O nome de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, foi sugerido pelo diretório do PT de São Paulo para compor a chapa presidencial com Luiz Inácio Lula da Silva para as próximas eleições. A proposta, no entanto, é vista como improvável, uma vez que o próprio Kassab já anunciou o apoio do partido à pré-candidatura de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, ao Planalto. Mesmo assim, a menção reacendeu o debate sobre o perfil do político, conhecido por sua habilidade de articulação e por transitar em diferentes espectros ideológicos.
Engenheiro civil e economista, Kassab iniciou sua trajetória política nos anos 1990, consolidando-se como uma figura central na administração de São Paulo. Foi secretário de Planejamento na gestão de Celso Pitta e, posteriormente, deputado federal. Sua ascensão ao Executivo paulistano ocorreu em 2006, quando assumiu a prefeitura após a renúncia de José Serra, de quem era vice.
A gestão na maior cidade do país o projetou nacionalmente. Reelegeu-se em 2008 e permaneceu no cargo até 2012, período marcado por projetos de grande visibilidade, como a Lei Cidade Limpa, que redefiniu a paisagem urbana ao proibir a publicidade excessiva em espaços públicos. Sua carreira, no entanto, é marcada pela versatilidade política.
Fundador do PSD e trânsito no poder
Em 2011, Kassab fundou o Partido Social Democrático (PSD), uma sigla que nasceu com a proposta de ocupar o centro político, dialogando tanto com a esquerda quanto com a direita. A estratégia se mostrou eficaz, e o partido rapidamente se tornou uma força relevante no Congresso Nacional, com bancadas expressivas na Câmara e no Senado.
Essa capacidade de diálogo permitiu que ele ocupasse cargos estratégicos em governos de orientações distintas. Foi ministro das Cidades durante o governo de Dilma Rousseff (PT) e, mais tarde, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações na gestão de Michel Temer (MDB). Mais recentemente, foi secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo até março de 2024, na gestão de Tarcísio de Freitas.
A experiência como gestor e a liderança de um partido com grande capilaridade fazem de Kassab uma peça-chave no xadrez político. Contudo, a sugestão de seu nome como vice de Lula é considerada mais um aceno do PT paulista do que um movimento consolidado, especialmente diante da estratégia do PSD de seguir um caminho próprio na corrida presidencial.









