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Dormir poucas horas pode deixar você mais disposto? Entenda

Por Lara
05/03/2026
Em Bem-estar
Créditos: depositphotos.com / gpointstudio

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Dormir pouco e ainda assim manter a disposição ao longo do dia é uma preocupação constante para muitas pessoas. A rotina acelerada, os horários irregulares e o uso prolongado de telas acabam reduzindo o tempo de sono e afetando o rendimento físico e mental. Diante desse cenário, especialistas em saúde apontam que alguns ajustes simples no dia a dia podem ajudar o organismo a lidar melhor com a falta de descanso noturno.

A ideia não é substituir o sono, que continua sendo essencial, mas adotar comportamentos que favoreçam a energia durante o dia e a capacidade de concentração. Pequenas mudanças, como exposição à luz natural, hidratação adequada e pausas ao longo da jornada, podem fazer diferença na forma como o corpo reage ao cansaço acumulado.

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Dormir pouco: por que a rotina influencia tanto na energia durante o dia?

O corpo humano funciona com base em um relógio interno, conhecido como ritmo circadiano, que regula sono, vigília, temperatura corporal e liberação de hormônios. Quando esse ritmo é desorganizado, a sensação de fadiga tende a aumentar. Por isso, criar uma rotina minimamente estruturada, mesmo com poucas horas de sono, ajuda a manter a energia ao longo do dia mais estável.

Entre os fatores que mais interferem nesse relógio interno estão a luz, os horários das refeições, o nível de atividade física e o consumo de estimulantes, como a cafeína. Ajustar esses elementos não elimina os efeitos da privação de sono, mas pode reduzir a sonolência excessiva e melhorar a atenção em tarefas diárias, estudos ou trabalho.

Dormir pouco: como ter mais energia ao longo do dia?

Profissionais de saúde destacam um conjunto de medidas que podem auxiliar quem dorme menos do que o recomendado a se sentir mais desperto durante o dia. A proposta é organizar o ambiente e os hábitos para facilitar o estado de alerta, sem recorrer apenas a estimulantes. Entre as práticas mais citadas estão:

  • Exposição à luz natural pela manhã: abrir janelas, caminhar alguns minutos ao ar livre ou trabalhar próximo a uma fonte de luz natural ajuda a “avisar” ao cérebro que é hora de ficar acordado.
  • Ingestão de água ao acordar: beber água logo cedo contribui para a hidratação e favorece o funcionamento do metabolismo, que tende a ficar mais lento em situações de cansaço.
  • Atividade física leve: uma caminhada curta, alongamentos ou exercícios suaves estimulam a circulação e podem aumentar a sensação de disposição.
  • Alimentação moderada no meio do dia: refeições muito pesadas no almoço costumam provocar sonolência, especialmente em quem já dormiu pouco.

Essas ações, quando repetidas diariamente, ajudam o organismo a manter um padrão mais previsível de vigília, o que se reflete em melhor rendimento cognitivo e menor sensação de moleza durante a tarde. Além disso, incluir pequenos cochilos controlados (de 10 a 20 minutos) em horários estratégicos, quando possível, pode complementar essas estratégias sem prejudicar tanto o sono noturno.

A luz natural realmente ajuda a ter mais energia?

A luz é um dos principais reguladores do relógio biológico. A exposição à luz natural pela manhã favorece a produção de hormônios associados ao estado de alerta e reduz, gradualmente, a liberação de melatonina, substância ligada ao sono. Por esse motivo, especialistas sugerem que a primeira parte do dia seja, sempre que possível, em ambientes claros.

Em locais de trabalho fechados, uma estratégia é posicionar a área de estudo ou trabalho próxima a janelas ou fontes de iluminação que imitem a luz do dia. Mesmo períodos curtos, como 10 a 20 minutos de contato com luz natural logo após acordar, já contribuem para melhorar a sensação de energia diária. Em dias nublados, manter o ambiente bem iluminado artificialmente, com luz branca e intensa, também pode ajudar a reforçar o sinal de vigília para o cérebro.

Hidratação, pausas ativas e alimentação: quais hábitos priorizar?

Além da luz, a combinação entre hidratação, pequenas pausas e escolhas alimentares adequadas ajuda a sustentar a disposição. Ficar longos períodos sentado, em ambiente fechado e com pouco movimento, favorece a sensação de cansaço, principalmente em quem já está com o sono reduzido.

Alguns hábitos recomendados incluem:

  1. Manter uma garrafa de água por perto: isso facilita o consumo de líquidos ao longo do dia e evita que a desidratação aumente a fadiga.
  2. Fazer pausas ativas curtas: levantar a cada 60 a 90 minutos, caminhar alguns passos, alongar o pescoço, ombros e pernas ajuda a reativar a circulação.
  3. Priorizar refeições equilibradas: combinar carboidratos complexos, proteínas e fontes de fibras no almoço e nos lanches reduz picos e quedas bruscas de energia.
  4. Controlar o consumo de cafeína: o uso excessivo de café, energéticos ou chá muito forte pode gerar um aumento rápido de alerta, seguido por um cansaço mais intenso.

Essas medidas visam dar suporte ao organismo para enfrentar a rotina diária com um pouco mais de estabilidade, mesmo quando o tempo de sono não é ideal. Porém, profissionais ressaltam que tratar a qualidade do sono continua sendo fundamental. As estratégias para ter mais energia durante o dia funcionam melhor quando são associadas, a médio prazo, a um esforço para recuperar o descanso noturno sempre que possível. Sempre que a falta de sono se tornar frequente e acompanhada de sintomas como irritabilidade extrema, lapsos de memória ou sonolência intensa ao dirigir ou operar máquinas, a orientação é procurar avaliação médica para descartar distúrbios do sono e outras condições de saúde.

FAQ sobre higiene do sono

1. O que é exatamente “higiene do sono”?
Higiene do sono é o conjunto de hábitos, comportamentos e condições ambientais que favorecem um sono mais profundo e restaurador. Em suma, envolve desde o horário em que você se deita, até o tipo de iluminação do quarto, o uso de telas à noite e o que você consome nas horas que antecedem ir para a cama. Portanto, cuidar da higiene do sono significa ajustar o estilo de vida para que o organismo consiga entrar e permanecer no sono de forma mais natural.

2. Qual o melhor horário para dormir e acordar dentro de uma boa higiene do sono?
Não existe um “horário perfeito” igual para todas as pessoas, mas manter horários relativamente fixos para dormir e acordar é um dos pilares da higiene do sono. O ideal é escolher uma faixa de horário próxima das necessidades do seu corpo e repeti-la todos os dias, inclusive em fins de semana. Entretanto, mudanças bruscas, como dormir muito tarde em alguns dias e muito cedo em outros, tendem a desorganizar o ritmo circadiano. Então, priorizar certa regularidade ajuda o corpo a se programar para desligar e despertar com mais facilidade.

3. O uso de telas (celular, TV, computador) antes de dormir realmente atrapalha?
Sim, o uso de telas próximo ao horário de deitar é um dos fatores mais conhecidos de prejuízo à higiene do sono. A luz azul emitida por esses dispositivos pode reduzir a produção de melatonina, hormônio ligado ao início do sono. Entretanto, não é apenas a luz: o conteúdo estimulante (redes sociais, e-mails de trabalho, vídeos intensos) também aumenta o nível de alerta mental. Portanto, recomenda-se reduzir ao máximo o uso de telas entre 1 e 2 horas antes de dormir ou utilizar recursos como filtros noturnos, sempre que possível.

4. Um ambiente ideal para dormir precisa ser totalmente escuro e silencioso?
Um quarto mais escuro, silencioso e com temperatura agradável costuma ser mais favorável ao sono de qualidade. A escuridão ajuda a manter a liberação de melatonina e o silêncio reduz microdespertares ao longo da noite. Entretanto, algumas pessoas se adaptam bem a sons constantes e suaves, como ruído branco ou ventilador. Portanto, o mais importante é evitar luzes intensas, barulhos intermitentes e temperaturas extremas, ajustando o ambiente ao que seu corpo percebe como mais confortável e previsível.

5. Cochilos durante o dia atrapalham a higiene do sono à noite?
Os cochilos podem ser aliados ou vilões, dependendo da duração e do horário. Cochilos curtos (10 a 20 minutos) no meio da tarde tendem a melhorar o estado de alerta sem prejudicar tanto o sono noturno. Entretanto, cochilos muito longos ou feitos no final do dia podem roubar parte do “sono” que seu corpo acumularia para a noite. Portanto, se você tem dificuldade para dormir, vale reduzir o tempo e a frequência dos cochilos para avaliar se o sono noturno melhora.

6. Comer à noite prejudica a higiene do sono?
Refeições muito pesadas próximas do horário de deitar podem dificultar o início do sono e causar desconforto gastrointestinal. O ideal é evitar grandes quantidades de alimentos gordurosos ou muito apimentados nas 2 a 3 horas antes de ir para a cama. Entretanto, ficar com fome também pode atrapalhar o adormecer. Portanto, optar por um lanche leve, com pequena porção de carboidrato e proteína, pode ser uma boa alternativa quando o intervalo entre o jantar e o sono é maior.

7. Exercícios físicos à noite fazem mal para a higiene do sono?
A atividade física regular está associada a um sono de melhor qualidade, em suma. Entretanto, treinos muito intensos muito perto da hora de dormir podem deixar o organismo mais ativado, elevando frequência cardíaca e temperatura corporal, o que atrasa o sono em algumas pessoas. Portanto, se você percebe que demora para pegar no sono após treinos noturnos, vale experimentar antecipar o horário de exercício para mais cedo ou reduzir a intensidade à noite, priorizando alongamentos leves.

8. Bebidas alcoólicas ajudam ou atrapalham o sono?
O álcool pode até dar a sensação inicial de sonolência, mas prejudica a estrutura do sono e aumenta despertares durante a noite. Além disso, interfere em fases importantes do sono, como o sono REM, relacionado à memória e ao processamento emocional. Entretanto, muitas pessoas associam o álcool a “relaxar” após um dia estressante. Portanto, é importante entender que, a médio e longo prazo, o uso de álcool como “indutor de sono” piora a qualidade do descanso e prejudica a higiene do sono.

9. É normal acordar várias vezes durante a noite?
Acordar rapidamente 1 ou 2 vezes durante a noite pode acontecer e nem sempre indica um problema. Entretanto, despertares frequentes, prolongados ou acompanhados de dificuldade para voltar a dormir tendem a comprometer o descanso e a energia no dia seguinte. Portanto, caso isso seja recorrente, é útil revisar hábitos de higiene do sono (cafeína, telas, estresse, ambiente) e, se necessário, buscar avaliação profissional para investigar causas como apneia do sono, ansiedade ou outros distúrbios.

10. Em quanto tempo a melhora da higiene do sono costuma fazer efeito?
Os benefícios podem começar a ser percebidos em poucos dias, com adormecer mais fácil e sensação de descanso um pouco maior pela manhã. Porém, o impacto mais consistente costuma aparecer após algumas semanas de hábitos estáveis. Entretanto, cada pessoa tem um ritmo diferente e fatores como estresse, doenças e uso de medicamentos podem retardar esse processo. Portanto, é importante encarar a higiene do sono como mudança de estilo de vida, e não como solução imediata; com constância, então, a tendência é que o sono se torne progressivamente mais reparador.

Tags: bem-estarcansaçodescanso noturnoDormirdormir poucoEnergiahigiene do sononoite de sono
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