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Atenção ao prato: 6 alimentos que comprometem a saúde intestinal

Por Lara
27/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / TLFurrer

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Saúde intestinal tem sido cada vez mais associada ao funcionamento do corpo em diferentes frentes, como digestão, defesa imunológica e equilíbrio emocional. O estado da microbiota intestinal responde rapidamente ao que é consumido no dia a dia, e por isso determinados padrões alimentares podem favorecer ou prejudicar esse sistema. Em 2026, a literatura científica continua apontando que a forma como se come, e não apenas um alimento isolado, exerce forte influência sobre o chamado “ecossistema intestinal”.

Entre os diversos fatores que interferem nesse equilíbrio, a escolha dos alimentos aparece como um dos mais relevantes. Em geral, recomenda-se priorizar preparações naturais, ricas em fibras e pouco industrializadas, mantendo espaço limitado para itens que sobrecarregam o intestino quando consumidos com frequência. A microbiota intestinal reage de forma cumulativa, isto é, aos hábitos alimentares repetidos ao longo das semanas e meses, e não apenas a uma refeição pontual.

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Microbiota intestinal: o que é e por que merece atenção?

A microbiota intestinal é formada principalmente por bactérias que vivem ao longo do trato digestivo, com maior concentração no intestino grosso. Essas bactérias ajudam na quebra de alimentos que o organismo não digere sozinho, produzem substâncias importantes, como ácidos graxos de cadeia curta, e participam da regulação do sistema imunológico. Um conjunto diversificado de microrganismos é considerado um indicador de equilíbrio intestinal.

Quando esse ambiente é exposto repetidamente a alimentos pobres em fibras e ricos em gorduras saturadas, sal, açúcares e aditivos, há maior risco de redução da diversidade bacteriana. Esse desequilíbrio, conhecido como disbiose intestinal, tem sido relacionado em estudos a problemas como alterações do trânsito intestinal, maior inflamação de baixo grau e pior resposta imunológica. Assim, a alimentação cotidiana se torna uma ferramenta central para cuidar desse sistema. Em complemento, pesquisas recentes também relacionam a disbiose a alterações metabólicas, como resistência à insulina, e a possíveis impactos no humor e na saúde mental, por meio do chamado eixo intestino-cérebro.

Quais alimentos mais prejudicam o equilíbrio da saúde intestinal?

Entre os grupos de alimentos estudados, alguns aparecem com frequência como potencialmente desfavoráveis quando consumidos com regularidade. O primeiro deles é o conjunto de produtos ultraprocessados, como snacks salgados, biscoitos recheados, pratos prontos congelados e bebidas adoçadas. Esses itens costumam apresentar baixo teor de fibras, alta densidade calórica e presença de emulsificantes, corantes e conservantes, que podem interferir na composição da flora intestinal.

Outro grupo relevante é o de açúcares refinados e doces em geral, como balas, confeitos, sobremesas industrializadas e refrigerantes. O consumo frequente tende a favorecer bactérias que utilizam o açúcar como principal substrato, enquanto outras espécies menos adaptadas a esse ambiente perdem espaço. Essa mudança pode reduzir a diversidade microbiana, elemento considerado positivo quando está alto. Além disso, picos de glicose constantes podem se associar a respostas inflamatórias mais intensas.

Os alimentos fritos e o chamado fast food também são apontados como fatores de risco para o equilíbrio intestinal. Preparações como batatas fritas, hambúrgueres, empanados congelados e salgados de lanchonete geralmente contêm gorduras saturadas e gorduras trans em quantidades elevadas. Esse tipo de gordura pode alterar a permeabilidade intestinal e contribuir para um ambiente mais inflamatório, especialmente quando associado a baixo consumo de vegetais e fibras no restante da dieta.

Como carnes processadas, adoçantes e carboidratos refinados interferem na saúde intestinal?

As carnes processadas formam outro grupo frequentemente citado em pesquisas sobre microbiota intestinal. Entram nessa categoria produtos como salsichas, linguiças, salames, presuntos e outros embutidos. Em geral, são ricos em sal, gorduras e compostos como nitritos e nitratos. A combinação desses componentes pode afetar o equilíbrio bacteriano e favorecer processos inflamatórios, principalmente quando tais alimentos substituem fontes de proteína menos processadas, como carnes frescas, leguminosas e ovos.

Os adoçantes artificiais e alguns aditivos também despertam interesse científico. Substâncias presentes em refrigerantes “zero”, gomas de mascar e produtos diet podem, em determinadas pessoas, promover alterações na forma como as bactérias intestinais se organizam. Estudos em 2026 ainda são heterogêneos: alguns apontam que adoçantes como estévia e eritritol tendem a ser melhor aceitos pela microbiota, enquanto outros compostos apresentam resultados divergentes. A resposta costuma ser individual, o que reforça a importância de observar como o organismo reage.

Por fim, os carboidratos refinados e com baixo teor de fibras, como pão branco, arroz branco e massas feitas com farinhas muito processadas, podem impactar diretamente a “alimentação” das bactérias benéficas. A microbiota intestinal depende de fibras fermentáveis, presentes em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas. Quando esses alimentos são pouco consumidos, as bactérias que utilizam fibras como principal combustível perdem sua fonte de energia, abrindo espaço para espécies menos desejáveis. Em contrapartida, quando a base da dieta é composta por vegetais variados e grãos integrais, aumenta-se a produção de ácidos graxos de cadeia curta, que ajudam a nutrir as células do intestino e a manter a barreira intestinal mais íntegra.

Como proteger a microbiota intestinal no dia a dia?

Manter o intestino em equilíbrio passa menos por proibir alimentos e mais por organizar o padrão alimentar como um todo. Alguns cuidados gerais podem ajudar a preservar a microbiota intestinal mesmo em uma rotina que inclua, ocasionalmente, produtos menos saudáveis.

  1. Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos integrais e leguminosas.
  2. Reduzir a frequência de consumo de ultraprocessados, doces concentrados, fast food e carnes processadas.
  3. Variar as fontes de fibras, alternando cereais integrais, sementes, vegetais crus e cozidos.
  4. Observar a reação individual a adoçantes e aditivos, buscando orientação profissional quando necessário.
  5. Manter hidratação adequada, pois a água facilita o trânsito intestinal e o trabalho das bactérias.

Uma estratégia mencionada por profissionais de saúde é organizar a rotina alimentar de forma que a maior parte das refeições seja composta por opções nutritivas, ricas em fibras e pouco processadas. Dessa forma, o organismo tende a lidar melhor com eventuais refeições mais carregadas em gorduras, açúcares ou aditivos. Em resumo, o equilíbrio da microbiota intestinal depende de escolhas frequentes e variadas, com destaque para a diversidade de plantas no prato e para o consumo regular de alimentos que favorecem bactérias benéficas. Em alguns casos, incluir alimentos fermentados, como iogurte natural, kefir, kombucha e vegetais fermentados, pode complementar esse cuidado, sempre considerando a tolerância individual e, se possível, a orientação de um profissional de saúde.

FAQ sobre alimentação saudável

1. Quantas refeições por dia são recomendadas para manter uma alimentação saudável?
Não existe um número único de refeições que sirva para todas as pessoas. O mais importante é distribuir a alimentação ao longo do dia de forma que você não fique muitas horas em jejum e não exagere em uma única refeição. Algumas pessoas se adaptam bem a três grandes refeições, enquanto outras preferem incluir pequenos lanches intermediários. Portanto, a escolha deve considerar rotina, fome, prática de atividade física e orientação profissional.

2. Como montar um prato equilibrado no dia a dia?
Um prato equilibrado costuma incluir uma boa porção de vegetais variados, uma fonte de carboidrato de qualidade (como raízes, grãos ou cereais) e uma fonte de proteína (animal ou vegetal). Dividir o prato visualmente ajuda: metade com legumes e verduras, um quarto com carboidratos e um quarto com proteínas. Então, adicionar fontes de gorduras boas, como azeite de oliva em pequena quantidade, abacate ou castanhas, contribui para mais saciedade e melhor aproveitamento dos nutrientes.

3. Snacks e lanches podem fazer parte de uma alimentação saudável?
Podem, desde que sejam escolhidos com atenção. Lanches saudáveis podem incluir frutas, iogurte natural, castanhas, sanduíches com pão integral e recheios frescos ou até sobras de refeições principais em porções menores. Entretanto, é importante evitar transformar o lanche em uma “segunda refeição principal” muito calórica e pobre em nutrientes. Portanto, planejar com antecedência e ter opções práticas em casa ou no trabalho ajuda a não depender de escolhas por impulso.

4. É necessário cortar totalmente açúcar e doces para ter uma alimentação saudável?
Na maior parte dos casos, não é necessário excluir completamente o açúcar, e sim reduzir a frequência e a quantidade. O consumo eventual e moderado tende a ser mais sustentável do que proibições rígidas, que muitas vezes levam a exageros posteriores. Então, priorizar doces em ocasiões específicas, em porções menores, e manter o dia a dia baseado em alimentos frescos e pouco processados costuma ser uma estratégia mais equilibrada. Portanto, quem tem condições de saúde específicas deve seguir orientação profissional personalizada.

5. Como organizar a alimentação saudável em uma rotina corrida?
Planejamento é um dos pilares. Reservar um momento da semana para planejar refeições, fazer compras e deixar alguns alimentos pré-preparados (como legumes lavados e cortados, grãos cozidos e porções de proteínas) facilita muito. Então, ter opções simples e rápidas, como ovos, frutas, iogurtes naturais, pães integrais e leguminosas congeladas, ajuda a montar refeições nutritivas em pouco tempo. Portanto, pequenas adaptações consistentes costumam ter mais impacto do que mudanças radicais difíceis de manter.

6. Alimentos “da moda”, como superfoods, são realmente necessários?
Alimentos chamados de “superfoods” podem ser nutritivos, mas não são indispensáveis para uma alimentação saudável. O que mais pesa é o conjunto da dieta ao longo do tempo, baseado em alimentos variados, acessíveis e culturalmente adequados. Então, incluir folhas, frutas da estação, grãos, leguminosas e fontes de proteína de boa qualidade costuma ser suficiente para a maioria das pessoas. Portanto, superfoods podem ser vistos como complementos opcionais, e não como solução principal.

7. Como identificar se um produto industrializado se encaixa em uma alimentação equilibrada?
Ler o rótulo é fundamental. Listas de ingredientes curtas, com itens conhecidos e sem muitos aditivos, tendem a indicar produtos mais próximos do alimento original. Então, observar a quantidade de açúcar, gorduras saturadas, sódio e fibras ajuda a comparar marcas e versões. Entretanto, mesmo produtos com melhor perfil devem ser coadjuvantes na alimentação, e não a base das refeições. Portanto, sempre que possível, dar preferência a preparações caseiras com alimentos frescos continua sendo a estratégia mais segura.

Tags: alimentaçãoalimentosdigestãodisbiose intestinalmicrobiota intestinalrecomendaçõessaúdesaúde intestinal
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