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Síndrome do Coração Partido: decepções podem causar sintomas de infarto

Por Larissa
21/02/2026
Em Bem-estar, Saúde
Síndrome do Coração Partido: decepções podem causar sintomas de infarto

Créditos: depositphotos.com / RealVector

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A síndrome do coração partido ganhou esse nome justamente por surgir, muitas vezes, após experiências de estresse emocional intenso, como separações, luto ou conflitos marcantes. Também conhecida como cardiomiopatia de Takotsubo, essa condição afeta de forma súbita o músculo cardíaco, provocando dor no peito e falta de ar que se assemelham a um infarto. Embora o quadro, em geral, seja transitório, ele exige atenção, avaliação médica imediata e, em alguns casos, acompanhamento prolongado para reduzir riscos futuros.

O que é a síndrome do coração partido?

A cardiomiopatia de Takotsubo corresponde a uma forma de insuficiência cardíaca aguda, desencadeada, em grande parte, por uma descarga intensa de hormônios do estresse, como adrenalina e noradrenalina. Nessas situações-limite, o organismo libera grandes quantidades desses hormônios, que alteram o funcionamento das artérias e do músculo cardíaco. Como consequência, o formato e o movimento do ventrículo esquerdo mudam por um período que pode variar de dias a semanas. Em exames de imagem, o coração pode assumir um aspecto arredondado, lembrando um vaso japonês chamado “takotsubo”, que inspirou o nome médico da condição.

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Embora o quadro chame muita atenção, a síndrome do coração partido, na maioria das vezes, não se relaciona ao entupimento de artérias coronárias, como ocorre no infarto agudo do miocárdio. Por isso, muitos pacientes passam por cateterismo cardíaco que não revela obstruções significativas, mas mostra alterações importantes na contração do ventrículo. Em grande parte dos casos, a função cardíaca retorna ao normal com o tempo, principalmente quando a pessoa identifica e controla o gatilho emocional ou físico e segue o tratamento clínico recomendado.

Síndrome do coração partido é a mesma coisa que infarto?

Uma das maiores dúvidas está em diferenciar a síndrome do coração partido de um ataque cardíaco tradicional. Os sintomas iniciais podem ser praticamente idênticos: dor no peito, desconforto que pode irradiar para o braço ou mandíbula, sudorese fria, falta de ar e sensação de pressão torácica. Dessa forma, na prática, a equipe de saúde costuma atender a pessoa como um caso de possível infarto, e somente os exames complementares permitem identificar o diagnóstico correto.

Alguns pontos, porém, ajudam a distinguir as duas situações:

  • No infarto, geralmente ocorre bloqueio parcial ou total de uma artéria coronária, o que interrompe o fluxo de sangue para uma região do coração.
  • Na cardiomiopatia de Takotsubo, as artérias, em regra, não apresentam obstruções importantes, mas o ventrículo esquerdo perde força de maneira temporária.
  • Alterações no eletrocardiograma e nos exames de sangue podem ser semelhantes, o que reforça a necessidade de avaliação especializada e de investigação detalhada.

Do ponto de vista da segurança, qualquer dor torácica súbita deve ser tratada como emergência até que o diagnóstico fique esclarecido, já que tanto o infarto quanto a síndrome do coração partido podem gerar complicações se não receberem acompanhamento adequado.

Quais são as principais causas e fatores de risco?

A palavra-chave para entender a síndrome do coração partido é o estresse. Em geral, o quadro surge após um evento que o organismo considera impactante. Esses gatilhos podem ser emocionais ou físicos e, curiosamente, nem sempre se relacionam a situações negativas. O ponto em comum é a resposta do corpo, que libera grande quantidade de hormônios associados à reação de “luta ou fuga”.

Entre os fatores mais frequentemente associados, destacam-se:

  • Eventos emocionais intensos: término de relacionamento, desilusão amorosa, conflitos familiares, perdas financeiras, luto ou notícias inesperadas e impactantes.
  • Estresse físico importante: cirurgias, infecções graves, crises respiratórias, acidentes ou dor intensa e prolongada.
  • Perfil hormonal: médicos observam a condição com maior frequência em mulheres acima de 50 anos, faixa etária em que a redução do estrogênio pode tornar o coração mais sensível aos hormônios do estresse.
  • Saúde mental: quadros de ansiedade, depressão, transtornos de humor e histórico de estresse crônico parecem aumentar o risco de desenvolvimento da síndrome, especialmente quando a pessoa não recebe suporte adequado.

A presença desses fatores não determina, de forma absoluta, que a pessoa desenvolverá a cardiomiopatia de Takotsubo, mas indica um terreno mais favorável para que o coração reaja de forma exagerada a uma situação limite. Por isso, investir em manejo do estresse, em tratamento de transtornos emocionais e em hábitos saudáveis ajuda a diminuir essa vulnerabilidade.

Como é feito o diagnóstico e qual é o tratamento?

O diagnóstico da síndrome do coração partido resulta da combinação entre sintomas, exames de imagem e avaliação da circulação coronária. Normalmente, a pessoa chega ao serviço de emergência com queixa de dor torácica, e os profissionais iniciam o protocolo de atendimento a infarto, incluindo eletrocardiograma e exames de sangue específicos. Em seguida, a equipe solicita ecocardiograma e, muitas vezes, cateterismo, que ajudam a descartar entupimentos importantes nas artérias e a avaliar o padrão de contração do ventrículo.

De forma geral, o tratamento busca:

  1. Estabilizar a função cardíaca: com medicamentos que auxiliam o coração a bombear o sangue, controlam a pressão arterial e reduzem a sobrecarga do músculo cardíaco.
  2. Reduzir o impacto do estresse: por meio de orientações sobre descanso, manejo de emoções e, quando necessário, suporte psicológico ou psiquiátrico, além de estratégias de relaxamento no dia a dia.
  3. Monitorar possíveis complicações: como arritmias, queda de pressão, formação de coágulos ou insuficiência cardíaca mais prolongada, com acompanhamento periódico e exames de controle.

Na maioria das situações, a recuperação ocorre ao longo de algumas semanas. Entretanto, certas pessoas podem manter sintomas por tempo maior, o que exige acompanhamento regular com cardiologista, ajustes na medicação e, em alguns casos, inclusão em programas de reabilitação cardíaca para fortalecer o coração de forma gradual e segura.

É possível prevenir a síndrome do coração partido?

A prevenção se relaciona fortemente ao cuidado com o estresse emocional e físico. Embora nem sempre seja possível evitar eventos marcantes, algumas estratégias ajudam a reduzir o impacto sobre o coração e a resposta exagerada do organismo. Assim, a atenção aos sinais de exaustão, a busca por apoio profissional em momentos de crise e o fortalecimento da saúde mental passam a fazer parte desse conjunto de medidas.

Entre as atitudes frequentemente recomendadas por especialistas para diminuir o risco de problemas cardiológicos associados ao estresse estão:

  • Manutenção de consultas regulares com profissionais de saúde, especialmente em pessoas com fatores de risco cardiovasculares ou histórico de doenças cardíacas.
  • Prática regular de atividade física adequada à condição clínica, com orientação profissional, pois o exercício contribui para controlar o estresse e melhorar a função do coração.
  • Hábitos de sono mais organizados e rotina com pausas para descanso, o que favorece a recuperação do organismo após dias intensos.
  • Técnicas de relaxamento, como respiração guiada, meditação, yoga, alongamentos suaves ou atividades que promovam bem-estar e reduzam a tensão cotidiana.
  • Acompanhamento psicológico ou psiquiátrico em casos de ansiedade, depressão ou histórico de estresse prolongado, com foco em desenvolver recursos emocionais para enfrentar crises futuras.

Quando uma desilusão amorosa, um luto ou outro evento impactante ocorre, procurar avaliação médica diante de dor no peito, falta de ar ou mal-estar súbito representa uma importante medida de proteção. Dessa forma, a síndrome do coração partido pode ser identificada precocemente, tratada de forma adequada e acompanhada até que o coração retome seu funcionamento habitual, reduzindo o risco de recorrência e de complicações.

FAQ – Perguntas frequentes sobre a síndrome do coração partido

A síndrome do coração partido pode voltar a acontecer?
Sim. Embora a maioria das pessoas tenha apenas um episódio ao longo da vida, há casos de recorrência, especialmente quando os fatores de estresse permanecem intensos ou quando não há cuidado adequado com saúde mental, sono, hábitos de vida e seguimento cardiológico.

Quem já teve infarto pode ter síndrome do coração partido?
Pode. São doenças diferentes, e uma não impede a outra. Pessoas que já tiveram infarto continuam sujeitas a situações de estresse intenso que podem desencadear a cardiomiopatia de Takotsubo, por isso o acompanhamento com cardiologista e o controle rigoroso de fatores de risco são fundamentais.

A síndrome do coração partido deixa sequelas permanentes?
Na maior parte dos casos, a função do ventrículo esquerdo volta ao normal, sem sequelas estruturais importantes. Porém, algumas pessoas podem manter discreta redução da capacidade de bombeamento, fadiga ou maior sensibilidade ao estresse, o que torna o seguimento médico e o cuidado com o estilo de vida ainda mais relevantes.

Existe exame específico para “confirmar” a síndrome do coração partido?
Não há um único exame exclusivo, mas sim um conjunto de achados: sintomas típicos, ausência de obstruções significativas nas artérias coronárias ao cateterismo, padrão característico de contração do ventrículo no ecocardiograma ou na ressonância magnética cardíaca, além da história recente de estresse intenso.

Remédios para ansiedade ou depressão ajudam a prevenir?
Eles podem fazer parte da estratégia, desde que prescritos por médico e associados a psicoterapia e mudanças de estilo de vida. O objetivo é tratar a base emocional e reduzir o impacto do estresse sobre o organismo, o que indiretamente pode diminuir o risco de novos episódios.

Tags: bem-estarsaúdesíndrome do coração partido
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