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Exercício físico é antidepressivo: saiba por que começar a se exercitar hoje

Por Larissa
23/02/2026
Em Bem-estar, Saúde
Créditos: depositphotos.com / VaDrobotBO

Exercício físico é antidepressivo: saiba por que começar a se exercitar hoje

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Entre especialistas em saúde mental, o tema “exercício físico e depressão” deixou de ser apenas uma hipótese promissora e passou a ser encarado como um recurso concreto dentro dos planos de tratamento. A partir de revisões científicas amplas, realizadas em diferentes países e faixas etárias, a atividade física passou a ser observada não só como aliada na prevenção, mas também como parte relevante do manejo de quadros depressivos e ansiosos.

Esse movimento ocorre em paralelo ao crescimento do interesse por abordagens integradas, que combinam medicação, psicoterapia e mudanças de estilo de vida. A prática regular de esportes ou movimentos estruturados aparece com mais frequência nas consultas com psicólogos e psiquiatras, que agora avaliam tipo de exercício, intensidade, frequência e preferências pessoais para encaixar a rotina ativa na realidade de cada paciente.

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Exercício físico e depressão: o que a ciência tem mostrado?

Estudos que reúnem dados de dezenas de milhares de pessoas indicam que a prática regular de atividades físicas se associa de forma consistente à redução de sintomas como apatia, tristeza persistente, alteração de sono e perda de interesse em atividades cotidianas. Em muitos trabalhos, quando profissionais orientam bem o exercício e as pessoas mantêm a prática por tempo suficiente, o desempenho dessa estratégia de cuidado aparece em nível semelhante ao de intervenções tradicionais.

Pesquisas recentes reforçam que o benefício vai além de simplesmente “gastar energia” ou “se distrair”. Os treinos influenciam mecanismos biológicos ligados ao humor, como a liberação de neurotransmissores (serotonina, dopamina, noradrenalina) e hormônios associados à regulação emocional. Além disso, aumentam fatores neurotróficos, como o BDNF, que favorecem a plasticidade cerebral. De forma complementar, estudos apontam evidências de redução de inflamação sistêmica de baixo grau, frequentemente associada a quadros depressivos.

Quais tipos de atividade ajudam mais na saúde mental?

Modalidades mais estudadas para depressão e ansiedade

Embora qualquer forma de movimento possa trazer algum ganho, os dados disponíveis sugerem que certos formatos de atividade física para depressão costumam mostrar respostas mais consistentes. Em geral, destacam-se:

  • Exercícios aeróbicos moderados, como caminhada rápida, corrida leve e ciclismo.
  • Treinos de resistência, envolvendo musculação ou uso de elásticos e exercícios com o peso do próprio corpo.
  • Práticas mente-corpo, como ioga, qigong e tai chi, especialmente citadas em estudos sobre ansiedade.

No caso da depressão, costumam ser mencionados programas de intensidade moderada, realizados em mais de três dias por semana e mantidos por períodos mais longos, muitas vezes acima de 24 semanas. Já para a ansiedade, há trabalhos indicando boa resposta com treinos de menor intensidade, feitos até três vezes por semana, ao longo de poucas semanas, especialmente quando incluem técnicas de respiração e atenção ao corpo.

Atividades acessíveis e começo gradual

Também ganham espaço atividades acessíveis e de baixo custo, como subir escadas, jardinagem ativa, dançar em casa e deslocar-se a pé ou de bicicleta no dia a dia. Assim, mesmo quem não dispõe de muito tempo ou dinheiro ainda consegue incluir movimento na rotina. Para quem enfrenta sintomas intensos, começar com sessões muito curtas (5 a 10 minutos) já pode representar um passo importante. A partir daí, a pessoa pode ampliar a duração e a intensidade conforme ganha confiança física e percebe pequenas melhoras em energia e disposição.

Além disso, alguns estudos recentes sugerem que a variedade ao longo da semana — alternando, por exemplo, caminhada, exercícios de força e alongamentos — pode aumentar a adesão, justamente porque evita a monotonia. Nesse sentido, escolher atividades minimamente prazerosas e compatíveis com a rotina diária importa tanto quanto a busca por um “tipo ideal” de exercício. Portanto, em vez de focar apenas na performance, muitas pessoas se beneficiam quando priorizam a regularidade e a sensação de bem-estar após cada sessão.

Por que a interação social durante o exercício faz diferença?

Um ponto que aparece com frequência nas análises científicas é o impacto das atividades em grupo. Caminhadas coletivas, equipes de corrida, grupos de pedal, aulas de dança ou ginástica e o convívio em clubes e academias criam ambientes de interação social que parecem potencializar os efeitos da prática física sobre a saúde mental.

Esses contextos oferecem elementos como sensação de pertencimento, apoio mútuo e incentivo contínuo. Para muitas pessoas, participar de um grupo reduz a sensação de isolamento, comum em quadros depressivos, e facilita a manutenção da rotina de treinos. Em estudos que comparam atividades solitárias e coletivas, não é incomum que os programas com maior componente social apresentem quedas mais expressivas em sintomas depressivos e ansiosos.

  • Grupos de caminhada em parques ou bairros.
  • Turmas organizadas de corrida de rua ou trilha.
  • Aulas coletivas em academias, como dança, funcional ou alongamento.
  • Encontros regulares para práticas orientais, como tai chi em praças.

Mesmo quando não é possível participar de grupos presenciais, algumas pessoas se beneficiam de comunidades online, desafios virtuais de passos ou aplicativos que permitem registrar treinos e interagir com outras pessoas, criando uma sensação de companhia e responsabilidade compartilhada. Dessa forma, o exercício deixa de ser apenas uma tarefa individual e passa a integrar uma rede de apoio, o que pode fazer diferença na continuidade da prática.

Como encaixar o exercício físico no tratamento da depressão?

Primeiros passos e adaptação gradual

Profissionais de saúde mental têm incorporado o exercício físico no tratamento da depressão de forma complementar, e não como substituto automático de outras intervenções. A recomendação costuma levar em conta diagnóstico, idade, condição clínica geral e preferências pessoais. Em muitos casos, o primeiro passo é modesto: pequenas caminhadas regulares, poucos minutos de movimento leve ou aulas introdutórias em modalidades acessíveis.

Algumas orientações amplamente utilizadas incluem:

  1. Começar devagar: priorizar intensidade leve a moderada, principalmente em pessoas sedentárias.
  2. Definir metas realistas: estabelecer dias e horários possíveis, evitando planos difíceis de cumprir.
  3. Buscar acompanhamento: sempre que possível, contar com avaliação médica e orientação de profissional de educação física.
  4. Registrar a rotina: anotar treinos, sensação física e mudanças de sono, apetite ou humor ao longo das semanas.
  5. Ajustar conforme a resposta: adaptar tipo, frequência e duração da atividade de acordo com a evolução clínica.

Estratégias para manter a regularidade

Também é importante considerar o contexto emocional da pessoa. Em períodos de piora dos sintomas, a meta pode ser simplesmente “se mexer um pouco” em vez de cumprir o treino completo, para evitar a sensação de fracasso. Além disso, estratégias como combinar o exercício com algo prazeroso (ouvir música, caminhar em um lugar agradável, treinar com alguém de confiança) aumentam as chances de adesão a longo prazo.

Outro ponto relevante envolve a flexibilidade. Em vez de encarar o plano de exercícios como algo rígido, muitas pessoas se beneficiam de alternativas: se não for possível fazer uma caminhada longa em um dia, por exemplo, alguns minutos de alongamento em casa ainda contam como avanço. Assim, o exercício entra gradualmente na identidade e no cotidiano da pessoa, e não apenas como uma obrigação momentânea ligada ao tratamento. Além disso, quando o exercício se integra a outras mudanças de estilo de vida — como alimentação equilibrada e higiene do sono —, os ganhos tendem a somar-se e a se manter por mais tempo.

FAQ – Perguntas frequentes sobre exercício físico e saúde mental

1. Quanto tempo leva para o exercício começar a ajudar na depressão?
Algumas pessoas relatam melhora em sono e nível de energia em poucas semanas, mas a maior parte dos estudos observa mudanças mais consistentes em sintomas depressivos a partir de 4 a 8 semanas de prática regular, mantendo a rotina por meses para consolidar os efeitos.

2. Quem está muito sem energia consegue começar a se exercitar?
Sim, desde que o início seja adaptado: movimentos leves, de curta duração (até 5–10 minutos), podem ser feitos em casa ou em pequenos trajetos a pé. A meta inicial é sair da inércia, não fazer treinos intensos. Muitas vezes é útil combinar o início da prática com apoio profissional e da rede de apoio.

3. Exercício físico pode substituir o antidepressivo?
Em geral, não se recomenda interromper medicação por conta própria. Em alguns casos específicos, sob supervisão psiquiátrica, o exercício pode permitir ajustes de dose ou, a longo prazo, redução gradual do uso de remédios. A decisão é individual e deve sempre ser tomada em conjunto com o médico.

4. Treinar à noite piora o sono de quem tem depressão ou ansiedade?
Depende da pessoa e da intensidade. Exercícios muito intensos perto da hora de dormir podem atrapalhar o sono em alguns casos, mas atividades leves a moderadas no fim do dia, como caminhada ou alongamento, costumam ser bem toleradas e até ajudam a relaxar. Vale testar horários diferentes e observar a resposta do próprio corpo.

5. E se eu não gosto de academia? Ainda assim posso me beneficiar?
Sim. Não é obrigatório frequentar academia para ter ganhos na saúde mental. Caminhar ao ar livre, dançar em casa, pedalar, praticar ioga online ou fazer exercícios com o peso do corpo já trazem benefícios. O mais importante é encontrar formas de movimento que sejam minimamente agradáveis e possíveis dentro da sua rotina.

Tags: bem-estardepressãoexercíciosaúde
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