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Conheça a bactéria capaz de causar constipação crônica

Por Lucas
19/02/2026
Em Saúde
Conheça a bactéria capaz de causar constipação crônica

Créditos: depositphotos.com / BongkarnGraphic

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A constipação crônica é um problema frequente na população e costuma ser associada apenas ao chamado “intestino preso”. Estudos recentes, porém, indicam que o quadro pode ter relação direta com o comportamento de certas bactérias que vivem no intestino grosso. Em vez de ser apenas uma falha nos movimentos intestinais, parte dos casos parece estar ligada à forma como a microbiota interage com a camada de proteção interna do órgão. Portanto, quando analisamos a constipação sob essa nova ótica, percebemos que ela envolve não só a motilidade, mas também o ambiente em que as fezes se formam e se deslocam.

Essa nova linha de investigação sugere que o equilíbrio entre bactérias benéficas e prejudiciais tem peso importante na forma como o organismo elimina as fezes. Quando esse balanço se altera, mecanismos de proteção podem falhar, abrindo espaço para um tipo específico de constipação ligado ao dano da barreira de muco. Em suma, o intestino passa a funcionar em um cenário de atrito maior, com ressecamento e desconforto. A partir dessa visão, o tratamento do intestino lento tende a considerar não só laxantes, mas também estratégias voltadas para o ecossistema microbiano, como ajustes na alimentação, uso criterioso de probióticos e revisão de medicamentos que interferem na flora intestinal.

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O que é a camada de muco e por que ela protege contra a constipação?

O intestino grosso é recoberto por uma película de mucina, um gel produzido por células especializadas da mucosa. Essa camada funciona como uma espécie de lubrificante natural, ajudando o bolo fecal a se deslocar até o reto. Além disso, a mucina atua como barreira física entre o conteúdo intestinal e as células da parede, reduzindo o atrito e evitando irritações constantes. Portanto, quando essa película se mantém saudável, ela favorece um trânsito intestinal mais suave e menos doloroso.

Quando essa estrutura se mantém íntegra, as fezes retêm mais água, permanecem maleáveis e tendem a ser eliminadas com menor esforço. A perda de integridade da mucina, por outro lado, favorece o ressecamento das fezes, deixando o material mais duro e dificultando a passagem. Esse processo pode resultar em evacuações dolorosas, intervalos longos entre idas ao banheiro e sensação de evacuação incompleta. Então, além do desconforto físico, o problema também afeta a qualidade de vida, o humor e até o sono de muitas pessoas.

Pesquisas recentes apontam que determinadas bactérias, como Bacteroides thetaiotaomicron e Akkermansia muciniphila, conseguem atuar diretamente sobre essa camada. A primeira remove componentes que protegem a mucina, expondo o gel, enquanto a segunda consome o muco já fragilizado. A ação conjunta leva ao afinamento da barreira, o que favorece o ressecamento das fezes e está associado à chamada constipação bacteriana. Entretanto, vale destacar que essas bactérias não são “vilãs” em todos os contextos; o problema surge quando ocorre desequilíbrio, com aumento excessivo da atividade que desgasta o muco.

Constipação bacteriana: o que diferencia esse tipo de intestino preso?

O termo “constipação bacteriana” é utilizado para descrever a situação em que o problema principal não é apenas a lentidão do intestino, mas a destruição da camada de muco por microrganismos específicos. Nesse cenário, o trânsito intestinal pode até ser estimulado por laxantes, mas o ressecamento das fezes continua, porque o revestimento que mantém a umidade está comprometido. Portanto, mesmo quando o intestino se movimenta, as fezes seguem duras e difíceis de eliminar.

Esse mecanismo ajuda a entender por que algumas pessoas apresentam pouca resposta a medicamentos tradicionais para constipação crônica. Em vez de falha exclusiva na motilidade intestinal, o quadro parece envolver um desequilíbrio da microbiota e maior atividade de enzimas que degradam a mucina. Sem muco suficiente, o intestino perde parte de sua capacidade de manter as fezes hidratadas, gerando um ciclo de ressecamento e dificuldade para evacuar. Em suma, o problema se torna mais complexo e exige uma abordagem que olhe para a flora intestinal, para o estilo de vida e para a alimentação de forma integrada.

  • Fezes mais duras e fragmentadas.
  • Esforço intenso para evacuar.
  • Sensação de obstrução mesmo após ir ao banheiro.
  • Resposta limitada a laxantes comuns.

Em testes com animais, o bloqueio da enzima utilizada pelas bactérias para destruir a mucina impediu o desenvolvimento da constipação. Esse achado aponta para a possibilidade de, no futuro, surgirem medicamentos voltados especificamente para proteger o muco intestinal ou modular o comportamento dessas bactérias. Portanto, abre-se espaço para terapias mais direcionadas, que atuem na raiz do problema e não apenas no alívio temporário dos sintomas. Entretanto, esses tratamentos ainda se encontram em fase experimental, e então, por enquanto, a prevenção por meio de alimentação rica em fibras, hidratação adequada e rotina de sono estável continua essencial.

Qual é a relação entre microbiota intestinal, Parkinson e constipação?

Estudos recentes observaram que pessoas com doença de Parkinson costumam apresentar níveis mais elevados de bactérias associadas à degradação da mucina. A constipação é um sintoma frequente nesses indivíduos e, em muitos casos, surge anos antes das alterações motoras características da doença. Esse comportamento sugere que o intestino pode funcionar como um dos primeiros locais de alteração no organismo. Portanto, alterações no hábito intestinal podem, em algumas situações, servir como sinal de alerta precoce.

A hipótese é que o desequilíbrio da microbiota intestinal e a perda da camada de muco tenham impacto não só no trânsito intestinal, mas também em processos inflamatórios locais e na comunicação entre intestino e sistema nervoso. Entretanto, ainda há muitas perguntas em aberto, e os pesquisadores investigam se mudanças no estilo de vida, na dieta e em probióticos específicos podem modificar esse cenário ao longo do tempo. Embora ainda não exista consenso definitivo, essa linha de pesquisa reforça a ideia de que o cuidado com a saúde intestinal pode ter papel relevante em doenças neurológicas, influenciando inflamação sistêmica, produção de neurotransmissores e a chamada “via intestino-cérebro”.

  1. Monitorar alterações persistentes no padrão de evacuação.
  2. Discutir sintomas intestinais em consultas neurológicas e clínicas.
  3. Avaliar intervenções que considerem tanto o movimento do intestino quanto a microbiota.

Quais caminhos se desenham para o tratamento da constipação crônica?

Os achados sobre constipação bacteriana ampliam o leque de possibilidades terapêuticas. Em vez de atuar apenas na estimulação dos movimentos intestinais, abordagens futuras podem buscar proteger a camada de muco, modular a ação de bactérias específicas ou bloquear as enzimas envolvidas na degradação da mucina. Isso inclui, em teoria, o desenvolvimento de fármacos direcionados, probióticos selecionados e estratégias dietéticas que favoreçam uma microbiota mais equilibrada. Em suma, o plano de tratamento tende a se tornar mais personalizado, alinhado ao padrão de microbiota e ao estilo de vida de cada pessoa.

Enquanto essas alternativas ainda são estudadas, o conhecimento atual reforça a importância de enxergar o intestino como um sistema integrado, no qual o muco, as bactérias e o próprio tecido intestinal interagem o tempo todo. Portanto, fatores como consumo de fibras (solúveis e insolúveis), ingestão de água, prática regular de atividade física e controle do estresse se tornam pilares centrais do cuidado. Compreender esse conjunto ajuda profissionais de saúde a interpretar melhor quadros de constipação resistente e a considerar avaliações mais detalhadas da microbiota em casos selecionados.

Assim, o entendimento da constipação crônica deixa de se limitar à ideia de um intestino “preguiçoso” e passa a incluir fatores estruturais e microbiológicos. Essa mudança de perspectiva tende a influenciar tanto a pesquisa científica quanto a prática clínica, abrindo espaço para tratamentos mais personalizados e alinhados ao funcionamento real do intestino grosso. Portanto, a combinação de ciência básica, avanços em microbiota e ajustes práticos no dia a dia oferece um caminho promissor para melhorar o conforto intestinal de muitas pessoas.

FAQ – Perguntas frequentes sobre constipação, microbiota e muco intestinal

1. Alimentação pode ajudar a restaurar a camada de muco?
Sim. Em suma, uma dieta rica em fibras (frutas, legumes, verduras, grãos integrais e sementes) e com boa ingestão de água favorece a produção de mucina e o equilíbrio da microbiota. Alimentos fermentados, como iogurte natural, kefir e chucrute, também podem contribuir indiretamente, pois ajudam a diversificar as bactérias intestinais.

2. Probióticos resolvem a constipação bacteriana sozinhos?
Não necessariamente. Probióticos podem auxiliar em alguns casos, entretanto o efeito varia conforme a cepa utilizada, a dose e o perfil individual de microbiota. Portanto, o ideal é usá-los com orientação profissional, junto com ajustes na alimentação, na rotina de sono e na ingestão de líquidos.

3. Como diferenciar constipação comum de constipação bacteriana no dia a dia?
Na prática, a diferença exata depende de avaliação médica. Então, vale suspeitar de um componente bacteriano quando a pessoa apresenta fezes muito ressecadas, sensação frequente de evacuação incompleta e pouca resposta a laxantes usuais, especialmente se isso ocorre há muitos meses ou anos.

4. Laxante de uso contínuo prejudica a microbiota?
Alguns laxantes, quando usados por tempo prolongado e sem acompanhamento, podem alterar o ambiente intestinal e favorecer desequilíbrios. Entretanto, em determinados casos crônicos eles são necessários. Portanto, é fundamental que o uso seja acompanhado por um profissional, que avaliará riscos, benefícios e alternativas.

5. Beber mais água realmente faz diferença na constipação?
Faz, sim. Em suma, sem água suficiente, as fezes ficam mais secas e o intestino sofre para expulsá-las, mesmo com boa ingestão de fibras. Portanto, manter hidratação adequada ao longo do dia é uma medida simples, mas essencial, para quem deseja prevenir ou melhorar a constipação crônica ligada ao ressecamento das fezes.

Tags: Bactériaconstipaçãocrônicaintestinosaúde
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