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Miopia infantil: por que cada vez mais crianças precisam de óculos?

Por Lara
04/03/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

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A miopia infantil vem chamando atenção de especialistas em saúde visual em diferentes países pela rapidez com que os casos aumentaram nas últimas décadas. O problema costuma se manifestar quando a criança ou o adolescente começa a ter dificuldade para enxergar de longe, enquanto continua enxergando bem de perto. Em 2026, esse quadro já é tratado como uma questão de saúde pública em vários sistemas de saúde, devido ao impacto na aprendizagem e na rotina escolar.

Na prática, muitos pais percebem a miopia em situações simples: o estudante passa a apertar os olhos para ver o quadro, senta cada vez mais perto da televisão ou reclama de dor de cabeça depois das aulas. Apesar de ser um defeito de refração comum e bem conhecido, o ritmo com que a miopia em crianças vem crescendo levanta dúvidas sobre o papel dos hábitos atuais, especialmente o uso intenso de telas e a redução do tempo ao ar livre.

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O que é miopia infantil e como ela se desenvolve?

A miopia é uma alteração em que a imagem dos objetos distantes se forma antes da retina, e não diretamente sobre ela. Isso costuma ocorrer porque o globo ocular cresce mais do que o esperado ou porque o sistema de lentes naturais do olho (córnea e cristalino) é mais forte do que o necessário. Em crianças e adolescentes, o olho ainda está em desenvolvimento, o que torna esse grupo mais sensível a fatores ambientais.

Em geral, a miopia infantil aparece entre os 6 e os 14 anos, mas pode surgir antes ou depois desse intervalo. Sem correção adequada, a criança passa a ter queda no rendimento escolar, dificuldade em esportes que exigem boa visão de longe e maior cansaço visual. Quando o grau aumenta rapidamente ao longo dos anos, existe também maior probabilidade de complicações na fase adulta, como descolamento de retina ou degeneração macular associada à alta miopia.

Por que a miopia infantil está aumentando tanto?

Pesquisas recentes indicam que o aumento da miopia em crianças e adolescentes está ligado a mudanças de estilo de vida. Especialistas apontam que não se trata apenas da presença de telas, mas da soma de trabalho visual de perto por muitas horas, pouca luz natural e menor tempo em ambientes externos. Ler, jogar ou estudar em espaços fechados, com iluminação insuficiente e por períodos prolongados, favorece o alongamento do globo ocular em indivíduos predispostos.

Entre os fatores mais citados para o avanço da miopia infantil estão:

  • Histórico familiar: filhos de pais míopes apresentam maior risco de desenvolver o problema.
  • Atividades de perto intensas: leitura prolongada, uso de tablets e celulares, estudos sem pausas regulares.
  • Pouco tempo ao ar livre: crianças que passam menos de 1 a 2 horas diárias em áreas externas parecem ter risco maior de se tornarem míopes.
  • Ambientes fechados e pouco iluminados: locais com iluminação artificial fraca ou inadequada também podem aumentar o esforço visual.

Os estudos mais recentes não apontam a luz azul das telas como causa isolada de miopia permanente. O foco está, sobretudo, em quão perto a criança mantém o objeto e por quanto tempo mantém a visão concentrada, somado à baixa exposição à luz natural. A combinação desses elementos, em um contexto de urbanização e rotina mais doméstica, ajuda a explicar o aumento dos diagnósticos.

Como prevenir e controlar a miopia em crianças?

Especialistas defendem que a prevenção e o controle da miopia infantil passam por ajustes simples no dia a dia. O objetivo é reduzir o esforço visual contínuo de perto e aumentar o contato com a luz natural, sem afastar a criança das atividades escolares ou do uso moderado de tecnologia. Em muitos casos, intervenções precoces ajudam a desacelerar a progressão do grau ao longo da infância e da adolescência.

  • Pausas frequentes em tarefas de perto: uma orientação bastante difundida é a chamada “regra 20-20-20”, que consiste em:
    1. A cada 20 minutos de leitura ou uso de telas;
    2. Olhar para algo distante, em torno de 6 metros (cerca de 20 pés);
    3. Manter esse olhar afastado por cerca de 20 segundos.
  • Mais tempo ao ar livre: recomenda-se que crianças e adolescentes passem, sempre que possível, pelo menos 2 horas diárias em ambientes externos, em praças, parques, quintais ou atividades esportivas.
  • Ambiente de estudo adequado: mesa com boa iluminação, postura correta e distância mínima de 30 a 40 centímetros do material de leitura ou da tela.
  • Limites para telas: distribuir o tempo de uso ao longo do dia, evitando períodos muito longos e contínuos de jogos ou vídeos sem intervalos.

Em paralelo às mudanças de hábito, oftalmologistas recorrem a óculos, lentes de contato especiais e, em alguns casos, colírios de atropina em concentrações baixas para desacelerar a progressão do grau. Essas estratégias são indicadas individualmente, após avaliação clínica e de acordo com a idade, o histórico familiar e o ritmo de aumento da miopia em cada paciente. Em algumas situações, podem ser recomendadas lentes específicas para controle de miopia (como lentes de desfoque periférico) ou ortoceratologia, sempre sob acompanhamento profissional.

Quando procurar um oftalmologista e quais sinais observar?

A avaliação periódica com oftalmologista é considerada uma das principais medidas para acompanhar a saúde ocular desde a infância. Especialistas recomendam exames de rotina mesmo na ausência de queixas, principalmente em crianças em idade escolar. O acompanhamento regular permite identificar a miopia em adolescentes e crianças ainda em fases iniciais.

Alguns sinais que costumam indicar necessidade de consulta são:

  • Aproximar demais o rosto de livros, cadernos ou telas.
  • Sentar cada vez mais perto da televisão ou do quadro na sala de aula.
  • Apertar frequentemente os olhos para enxergar objetos distantes.
  • Relatar dores de cabeça, cansaço visual ou ardência após estudar.
  • Queda de rendimento escolar relacionada a dificuldades visuais.

Com diagnóstico precoce, orientações claras à família e ajustes de rotina, é possível reduzir o impacto da miopia infantil na aprendizagem e na qualidade de vida. A combinação de hábitos saudáveis, monitoramento constante e tratamentos adequados ajuda a manter a visão da criança mais estável ao longo dos anos de desenvolvimento.

FAQ sobre outros problemas de visão em crianças

1. O que é hipermetropia em crianças e como ela afeta o dia a dia?
A hipermetropia é uma alteração em que a criança tem mais dificuldade para focalizar objetos próximos, como livros e cadernos, podendo forçar demais a vista para compensar. Isso pode causar cansaço visual, desconforto, dor de cabeça e recusa em atividades de leitura prolongada. Entretanto, muitos casos leves passam despercebidos porque a criança “acomoda” a visão. Portanto, se houver queixas de dor de cabeça após tarefas de perto, vale marcar uma avaliação com o oftalmologista.

2. Como identificar o astigmatismo em crianças?
O astigmatismo ocorre quando a córnea ou o cristalino têm curvaturas irregulares, fazendo com que a imagem fique embaçada ou distorcida em qualquer distância. Então, a criança pode relatar que as letras “dançam”, que vê sombras ao redor dos objetos ou que precisa esfregar os olhos com frequência. Sinais como dificuldade de manter a leitura, aproximação exagerada dos materiais e queixas de visão “torta” merecem investigação profissional, pois óculos bem ajustados costumam corrigir o problema de forma eficaz.

3. O que é estrabismo infantil e quando ele preocupa?
Estrabismo é o desalinhamento dos olhos, quando eles não apontam para a mesma direção ao mesmo tempo. Pode ser constante ou aparecer apenas quando a criança está cansada. Entretanto, quando não tratado precocemente, pode levar ao chamado “olho preguiçoso” (ambliopia), porque o cérebro passa a ignorar a imagem do olho desalinhado. Portanto, se os pais perceberem um dos olhos “virando” para dentro, para fora, para cima ou para baixo, é importante consultar o oftalmologista o quanto antes, mesmo em bebês.

4. O que é ambliopia (olho preguiçoso) e por que precisa de tratamento cedo?
A ambliopia ocorre quando um dos olhos não desenvolve a visão adequadamente na infância, mesmo que a estrutura do olho pareça normal. O cérebro passa a dar preferência ao olho com melhor foco, “desligando” parcialmente o outro. Entretanto, existe uma janela de tempo limitada, geralmente até por volta dos 7 a 8 anos, em que o tratamento é mais eficaz. Portanto, o uso de tampão no olho “bom”, óculos ou outros métodos recomendados pelo oftalmologista deve seguir à risca as orientações para que a visão tenha chance de se recuperar.

5. Quais problemas de visão podem estar associados ao uso excessivo de telas, além do grau dos óculos?
O uso prolongado de telas pode contribuir para sintomas de síndrome do olho seco e fadiga ocular digital. A criança pisca menos quando está muito concentrada, o que deixa os olhos mais ressecados, vermelhos e irritados. Entretanto, isso não significa necessariamente uma doença grave, mas sim um sinal de que a rotina visual está desequilibrada. Portanto, fazer pausas regulares, manter a distância adequada e incentivar atividades sem tela ao longo do dia ajuda a aliviar o desconforto e proteger a saúde ocular.

6. A visão dupla em crianças é sempre um sinal de problema sério?
Ver duas imagens de um mesmo objeto (visão dupla) nunca deve ser ignorado. Pode estar associado a alterações musculares dos olhos, problemas neurológicos ou até problemas refrativos descompensados. Entretanto, nem toda queixa de “duas imagens” é igual; às vezes a criança descreve sombras ou borrões que se confundem com visão dupla. Portanto, diante desse relato, é fundamental procurar atendimento oftalmológico imediato, para que a causa seja investigada e, se necessário, encaminhada a outros especialistas.

7. Quais são os sinais de alerta de doenças mais graves, como catarata ou glaucoma infantil?
Em suma, alguns sinais chamam a atenção: pupila esbranquiçada em fotos com flash, olhos muito grandes ou com aumento progressivo de tamanho, forte sensibilidade à luz, lacrimejamento constante e vermelhidão persistente. Entretanto, esses sintomas podem ter diversas causas, nem sempre graves, por isso o diagnóstico depende do exame especializado. Portanto, qualquer alteração no aspecto dos olhos, especialmente em bebês e crianças pequenas, deve motivar uma consulta rápida com o oftalmologista para afastar doenças como catarata congênita, glaucoma infantil ou infecções importantes.

8. A criança pode ter problemas de visão mesmo enxergando bem nas brincadeiras e em casa?
Sim. Muitas crianças conseguem se adaptar e “driblar” algumas limitações visuais, principalmente em ambientes conhecidos e com objetos grandes. Entretanto, dificuldades mais sutis, como ler letras pequenas, acompanhar o quadro na escola ou manter a atenção na leitura, podem aparecer apenas em contextos específicos. Portanto, mesmo que a criança pareça enxergar bem em casa, os pais devem ficar atentos a queixas escolares, aproximação excessiva dos materiais, cansaço visual e mudanças de comportamento, buscando avaliação de rotina com o oftalmologista.

Tags: miopiamiopia em criançasmiopia infantilóculos de grauoftalmologiasaúde
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