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Rachaduras nos mamilos durante a amamentação: como prevenir e cuidar

Por Lara
22/03/2026
Em Bem-estar
Créditos: depositphotos.com / SeventyFour

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As rachaduras nos mamilos estão entre as dificuldades mais comuns enfrentadas por mulheres no início da amamentação. Ainda assim, esse período costuma representar o primeiro grande cuidado com a saúde do recém-nascido. O leite materno é reconhecido como um alimento capaz de suprir as necessidades nutricionais do bebê nos primeiros meses de vida e contribuir para o fortalecimento das defesas do organismo. Além disso, essa fase marca um momento de adaptação para toda a família, em que mãe e filho passam a aprender juntos um novo ritmo.

Apesar dos benefícios amplamente documentados do aleitamento, o processo pode vir acompanhado de desconfortos, especialmente nos primeiros dias. As rachaduras nos mamilos aparecem com frequência e podem provocar dor, dificultar a continuidade das mamadas e, em alguns casos, levar à interrupção precoce da amamentação. Entender por que esse problema surge e quais cuidados ajudam a preveni-lo ou tratá-lo contribui para tornar a experiência mais segura e tranquila.

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Rachaduras nos mamilos: o que são e por que aparecem?

As fissuras mamilares são pequenas lesões que atingem a pele do mamilo e, por vezes, da aréola. Elas podem se apresentar como cortes superficiais, áreas mais avermelhadas ou feridas abertas, variando em intensidade. Em geral, surgem durante as primeiras semanas de aleitamento, fase em que o bebê ainda está aprendendo a mamar de forma eficiente e a mãe se adapta à nova rotina.

A pega inadequada do seio é apontada, na maior parte das orientações técnicas, como a principal causa do problema. Quando o bebê suga apenas a ponta do mamilo, sem abocanhar uma parte maior da aréola, a pressão fica concentrada em uma área pequena e sensível, favorecendo o surgimento de rachaduras. Outros fatores, como sucção muito forte, uso incorreto de bombas de extração, excesso de umidade na região ou ressecamento da pele, também podem contribuir para irritações e ferimentos.

Como evitar e tratar rachaduras nos mamilos durante a amamentação?

A prevenção das rachaduras nos mamilos passa, sobretudo, por uma boa orientação sobre a forma correta de colocar o bebê ao seio. Profissionais de saúde frequentemente ressaltam que o posicionamento adequado reduz a dor, favorece o esvaziamento da mama e protege a pele da região. Quando as lesões já estão presentes, pequenos ajustes na rotina e alguns cuidados simples ajudam na cicatrização.

  • Ajuste da pega e da posição do bebê: é recomendado que o bebê abocanhe o mamilo e parte da aréola, com a boca bem aberta e o queixo encostado na mama. O corpo da criança precisa ficar alinhado, evitando torções no pescoço.
  • Pausas para aliviar a dor: em casos de dor intensa, algumas mães intercalam as mamadas entre os seios, conforme orientação profissional, para dar mais tempo de recuperação à pele.
  • Atenção ao uso da bomba de leite: regular a sucção, garantir que o funil esteja no tamanho correto e evitar extrações prolongadas diminui o atrito excessivo.

Quando bem conduzidos, esses cuidados tendem a reduzir a pressão sobre o mamilo, protegendo a região de novos traumas. Caso a dor persista, a recomendação é buscar avaliação especializada para descartar outras causas, como infecções locais.

Cuidados diários com os mamilos rachados

Além do ajuste na amamentação, a rotina de cuidados com a pele tem papel importante na recuperação das rachaduras. Pequenas mudanças nos hábitos costumam fazer diferença na irritação local e na velocidade de cicatrização.

  1. Manter a região arejada e seca: a umidade constante dos mamilos, seja pelo leite ou pelo suor, favorece a proliferação de fungos e bactérias. Trocar absorventes para seios com frequência e usar sutiãs de tecido respirável ajudam a manter o local mais seco.
  2. Evitar lavagens excessivas: higienizar os seios várias vezes ao dia com sabonetes comuns pode remover a camada de proteção natural da pele, aumentando o ressecamento e o desconforto.
  3. Hidratar com produtos adequados: pomadas à base de lanolina de alta pureza costumam ser indicadas por profissionais, pois formam uma barreira protetora e auxiliam na regeneração da pele, sem a necessidade de retirada completa antes da mamada, dependendo da formulação.
  4. Cuidado com receitas caseiras: a aplicação de alimentos, substâncias ácidas ou produtos irritantes na região pode agravar as lesões ou facilitar infecções.

Substâncias como álcool, água oxigenada, iodo ou pomadas com antibióticos e corticoides não devem ser usadas sem avaliação médica. O uso inadequado desses produtos pode mascarar sintomas, atrasar o diagnóstico de infecções e prejudicar a integridade da pele.

Quando as rachaduras nos mamilos exigem ajuda médica?

Na maior parte das vezes, as fissuras melhoram com o ajuste da pega, adaptação da rotina e cuidados locais. No entanto, alguns sinais funcionam como alerta para a necessidade de consulta com profissional de saúde, como médico, enfermeiro ou consultor em amamentação.

  • Dor muito intensa durante todo o tempo da mamada ou mesmo em repouso.
  • Rachaduras que sangram com frequência ou não apresentam melhora após alguns dias de cuidado.
  • Presença de vermelhidão, calor, endurecimento ou inchaço na mama.
  • Febre, mal-estar ou calafrios.
  • Saída de secreção diferente do leite, com aspecto amarelado, esverdeado ou esbranquiçado em excesso.

Esses sinais podem indicar quadros como mastite ou candidíase mamária, que exigem diagnóstico e tratamento específicos. A busca por orientação profissional contribui para preservar a saúde da mãe, manter o aleitamento materno sempre que possível e garantir que o bebê continue recebendo os benefícios do leite humano de forma segura.

Com informação acessível, acompanhamento adequado e apoio na rede de saúde, as rachaduras nos mamilos deixam de ser um obstáculo intransponível e passam a ser um desafio manejável dentro do processo de amamentação.

FAQ – Mitos e Verdades sobre a Amamentação

A seguir, alguns mitos comuns sobre o aleitamento materno que podem gerar insegurança, culpa ou decisões precipitadas. Em suma, esclarecer essas dúvidas ajuda a tornar a experiência mais leve e baseada em evidências.

  • “Leite fraco” existe?
    Não. O conceito de “leite fraco” é um mito. O leite materno pode variar de cor e consistência ao longo da mamada e do dia, mas continua adequado às necessidades do bebê. Se o bebê está ganhando peso, fazendo xixi com frequência e tem desenvolvimento esperado, o leite está sendo suficiente. Quando há algum problema de ganho de peso, costuma estar ligado à pega, frequência das mamadas ou questões de saúde específicas, e não à “força” do leite.
  • É verdade que peito pequeno produz pouco leite?
    Não. O tamanho das mamas está ligado, principalmente, à quantidade de gordura e não à capacidade de produção de leite. O tecido glandular, responsável pela produção, pode ser eficiente em mamas de qualquer tamanho. Portanto, ter seios pequenos não significa, por si só, ter menos leite ou dificuldade para amamentar.
  • Tomar muito leite de vaca ou canjica aumenta a produção de leite materno?
    Não há evidências científicas de que alimentos específicos “turbinem” diretamente a produção de leite. O que ajuda, de fato, é o bebê mamar com frequência e com boa pega, além de a mãe manter boa hidratação e alimentação equilibrada. Entretanto, algumas preparações podem oferecer calorias e conforto, o que indiretamente favorece o bem-estar da mãe e a manutenção da amamentação.
  • Amamentar estraga o formato dos seios?
    As mudanças nas mamas acontecem, sobretudo, durante a gravidez, por variações hormonais e aumento de volume. Fatores como genética, ganho de peso, uso de sutiã adequado e envelhecimento natural interferem mais na forma dos seios do que o ato de amamentar em si. Amamentar não é a principal causa de “queda” das mamas.
  • Preciso oferecer água ou chá ao bebê que mama no peito?
    Para bebês em aleitamento materno exclusivo, até cerca de 6 meses, o leite já supre as necessidades de água, mesmo em dias quentes. Então, não é recomendado oferecer água, chás ou outros líquidos, pois isso pode reduzir a aceitação do leite e aumentar o risco de infecções através de líquidos e utensílios contaminados.
  • Se o bebê chora muito, é porque meu leite não sustenta?
    O choro do bebê pode ter várias causas: fome, sono, cólicas, necessidade de aconchego, fralda suja, entre outras. Portanto, não se deve concluir automaticamente que o leite é “fraco” ou “insuficiente”. Se houver dúvida sobre ganho de peso ou crescimento, a avaliação do profissional de saúde é fundamental para orientar com segurança.
  • Gravidez durante a amamentação obriga a desmamar?
    Nem sempre. Em muitas gestações saudáveis, é possível continuar amamentando, desde que haja acompanhamento pré-natal e orientação individualizada. Entretanto, em situações específicas, como risco de parto prematuro ou sangramentos, o médico pode avaliar a necessidade de ajustes ou interrupção.
  • Quem tem silicone pode amamentar?
    Na maioria dos casos, sim. As próteses normalmente são colocadas atrás da glândula mamária ou do músculo e não impedem a produção ou passagem do leite. Entretanto, o tipo de cirurgia, o local da incisão e possíveis complicações podem influenciar. Portanto, é importante conversar com o profissional que acompanha o pré-natal ou o pediatra para avaliar cada caso.
  • É preciso colocar o bebê em horários rígidos de mamada?
    A recomendação atual é amamentar em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê demonstrar sinais de fome, sem seguir necessariamente um relógio. Essa prática ajuda a manter a produção de leite adequada e favorece o crescimento do bebê. Rotinas muito rígidas podem reduzir o número de mamadas e, então, atrapalhar tanto o ganho de peso quanto a manutenção da amamentação.
  • Após o primeiro ano, o leite materno “vira água” e não serve mais?
    Não. O leite continua oferecendo energia, proteínas, gorduras boas, anticorpos e outros componentes importantes mesmo após o primeiro ano de vida. Portanto, amamentar um bebê maior ou uma criança pequena ainda traz benefícios nutricionais e imunológicos, além de conforto e vínculo afetivo.
Tags: Amamentaçãobem-estarfissuras mamilaresrachaduras no mamilo
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