A febre alta e as manchas vermelhas da chikungunya costumam desaparecer em poucos dias, mas a principal sequela da doença pode durar meses ou até anos: dores intensas nas articulações. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da zika, a infecção viral se destaca justamente por essa complicação, que pode se tornar crônica e impactar severamente a qualidade de vida.
As dores articulares, também chamadas de artralgia, ocorrem em mais de 90% dos pacientes na fase aguda e são uma resposta inflamatória do corpo ao vírus. A intensidade é tanta que muitos relatam dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, como caminhar, escrever ou segurar objetos. O inchaço e a rigidez nas juntas, especialmente das mãos, pés, joelhos e tornozelos, são comuns.
A doença é dividida em três fases. A aguda dura até 14 dias e é marcada pelos sintomas mais conhecidos. A subaguda inicia após os primeiros 14 dias e pode se estender até o terceiro mês, período em que as dores podem persistir. Se o problema continuar após esse prazo, a condição é classificada como crônica, afetando cerca de 40% a 50% dos infectados.
Tratamentos para as dores articulares causadas pela chikungunya
O alívio das dores da chikungunya varia conforme a fase da doença. O mais importante é não se automedicar e sempre procurar orientação médica, pois o uso de remédios inadequados pode trazer complicações. O tratamento correto é fundamental para evitar que o quadro se agrave.
As principais abordagens para o controle do problema incluem:
- Fase aguda: o tratamento inicial foca em repouso, hidratação e uso de medicamentos para dor e febre, como paracetamol ou dipirona. Anti-inflamatórios não são recomendados no início, pelo risco de confusão com um quadro de dengue, no qual esses remédios são perigosos.
- Fase crônica: se as dores persistirem por mais de três meses, o acompanhamento médico é essencial. O tratamento pode incluir o uso de corticoides, fisioterapia e medicamentos mais específicos para controlar a inflamação e modular o sistema imunológico.
- Medidas de alívio: compressas frias podem ajudar a diminuir o inchaço nas articulações, enquanto as quentes relaxam a musculatura. Atividades físicas de baixo impacto, como hidroginástica ou pilates, costumam ser indicadas após liberação profissional para fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade.
A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de combate, eliminando os criadouros do Aedes aegypti. Para quem já enfrenta as sequelas, o acompanhamento médico é fundamental para definir a melhor abordagem e recuperar o bem-estar.








