A torção testicular ganhou destaque recentemente em debates públicos, mas a condição é uma emergência médica séria e real que exige atenção imediata. O problema ocorre quando o cordão espermático, estrutura que sustenta o testículo no escroto, se torce sobre si mesmo. Essa rotação interrompe o fluxo de sangue para o testículo, causando dor intensa e podendo levar à perda do órgão se não for tratada a tempo.
O quadro é mais comum em adolescentes e jovens adultos, mas pode acontecer em qualquer idade, inclusive em recém-nascidos. A principal característica é o surgimento repentino de uma dor aguda em um dos testículos, que pode irradiar para a região do abdômen. É fundamental saber reconhecer os sinais para buscar ajuda médica o mais rápido possível.
Quais são os principais sintomas?
Os sinais da torção testicular são intensos e aparecem de forma súbita. Ficar atento a eles é crucial para um diagnóstico rápido. Os sintomas mais comuns incluem:
- dor súbita e severa em um dos testículos;
- inchaço no escroto (a bolsa de pele que envolve os testículos);
- náuseas e vômitos;
- dor abdominal;
- um testículo posicionado mais alto que o normal ou em um ângulo incomum;
- vontade frequente de urinar.
O que causa a torção e por que é uma emergência?
A torção acontece quando o testículo gira livremente dentro do escroto. Em algumas pessoas, uma condição hereditária chamada de deformidade em “badalo de sino” permite essa movimentação excessiva. A torção também pode ser desencadeada por um trauma na região, atividades físicas intensas ou ocorrer até mesmo durante o sono, sem uma causa aparente.
A situação é uma emergência porque a falta de suprimento sanguíneo pode levar à morte do tecido testicular em poucas horas. O tratamento precisa ser realizado, idealmente, em até seis horas após o início da dor para garantir a recuperação total do órgão. Após esse período, o risco de necrose e da necessidade de remoção cirúrgica do testículo aumenta drasticamente.
Como buscar ajuda e qual o tratamento?
Ao sentir qualquer um dos sintomas descritos, a orientação é procurar um pronto-socorro imediatamente. Não se deve esperar a dor passar ou tentar automedicação. No hospital, o diagnóstico geralmente é feito com base no exame físico e, em alguns casos, com o auxílio de uma ultrassonografia com doppler, que avalia o fluxo sanguíneo na região.
O tratamento mais comum é a cirurgia. O procedimento é rápido e consiste em destorcer o cordão espermático e fixar o testículo afetado na parede interna do escroto para evitar que o problema se repita. Como medida de prevenção, os médicos geralmente também fixam o outro testículo, já que a condição que permite a torção costuma ser bilateral.










