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Você sabe agir em caso de engasgo? Especialistas explicam o que fazer

Por Lara
19/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / Krakenimages.com

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Sentar-se à mesa para comer faz parte da rotina de quase todo mundo, mas um simples pedaço de alimento pode, em segundos, se transformar em uma situação de emergência. O engasgo, muitas vezes visto como algo passageiro ou sem tanta importância, pode bloquear a passagem de ar e comprometer a respiração de forma rápida. Em ambientes domésticos, restaurantes ou no trabalho, o perigo existe e atinge crianças, adultos e idosos, sem muita distinção.

Especialistas em aparelho digestivo e vias aéreas chamam atenção para um ponto central: reconhecer os sinais de alerta e saber o que fazer até a chegada de ajuda profissional aumenta muito a chance de salvamento. O engasgo grave geralmente está ligado à ingestão apressada de alimentos, mastigação insuficiente, distrações, consumo de álcool ou presença de doenças que afetam a deglutição. Por isso, o assunto deixou de ser apenas tema de cursos de primeiros socorros e passou a fazer parte de campanhas de orientação em escolas, empresas e espaços públicos.

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O que é engasgo e por que ele pode ser tão perigoso?

O engasgo ocorre quando um alimento, líquido ou objeto entra “no caminho errado”, ocupando a via respiratória ou ficando preso em regiões próximas, como a garganta. Em muitos casos, o organismo reage com tosse forte, capaz de expulsar o que está obstruindo parcialmente a passagem do ar. Nessas situações, o quadro costuma se resolver sozinho. O problema maior surge quando há obstrução completa das vias aéreas, impedindo que o ar chegue aos pulmões.

Nesse tipo de engasgo grave, a pessoa não consegue falar, tossir de forma eficaz ou respirar adequadamente. Sem oxigênio suficiente, o cérebro começa a sofrer em poucos minutos. Entre 4 e 6 minutos de falta de oxigenação já podem ser suficientes para causar danos neurológicos sérios, e o risco de parada cardiorrespiratória aumenta. Por isso, o engasgo é considerado uma emergência respiratória e exige ação rápida de quem está por perto, além do acionamento imediato de serviços de urgência.

Engasgo grave: quais sinais exigem socorro imediato?

Nem todo episódio de tosse durante a refeição indica perigo, mas alguns sinais são considerados de alta gravidade e precisam ser reconhecidos. Quando a via aérea está totalmente bloqueada, o organismo perde a capacidade de reagir com eficiência, e o tempo passa a ser um fator determinante. Pessoas leigas conseguem ajudar se souberem identificar esses sintomas básicos.

Entre os principais sinais de engasgo grave, destacam-se:

  • Incapacidade de falar ou emitir sons audíveis;
  • Tosse fraca ou ausência completa de tosse;
  • Respiração muito difícil ou praticamente silenciosa;
  • Coloração arroxeada em lábios, rosto ou pontas dos dedos (cianose);
  • Gesto instintivo de levar as mãos ao pescoço, considerado o sinal universal de engasgo;
  • Perda de consciência, quando a falta de ar se prolonga.

Diante desses sinais, a orientação é iniciar imediatamente as manobras de desobstrução indicadas em primeiros socorros e chamar o serviço de emergência. A demora em agir ou a tentativa de técnicas inadequadas pode agravar o quadro e reduzir as chances de recuperação sem sequelas.

Quais são as principais causas desse problema em adultos?

Nos adultos, a causa mais comum de engasgo é a alimentação. Pedaços grandes de carne, sanduíches com várias camadas e alimentos de textura mais rígida aparecem com frequência em relatos de emergência. Comer rápido, conversar enquanto mastiga, rir à mesa e o consumo de bebidas alcoólicas aumentam o risco de o alimento seguir para a via errada ou ficar preso em pontos de estreitamento.

Além disso, alguns fatores específicos podem favorecer a obstrução:

  • Doenças do esôfago, como estenoses, inflamações crônicas ou alterações anatômicas, que dificultam a passagem dos alimentos;
  • Doenças neurológicas (como AVC, Parkinson e demências), que prejudicam a coordenação dos movimentos de deglutição;
  • Uso de álcool ou sedativos, que reduz reflexos de proteção das vias aéreas;
  • Uso de próteses dentárias mal ajustadas, que favorecem mastigação ineficiente ou queda de partes na boca;
  • Corpos estranhos, como tampas pequenas, ossos, fragmentos de objetos ou tablets de medicamentos inteiros, principalmente em situações de distração.

Idosos e crianças pequenas integram o grupo com maior risco de engasgo grave. Nos mais velhos, a mastigação comprometida, a menor força muscular e doenças associadas aumentam o perigo. Nas crianças, brinquedos pequenos, pedaços de alimentos inadequados para a idade e falta de supervisão são fatores frequentes.

Como agir em casos de engasgo e quais manobras são recomendadas?

O comportamento diante de um engasgo depende da intensidade da obstrução. Quando a pessoa está tossindo com força e conseguindo falar, trata-se, em geral, de obstrução parcial. Nessa situação, a recomendação básica é incentivar a tosse e evitar bater nas costas de forma exagerada, observando se o quadro melhora espontaneamente. Mesmo assim, é importante manter atenção, pois a obstrução pode piorar.

Na obstrução grave, em que a pessoa não consegue falar nem tossir de forma efetiva, entram em cena as manobras de desobstrução das vias aéreas. Entre as principais orientações ensinadas em cursos de primeiros socorros estão:

  1. Confirmar sinais de engasgo grave (incapacidade de falar, respiração difícil, cianose);
  2. Chamar ajuda e acionar o serviço de emergência;
  3. Executar golpes firmes nas costas, entre as escápulas, se indicados para aquele perfil de vítima;
  4. Realizar a manobra de Heimlich em adultos conscientes, quando não houver contraindicação conhecida;
  5. Usar a auto-manobra (apoiando a região superior do abdômen no encosto de uma cadeira) em casos em que a própria pessoa esteja sozinha e consciente.

Dispositivos de sucção disponíveis no mercado têm sido divulgados como opção adicional, mas a literatura científica ainda é limitada sobre sua eficácia. Quando as manobras físicas não resolvem, a retirada do corpo estranho costuma ser feita por meio de endoscopia em ambiente hospitalar, principalmente em casos de impacto alimentar persistente ou suspeita de doença esofágica associada.

Como é feita a avaliação médica após um episódio desse?

Mesmo quando o engasgo parece ter se resolvido, alguns casos exigem avaliação médica, especialmente se houve perda de consciência, dificuldade respiratória prolongada ou sensação de alimento parado na garganta ou no peito. Profissionais de saúde seguem um protocolo para identificar a gravidade do quadro e possíveis complicações.

De modo geral, a avaliação inclui:

  • História clínica detalhada, investigando como o engasgo ocorreu, qual alimento ou objeto estava envolvido e se existem doenças prévias do esôfago, problemas neurológicos ou uso de medicamentos;
  • Exame físico, com atenção à respiração, coloração da pele, presença de ruídos respiratórios anormais e sinais de esforço intenso;
  • Exames de imagem, como radiografia de tórax para pesquisa de corpos estranhos visíveis em raio X ou suspeita de perfuração, e tomografia quando há dúvida diagnóstica ou risco de complicações;
  • Endoscopia digestiva, indicada de forma precoce em casos de obstrução completa não resolvida, impacto alimentar prolongado ou suspeita de alterações anatômicas e inflamatórias no esôfago.

A orientação geral de especialistas é tratar o engasgo não apenas como um evento isolado, mas como uma oportunidade para revisar hábitos à mesa, condições de saúde associadas e necessidade de orientações adicionais. Com informação adequada e atenção aos sinais de alerta, é possível reduzir o risco de episódios graves e tornar o ato de se alimentar mais seguro em qualquer ambiente.

Perguntas frequentes sobre a manobra de Heimlich

1. Em quais situações a manobra de Heimlich é realmente indicada?

A manobra de Heimlich é indicada quando há forte suspeita de obstrução grave das vias aéreas em um adulto consciente, com incapacidade de falar ou tossir de forma eficaz. Ela deve ser aplicada apenas quando os sinais de engasgo grave estão presentes e a tosse espontânea não é suficiente. Entretanto, em casos de tosse forte e eficaz, o ideal é apenas incentivar a pessoa a continuar tossindo, observando a evolução. Portanto, a manobra é reservada às situações em que o fluxo de ar está claramente comprometido e há risco iminente à vida.

2. A manobra de Heimlich pode ser feita em qualquer pessoa, incluindo gestantes e obesos?

Nem sempre a técnica padrão é adequada para todos os perfis. Em gestantes no final da gestação e em pessoas com obesidade acentuada, a compressão abdominal pode ser difícil ou arriscada; então, recomenda-se adaptar a manobra, realizando compressões mais altas, na região do tórax, logo abaixo das axilas e à frente do esterno. O objetivo continua sendo gerar uma pressão súbita para expulsar o corpo estranho, entretanto o ponto de aplicação e a forma de apoio mudam para garantir segurança e eficácia. Portanto, é essencial conhecer essas variações em cursos de primeiros socorros.

3. A manobra de Heimlich oferece algum risco de lesão para quem recebe a técnica?

Sim, a manobra pode causar desconforto e, em alguns casos, lesões como pequenas fraturas de costela ou hematomas abdominais, especialmente em pessoas mais frágeis. Isso ocorre porque a força aplicada é significativa, já que o objetivo é salvar a vida em uma emergência. Entretanto, esses riscos são considerados aceitáveis diante da ameaça imediata de asfixia por engasgo. Portanto, a prioridade é desalojar o corpo estranho; depois, se necessário, a pessoa pode ser avaliada por um profissional de saúde para verificar eventuais consequências da manobra.

4. Quantas compressões devem ser realizadas na manobra de Heimlich e quando devo parar?

De modo geral, recomendam-se séries de compressões rápidas e firmes, dirigidas para dentro e para cima, até que o objeto seja expulso ou até a vítima perder a consciência. Não há um número fixo e único para todas as situações; o mais importante é manter o ritmo e reavaliar constantemente se o corpo estranho foi removido. Entretanto, se a pessoa desmaiar, deve-se interromper a manobra de Heimlich e iniciar a sequência de suporte básico de vida, com compressões torácicas e acionamento imediato do serviço de emergência. Portanto, o critério principal para encerrar a técnica é a resolução do engasgo ou a mudança do estado de consciência.

5. Como funciona a autoaplicação da manobra de Heimlich quando a pessoa está sozinha?

Quando a pessoa está sozinha e consciente, pode tentar uma auto-manobra, posicionando as próprias mãos sobre a parte superior do abdômen e realizando compressões rápidas contra si mesma. Outra alternativa é apoiar a região alta do abdômen no encosto de uma cadeira ou em uma superfície rígida, inclinando o tronco e realizando movimentos bruscos para cima. Entretanto, é fundamental tomar cuidado para não perder a consciência sem ter acionado ajuda: sempre que possível, deve-se ligar para o serviço de emergência antes ou logo após iniciar as tentativas. Portanto, mesmo na auto-manobra, o suporte profissional continua sendo indispensável.

6. É necessário fazer um curso específico para aprender a manobra de Heimlich corretamente?

Embora existam materiais informativos e vídeos educativos, a aprendizagem prática com instrutores qualificados é altamente recomendada. Em suma, cursos de primeiros socorros permitem treinar a posição correta das mãos, a intensidade da força e as variações da técnica em manequins, o que aumenta muito a segurança na aplicação real. Entretanto, isso não significa que quem não fez curso esteja impedido de agir em uma emergência, já que a omissão pode trazer consequências graves. Portanto, o ideal é buscar formação prévia, mas, diante de um engasgo grave, aplicar o conhecimento disponível é melhor do que não agir.

7. Depois que a manobra de Heimlich funciona, ainda é preciso procurar atendimento médico?

Sim, é prudente buscar avaliação médica mesmo quando o corpo estranho aparentemente foi expulso e a pessoa se sente melhor. Podem existir pequenas lesões internas, irritação da via aérea ou até fragmentos residuais que não foram percebidos no momento. Entretanto, a urgência dessa avaliação pode variar conforme a intensidade do episódio, a idade e as doenças pré-existentes da vítima. Portanto, o mais seguro é orientar que, após um engasgo grave e uso da manobra de Heimlich, a pessoa seja observada e, na dúvida, examinada por um profissional de saúde.

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