa estratégia temporária quando o impulso de checar se mostra muito forte. Entretanto, cada caso precisa de avaliação individual. Se o contato digital impede seu processo de cura, o bloqueio tende a ajudar.

4. Quanto tempo leva para diminuir a vontade de vigiar o ex?
O tempo varia muito, de pessoa para pessoa. Porém, quando você combina afastamento digital, novas atividades e, se necessário, apoio profissional, a tendência é que a frequência e a intensidade do impulso reduzam de forma significativa ao longo das semanas e meses.

5. O que fazer se amigos continuam falando do ex o tempo todo?
Nesses casos, é importante comunicar limites. Peça com clareza para que evitem comentar notícias sobre o ex, explique que isso atrapalha sua recuperação e procure se aproximar de pessoas que respeitem esse momento sensível.

Tags: bem-estarexsaúdestalker
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