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Pesquisa de Havard revela os tipos de câncer que mais crescem em jovens

Por Lucas
25/02/2026
Em Saúde
Pesquisa de Havard revela os tipos de câncer que mais crescem em jovens

Créditos: depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy

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O aumento de diferentes tipos de câncer em pessoas com menos de 50 anos tem chamado a atenção de pesquisadores no mundo todo. Nas últimas duas décadas, levantamentos internacionais têm mostrado que tumores antes mais comuns em faixas etárias avançadas estão aparecendo com mais frequência em adultos jovens. Esse cenário levanta dúvidas sobre hábitos de vida, impacto do ambiente, acesso à saúde e também sobre a forma como esses casos estão sendo detectados. Em suma, o tema passou a fazer parte de debates sobre saúde pública, prevenção e qualidade de vida nas grandes cidades e também em regiões em desenvolvimento.

Entre 2000 e 2017, estudos populacionais em vários países identificaram um crescimento contínuo de diagnósticos de câncer em indivíduos com menos de 50 anos. Não se trata apenas de um aumento pontual: em alguns tumores específicos, a curva de crescimento é mais íngreme justamente nas idades em que, tradicionalmente, o foco da prevenção não era tão intenso. Portanto, pesquisadores começaram a rever diretrizes de rastreamento, critérios de risco e até mesmo recomendações de estilo de vida para faixas etárias mais jovens. Esse conjunto de dados tem provocado debates em universidades, serviços de saúde e entre gestores públicos.

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Câncer em jovens: quais tipos estão crescendo mais?

A expressão câncer em jovens vem sendo usada para descrever tumores que surgem antes dos 50 anos de idade, muitas vezes em pessoas em plena atividade profissional e familiar. Entre os tipos que mais preocupam estão o câncer colorretal, o câncer do colo do útero, o câncer de pâncreas, o câncer de próstata, o câncer de rim e o mieloma múltiplo. Em comum, todos apresentam aumento consistente de incidência em adultos jovens em diferentes regiões do mundo e, então, geram a necessidade de conscientização precoce sobre sinais de alerta, histórico familiar e fatores de risco modificáveis.

No caso específico do câncer colorretal em jovens, projeções internacionais sugerem que, até 2030, possa haver um crescimento expressivo entre indivíduos de 20 a 49 anos. Além de surgirem com mais frequência, muitos desses tumores têm sido diagnosticados em estágios mais avançados, quando os sintomas já se tornam mais evidentes, o que ajuda a explicar a elevação nas taxas de mortalidade em alguns países. Portanto, sintomas como sangue nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, perda de peso sem explicação e dor abdominal recorrente não devem ser ignorados, mesmo por quem ainda não chegou aos 50 anos.

Os tumores ginecológicos, especialmente os do colo do útero, também seguem essa tendência em determinadas populações, o que reforça a importância da vacinação contra o HPV e do rastreamento periódico. Entretanto, é importante destacar que, quando a vacinação começa na infância e na adolescência e o exame preventivo (Papanicolau) ocorre regularmente, o risco de câncer do colo do útero diminui de forma significativa. Então, estratégias combinadas de prevenção primária (vacinas, estilo de vida saudável) e prevenção secundária (rastreamento) se tornam essenciais.

Por que o câncer precoce está aumentando em países com alto IDH?

Uma das principais observações dos levantamentos recentes é que o câncer de início precoce cresce de forma mais acentuada em países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto, como Estados Unidos, Canadá, nações da Europa e regiões desenvolvidas da Oceania. Esse comportamento, à primeira vista, pode parecer contraditório, já que esses locais costumam ter melhor infraestrutura de saúde e mais informações disponíveis para a população. Em suma, a combinação entre um estilo de vida moderno, maior exposição a fatores ambientais e acesso ampliado a exames de diagnóstico cria um cenário complexo, em que se identificam tanto mais casos reais quanto mais tumores em fases iniciais.

Os especialistas apontam alguns fatores possíveis para esse padrão:

  • Estilo de vida moderno: maior consumo de alimentos ultraprocessados, sedentarismo e longas jornadas de trabalho podem favorecer obesidade, diabetes e inflamações crônicas. Portanto, o corpo passa a conviver com um estado de agressão constante, que aumenta a chance de alterações celulares ao longo do tempo.
  • Transição alimentar: substituição de refeições frescas por lanches rápidos, ricos em gordura, açúcar e sal, associada ao menor consumo de fibras. Então, o intestino sofre com um funcionamento menos saudável, o que se relaciona a alterações no microbioma intestinal, fator que pesquisadores investigam intensamente em relação ao câncer colorretal e a outros tumores digestivos.
  • Exposição ambiental: contato contínuo com poluentes, substâncias químicas presentes em plásticos, agrotóxicos e poluição do ar. Em suma, a vida urbana moderna coloca o organismo em contato com uma grande variedade de compostos potencialmente tóxicos, muitas vezes desde a infância.
  • Envelhecimento biológico precoce: mesmo com menor idade cronológica, alguns indivíduos acumulam fatores de risco desde a infância, o que pode antecipar o surgimento de tumores. Portanto, não se trata apenas de quantos anos a pessoa tem no documento, mas de como o organismo sofreu agressões ao longo da vida.

Além desses elementos, o acesso mais amplo a exames de imagem, testes laboratoriais e programas estruturados de rastreamento aumenta a probabilidade de localizar tumores ainda pequenos, que em décadas anteriores talvez passassem despercebidos. Entretanto, em tumores agressivos, o aumento de casos em estágios avançados indica que só o maior número de exames não explica o fenômeno. Então, torna-se necessário olhar também para políticas de prevenção, educação em saúde e redução de desigualdades no acesso ao diagnóstico oportuno dentro de cada país.

Obesidade e câncer em jovens: qual é a relação?

A conexão entre obesidade e câncer em adultos jovens vem ganhando destaque nas publicações científicas. O excesso de peso está associado a alterações hormonais, inflamação crônica de baixo grau e resistência à insulina, condições que podem favorecer o surgimento de tumores em diferentes órgãos. Essa relação é particularmente observada em câncer colorretal, câncer de rim, câncer de pâncreas e alguns tipos de câncer ginecológico. Em suma, quando o peso se mantém elevado por muitos anos, o organismo vive em um “ambiente biológico” que favorece o aparecimento de células alteradas.

A chamada “epidemia global de obesidade” se intensificou a partir dos anos 1990 e 2000, acompanhando a expansão de ambientes urbanos, jornadas prolongadas em atividades sedentárias e oferta crescente de alimentos com alta densidade calórica e baixo valor nutricional. Crianças e adolescentes que cresceram nesse contexto podem chegar à idade adulta com vários fatores de risco acumulados, o que ajuda a explicar o aparecimento mais precoce de tumores em comparação com gerações anteriores. Portanto, intervenções precoces em escolas, famílias e comunidades ganham importância estratégica para frear esse ciclo.

  1. Mudanças hormonais: o tecido adiposo em excesso interfere na produção de hormônios sexuais e de substâncias inflamatórias. Então, o equilíbrio hormonal fica comprometido, o que influencia diretamente processos de crescimento e morte celular.
  2. Resistência à insulina: níveis elevados de insulina e fatores de crescimento podem estimular a multiplicação celular. Em suma, o organismo passa a enviar sinais que favorecem a proliferação de células, inclusive quando elas já apresentam alguma alteração genética.
  3. Microambiente inflamatório: processos inflamatórios prolongados aumentam a chance de danos ao DNA. Portanto, quanto mais tempo o corpo convive com inflamação de baixo grau, maior tende a ser o risco de que células defeituosas se multipliquem.

Outros comportamentos associados ao ganho de peso, como sono irregular, consumo frequente de bebidas açucaradas e baixa prática de atividade física, também são discutidos como possíveis componentes desse quadro. Entretanto, é importante frisar que a presença de obesidade não determina, por si só, que a pessoa terá câncer; ela apenas eleva o risco. Então, mudanças graduais e sustentáveis, como aumento da ingestão de frutas, legumes e verduras, redução de ultraprocessados, prática regular de exercícios e atenção à qualidade do sono, reduzem de forma significativa o risco global de doenças crônicas, incluindo vários tipos de câncer.

Mais diagnósticos significam necessariamente mais câncer?

Outra questão importante é diferenciar o que é aumento real no número de casos do que é maior capacidade de diagnóstico. Em alguns tumores, como os de tireoide, próstata e certos cânceres de pele, houve crescimento da incidência em adultos jovens, mas sem elevação proporcional da mortalidade. Esse padrão sugere que, em parte, há mais detecção de lesões pequenas ou indolentes, identificadas graças ao uso ampliado de exames de rotina. Portanto, muitos especialistas defendem que se avalie com cuidado quando rastrear, com quais exames e com que frequência, para evitar tanto o subdiagnóstico quanto o excesso de intervenções desnecessárias.

Programas de rastreamento organizados em países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, aliados à popularização de check-ups, contribuíram para localizar alterações em fases muito iniciais. Em tumores agressivos, porém, como o câncer colorretal e alguns cânceres ginecológicos, o avanço das taxas de mortalidade entre pessoas com menos de 50 anos indica que o aumento não se explica apenas por exames mais frequentes. Em suma, há um componente real de crescimento na ocorrência desses tumores, o que exige respostas coordenadas em prevenção, detecção precoce e tratamento.

  • Mais exames podem revelar tumores que antes não seriam detectados. Portanto, as estatísticas de incidência sobem, mesmo que o risco biológico da população não tenha mudado tanto.
  • Melhor registro de dados torna as estatísticas mais precisas. Então, países que investem em sistemas de informação em saúde tendem a “enxergar” melhor o problema do câncer em jovens.
  • Diferenças entre tipos de câncer mostram que nem todo crescimento é apenas fruto de rastreamento. Em suma, quando a mortalidade também aumenta, o sinal de alerta para mudança real no padrão da doença se torna mais evidente.

Quais são os próximos passos para entender o câncer em adultos jovens?

Ainda há muitas lacunas sobre as causas exatas do aumento de câncer em menores de 50 anos. Parte dos bancos de dados disponíveis não inclui de forma abrangente países da África, da América do Sul e de regiões da Ásia, o que limita a visão global do fenômeno. Com isso, torna-se essencial ampliar estudos em diferentes contextos socioeconômicos, avaliando hábitos de vida, genética, exposição ambiental e acesso à saúde. Portanto, a pesquisa precisa envolver tanto grandes centros urbanos de alto IDH quanto regiões com recursos limitados, para que se compreenda de forma mais completa como esses tumores se comportam.

Entre as principais frentes apontadas por especialistas estão a necessidade de pesquisas que acompanhem crianças e adolescentes por longos períodos, a análise de padrões alimentares e de sono desde cedo, além da investigação de substâncias presentes no ambiente urbano. Paralelamente, políticas públicas voltadas à prevenção da obesidade, estímulo à atividade física, vacinação contra infecções associadas ao câncer e ampliação de programas de rastreamento ajustados à realidade de cada país aparecem como estratégias relevantes. Em suma, o enfrentamento do câncer em adultos jovens passa por uma abordagem integrada: educação em saúde, ambiente mais saudável, sistemas de saúde mais ágeis e pesquisa científica robusta.

O debate sobre câncer em adultos jovens tende a se intensificar nos próximos anos, acompanhando a atualização dos registros internacionais e a publicação de novos estudos. A expectativa é que, com dados mais completos e diversificados, seja possível compreender melhor por que esses tumores estão aparecendo mais cedo e como reduzir o impacto da doença nas próximas gerações. Então, enquanto a ciência avança, indivíduos, famílias e comunidades podem adotar medidas concretas de prevenção e buscar orientação médica sempre que surgirem sintomas persistentes ou dúvidas sobre histórico familiar de câncer.

FAQ – Perguntas frequentes sobre câncer em adultos jovens

1. Com que idade devo começar a me preocupar com rastreamento de câncer colorretal?
Em pessoas sem histórico familiar e sem sintomas, muitos especialistas recomendam iniciar o rastreamento entre 45 e 50 anos, dependendo das diretrizes do país. Entretanto, se você tem parentes de primeiro grau com câncer colorretal em idade precoce, doenças inflamatórias intestinais ou sintomas persistentes (sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor abdominal), deve procurar avaliação médica antes dessa idade.

2. Quais sinais gerais de alerta em jovens merecem avaliação rápida?
Perda de peso não intencional, cansaço extremo, sangramentos incomuns (nas fezes, urina ou secreção vaginal), nódulos que não desaparecem, dor persistente em uma região específica e mudanças repentinas no funcionamento do intestino ou da bexiga justificam consulta médica. Portanto, não espere os sintomas “melhorarem sozinhos” quando eles duram semanas.

3. O que posso fazer no dia a dia para reduzir o risco de câncer antes dos 50 anos?
Manter peso adequado, praticar atividade física regular, priorizar alimentação rica em fibras, frutas, legumes e verduras, reduzir ultraprocessados, álcool e tabaco, cuidar do sono e manter as vacinas em dia (como HPV e hepatite B) ajudam de forma consistente. Em suma, escolhas cotidianas acumuladas ao longo dos anos impactam bastante o risco de desenvolver câncer.

4. Histórico familiar sempre significa que terei câncer mais cedo?
Não. Histórico familiar indica um risco maior em relação à população geral, mas não funciona como sentença. Entretanto, ele justifica vigilância mais próxima, início antecipado de alguns exames de rastreamento e, em alguns casos, avaliação com genética médica. Então, compartilhar informações sobre casos de câncer na família com o profissional de saúde é fundamental.

5. Jovens precisam mesmo se preocupar com HPV e vacinação?
Sim. A infecção pelo HPV se relaciona ao câncer do colo do útero, a alguns cânceres de orofaringe, ânus, pênis e vulva. Portanto, a vacinação na infância e na adolescência protege justamente antes do início da vida sexual e reduz, de forma comprovada, o risco de vários tumores ligados ao vírus. Mesmo jovens adultos que ainda não receberam a vacina devem conversar com o médico sobre a possibilidade de se vacinar.

Tags: câncerEstudoshavardJovenspesquisasaúde
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