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Você come rápido? Entenda como isso altera corpo e humor

Por Larissa
24/02/2026
Em Bem-estar, Saúde
Você come rápido? Entenda como isso altera corpo e humor

Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

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Quem observa a rotina alimentar atual percebe um cenário curioso: pessoas cercadas por informações sobre alimentação equilibrada, mas comendo em ritmo cada vez mais acelerado. O prato então é finalizado em poucos minutos, muitas vezes em frente a uma tela ou enquanto se responde mensagens. Esse comportamento de comer rápido deixa de ser algo pontual e passa a atuar como padrão diário, com efeitos diretos sobre o organismo e também sobre o bem-estar emocional, como aumento de irritação, culpa e sensação de descontrole.

Por que comer rápido altera a relação com a fome?

Comer rápido envolve mais do que terminar o prato em pouco tempo. Isso inclui mastigar pouco, engolir grandes bocados e quase não notar o que está sendo consumido. Em suma, a refeição acontece no piloto automático. A sensação de estar satisfeito não surge no exato momento em que o alimento entra no estômago; existe um intervalo em que o sistema digestivo envia informações ao cérebro. Quando esse período é desrespeitado repetidamente, fica mais fácil ultrapassar a quantidade que o corpo realmente precisa e se distanciar do próprio senso de medida interna.

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O estômago e o intestino utilizam sinais mecânicos (distensão, movimento) e químicos (hormônios relacionados à saciedade) para avisar que já há comida suficiente. Entretanto, esses sinais não são instantâneos. Se a refeição termina em cinco ou dez minutos, é provável que o organismo ainda esteja “processando” a chegada do alimento. Muitas pessoas só notam que exageraram quando o desconforto aparece: sensação de estufamento, cansaço ou sonolência. Portanto, ao alongar alguns minutos a refeição e mastigar com mais calma, a pessoa tende a perceber o ponto de saciedade com maior precisão.

Com o hábito mantido, cria-se um círculo repetitivo: come-se depressa, sente-se peso, surge arrependimento ou promessa de compensação, mas na refeição seguinte tudo acontece novamente da mesma forma. Essa dinâmica interfere no equilíbrio energético geral e pode favorecer, a médio prazo, aumento de peso e maior dificuldade para ajustar porções de maneira intuitiva. Então, a relação com a comida fica mais guiada por regras externas e dietas rígidas do que pela escuta do próprio corpo, o que aumenta frustração e sensação de fracasso.

Quais impactos físicos estão ligados ao comer depressa?

A mastigação é um passo fundamental da digestão. Dentes e saliva iniciam a quebra do alimento, facilitando a atuação de enzimas e ácidos no estômago. Quando essa etapa encurta demais, os pedaços chegam maiores ao aparelho digestivo, exigindo mais esforço. Em indivíduos sensíveis, isso se relaciona a sintomas como azia, refluxo, digestão lenta e gás em excesso após as refeições. Além disso, comer rápido geralmente leva à ingestão de mais ar, o que, portanto, intensifica o desconforto abdominal e a sensação de inchaço.

Outro ponto importante é o comportamento da glicose no sangue. Em refeições com presença marcante de pães, massas, doces ou bebidas açucaradas, a ingestão muito rápida pode contribuir para aumentos bruscos na glicemia em alguns perfis, seguida de queda relativamente rápida. Essa oscilação pode trazer sensação de sonolência, irritação ou vontade de comer novamente pouco tempo depois, mesmo com o estômago ainda abastecido. Em suma, a pessoa sente “fome” logo após comer, o que favorece lanches em excesso e beliscos constantes ao longo do dia.

Há também a influência do estresse. Rotinas agitadas mantêm hormônios como o cortisol em níveis elevados. Se a refeição acontece nesse mesmo clima de urgência, o organismo permanece em estado de alerta, o que interfere em sono, apetite e uso de reservas de gordura. O momento que poderia ajudar o corpo a desacelerar acaba reforçando a sensação de pressa. Transformar ao menos uma refeição diária em uma pausa real, sem telas e sem correria, funciona como um antídoto prático para esse ciclo, contribuindo para melhor digestão, maior sensação de calma e até melhora da concentração depois do prato.

Como tornar as refeições mais calmas na rotina atual?

Trazer esse cuidado para o dia a dia não exige grandes rituais. Estratégias práticas, adaptadas à realidade de cada pessoa, costumam ser mais eficazes. Uma proposta eficiente é escolher apenas uma refeição do dia para servir como “treino” de atenção: por exemplo, o café da manhã em casa ou o jantar em família. A partir daí, podem ser adotados alguns passos, que, entretanto, podem ser ajustados conforme o contexto, número de pessoas na casa e tempo disponível.

  • Organizar o ambiente: sempre que possível, sentar-se à mesa, afastar o celular e desligar a TV nesse momento escolhido. Portanto, a refeição ganha um espaço próprio, o que ajuda o cérebro a entender que é hora de desacelerar.
  • Fazer uma pausa de alguns segundos antes da primeira garfada, respirando fundo e observando o prato. Em suma, esse pequeno intervalo já muda o tom da refeição, prepara o corpo para digerir melhor e diminui a pressa automática.
  • Apoiar o talher no prato entre um bocado e outro, permitindo que a mastigação termine antes de pegar mais comida. Então, o ritmo naturalmente desacelera, a mastigação melhora e os sinais de saciedade aparecem de forma mais perceptível.
  • Encerrar a refeição assim que o conforto aparecer, mesmo que ainda haja alimento na travessa, ajustando as porções nas próximas vezes. Portanto, a experiência acumulada ao longo dos dias ajuda a calibrar melhor a quantidade servida e reduz o desperdício.

Outra frente importante é o planejamento. Em vez de receitas muito elaboradas em dias corridos, o uso de preparações simples, ingredientes pré-preparados e marmitas congeladas reduz o tempo na cozinha e libera alguns minutos extras para permanecer sentado à mesa. Assim, a praticidade passa a ser aliada, e não justificativa, para refeições ainda mais apressadas. Então, ao integrar organização, escolhas realistas e atenção plena, a rotina ganha refeições mais calmas, sem exigir mudanças drásticas ou perfeccionismo.

Quando esse conjunto de pequenas mudanças se repete, o corpo começa a responder de forma diferente. A tendência é que a pessoa reconheça com mais clareza quanta comida lhe faz bem, perceba melhor o momento de parar e reduza a frequência de desconfortos após o prato. Em suma, a refeição deixa de ser apenas um intervalo apressado entre tarefas e volta a exercer seu papel de apoio concreto à saúde física e mental, fortalecendo também a sensação de autonomia nas escolhas alimentares.

FAQ – Perguntas frequentes sobre comer rápido, atenção plena e rotina alimentar

1. Comer rápido em algumas refeições da semana faz mal?
Não é necessário ter uma alimentação perfeita o tempo todo. Entretanto, quando o comer rápido se torna a regra e não a exceção, os impactos sobre digestão, saciedade e nível de estresse tendem a se acumular. Portanto, vale priorizar ao menos uma ou duas refeições por dia com ritmo mais calmo, mesmo em dias agitados.

2. Comer devagar engorda ou emagrece?
Comer devagar, por si só, não “emagrece” automaticamente. Porém, ao perceber melhor a fome e a saciedade, você tende a ajustar quantidades com mais facilidade e a evitar exageros frequentes. Em suma, o ritmo mais tranquilo apoia um peso mais estável e facilita qualquer objetivo de mudança de peso, sem dietas extremas.

3. Posso praticar atenção plena mesmo comendo fora de casa?
Sim. Portanto, mesmo em restaurantes, lanchonetes ou no trabalho, é possível aplicar alguns pontos: fazer uma pausa antes da primeira garfada, mastigar mais, apoiar o talher entre bocados e evitar usar o celular durante a refeição. Pequenos ajustes já geram diferença, mesmo em ambientes movimentados.

4. Atenção plena significa nunca usar o celular ou ver TV ao comer?
Não necessariamente. Entretanto, quanto mais estímulos competem com a refeição, maior a chance de você comer no automático. Então, se não for possível desligar tudo, tente ao menos escolher uma refeição do dia para ficar sem telas, ou fazer pausas conscientes para notar o sabor e o quanto o corpo já se sente satisfeito.

5. Como saber se minha fome é física ou emocional?
A fome física costuma aparecer aos poucos, aceita diferentes alimentos e melhora assim que você come uma refeição equilibrada. Já a fome emocional, em geral, surge de repente, foca em um alimento específico (como doce ou fritura) e não traz sensação duradoura de conforto. Portanto, fazer uma breve pausa para perguntar “o que estou sentindo agora?” ajuda a diferenciar e a escolher como lidar com cada situação.

Tags: bem-estarcomersaúde
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