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Taquicardia e queda de pressão: saiba os riscos do uso de tadalafila

Por Larissa
11/03/2026
Em Saúde
Taquicardia e queda de pressão: saiba os riscos do uso da tadalafila

Créditos: depositphotos.com / samael334.gmail.com

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A busca por melhor desempenho sexual entre homens jovens no Brasil tem revelado um fenômeno particular: o uso recreativo de medicamentos para ereção, em especial a tadalafila. Popularizada na internet pelo apelido “tadala”, a substância passou a ser consumida por rapazes sem indicação médica, muitas vezes influenciados por relatos em redes sociais e conteúdos que prometem segurança e resultados imediatos.

O que é a tadalafila e como essa substância age no organismo?

A tadalafila pertence ao grupo dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5, classe de fármacos que inclui também a sildenafila. O medicamento foi desenvolvido para tratar disfunção erétil e, em alguns casos, problemas específicos de circulação, como a hipertensão arterial pulmonar e, em doses baixas, sintomas de hiperplasia prostática benigna em homens mais velhos. Sua ação principal é favorecer o relaxamento de vasos sanguíneos em determinadas regiões do corpo, o que facilita o aumento de fluxo sanguíneo durante a estimulação sexual. Em indivíduos com dificuldade orgânica de ereção, esse mecanismo ajuda a tornar o ato sexual possível.

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Além disso, a tadalafila tem meia-vida longa (cerca de 17 horas), o que faz com que seus efeitos perdurem por até 24 a 36 horas no organismo. Esse dado, que muitas vezes é vendido como vantagem (“remédio de fim de semana”), também aumenta a janela de tempo em que podem ocorrer interações medicamentosas e eventos adversos, especialmente quando o usuário mistura diferentes substâncias ao longo do dia ou da noite.

Uso recreativo de tadalafila em jovens: moda inofensiva ou risco subestimado?

No contexto atual, o uso recreativo de tadalafila descreve a ingestão do remédio por homens sem diagnóstico de disfunção erétil, apenas para “garantir” desempenho sexual ou elevar a sensação de vigor físico. Essa prática contrasta com a indicação oficial, que prevê prescrição por profissional habilitado após avaliação clínica detalhada, incluindo histórico de saúde cardiovascular. Mesmo assim, é comum encontrar relatos de compra em farmácias sem receita, comércio informal e aquisição pela internet.

O apelo entre jovens costuma envolver três promessas principais: aumento de potência sexual, prolongamento da ereção e reforço no treino. Especialistas explicam que nenhuma dessas promessas se sustenta para indivíduos saudáveis. Em academias, por exemplo, a sensação de maior “pump muscular” é consequência de uma vasodilatação periférica temporária, sem impacto comprovado em ganho de massa magra. Já no campo sexual, a substância melhora o mecanismo físico da ereção apenas quando há estímulo e necessidade clínica, não interferindo em libido nem na ejaculação.

Outro ponto sensível é a dependência psicológica. Alguns rapazes passam a associar todo encontro íntimo ao uso da “tadala”, criando a crença de que não conseguem ter relações satisfatórias sem o medicamento. Com o tempo, essa relação de dependência pode intensificar a ansiedade de desempenho, em vez de aliviar o problema. Profissionais de saúde mental e urologistas relatam casos em que o paciente chega ao consultório com mais medo e insegurança do que antes de começar a automedicação.

É importante também considerar o impacto nas relações afetivas. O uso recorrente do medicamento pode impedir que o jovem desenvolva habilidades importantes, como comunicação sobre desejos e limites, manejo da frustração e construção de intimidade sem “muletas químicas”. Isso tende a reforçar um modelo de sexualidade baseado em performance e comparação, frequentemente alimentado por pornografia e redes sociais.

Quais são os principais riscos do uso recreativo de tadalafila?

Embora seja vista por parte do público como uma substância “leve” ou “segura”, a tadalafila é um medicamento com efeitos sistêmicos importantes. Entre os efeitos adversos mais relatados estão dor de cabeça, rubor facial, queda de pressão, taquicardia e desconforto gastrointestinal. Em pessoas com problemas cardíacos não diagnosticados, o uso sem supervisão pode desencadear eventos graves, como arritmias, infarto ou acidente vascular cerebral, especialmente quando associado a outras drogas vasoativas.

A combinação de tadalafila com álcool merece atenção. Enquanto o remédio favorece a vasodilatação, o álcool atua como depressor do sistema nervoso central. Em vez de potencializar o desempenho sexual, essa mistura pode reduzir a capacidade de excitação, prejudicar a ereção e aumentar o risco de queda de pressão e mal-estar. Em alguns contextos, a frustração causada pela falha na relação após o uso da “tadala” somado ao álcool acaba alimentando ainda mais a busca pelo comprimido em outras ocasiões, num ciclo difícil de romper.

Há ainda a questão da procedência dos produtos. O aumento da procura estimulou o surgimento de comprimidos, cápsulas e até gomas vendidos como “naturais” ou “sem contraindicações”, muitas vezes sem registro na Anvisa. Nesse cenário, o consumidor não tem garantia sobre dose, composição nem sobre a presença de substâncias adicionais, o que amplia o risco de intoxicação, interação medicamentosa e reações imprevisíveis. Para especialistas, o controle da qualidade e da prescrição é um dos pontos centrais na proteção da saúde masculina.

Em casos raros, mas documentados na literatura médica, inibidores da fosfodiesterase tipo 5 também podem estar associados a quadros como priaprismo (ereção prolongada e dolorosa que dura mais de quatro horas, exigindo atendimento de urgência) e alterações visuais ou auditivas súbitas. Embora sejam eventos pouco frequentes, o desconhecimento desses riscos faz com que muitos usuários demorem a procurar ajuda quando sinais de alerta aparecem.

FAQ – Perguntas frequentes sobre o uso de tadalafila

A tadalafila vicia fisicamente?
Não há evidência de dependência física da tadalafila, como ocorre com algumas drogas ilícitas. Porém, a dependência psicológica é comum: o usuário passa a acreditar que só consegue ter relações satisfatórias usando o remédio, o que mantém ou aumenta a ansiedade de desempenho.

Posso usar tadalafila se pratico esportes ou musculação regularmente?
A prática esportiva por si só não é contraindicação, mas usar a substância como “pré-treino” não traz benefício comprovado em força, ganho de massa ou condicionamento. Em treinos muito intensos, a queda de pressão e a taquicardia podem, inclusive, aumentar o risco de mal-estar, tonturas e desmaios.

Quais sinais indicam que devo procurar um médico com urgência?
Procure atendimento imediato se tiver dor no peito, falta de ar, palpitações intensas, desmaio, alteração súbita de visão ou audição, ou ereção dolorosa que dura mais de quatro horas (priaprismo). Esses quadros exigem avaliação de urgência.

Existe uma dose “segura” para uso recreativo?
Não há dose considerada segura para uso recreativo, porque o problema não é apenas a quantidade, mas o contexto: ausência de avaliação cardíaca, interações com outras drogas, desconhecimento da procedência do produto e uso repetido sem acompanhamento profissional.

O que posso fazer para melhorar o desempenho sexual sem remédios?
Mudanças de estilo de vida (sono adequado, alimentação equilibrada, redução de álcool e tabaco, atividade física regular) ajudam a saúde sexual. Além disso, conversar abertamente com o(a) parceiro(a), reduzir consumo de pornografia, trabalhar a ansiedade em terapia e desenvolver intimidade emocional costumam ter impacto muito maior e mais duradouro do que qualquer comprimido.

Tags: Riscossaúdetadalafila
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