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Saúde ocular: como identificar e prevenir o glaucoma infantil

Por Lara
15/03/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / konevaelvira.gmail.com

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Glaucoma infantil é um problema ocular que pode comprometer a visão de crianças desde os primeiros dias de vida até a adolescência. A doença provoca uma agressão lenta e contínua ao nervo óptico, estrutura que leva as informações visuais ao cérebro. Em grande parte dos casos, essa lesão está associada ao aumento da pressão dentro do olho, mas nem sempre há sintomas claros no início, o que facilita o avanço silencioso do quadro.

Na infância, a visão está em construção e qualquer dano nessa fase tende a deixar marcas permanentes. Por isso, o glaucoma infantil é visto por especialistas como um desafio de saúde pública. A dificuldade de reconhecer sinais discretos, a falta de exames oftalmológicos de rotina e o desconhecimento sobre a doença contribuem para diagnósticos tardios e para a perda de visão que poderia ser evitada com acompanhamento adequado.

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O que caracteriza o glaucoma infantil?

No interior do olho, circula um líquido transparente que é produzido e drenado de forma contínua. Quando o sistema de escoamento não funciona bem, a pressão interna pode subir e, com o tempo, danificar o nervo óptico. Em crianças, esse processo costuma ser mais agressivo porque os tecidos oculares ainda são maleáveis. O aumento de pressão pode deformar o globo ocular, alterar a transparência da córnea e reduzir o campo visual de maneira progressiva.

O glaucoma em crianças não é um único tipo de doença, mas um conjunto de condições que têm em comum o risco de lesão permanente do nervo óptico. Algumas formas surgem por alterações na formação do olho durante a gestação; outras aparecem depois de infecções, traumas, cirurgias ou uso inadequado de medicamentos. Também existe a variante juvenil, que acomete principalmente adolescentes e, com frequência, passa despercebida nas fases iniciais.

Quais são os tipos de glaucoma que atingem bebês e crianças?

Os especialistas costumam dividir o glaucoma infantil em grupos, de acordo com a origem e a idade em que se manifesta. Essa classificação ajuda a definir estratégias de tratamento e de acompanhamento ao longo dos anos.

  • Glaucoma congênito primário: aparece nos primeiros meses de vida e está relacionado a um defeito de formação nas vias de drenagem do líquido intraocular. O olho do bebê pode aumentar de tamanho e a córnea pode ficar turva.
  • Glaucoma secundário: surge como consequência de outras situações, como inflamações oculares, malformações, tumores, traumas, cirurgias ou uso prolongado de colírios com corticoides.
  • Glaucoma juvenil: manifesta-se em crianças maiores e adolescentes. Em geral, a evolução é lenta, sem dor ou vermelhidão persistente, o que atrasa a suspeita clínica.

Nos quadros congênitos, o crescimento anormal do globo ocular é um sinal marcante. Em contrapartida, na forma juvenil, o jovem pode apenas notar dificuldade para enxergar à distância, perda de visão lateral ou necessidade de trocar o grau dos óculos com frequência, sem imaginar que se trata de glaucoma.

Quais sinais podem levantar suspeita de glaucoma infantil?

Embora nem todos os casos apresentem sintomas evidentes, alguns sinais de alerta costumam estar presentes em crianças com suspeita de glaucoma infantil. A observação atenta do comportamento visual ajuda a encurtar o tempo entre o início da doença e o diagnóstico.

  • Lacrimejamento constante, sem relação com choro, resfriado ou irritação passageira.
  • Desconforto exagerado em ambientes muito claros, com tentativa de proteger os olhos da luminosidade.
  • Olhos aparentemente maiores do que o habitual, ou diferença visível de tamanho entre um olho e outro.
  • Vermelhidão que persiste por vários dias, sem resposta às medidas simples.
  • Córnea com aspecto esbranquiçado, opaco ou “embaçado”.

Em crianças em idade escolar e adolescentes, outros indícios podem surgir, como aproximação excessiva de telas e livros, tropeços frequentes, queixas de visão borrada ou dificuldade para enxergar o quadro em sala de aula. Isoladamente, esses elementos não confirmam o glaucoma juvenil, mas indicam a necessidade de exame oftalmológico detalhado.

Como é feito o diagnóstico do glaucoma em crianças?

A confirmação de glaucoma em crianças exige avaliação com oftalmologista, preferencialmente com formação em oftalmopediatria. Essa consulta inclui a medição da pressão ocular, a inspeção do nervo óptico e a análise das estruturas internas do olho. Em bebês ou em crianças muito agitadas, alguns exames podem ser realizados com auxílio de sedação leve, para garantir precisão e segurança.

Entre os métodos utilizados com frequência, destacam-se:

  • Exame oftalmológico nos primeiros meses de vida: importante para detectar alterações graves precoces.
  • Tonometria: avalia a pressão intraocular, parâmetro central na investigação de glaucoma infantil.
  • Fundoscopia: permite observar diretamente o nervo óptico e identificar sinais de dano glaucomatoso.
  • Exames de imagem e medidas da córnea: ajudam a acompanhar o formato do globo ocular, a espessura da córnea e a integridade das fibras nervosas com o passar do tempo.

O diagnóstico costuma ser construído com a combinação de história clínica, exame físico e testes complementares. Em muitos casos, é necessário repetir avaliações para observar a evolução e confirmar se há progressão compatível com glaucoma.

Quais são as opções de tratamento para o glaucoma infantil?

O objetivo principal do tratamento do glaucoma infantil é impedir que o nervo óptico continue sendo lesado. Para isso, é fundamental manter a pressão ocular dentro de faixas consideradas seguras para cada caso. A escolha da estratégia terapêutica depende da causa, da idade da criança, do grau de comprometimento e da resposta às primeiras intervenções.

  1. Colírios hipotensores: reduzem a produção de líquido intraocular ou facilitam a drenagem. Em crianças, a seleção de medicamentos e doses é cuidadosa, considerando peso, idade e possíveis efeitos adversos.
  2. Técnicas a laser: podem ser indicadas em forma selecionadas de glaucoma, com a intenção de melhorar a saída do líquido de dentro do olho.
  3. Cirurgias de drenagem ou correção estrutural: têm papel central no tratamento do glaucoma congênito e de casos graves. Em muitos pacientes, é a forma mais eficaz de controlar a pressão a longo prazo.

Mesmo após um procedimento bem-sucedido, o acompanhamento regular continua indispensável. O crescimento da criança, mudanças hormonais e outras condições podem alterar a dinâmica ocular ao longo dos anos, exigindo ajustes de medicação ou novas intervenções.

Qual é a importância da família e do acompanhamento contínuo?

O controle adequado do glaucoma infantil depende diretamente da rotina familiar. Cuidadores são responsáveis por administrar colírios nos horários orientados, comparecer às consultas, relatar qualquer mudança visual e manter registros sobre o comportamento da criança. A criação de lembretes, uso de agendas visíveis e envolvimento progressivo da própria criança no cuidado contribuem para evitar falhas na adesão.

  • Organizar horários fixos para as medicações, associando-os a atividades diárias (refeições, escovação de dentes).
  • Informar a escola sobre a condição visual, permitindo ajustes de iluminação, posição em sala e material didático.
  • Observar sinais discretos, como novas dificuldades para enxergar, quedas frequentes ou queixas de cansaço ocular.
  • Participar de consultas com o oftalmologista, levando perguntas anotadas e relatando mudanças recentes.

Em 2026, a combinação de diagnósticos mais precoces, técnicas cirúrgicas aprimoradas e maior acesso à informação tem aumentado as chances de preservar a visão de crianças com glaucoma. Mesmo assim, a doença continua exigindo atenção constante. A realização de exames oftalmológicos periódicos, sobretudo em crianças com histórico familiar de glaucoma ou com fatores de risco conhecidos, permanece sendo uma das formas mais eficazes de proteger o desenvolvimento visual e garantir melhor qualidade de vida na vida adulta.

FAQ sobre saúde ocular em crianças e adultos

1. Com que frequência é recomendável fazer exame de vista?
Para adultos sem queixas e sem fatores de risco, recomenda-se um exame oftalmológico a cada 1 a 2 anos. Em crianças, o acompanhamento deve começar cedo, com avaliações na primeira infância e reforço em fases de entrada na escola. Entretanto, pessoas com doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão, ou histórico familiar de problemas oculares importantes, podem precisar de consultas mais frequentes, conforme orientação do oftalmologista. Portanto, o ideal é seguir um plano individualizado definido pelo especialista.

2. Uso de telas (celular, tablet e computador) faz mal aos olhos?
O uso excessivo de telas pode causar cansaço visual, olhos secos, dor de cabeça e sensação de visão borrada temporária. Isso ocorre porque piscamos menos quando estamos muito concentrados. Entretanto, não há evidência sólida de que telas, por si só, causem danos estruturais permanentes aos olhos na maioria das pessoas. Portanto, recomenda-se a regra 20-20-20: a cada 20 minutos de tela, olhar por 20 segundos para algo a pelo menos 6 metros de distância. Então, fazer pausas, manter boa iluminação e distância adequada dos dispositivos ajuda a proteger o conforto visual.

3. Ler com pouca luz prejudica a visão?
Ler em ambiente pouco iluminado tende a causar fadiga ocular, pois o olho precisa fazer mais esforço para focar. Entretanto, essa situação, isoladamente, não costuma causar perda permanente de visão. Portanto, o mais importante é garantir uma iluminação uniforme, que não gere reflexos excessivos na página ou na tela. Então, se houver desconforto frequente ao ler, é aconselhável uma avaliação oftalmológica para verificar se há necessidade de correção óptica ou outro problema associado.

4. Colírios “branqueadores” ou para aliviar vermelhidão são seguros para uso frequente?
Muitos colírios que prometem “olhos brancos” contêm substâncias vasoconstritoras, que estreitam temporariamente os vasos sanguíneos da superfície ocular. Entretanto, o uso prolongado ou sem orientação pode causar efeito rebote (a vermelhidão volta mais intensa), irritação e até mascarar doenças oculares mais sérias. Portanto, colírios devem ser usados com critério e, preferencialmente, com indicação médica. Então, na presença de vermelhidão recorrente, o mais seguro é consultar um oftalmologista para investigar a causa e definir o tratamento adequado.

5. Óculos de sol são realmente necessários ou apenas acessório estético?
Óculos de sol com proteção adequada contra raios ultravioleta (UV) são uma forma importante de prevenção em saúde ocular. A exposição crônica aos raios UV está relacionada a maior risco de catarata precoce, lesões na córnea e alterações na região palpebral. Entretanto, nem todo óculos escuro oferece proteção real: é essencial que o produto tenha filtro UV comprovado. Portanto, vale priorizar modelos de procedência conhecida ou com certificação. Então, sempre que possível, usar óculos de sol em ambientes externos com alta luminosidade ajuda a proteger os olhos ao longo da vida.

6. É normal sentir os olhos secos ao longo do dia?
Sensação de areia nos olhos, ardor ou ressecamento leve podem ocorrer em situações específicas, como ambientes com ar-condicionado, vento forte ou longos períodos de leitura e computador. Entretanto, quando a queixa é frequente, pode indicar olho seco, alergias ou outras alterações da superfície ocular. Portanto, não é recomendável ignorar sintomas persistentes. Então, lubrificantes oculares (colírios “lágrima artificial”) e ajustes no ambiente costumam ajudar, mas a avaliação médica é importante para descartar causas mais complexas.

7. Alimentação influencia a saúde dos olhos?
Uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras, peixes e alimentos com vitaminas A, C, E, além de ômega-3 e minerais como zinco, está associada a melhor saúde ocular. Esses nutrientes contribuem para a proteção da retina e de outras estruturas dos olhos. Entretanto, apenas a alimentação não substitui exames regulares nem tratamentos indicados pelo oftalmologista. Portanto, o ideal é combinar hábitos alimentares saudáveis com acompanhamento médico periódico. Então, incluir alimentos coloridos (como cenoura, folhas verdes escuras, frutas cítricas e peixes) pode ser um aliado no cuidado global da visão.

8. Crianças podem usar lentes de contato com segurança?
Crianças e adolescentes podem usar lentes de contato, desde que haja indicação adequada, supervisão dos responsáveis e boa higiene. A adaptação deve ser feita por oftalmologista, que irá orientar o tipo de lente, o tempo de uso e os cuidados necessários. Entretanto, o risco de complicações aumenta muito quando há manuseio inadequado, dormir com lentes não indicadas para isso ou falhas na limpeza. Portanto, é fundamental avaliar se a criança tem maturidade para seguir as orientações corretamente. Então, quando bem indicadas e cuidadas, as lentes de contato podem ser uma opção segura e confortável.

9. Esfregar os olhos faz mal?
Esfregar os olhos com força pode causar irritação, pequenos traumas na superfície ocular e até favorecer infecções, pois as mãos costumam carregar micro-organismos. Em pessoas com tendência a alterações na curvatura da córnea, esse hábito pode agravar o quadro ao longo do tempo. Entretanto, é comum que, diante de coceira ou cansaço, a pessoa leve as mãos aos olhos sem perceber. Portanto, é recomendável substituir o ato de esfregar por compressas frias, colírios lubrificantes ou tratamento específico para alergias, quando necessário. Então, manter boa higiene das mãos e evitar atrito excessivo são medidas simples que protegem a saúde ocular.

10. Quais sinais gerais indicam que devo procurar um oftalmologista com urgência?
Alguns sintomas exigem avaliação rápida: dor intensa nos olhos, perda súbita de visão (total ou parcial), visão dupla repentina, aparecimento de muitos pontos escuros (“moscas volantes”) acompanhados de flashes de luz, trauma direto nos olhos ou exposição a produtos químicos. Entretanto, mesmo que os sintomas pareçam melhorar, o ideal é não adiar a consulta. Portanto, diante de qualquer mudança brusca na visão ou desconforto importante, a recomendação é buscar atendimento médico imediato. Então, agir cedo aumenta as chances de preservar a visão e evitar complicações mais graves.

Tags: como prevenirCriançasGlaucoma infantilPrevençãosaúdesaúde ocularsintomas
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