A atenção dos EUA sobre o crime organizado na América Latina vai muito além do Brasil. Agências como a DEA (Drug Enforcement Administration) monitoram uma rede complexa de cartéis latinos que desestabilizam governos e expandem sua influência. Considerados ameaças diretas à segurança regional, esses grupos atuam no tráfico de drogas, armas e pessoas.
A preocupação é tamanha que, em fevereiro de 2025, os principais cartéis mexicanos foram oficialmente designados como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) pelos EUA.
A seguir, conheça cinco dos principais grupos no radar de Washington.
Principais grupos monitorados
Cartel de Sinaloa (México)
Mesmo após a captura de líderes como Joaquín “El Chapo” Guzmán, o Cartel de Sinaloa segue como uma das organizações mais poderosas do mundo. Com estrutura descentralizada, domina o fornecimento de fentanil, cocaína e metanfetamina para os EUA.
O grupo, no entanto, enfrenta um sangrento conflito interno. As facções conhecidas como “Los Chapitos”, filhos de El Chapo, e “La Mayiza”, liderada por Ismael “El Mayo” Zambada, brigam pelo poder, o que já resultou em milhares de mortes desde 2024.
Cartel Jalisco Nueva Generación – CJNG (México)
Conhecido pela extrema violência e táticas paramilitares, o CJNG cresceu como um dos principais rivais do Cartel de Sinaloa, com presença em mais de 40 países. Porém, o cenário mudou quando seu líder e fundador, Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes, foi morto em uma operação do exército mexicano.
Clan del Golfo (Colômbia)
Considerado o maior grupo narcotraficante da Colômbia, o Clan del Golfo controla vastas áreas de cultivo de coca e rotas de exportação. A organização, também conhecida como Autodefensas Gaitanistas de Colombia (AGC), possui um forte braço armado e atua em aliança com cartéis mexicanos para levar cocaína aos mercados europeu e norte-americano.
Tren de Aragua (Venezuela)
Originado em uma prisão venezuelana, o Tren de Aragua se transformou em uma ameaça transnacional. Diferente dos cartéis tradicionais, seu portfólio de crimes é amplo e inclui extorsão, sequestro, tráfico de pessoas e assassinatos. O grupo já estabeleceu células em países como Colômbia, Peru, Chile e Equador.
Los Choneros (Equador)
A facção ganhou notoriedade durante a recente crise de segurança no país. Los Choneros atuam dentro do sistema prisional e nas ruas, controlando o transporte de cocaína colombiana para portos do Equador. A organização mantém alianças com cartéis internacionais para facilitar suas operações.










