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Celular cedo demais? Veja os riscos para crianças

Por Lucas
20/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / cherydi

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Crianças que têm contato com smartphone por volta dos 12 anos apresentam mais sinais de sofrimento emocional, alterações no sono e maior probabilidade de ganho de peso do que aquelas que ainda não possuem o aparelho. Estudos recentes com milhares de adolescentes mostram que a idade em que o primeiro celular é entregue pode estar associada a mudanças importantes no comportamento, na rotina e na saúde física e mental. Em suma, quando o smartphone infantil entra cedo demais na vida da criança, ele tende a reorganizar o dia a dia, influenciando de forma direta o tempo de sono, o nível de atividade física e até a forma como a criança lida com frustrações e relações sociais.

Em muitos lares, o smartphone aparece como ferramenta de comunicação, entretenimento e, em alguns casos, como forma de manter a criança ocupada. Entretanto, pesquisadores e pediatras vêm observando que a combinação de acesso precoce e longa permanência em telas pode afetar fases delicadas do desenvolvimento infantil, especialmente entre os 8 e os 12 anos, quando hábitos de sono, alimentação e movimento estão sendo consolidados. Portanto, famílias que desejam proteger o desenvolvimento global da criança precisam considerar não apenas quanto tempo ela passa no celular, mas quando e como

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Sintomas depressivos, obesidade e sono: qual a relação com o smartphone?

Pesquisas publicadas na última década indicam que crianças que têm o primeiro aparelho mais cedo tendem a relatar mais sintomas depressivos, como desânimo frequente, irritabilidade, isolamento social e queda de interesse por atividades off-line. Então, não se trata apenas de tempo de tela; o próprio momento em que o dispositivo entra na rotina parece influenciar esses desfechos, pois ele passa a disputar espaço com o brincar livre, o contato com a família e o descanso adequado.

Outro ponto observado é o aumento do risco de obesidade. A relação envolve vários fatores: maior tempo sentado, consumo de lanches diante da tela, redução de brincadeiras ao ar livre e exposição intensa a publicidade de alimentos ultraprocessados. Além disso, muitas crianças passam a preferir jogos e vídeos a esportes e brincadeiras físicas, o que, portanto, diminui o gasto energético diário. Junto disso, surgem distúrbios do sono, como dificuldade para pegar no sono, redução das horas dormidas e pior qualidade do descanso, especialmente quando o aparelho permanece no quarto durante a noite.

Especialistas destacam que o smartphone funciona como um “acelerador” de fatores já presentes: sedentarismo, alimentação desregulada e exposição a conteúdos emocionalmente intensos. Crianças com maior vulnerabilidade emocional tendem a usar mais o celular, enquanto famílias com rotinas menos estruturadas podem oferecer o aparelho mais cedo, criando um ciclo difícil de quebrar. Em suma, o smartphone para crianças pode potencializar fragilidades já existentes, tornando mais desafiador o trabalho de reorganizar hábitos e resgatar o equilíbrio entre atividades on-line e experiências do mundo real.

Idade de uso do smartphone influencia tanto assim?

A faixa etária entre 8 e 12 anos é considerada crítica para o desenvolvimento infantil. Nesse período, consolidam-se ritmos de sono, preferências alimentares, padrão de atividade física e habilidades de autorregulação emocional. O smartphone infantil precoce pode interferir nesses processos por ser uma fonte constante de estímulos, recompensas rápidas e acesso irrestrito a conteúdos diversos. Então, a criança encontra muita dificuldade para lidar com o tédio, esperar sua vez ou se concentrar em tarefas mais longas, como leitura e dever de casa.

Do ponto de vista neurobiológico, essa idade coincide com etapas importantes de maturação do córtex pré-frontal, região ligada ao controle de impulsos, planejamento e tomada de decisões. A exposição prolongada a notificações, vídeos curtos e jogos pode favorecer busca contínua por gratificação imediata, dificultando a construção de rotinas estáveis. Portanto, mesmo quando o tempo de tela não parece exagerado, pesquisadores observam impactos na organização do dia a dia, como atrasos na hora de dormir, redução de atividades físicas e menor envolvimento em tarefas domésticas ou escolares.

Pediatras costumam lembrar que o smartphone é um dispositivo portátil, pessoal e permanentemente conectado. Diferente da TV na sala ou do computador em área comum, ele acompanha a criança em todos os ambientes: quarto, escola, refeições e passeios. Essa presença constante aumenta a chance de uso fora de horário combinado, especialmente à noite, quando a luz da tela e o conteúdo estimulante dificultam o desligamento do cérebro. Entretanto, quando os responsáveis estabelecem regras claras, modelam o próprio uso consciente e conversam abertamente sobre riscos e benefícios, o dispositivo pode ser usado de forma mais equilibrada.

Quais cuidados podem reduzir os riscos do smartphone infantil?

Diante dos possíveis efeitos, entidades médicas sugerem uma combinação de limite de tempo de tela, atraso na entrega do primeiro aparelho e supervisão ativa. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, de forma geral:

  • Para crianças de 2 a 5 anos: até cerca de uma hora por dia de tela, com conteúdo adequado e acompanhado por um adulto.
  • Para 6 a 10 anos: entre uma e duas horas diárias, evitando telas durante refeições e próximo ao horário de dormir.
  • Para 11 a 18 anos: em torno de duas a três horas, com pausas, priorizando uso para estudo e comunicação estruturada.

Quando o assunto é smartphone para crianças, muitos profissionais indicam estratégias práticas:

  1. Adiar a entrega do primeiro aparelho sempre que possível, optando por alternativas mais simples, como celulares apenas para ligações em fases iniciais. Então, a criança ganha autonomia para se comunicar com a família, mas não fica exposta a redes sociais, jogos on-line e outros estímulos ainda difíceis de gerenciar.
  2. Evitar telas no quarto à noite, deixando o dispositivo carregando em outro cômodo. Portanto, o ambiente de dormir permanece associado ao descanso, e não à excitação causada por jogos, vídeos e conversas em aplicativos de mensagens.
  3. Estabelecer horários definidos para uso recreativo, comunicando regras com clareza a todos da casa. Em suma, quando a rotina fica previsível, a criança se organiza melhor, negocia menos a cada dia e entende que o tempo de tela tem começo, meio e fim.
  4. Estimular atividades físicas e sociais presenciais, como esportes, brincadeiras ao ar livre e convívio com amigos e familiares. Então, o smartphone deixa de ser a única fonte de prazer, e a criança amplia repertório de interesses, competências sociais e formas saudáveis de lidar com emoções.
  5. Configurar filtros e controles parentais, reduzindo acesso a conteúdos inadequados e a notificações noturnas. Entretanto, o controle tecnológico não substitui o diálogo: é essencial explicar o motivo das regras, falar sobre segurança digital e construir confiança para que a criança peça ajuda quando encontrar algo que a assuste ou constranja.

Televisão e tablets, por serem menos portáteis, podem ser mais fáceis de controlar em alguns contextos, desde que também sigam regras de horário e supervisão. A ideia central é tratar o smartphone infantil não como etapa obrigatória do crescimento, mas como ferramenta que exige maturidade, acompanhamento e limites claros. Portanto, quando a família observa sinais de excesso – como queda nas notas, irritabilidade intensa sem o aparelho ou isolamento social – vale rever regras, buscar apoio profissional e ajustar a forma de uso. Com essa abordagem, famílias podem equilibrar os benefícios da tecnologia com a proteção de fases importantes do desenvolvimento físico, emocional e social da criança.

FAQ: dúvidas comuns sobre smartphone infantil

1. Com que idade, na prática, é mais seguro oferecer um smartphone?
Não existe idade “perfeita”, mas muitos pediatras sugerem adiar o smartphone infantil para depois dos 12 anos, sempre avaliando maturidade, responsabilidade e necessidade real de comunicação. Em suma, quanto mais estruturada estiver a rotina da criança e mais presente estiver a família, menor tende a ser o risco.

2. É melhor começar com um celular sem internet?
Sim, em muitos casos um aparelho simples, apenas para ligações e mensagens de texto, funciona como etapa intermediária. Então, a criança treina responsabilidade (cuidar do aparelho, não perder, respeitar horários) antes de lidar com redes sociais, jogos on-line e aplicativos de vídeo.

3. O que fazer se meu filho já usa muito o smartphone?
Portanto, em vez de retirar o aparelho de forma brusca, vale criar um plano gradual: reduzir tempo de tela aos poucos, definir horários fixos, tirar o celular do quarto à noite e oferecer alternativas reais de lazer (esporte, arte, leitura, jogos de tabuleiro). Se o conflito ficar intenso ou houver sinais de sofrimento emocional, buscar ajuda de um pediatra ou psicólogo infantil é uma boa opção.

4. Como diferenciar uso saudável de uso problemático?
Uso saudável acontece quando a criança mantém sono adequado, boas notas, relações sociais presenciais e interesses variados além do celular. Entretanto, o uso se torna problemático quando ela perde horas de sono, abandona hobbies, se irrita muito diante de limites, mente sobre horários ou passa a se isolar para ficar on-line.

5. O smartphone sempre faz mal ou pode ter benefícios?
O smartphone para crianças não é vilão absoluto. Ele pode facilitar a comunicação com a família, apoiar estudos, ampliar acesso a conteúdos educativos e desenvolver habilidades digitais importantes. Então, o ponto central está no equilíbrio: limites claros, supervisão, diálogo constante e prioridade para experiências off-line continuam sendo essenciais para que o dispositivo some, em vez de atrapalhar, no desenvolvimento infantil.

Tags: CelularCriançasmaleficiosRiscossaúdeSmartphone
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