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Uso de AAS previne câncer colorretal em idosos? Estudo explica

Por Lucas
24/02/2026
Em Saúde
Uso de AAS previne câncer colorretal em idosos? Estudo explica

Créditos: depositphotos.com / ADragan

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Durante muito tempo, circulou a ideia de que tomar ácido acetilsalicílico em baixa dose todos os dias poderia ajudar a evitar o câncer colorretal. Essa crença se espalhou principalmente porque muitos pacientes que usavam o medicamento por causa do coração pareciam ter menos tumores de intestino ao longo dos anos. Com o avanço das pesquisas, porém, especialmente em idosos saudáveis, esse possível efeito protetor passou a ser questionado de maneira mais firme. Em suma, o que antes soava como uma solução simples e promissora, hoje exige análise muito mais criteriosa e individualizada.

Em 2026, o entendimento é que o remédio não pode ser visto como solução geral para impedir o surgimento de câncer no intestino grosso. Portanto, o que as evidências mais recentes indicam é que o tratamento precisa ser indicado com objetivo claro, normalmente ligado à saúde cardiovascular ou a situações muito específicas de risco oncológico. Entretanto, mesmo nesses cenários, médicos avaliam caso a caso, considerando idade, histórico de sangramentos, uso de outros remédios e presença de doenças crônicas. Fora desses contextos, o uso contínuo tende a trazer mais dúvidas do que respostas sobre benefícios reais, então acaba deixando de ser uma estratégia rotineira para a maioria das pessoas.

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O que os grandes estudos mostraram sobre aspirina e câncer colorretal?

A discussão em torno de aspirina e câncer colorretal ganhou novo peso com a divulgação de ensaios clínicos de grande porte. Em um desses trabalhos, conduzido com milhares de idosos considerados saudáveis, os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu comprimidos com baixa dose de ácido acetilsalicílico e o outro tomou placebo, sendo acompanhados por vários anos. O objetivo real era simples: observar se haveria menos casos de câncer em quem usava o medicamento. Portanto, pesquisadores buscavam uma resposta direta sobre prevenção oncológica, e não apenas sobre eventos cardiovasculares.

Os resultados surpreenderam parte da comunidade científica. A incidência de tumores, incluindo os de cólon e reto, foi semelhante entre quem tomou aspirina e quem tomou placebo. Em alguns recortes, observou-se até um aumento na mortalidade por câncer durante o período em que o remédio foi consumido diariamente. Então, a hipótese inicial de proteção ampla perdeu força diante dos dados concretos. Quando o uso foi interrompido, esse risco deixou de aparecer com a mesma intensidade ao longo do tempo de acompanhamento, o que reforçou ainda mais a relação entre o consumo contínuo e os desfechos negativos identificados.

Esses achados ajudaram a derrubar a ideia de que bastaria usar aspirina em baixa dose para reduzir o risco de câncer colorretal em pessoas idosas sem outras doenças de base. Em suma, os pesquisadores concluíram que benefícios oncológicos gerais não se confirmaram nesse público. Também reforçaram a noção de que dados observacionais antigos, embora importantes, não são suficientes para sustentar recomendações de larga escala quando não são confirmados por estudos controlados. Portanto, hoje se valoriza muito mais a combinação entre evidências robustas, perfil individual de risco e diálogo detalhado entre médico e paciente antes de iniciar ou manter o uso contínuo do medicamento.

Por que o ácido acetilsalicílico não é indicado para qualquer pessoa como prevenção?

Apesar de ser um medicamento conhecido há décadas, o ácido acetilsalicílico não é isento de riscos. Entre os efeitos indesejados mais discutidos estão sangramentos digestivos, agravamento de úlceras e, em situações raras, hemorragias em outros órgãos. Em idosos, esses problemas tendem a ser mais frequentes, já que muitos usam outros remédios, têm doenças crônicas e apresentam maior fragilidade de vasos e mucosas. Portanto, cada comprimido diário precisa entrar em um contexto terapêutico bem definido, e não em uma rotina automática de “prevenção geral”.

Ao avaliar se vale a pena usar aspirina para tentar prevenir câncer colorretal, profissionais de saúde costumam pesar dois lados:

  • Possíveis benefícios: redução de eventos cardiovasculares em determinados perfis de risco e, em grupos específicos, eventual impacto sobre tumores;
  • Possíveis prejuízos: aumento de sangramentos, necessidade de internações, interação com outros medicamentos e piora de condições digestivas pré-existentes.

Quando não há uma indicação forte, como prevenção de infarto ou AVC em pessoas com doença cardiovascular estabelecida, o balanço tende a não favorecer o uso rotineiro do ácido acetilsalicílico, principalmente em idosos. Então, nesse cenário, mudanças de estilo de vida e rastreamento adequado aparecem como estratégias centrais. Em outras palavras, para grande parte dessa população, o risco de complicações passa a ser maior do que qualquer benefício comprovado em relação ao câncer de intestino. Entretanto, em pacientes com alto risco cardiovascular, o mesmo remédio pode representar proteção importante, sempre sob orientação médica.

Como é feita a detecção precoce do câncer de intestino?

Independentemente do debate sobre aspirina, a maneira mais eficaz de lidar com o câncer colorretal continua sendo a combinação de detecção precoce e rastreamento estruturado. Geralmente, o processo começa pela atenção a sinais que despertam suspeita, como:

  • Presença de sangue nas fezes, em pequena ou grande quantidade;
  • Mudança persistente do hábito intestinal, com diarreia ou constipação durando semanas;
  • Dor ou cólica abdominal frequente, sem causa aparente;
  • Sensação de inchaço ou de evacuação incompleta recorrente;
  • Perda de peso involuntária;
  • Fraqueza e anemia identificadas em exames.

Quando esses sinais aparecem, o médico costuma solicitar exames complementares. Entre eles, a colonoscopia ocupa posição central. Esse procedimento permite observar todo o intestino grosso, retirar pólipos, cauterizar pequenas lesões e coletar fragmentos para biópsia. Em suma, a colonoscopia funciona ao mesmo tempo como exame diagnóstico e intervenção preventiva. Muitas vezes, um pólipo retirado na colonoscopia representa um tumor que seria evitado no futuro, caso evoluísse silenciosamente ao longo dos anos. Portanto, manter esse exame em dia, dentro das recomendações de idade e risco, continua sendo um dos pilares da prevenção efetiva.

Quais fatores aumentam o risco de câncer colorretal?

O risco de câncer de intestino não é igual para todas as pessoas. Alguns aspectos tornam o desenvolvimento do tumor mais provável, como:

  • Idade a partir dos 50 anos, com aumento progressivo do risco nas décadas seguintes;
  • Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos avançados em parentes próximos;
  • Presença de síndromes hereditárias, como síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar;
  • Doenças inflamatórias intestinais crônicas, a exemplo de retocolite ulcerativa e doença de Crohn;
  • Alimentação rica em carnes processadas e pobre em fibras;
  • Excesso de peso, principalmente com acúmulo de gordura abdominal;
  • Tabagismo e consumo elevado de álcool.

Nesses grupos, o acompanhamento costuma ser diferenciado, com início mais cedo do rastreamento por colonoscopia e intervalos menores entre os exames. Então, o calendário de rastreamento deixa de seguir apenas a idade cronológica e passa a respeitar o risco individual. Em alguns casos hereditários específicos, o ácido acetilsalicílico pode ser considerado como parte de um conjunto de medidas preventivas, sempre sob supervisão especializada e avaliação cuidadosa de risco-benefício. Entretanto, mesmo nesses cenários de alto risco, a medicação entra como complemento, e não como substituto de colonoscopia, exames de fezes e mudanças no estilo de vida.

Que estratégias são hoje recomendadas para reduzir o risco de câncer de intestino?

A prevenção do câncer colorretal em 2026 é construída muito mais sobre hábitos e rastreamento do que sobre comprimidos. Entre as orientações mais frequentes, destacam‑se:

  1. Manter alimentação variada, com boa oferta de frutas, verduras, legumes e grãos integrais.
  2. Limitar carnes processadas, como salsicha, linguiça, hambúrguer industrializado, bacon e embutidos.
  3. Controlar o consumo de carne vermelha, evitando grandes porções frequentes.
  4. Praticar atividade física de forma regular, ajudando no controle do peso e no funcionamento intestinal.
  5. Evitar cigarro e reduzir ao máximo o uso de bebidas alcoólicas.
  6. Manter exames de rastreamento em dia, de acordo com idade, histórico familiar e orientações de serviços de saúde.

Dentro desse cenário, o ácido acetilsalicílico em baixa dose permanece como ferramenta importante em cardiologia e pode ter espaço em nichos específicos de risco oncológico, mas não é indicado como estratégia universal de proteção contra o câncer colorretal. Em suma, quem busca reduzir o risco deve priorizar alimentação equilibrada, manutenção do peso saudável, abandono do tabagismo e adesão ao calendário de exames. Portanto, o cuidado individualizado, baseado em fatores pessoais de risco, histórico clínico e acompanhamento regular, continua sendo o caminho mais adotado para reduzir o impacto desse tipo de tumor na população. Entretanto, qualquer decisão sobre iniciar ou suspender aspirina deve sempre passar por conversa detalhada com o médico, para que benefícios e riscos fiquem claros.

FAQ – Perguntas frequentes sobre aspirina, intestino e prevenção (sem repetir os tópicos dos subtítulos)

1. Tomar aspirina de vez em quando ajuda a proteger o intestino?
Não. O uso esporádico, por exemplo para dor de cabeça, não oferece proteção relevante contra câncer de intestino. Em suma, o que os estudos avaliaram foi o uso diário e contínuo, e mesmo assim os resultados não sustentam a recomendação de aspirina apenas para “proteger o intestino” em pessoas sem indicação específica.

2. Quem já teve pólipos retirados na colonoscopia deve começar aspirina por conta própria?
Não é recomendado iniciar por conta própria. Portanto, quem já retirou pólipos precisa seguir o plano de rastreamento definido pelo gastroenterologista ou coloproctologista, com novos exames no intervalo indicado. A decisão sobre aspirina entra apenas após análise ampla do risco cardiovascular, do histórico de sangramentos e de outros fatores de saúde.

3. Existe alguma dose “mais segura” de aspirina para prevenção?
As doses baixas, como 75 mg a 100 mg ao dia, costumam ser usadas em prevenção cardiovascular. Entretanto, mesmo nessa faixa existem riscos de sangramento e de complicações digestivas. Então, não há uma dose totalmente livre de efeitos adversos. A “melhor” dose é sempre aquela indicada pelo médico, dentro de um contexto terapêutico claro.

4. Suplementos, vitaminas ou chás podem substituir exames de rastreamento?
Não. Nenhum suplemento, vitamina ou chá substitui colonoscopia ou outros exames de rastreamento. Em suma, produtos naturais podem até fazer parte de um estilo de vida saudável, mas não detectam pólipos, não removem lesões e não permitem biópsia. Portanto, exames estruturados seguem como parte essencial da prevenção efetiva.

5. Pessoas jovens precisam se preocupar com câncer colorretal?
A maioria dos casos aparece após os 50 anos, entretanto vem ocorrendo aumento em adultos mais jovens em vários países. Então, quem tem sintomas persistentes (sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, perda de peso sem explicação) ou histórico familiar importante deve procurar avaliação, mesmo antes da idade usual de rastreamento.

Tags: aasaspirinacâncerMitoprevinesaúde
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