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Mounjaro: conheça os possíveis efeitos colaterais do medicamento

Por Lara
10/03/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / mariar12

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O medicamento Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, tem sido cada vez mais utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e na perda de peso. Apesar de ser considerado eficaz nessas finalidades, o remédio exige atenção redobrada ao acompanhamento profissional. Nutricionistas e médicos vêm relatando que, junto à redução do apetite e ao emagrecimento, podem aparecer sintomas como cansaço intenso, mal-estar e alterações no funcionamento do intestino.

Esses efeitos não significam necessariamente que o Mounjaro seja inadequado, mas indicam que o uso isolado, sem ajustes na alimentação, hidratação e rotina de treinos, pode comprometer a saúde. A combinação entre remédio, pouca ingestão de nutrientes e queda na prática de atividade física tende a favorecer perda de massa magra, além de impactar o metabolismo e a disposição diária.

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O que é Mounjaro e como ele age no organismo?

A tirzepatida pertence a uma classe de medicamentos que atuam em hormônios relacionados à saciedade e ao controle da glicose. Ao estimular esses mecanismos, o Mounjaro reduz a fome, aumenta a sensação de estômago cheio e ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue. Por isso, o remédio vem sendo indicado principalmente para pessoas com diabetes tipo 2 e para casos selecionados de obesidade, sempre com prescrição médica.

Com a diminuição do apetite, a ingestão calórica cai de forma significativa, o que pode facilitar o emagrecimento. No entanto, quando essa redução alimentar ocorre de maneira muito brusca ou desorganizada, o corpo também passa a receber menos proteínas, vitaminas, minerais e líquidos. Nesses cenários, surgem queixas de fadiga, fraqueza, tontura, queda de cabelo e queda de desempenho em treinos, especialmente entre quem mantém rotina de exercícios mais intensa.

Quais são os principais efeitos indesejáveis do Mounjaro?

Profissionais de saúde destacam que o uso de Mounjaro pode desencadear alguns efeitos colaterais relacionados ao sistema digestivo e à energia diária. Entre os mais relatados estão náuseas, diarreia, mal-estar abdominal e perda de disposição. A sensação de saciedade exagerada é outro ponto frequente: muitas pessoas passam a sentir dificuldade até mesmo para beber água em quantidades adequadas, o que contribui para desidratação e maior cansaço.

Um dos impactos que mais preocupa especialistas é a perda de massa magra. Isso pode ocorrer por dois caminhos principais: a baixa ingestão de proteínas e a redução da prática de exercícios, já que o indivíduo se sente sem energia para treinar. Com menos treino de força e menos aminoácidos disponíveis, o corpo tende a usar o músculo como reserva, prejudicando a composição corporal e o metabolismo a médio prazo.

  • Queda no rendimento em treinos de força e resistência;
  • Sensação de fraqueza ao longo do dia;
  • Redução do consumo de proteínas e calorias totais;
  • Alterações intestinais, como diarreia em parte dos pacientes;
  • Pele, unhas e cabelos mais frágeis, quando há déficit nutricional persistente.

Como a nutrição pode reduzir os riscos do uso de tirzepatida?

O acompanhamento nutricional passa a ser peça-chave para quem utiliza Mounjaro. Como o apetite diminui, cada refeição precisa ser planejada para entregar o máximo de nutrientes em menor volume de comida. Muitas vezes, o nutricionista ajusta a base alimentar priorizando proteínas de alta qualidade, boas fontes de gordura, carboidratos ricos em fibras e líquidos ao longo do dia.

Em alguns casos, só a dieta não consegue suprir tudo o que o organismo necessita, especialmente quando a ingestão alimentar fica muito limitada. Nesses cenários, costuma-se lançar mão de suplementação, como multivitamínicos, suplementos proteicos e repositores de eletrólitos para treinos. A estratégia é sempre individualizada, considerando rotina, exames laboratoriais e sintomas relatados.

  1. Garantir uma fonte de proteína em todas as principais refeições;
  2. Fracionar a alimentação em pequenos volumes ao longo do dia;
  3. Ajustar a ingestão de água, mesmo com menor sede aparente;
  4. Monitorar sinais de queda de cabelo, unhas fracas e alterações de pele;
  5. Reavaliar plano alimentar e suplementos com frequência.

Por que a saúde intestinal é tão importante durante o tratamento?

A saúde intestinal é apontada como um dos pilares para que o tratamento com tirzepatida seja sustentável. Enquanto medicamentos antigos para emagrecimento tendiam a causar mais prisão de ventre, o Mounjaro, em algumas pessoas, está associado a quadros de diarreia. Esse tipo de alteração pode comprometer a absorção de nutrientes e a reposição de líquidos e sais minerais.

Por isso, muitos profissionais orientam ajustes específicos para o intestino, como aumento gradual de fibras, consumo de alimentos fermentados e, quando indicado, uso de probióticos. A ideia é evitar que o tratamento para perda de peso resolva um problema e acabe abrindo espaço para outro, como desidratação, desequilíbrio eletrolítico ou inflamações intestinais.

Qual é o papel do acompanhamento médico e nutricional no uso de Mounjaro?

O uso de Mounjaro exige supervisão constante. Médicos avaliam indicações, doses, evolução do peso e parâmetros laboratoriais, enquanto nutricionistas ajustam a alimentação e a suplementação de acordo com a resposta de cada pessoa. Essa atuação conjunta ajuda a prevenir queda acentuada de massa magra, piora na disposição e deficiências nutricionais silenciosas.

Quando o tratamento é monitorado de perto, há maior chance de manter um metabolismo eficiente, preservar músculos, proteger o intestino e garantir que a perda de peso ocorra de forma mais segura. Dessa maneira, o medicamento deixa de ser visto como solução isolada e passa a integrar um cuidado mais amplo, que envolve hábitos alimentares, prática de atividade física e acompanhamento profissional regular.

FAQ sobre dietas e emagrecimento

1. Dietas muito restritivas são realmente eficazes para emagrecer?
Dietas muito restritivas podem até gerar perda de peso rápida no início; isso ocorre porque há um grande corte calórico. Entretanto, elas costumam ser difíceis de manter, favorecem o “efeito sanfona” e aumentam o risco de deficiências nutricionais. Portanto, a estratégia mais eficaz e sustentável tende a ser uma redução moderada de calorias, com escolha inteligente dos alimentos e foco em mudanças de hábito a longo prazo.

2. É possível emagrecer sem cortar completamente os carboidratos?
Sim, é possível emagrecer mantendo carboidratos na dieta. O fator principal para perda de peso é o balanço calórico total e não a exclusão completa de um único nutriente. Entretanto, a qualidade dos carboidratos importa: priorizar fontes integrais, ricas em fibras, e reduzir açúcares e farinhas refinadas ajuda a controlar a fome e a glicemia. Portanto, ajustar quantidades e escolher boas fontes costuma ser mais estratégico do que eliminar esse grupo alimentar.

3. Comer à noite engorda mais do que comer durante o dia?
O que mais pesa para o emagrecimento é o total de calorias e nutrientes consumidos ao longo do dia; em suma, o horário por si só não é o único vilão. Entretanto, muitas pessoas tendem a concentrar exageros à noite, beliscando alimentos calóricos e ultraprocessados. Portanto, organizar refeições equilibradas também no período noturno e evitar grandes volumes de comida perto da hora de dormir pode ajudar no controle do peso e na qualidade do sono.

4. Qual é a importância das proteínas em dietas de emagrecimento?
As proteínas ajudam a preservar a massa magra e aumentam a sensação de saciedade; isso contribui para controlar a fome e o gasto energético em repouso. Entretanto, muitas dietas hipocalóricas acabam reduzindo demais esse nutriente, o que pode favorecer perda de músculo junto com gordura. Portanto, incluir uma boa fonte de proteína em cada refeição (como ovos, laticínios, leguminosas, carnes ou alternativas vegetais) é uma estratégia central em planos de emagrecimento saudáveis.

5. Beber água influencia mesmo no processo de emagrecimento?
A hidratação adequada é importante para o metabolismo, o funcionamento intestinal e a regulação da fome; a falta de água pode ser confundida com vontade de comer. Entretanto, água sozinha não “queima gordura” de forma milagrosa. Portanto, manter um consumo regular de líquidos ao longo do dia, associado a uma alimentação equilibrada e atividade física, cria um ambiente mais favorável à perda de peso e ao bem-estar geral.

6. Qual é o papel das fibras na perda de peso?
As fibras aumentam a sensação de saciedade, ajudam a controlar a glicemia e regulam o intestino; isso contribui para evitar picos de fome e beliscos frequentes. Entretanto, o aumento de fibras deve ser gradual e acompanhado de boa ingestão de água, para não causar desconfortos gastrointestinais. Portanto, incluir frutas, legumes, verduras, grãos integrais e leguminosas na rotina é uma forma prática de apoiar o emagrecimento e a saúde intestinal.

7. Atividade física é obrigatória para emagrecer?
É possível emagrecer apenas com ajuste alimentar, pois o déficit calórico pode ser alcançado pela dieta. Entretanto, a prática de atividade física melhora o gasto energético, preserva e constrói massa muscular, favorece o humor e a saúde cardiovascular. Portanto, combinar alimentação adequada com exercício (especialmente treino de força associado a atividades aeróbias) tende a gerar resultados mais consistentes, saudáveis e duradouros.

8. Dietas “detox” realmente limpam o organismo e ajudam a emagrecer?
O próprio corpo já possui sistemas de “limpeza”, principalmente fígado, rins e intestino; eles fazem naturalmente a desintoxicação. Entretanto, algumas dietas “detox” são extremamente restritivas, pobres em proteínas e calorias, o que pode levar à perda de massa magra e mal-estar. Portanto, focar em alimentos in natura, reduzir ultraprocessados, álcool e excesso de açúcar é uma forma mais segura e eficaz de apoiar a função do organismo e auxiliar na perda de peso.

9. É normal o emagrecimento estagnar depois de algumas semanas de dieta?
É comum que, após uma perda de peso inicial, o organismo se adapte a um novo patamar e o ritmo diminua; isso não significa necessariamente que a dieta “parou de funcionar”. Entretanto, essa estagnação pode indicar que é hora de reavaliar ingestão calórica, composição dos macronutrientes e nível de atividade física. Portanto, ajustar o plano alimentar, revisar porções e, se possível, intensificar treinos ajuda a superar o platô de forma segura.

10. Emagrecedoras rápidas da internet são confiáveis?
Muitas promessas de emagrecimento rápido na internet não têm respaldo científico; são soluções imediatistas e generalizadas. Entretanto, necessidades nutricionais, condições de saúde e objetivos variam bastante de pessoa para pessoa, o que torna perigoso seguir planos copiados. Portanto, buscar orientação profissional individualizada e desconfiar de métodos que prometem resultados milagrosos em pouco tempo é essencial para preservar a saúde durante o processo de emagrecimento.

Tags: efeitos colateraisMounjarosaúdetirzepatida
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