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Saiba os principais sintomas de TDAH em adultos

Por Lucas
23/02/2026
Em Saúde
Saiba os principais sintomas de TDAH em adultos

Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

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O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em adultos, conhecido pela sigla TDAH, tem ganhado mais visibilidade nos últimos anos, sobretudo porque muitos casos só são identificados depois dos 30 ou 40 anos. Em grande parte das situações, a pessoa convive por décadas com desatenção, impulsividade e dificuldades de organização sem relacionar esses comportamentos a um transtorno neurobiológico. Esse quadro pode afetar diretamente a rotina profissional, a vida acadêmica tardia e as relações pessoais. Portanto, compreender o TDAH em adultos ajuda não apenas a reduzir o sofrimento, como também a orientar decisões sobre carreira, estudos, relacionamentos e autocuidado.

Embora o TDAH seja frequentemente associado à infância, estudos recentes apontam que a condição pode se manter ao longo de toda a vida, com manifestações diferentes em cada fase. Em adultos, a hiperatividade tende a ser menos evidente fisicamente e dar lugar a uma sensação interna constante de inquietação. Isso pode ser observado em quem está sempre mudando de tarefas, tem dificuldade para relaxar ou se sente sobrecarregado mesmo diante de atividades simples do dia a dia. Em suma, a pessoa parece “sempre ligada”, porém, muitas vezes, sem direção clara, o que gera cansaço emocional, frustração e, em alguns casos, baixa autoestima.

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O que é TDAH em adultos e como ele se manifesta?

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em adultos é uma condição de origem neurobiológica, na qual há alterações em processos relacionados à atenção, ao controle da impulsividade e à capacidade de autorregulação. Em vez de aparecer apenas como agitação motora, como muitos imaginam, o TDAH em idade adulta costuma se expressar de forma mais sutil, por meio de esquecimentos, dificuldade de planejamento e sensação de desorganização constante. Esse padrão costuma ser persistente e se manifesta em diferentes contextos, como trabalho, estudos, vida familiar e finanças. Portanto, o TDAH adulto deixa marcas em várias áreas ao mesmo tempo, o que, entretanto, muitas vezes leva a interpretações equivocadas, como “falta de esforço” ou “preguiça”.

Entre os sinais frequentemente associados ao TDAH adulto, destacam-se problemas para concluir tarefas iniciadas, tendência a adiar compromissos, perda recorrente de prazos e dificuldade para manter a atenção em reuniões longas ou atividades burocráticas. Também é comum a pessoa relatar que “pensa em muitas coisas ao mesmo tempo” e tem dificuldade para priorizar o que é mais importante. Então, a mente funciona de maneira acelerada, porém a execução prática se fragmenta. Essas características não surgem de repente na fase adulta; em geral, já estavam presentes na infância, ainda que nem sempre tenham sido reconhecidas. Em suma, o adulto com TDAH carrega uma história de “desorganização crônica” que, quando compreendida, faz sentido dentro do quadro clínico.

TDAH em adultos: quais sintomas chamam mais atenção?

Os sintomas do TDAH em adultos costumam se organizar em três grandes grupos: desatenção, hiperatividade e impulsividade. A desatenção aparece em atitudes como esquecer compromissos, perder objetos com frequência, ter dificuldade de seguir etapas de um projeto ou precisar reler diversas vezes o mesmo conteúdo para compreendê-lo. Então, tarefas que exigem foco contínuo, planilhas extensas, leituras técnicas ou relatórios longos podem se tornar especialmente difíceis. Já a hiperatividade pode se manifestar mais como inquietação interna, sensação de urgência constante ou necessidade de estar sempre ocupado, mesmo sem foco definido. Entretanto, por não se traduzir sempre em agitação física evidente, muita gente minimiza esse sintoma.

No campo da impulsividade, é comum encontrar decisões tomadas sem planejamento, dificuldade de esperar a própria vez em conversas ou reuniões, interrupções recorrentes da fala de outras pessoas e compras por impulso. Portanto, o impacto atinge tanto a vida profissional quanto o orçamento financeiro e os vínculos afetivos, pois comentários ditos sem pensar e atitudes abruptas podem gerar conflitos frequentes. Em algumas situações, a instabilidade emocional também chama atenção: alterações rápidas de humor, irritabilidade em situações de frustração e sensibilidade elevada a críticas podem estar presentes. Em suma, o TDAH em adultos não se restringe à atenção; ele também envolve regulação emocional e comportamento no dia a dia. Esses sinais, somados, podem gerar impacto relevante na carreira, nos estudos e na gestão da vida pessoal.

Por que o TDAH em adultos pode passar despercebido?

Um dos motivos para o TDAH em adultos ser subdiagnosticado está no que especialistas chamam de mascaramento. Desde cedo, muitas pessoas aprendem a usar estratégias para esconder comportamentos considerados inadequados, como inquietação ou impulsividade. Ao longo da vida, essas estratégias podem incluir esforço exagerado para cumprir tarefas, trabalho em excesso para compensar atrasos, dependência de lembretes constantes ou até escolha de ambientes que exijam menos organização. Portanto, por fora, a pessoa parece apenas “ocupada demais”, enquanto por dentro sente exaustão, culpa e a sensação de estar sempre correndo atrás do prejuízo.

Outro fator importante é a semelhança de alguns sintomas do TDAH com quadros como ansiedade, depressão e transtornos de humor. A fadiga mental, as dificuldades de concentração e a desmotivação, por exemplo, podem ser interpretadas apenas como sinais de estresse ou esgotamento. Então, muitos adultos procuram ajuda por questões emocionais, e não por suspeita de TDAH. Em muitos casos, o diagnóstico de TDAH só é levantado quando a pessoa procura ajuda por outro motivo, como crises de ansiedade, uso problemático de substâncias ou dificuldades persistentes no desempenho profissional, mesmo com esforço significativo. Em suma, quando o tratamento de ansiedade ou depressão não traz melhora plena da atenção e da organização, o profissional começa a considerar a possibilidade de TDAH subjacente.

Quais são as possíveis causas do TDAH ao longo da vida?

As pesquisas indicam que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade tem forte componente genético. Isso significa que, em muitas famílias, é possível identificar mais de um membro com sinais compatíveis com o transtorno, ainda que nem todos tenham diagnóstico formal. Além da herança genética, fatores do ambiente também exercem influência, como condições durante a gestação, exposição a determinadas substâncias e experiências na primeira infância. Portanto, o TDAH resulta de uma combinação entre predisposição biológica e contexto, e não de falha de caráter, má criação ou “falta de limites”.

Outro ponto frequentemente observado é a presença de comorbidades, ou seja, outros transtornos que aparecem junto com o TDAH. Ansiedade, depressão, transtorno bipolar e transtornos relacionados ao uso de substâncias estão entre os mais comuns. Em suma, isso torna o quadro mais complexo, porque os sintomas se sobrepõem. A combinação de sintomas pode dificultar a identificação do que pertence ao TDAH e do que está ligado a outras condições, exigindo uma avaliação detalhada da história de vida, dos contextos em que os sintomas aparecem e de como eles evoluíram ao longo dos anos. Entretanto, quando o profissional consegue diferenciar esses elementos, o tratamento tende a se tornar mais eficaz e personalizado.

Como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento?

O diagnóstico do TDAH em adultos é clínico e costuma ser realizado por psiquiatras ou neurologistas, frequentemente com apoio de psicólogos. Essa avaliação inclui entrevistas estruturadas, análise do histórico escolar e profissional, investigação de sintomas desde a infância e exclusão de outras condições médicas ou psiquiátricas que possam explicar o quadro. Portanto, a conversa detalhada, o relato de familiares e o resgate da história de vida ganham grande importância. Não há um exame de laboratório único capaz de confirmar o transtorno, por isso a coleta detalhada de informações é essencial. Em suma, trata-se de um processo cuidadoso, que busca compreender o padrão de funcionamento da pessoa ao longo do tempo.

Quanto ao tratamento, a abordagem mais utilizada combina medicamentos e intervenções psicoterapêuticas. Medicamentos específicos podem ajudar a regular a atenção e a impulsividade, enquanto a terapia comportamental auxilia na criação de estratégias práticas para organização, planejamento e manejo do tempo. Portanto, medicação e psicoterapia atuam de forma complementar: uma favorece o funcionamento neuroquímico e a outra fortalece habilidades de vida diária. Em muitos casos, ajustes na rotina também fazem diferença, como uso de agendas e aplicativos, divisão de tarefas em etapas menores e estabelecimento de horários mais regulares para sono, alimentação e trabalho. Entretanto, o plano de tratamento precisa ser individualizado, levando em conta a realidade, os objetivos e as comorbidades de cada pessoa.

Quais estratégias diárias podem ajudar quem tem TDAH adulto?

Além do acompanhamento profissional, algumas medidas do dia a dia podem contribuir para reduzir o impacto do TDAH na rotina. Pequenas mudanças, quando mantidas de forma consistente, tendem a facilitar a organização e a gestão da atenção. Portanto, criar um sistema simples e repetível costuma funcionar melhor do que tentar seguir métodos complexos. A seguir, algumas estratégias amplamente utilizadas:

  • Definir horários fixos para tarefas essenciais, como acordar, dormir e iniciar o trabalho.
  • Usar listas diárias de tarefas, priorizando de três a cinco atividades principais.
  • Dividir demandas grandes em etapas menores e mais objetivas.
  • Evitar múltiplas tarefas simultâneas, concentrando-se em uma atividade por vez.
  • Reduzir distrações visuais e sonoras em momentos que exigem concentração.

Para quem busca uma forma mais estruturada de organizar o dia, alguns profissionais sugerem um passo a passo simples:

  1. Anotar todas as tarefas da semana em um único lugar.
  2. Classificar o que é urgente, importante e o que pode ser adiado.
  3. Reservar blocos de tempo específicos para cada grupo de tarefas.
  4. Usar alarmes ou lembretes para compromissos e prazos.
  5. Revisar ao final do dia o que foi feito e o que precisa ser reprogramado.

Ao longo do tempo, o reconhecimento do TDAH em adultos tem contribuído para que mais pessoas compreendam suas dificuldades de atenção e organização não como falhas de caráter, mas como parte de um quadro clínico que pode ser manejado com recursos adequados. Em suma, quando o adulto entende seu funcionamento, ele ganha oportunidade de construir estratégias alinhadas ao próprio cérebro, em vez de tentar se encaixar em modelos que não funcionam para ele. Com avaliação cuidadosa, tratamento individualizado e ajustes na rotina, é possível reduzir prejuízos acadêmicos, profissionais e sociais, favorecendo uma vida mais estável e funcional em diferentes fases da vida.

FAQ sobre TDAH em adultos

1. TDAH em adultos tem cura?
Não se fala em “cura” no sentido tradicional, porque o TDAH representa um modo de funcionamento do cérebro. Entretanto, com tratamento adequado e estratégias bem estruturadas, muitas pessoas reduzem bastante os prejuízos e passam a levar uma vida produtiva, organizada e satisfatória.

2. TDAH em adultos pode aparecer de repente?
O TDAH não surge de forma súbita na vida adulta. Então, para fechar o diagnóstico, o profissional precisa identificar sinais que começaram na infância, ainda que tenham passado despercebidos. O que pode acontecer na fase adulta é o aumento da demanda (trabalho, família, estudos), o que torna os sintomas mais evidentes.

3. TDAH em adultos afeta a memória?
O TDAH afeta principalmente a atenção e as funções executivas. Portanto, a pessoa parece ter “memória ruim”, mas, na prática, não registrou bem a informação por falta de foco. Quando o tratamento melhora a atenção, a queixa de “esquecimento” costuma diminuir.

4. Atividade física ajuda no TDAH adulto?
Sim. Exercícios físicos regulares podem melhorar humor, sono, organização do tempo e regulação emocional. Em suma, a atividade física não substitui o tratamento médico ou psicoterapêutico, porém atua como um aliado importante na rotina.

5. Adultos com TDAH podem ter alto desempenho profissional?
Podem, sim. Muitos adultos com TDAH mostram grande criatividade, capacidade de resolver problemas sob pressão e hiperfoco em temas de interesse. Portanto, quando recebem diagnóstico, tratamento e encontram ambientes compatíveis com seu estilo de funcionamento, conseguem transformar essas características em pontos fortes.

Tags: adultosaúdesinaissintomastdah
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